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O acordês

por Luís Naves, em 24.10.15

Serve esta pequena nota para contestar o texto mais abaixo de José António Abreu, numa crítica que estendo aos comentadores que o elogiaram.

A indignação com o acordês tem momentos que lembram os debates sobre bola que tomaram conta das televisões e cuja agressividade é já quase cómica, de tão artificial. Esses debates parecem ser sobre futebol, mas tratam de assuntos laterais, como o gosto ou a cor das gravatas. O caso do acordês é semelhante, ninguém discute as questões minúsculas da escrita, mas a conversa entra de imediato nos terrenos da qualidade literária e do estilo, o que me parece bizarro.

O meu companheiro de blogue não lê uma revista de literatura (onde já publiquei um texto) por ela ser escrita numa ortografia que lhe é desagradável e, seguindo o critério, o José António arrisca-se um dia a não ler coisa alguma, nem jornais, nem ficção. O que andará a perder?

Também não gosto do acordo ortográfico, não percebo a sua relevância, mas essa ignorância e essa sensibilidade jamais me levariam a deixar de ler literatura ou qualquer jornal e revista. Escrevo geralmente na ortografia antiga, que conheço melhor, mas isso não me parece importante para a escrita: tenho a sorte de compreender obras de ficção em várias línguas e nunca me incomodou a ortografia de cada uma delas. Já li brasileiros publicados na ortografia original, o que nunca me incomodou. Leio sem dificuldade jornais estrangeiros, brasileiros ou escritos em acordês, algo em que deixo de reparar ao fim de cinco minutos.

Em cada texto de 500 palavras, o acordês envolve a alteração de uma ou duas. Façam a experiência com este texto de 400 palavras.

A questão, naturalmente, não está na ortografia, mas no conteúdo e na qualidade. Quando falamos de literatura, falamos na densidade do texto e das personagens, na forma e originalidade, no fluxo, na riqueza do vocabulário, nos cenários, no estilo, na intensidade poética, nas emoções e na sinceridade do autor. O tema certo não é a convenção que nos desagrada, mas a boa literatura supera a língua em que foi escrita, o tempo e a sociedade em que foi escrita, é mais interessante do que o próprio autor que a escreveu. A arte original tem ritmos próprios, profundidade, superação do tempo, universalidade, funciona em qualquer língua e em regras codificadas que, lidas em cada dia, se tornam invisíveis. Deixar de ler por tão pouco?

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19 comentários

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De Paula a 24.10.2015 às 13:58

Tão bem ponderado.
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De José Navarro de Andrade a 24.10.2015 às 14:17

And that's that. Só não concordo muito com a ideia de irrelevância de "um" acordo ortográfico. Um cosmopolita como tu compreenderá que sem ele, em menos de 10 anos a nossa versão da língua tornar-se-á uma curiosidade de alcance meramente regional, o que num mundo de comunicação cada vez mais alargada seria uma pena, sobretudo estando nós tão bem colocados, à partida, para participar nele.
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De V. a 24.10.2015 às 14:37

Argumento falível se sobreviver é desaparecer num mundo que não se mereceu.
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De gty a 24.10.2015 às 16:00

"em menos de 10 anos a nossa versão da língua tornar-se-á uma curiosidade de alcance meramente regional".

Seria interessante ver esse raciocínio desenvolvido.

Não percebo qual o motivo pelo qual a ortografia de Portugal, Angola e Moçambique e Macau - pelo menos - se tornaria numa curiosidade "regional" - uma região que abrange vários continentes.

E qual o motivo pelo qual a ortografia do brasileiro, ortografia que, ao contrário da ortografia legal de Portugal, nem internacional é, usada apenas num país e num país com 75% de analfabetos (40% de analfabetos funcionais nas universidades) há-de ter um ridente futuro
Ainda não percebi essa. Afinal, Portugal deu ao mundo, nos últimos 100 anos, Fernando Pessoa e Saramago e os brasileiros deram quem, com a mesma projecção internacional? Num subcontinente onde abundam os Nobel da literatura (Bolívia, Argentina, Chile) ao Brasil não calhou nenhum...
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De José Navarro de Andrade a 26.10.2015 às 12:35

Qual é a versão da língua portuguesa do seu computador?
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De Bic Laranja a 24.10.2015 às 14:18

«Arrisca-se um dia a não ler coisa alguma, nem jornais, nem ficção. O que andará a perder?»
Dos jornaes, nada. Da ficção, muito pouco. A melhor acha-se já publicada em grafia menos estúpida.
De resto, se a escrita do idioma pátrio lhe é indiferente, é porque não é pátrio. É como os chapéus, idiomas há muitos. Nem precisa de achar um que lhe sirva; basta só que lhe cubra o pêlo.
Cumpts.
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De otto solano a 24.10.2015 às 14:25

É na pharmácia da cultura que podemos obter o fortificante que nos protege de cahir no abysmo da mediocridade.

A ORIGEM DO
”ABORTO ORTOGRÁFICO”
(também chamado “Acordo Ortográfico)
( “LUSOFONIA” - “PALOP”- “CPLP” )


Lusofonia é um vocábulo derivado do termo “Lusitânia”, nome dado pelos romanos a uma província da Península Ibérica que englobava um território que faz actualmente parte de Portugal.
Luiz Vaz de Camões denominou o seu poema épico que evoca os feitos dos portugueses, as suas conquistas de além-mar e a abertura das vias marítimas para o Oriente contornando o continente africano “Os Lusíadas”, portanto os descendentes dos antigos “Lusos”.
As terras conquistadas na África, Ásia e Américas sobre dominação portuguesa eram denominadas Colónias Portuguesas, e o seu conjunto foi o assim chamado “ Império Colonial Português “.
A ditadura fascista de Salazar passou a chamar às colónias portuguesas “Províncias Ultramarinas” , utilizando uma ideia apócrifa de unidade cultural e política, o que se pode traduzir numa “mania das grandezas” provinciana, mas que servia perfeitamente de apoio à sua ideologia politica conservadora e fascista. E é então que o vocábulo “Luso” entra novamente em cena, uma vez para chamar “Lusitos” aos jovens da “Mocidade Portuguesa”, organização fascista paramilitar formada segundo os moldes da juventude hitleriana, e de participação obrigatória para todos os jovens estudantes, em Portugal e nas Colónias, e outra para designar por “Lusofonia” uma mítica unidade cultural entre as Colónias e Portugal.
Após o 25 de Abril e a descolonização, aquela “mania das grandezas” ainda não tinha sido totalmente dissipada da cabeça de muitos portugueses que ainda sonhavam com o tal império ou com as tais províncias ultramarinas. E assim renasceu o termo “Lusofonia” para designar essa fantasiosa unidade cultural e linguística de Portugal com as ex-colónias,e que é na sua essência um mito fascista.
Uma ideia tão abstracta, apócrifa e ridícula como esta não servia muito bem certos interesses ocultos. Os revolucionários dos movimentos de libertação das ex-colónias, que tinham mandado à merda toda a ideologia progressista que defendiam, tornaram-se na elite burguesa desses países, em moldes feudais, e em conluio com a oligarquia portuguesa apossaram-se do poder político, militar e económico, explorando as riquezas dos países em proveito próprio, tornando-se nas elites mais ricas do continente e condenando assim à pobreza, à fome, à exploração e escravatura os seus conterrâneos. Passam a viver num luxo e ostentação como nunca na puta da sua vida sonharam, e criam uma organização chamada “PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa” julgando na sua mediocridade ética e cultural atingir um certo prestígio e utilizá-la perfeitamente para proveito próprio. Assim é que a organização oferece “tachos” bem remunerados não só para os seus membros como também para os familiares, amigos, amantes e amásias, viagens de “trabalho”, jantaradas, carros de luxo e mordomias de toda a espécie.
Mas a clientela ia crescendo e a organização não tinha mais capacidade de os contentar. Como nesse sentido a criatividade dessa gentalha desses países e de Portugal não tem limites, nasceu assim a “CPLP - Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa” . Os seus membros são todos aqueles países onde as elites governamentais optaram pelo idioma português como língua oficial, desprezando os idiomas nativos, mesmo que a maioria dos seus habitantes não o fale nem o entenda, como são os casos extremos da Guiné-Bissau e Goa; e ridiculamente também Timor, uma ex-colónia à qual Portugal durante séculos nunca deu qualquer atenção e que só servia como local de desterro para personalidades civís politicamente incómodas e militares que não se submetiam a directrizes arbitrárias. Só depois da Austrália ter descoberto petróleo no mar que rodeia aquela ilha é que Portugal, fazendo o papel vergonhoso de “libertador” a troco de generosas esmolas das companhias exploradoras do petróleo para o bolso de certa gente, enviou, “para disfarçar”, alguns professores para ensinar português àquelas gentes; e cujo nativo traidor que foi o primeiro dirigente governamental após o país ter sido artificialmente criado, teve
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De otto solano a 24.10.2015 às 14:26

É na pharmácia da cultura que podemos obter o fortificante que nos protege de cahir no abysmo da mediocridade.

A ORIGEM DO
”ABORTO ORTOGRÁFICO”
(também chamado “Acordo Ortográfico)
( “LUSOFONIA” - “PALOP”- “CPLP” )

Dado o total desconhecimento que a grande maioria da população dos países desta “Comunidade” possui sobre a existência destas organizações, PALOP e CPLP, e não ter igualmente a menor ideia do que seja essa “Lusofonia”, e até hoje não se ter verificado qualquer tentativa, mesmo que seja “só para inglês ver” duma divulgação das mesmas, é evidente que elas só servem os interesses das elites nacionais, e por extensão os das diversas personalidades que constituem o escol representativo das organizações satélites apoiantes, como a “Fundação Oriente” e o “MIL – Movimento Internacional Lusófono”, entre outras cuja existência é mantida em segredo, e a qual só se revela quando por qualquer motivo se descobre alguma daquelas trafulhices financeiras que são amanhadas entre elas, a banca privada, e os políticos e os governos corruptos dos diversos países membros.
São organizações criminosas legalizadas, sustentadas pelo erário público, que urge desmantelar e expropriar, revertendo o património, mesmo que esteja por “artes mágicas” nos bolsos desses cleptocratas, para os cofres daquelas instituições de utilidade pública de comprovada idoneidade.
Devemos relalçar e reafirmar aqui, que português é a língua que se fala e escreve em Portugal.
É no âmbito deste contexto e no alastrar do terreno da mediocridade, fertilizado com as secreções endémicas defecadas pelas mentes de intelectualóides pífios e politiqueiros reles e sem qualidades argumentando interesses mercantis ridículos e anódinos, que se pode entender o engendrar deste famigerado e assim chamado “acordo ortográfico”, sua aprovação e imposição arbitrária e à revelia por decreto governamental.
A duvidosa questão jurídica da sua oficialização e as alterações ortográficas absurdas já foram suficientemente analisadas, criticadas e divulgadas por muitas personalidades, destacando-se entre elas pela luta acérrima contra este “acordo” o intelectual, escritor, poeta e tradutor Vasco Graça Moura, falecido em Abril do passado ano, hoje censurado por omissão pela maioria dos orgãos de comunicação social do país. Os seus escritos sobre este tema, assim como os dos demais autores, podem contudo ser lidos em muitos portais da “internet”.
É culturalmente obscena a forma como hoje se escreve, e fala, em Portugal. Basta ver os muitos exemplos denunciados em vários sítios da “internet”, para se constatar que se trata dum crime cultural premeditado. Os seus autores deveriam ser previamente julgados e punidos pelos tribunais civís, pois pelo tribunal da cultura e da história já foram há muito condenados a pena de morte.
Torna-se assim cada vez mais urgente a constituição duma acção concertada, programada e militante de todos os opositores, principalmente dos escritores, poetas, tradutores, jornalistas e professores para a anulação imediata e sem quaisquer reservas deste “acordo ortográfico”, de modo a que seja possível, dentro do menor espaço de tempo, minimizar e neutralizar os enormes danos culturais causados por este atentado criminoso contra a dignidade da língua portuguesa.

Otto Solano
13.02.2015
otto.solano@gmx.de






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De V. a 24.10.2015 às 14:33

Há quem tenha princípios e há quem ceda nos princípios, inventando questões e desculpas perfeitamente absurdas para ver se encontra alguma razoabilidade no disparate. Contar as palavras que mudaram para quê se o mal é ter mudado? O problema do acordo sempre foi um problema de falta de carácter.

Eu sou contra e odeio tudo o que lhe estiver relacionado e espero a sua derrota total e absoluta — não quero ser bonzinho com quem usa a tolerância para impôr merda inferior aos outros.

Além de nem conseguir expressar adequadamente a minha repugnância por alguém — como os políticos e todos os defensores do dito — que por motivos circunstanciais alteraram deliberadamente o património de um povo sem o mínimo de honestidade intelectual, inventando atabalhoadamente regras que nem existem e destruindo a etimologia de uma língua. É um crime hediondo de mutilação que a banaliza e transforma uma língua erudita —as línguas cristalizam-se em normas ditas eruditas— num linguajar suburbano.

As motivações dos acordistas são políticas, nunca foram científicas. Portanto, desprezo é pouco.
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De José António Abreu a 24.10.2015 às 14:37

Não é pouco. É - com tendência para "era" - das poucas coisas que me fazem sentir português. Cortando-se a ligação emocional, o mundo da edição em inglês, francês e espanhol (acrescido do das edições em português pré-acordo) é suficientemente vasto e globalmente mais relevante.

Algumas notas anteriormente publicadas (destaco a primeira):
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4258828.html
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3501953.html
http://escafandro.blogs.sapo.pt/265290.html
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De y. a 24.10.2015 às 16:10

Sobre o motivo pelo qual em Portugal se ficciona que o "acordês" está em vigor, trucidando os princípios mais elementares do Estado de Direito - a começar pelo artº 8º da Constituição Portuguesa, talvez estas pequenas notícias ajudem a compreender um pouco:
http://aquihagato.net/pt/ligacoes/legislacao-e-efemerides-lista/o-portugues-e-lingua-oficial-da-maconaria-regular
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De Costa a 24.10.2015 às 14:39

"Já li brasileiros publicados na ortografia original, o que nunca me incomodou." E então?

O português do Brasil - chamemos-lhe assim, para não lhe chamar "brasileiro", um idioma que partindo do português seguiu o seu rumo, naturalmente se autonomizou, no vocabulário, na ortografia, na sintaxe, tendo nós uma capacidade de o compreender, falado e escrito, muito maior do que eles, brasileiros, de compreender o português europeu - nem sequer coincide com o acordês (aliás, por lá parecem terem-no mandado a certo sítio). Neste instante, como se sabe, há o português europeu, o português do Brasil e essa coisa inominável (intolerável jogada comercial, se alguma coisa), chamada AO90 .

A justíssima indignação em torno desse ataque indefensável, sem ponta de lógica científica e transpirando um jacobinismo imbecil, a um valor identitário, cultural, histórico, tão relevante como a nossa língua está tão acima, em dignidade e relevância, do repugnante mundo do futebol que nos é servido à náusea que é ofensivo, sequer remotamente, pretender aproximar uma e outra coisas. São indignações bem diferentes, sobre valores incomparáveis.

Também eu deixei de comprar - e de ler - essa publicação. E não compro literatura em acordês. A questão não é de qualidade literária e estilo, como falsamente a coloca. A questão é de dignidade. Já lamentei deixar de ler obras que me interessaram, ao descobrir a sua rendição ao AO90. Reconhecendo essa perda, há felizmente autores e editoras que resistem, e da literatura portuguesa o essencial para formar um leitor está felizmente publicado e disponível em bom português (e até, desgraçadamente, reeditado nessa mistela). Se e quando essa resistência for vencida (o que infelizmente é bem possível), suponho que os alfarrabistas terão ainda mais importância para aqueles não contemporizam com esse insulto - nem com os autores que o admitam - com o qual o Luís Naves parece não ter especial incómodo em conviver.

Haverá sempre que ler, Luís Naves, por ainda muito tempo. A menos que alguma lei estapafúrdia - já se espera tudo, é de admitir - mande confiscar e queimar o que não esteja em acordês e proíba a importação e venda de obras estrangeiras nas sua línguas originais.

Com alguma sorte acabarei os meus dias antes desse tempo.

Costa
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De y. a 24.10.2015 às 18:18

A evolução da ortografia consiste na... sua estabilização, que apenas se pode dar com um bom sistema de ensino que garante o acesso fácil e seguro à norma.
Física não é mais mais "evoluído" do que Physics ou os brasileiros já teriam ganho uns Nobel... que nunca lograram.
Physics escreve-se assim no mundo anglo-saxónico ou Physik em alemão ou Physique em francês - os países onde se deram as grandes descobertas da physica e escreve-se física nos brasis e em Portugal porque um governo ditatorial em 1911 o decretou - já na senda de "descobertas" linguísticas brasileiras (1907) e portuguesas que tresleram alguns esquecidos escritos do séc. XVIII.
Está demonstrado que escrever "física" em vez de physica em nada beneficiou o avanço da ciência em Portugal ou nos brasis - onde as taxas de analfabetismo continuam a ser escandalosas.

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De y. a 24.10.2015 às 16:06

"A questão, naturalmente, não está na ortografia, mas no conteúdo e na qualidade"

Concordo. Mas, nesse caso, qual o porquê da imposição brasileira a Portugal - e aos restantes países que usam a mesma ortografia - para mudarem a ortografia de milhares de palavras?
Ainda há dias o ministro da cultura brasileiro quis convencer os Angola a ratificar o acordo... - o tal que não precisava de mais ratificações.
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De otto solano a 24.10.2015 às 18:32

texto intercalar nao publicado (entre a primeira e a segunda publicacao)

, teve de aprender português durante o cativeiro político na Indonésia, o que ainda hoje se revela na sonoridade metálica do seu falar mecânico, à semelhança do som do leitor de cassetes por onde aprendeu o idioma. Mais ridícula ainda, e também perversa, é a recente aprovação da adesão da Guiné-Equatorial a esta organização, país que nunca foi colónia portuguesa e onde o português não é nem nunca foi língua oficial e nem o povo o fala ou jamais falou.
O Brasil, a maior ex-colónia portuguesa, e o país membro com maior extensão territorial e maior número de habitantes também só possui, à semelhança das ex-colónias africanas, uma elite culta que fala e escreve, quase correctamente, português. A grande maioria da população fala variantes adulteradas deste idioma, com as influências regionais dos diversos idiomas nativos e de os daquelas etnias de colonos oriundas de todas as partes do mundo, e utilizando vocábulos estrangeiros, principalmente ingleses, idiotamente “abrasileirados”. E onde um sistema escolar público precário ainda hoje existente nunca permitiu um ensino correcto da língua portuguesa.
A CPLP viabiliza assim a criação de novos “tachos” para a sua clientela. E na página da “Internet” relativa à sua estrutura e organização não são revelados, além do nome do Secretário Executivo, nem os nomes dos seus colaboradores nem o número de funcionários ao seu serviço, e os objectivos, como também publicado naquela página, são difusamente generalizados e abertamente não comprometedores.

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