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Delito de Opinião

O administrador da insolvência política, moral e ética do regime

Sérgio de Almeida Correia, 30.04.14

Quando um Presidente da República, tendo feito o discurso que fez no dia 25 de Abril pp., em seis condecorações que resolve atribuir se permite entregar cinco aos correligionários do seu partido político e antigos colaboradores, incluindo ao seu ex-director de campanha, é legítimo que os portugueses possam dele esperar que antes do final do mandato seja suficientemente justo para também condecorar a mulher que o atura, a filha, o genro, o resto da família, e todos os militantes da sua agremiação que tenham as quotas em dia.

Há muito que eu tinha a percepção de que o Infante D. Henrique e mais algumas figuras gradas da nossa História levavam tratos de polé. Nunca pensei que um Presidente da República lhes faltasse ao respeito desta forma tão descarada e ostensiva. E que os humilhasse tanto. E com eles ao resto da nação.

2 comentários

  • Muitos têm méritos. Todos temos alguns, incluindo os pobres, e não é por isso que têm de ser todos condecorados.
    Seria bom perceber os critérios, em especial em relação a quem foi pago para cumprir a função e não fez mais do que a sua obrigação.
    Mas certamente que já ouviu falar numa coisa chamada decoro.
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