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O 25 de Novembro

por Helena Sacadura Cabral, em 25.11.14

25 Nobembro 1975 - 1.jpg

Quem se lembra do 25 de Novembro? Poucos, muito poucos. No entanto, passam hoje 39 anos sobre o golpe militar que naquela data pôs fim à influência da esquerda mais radical iniciada em Portugal com o 25 de Abril de 1974. Golpe que terá permitido ao pais o estabelecimento de democracia de que agora gozamos. E que substituiu o PREC – Processo Revolucionário em Curso – pelo Processo Constitucional em Curso, no qual o General Ramalho Eanes teve um importante papel.


11 comentários

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De Olhe que Não a 25.11.2014 às 20:00

"Sábado o País foi confrontado com um acontecimento que deixou todos os democratas imensamente preocupados." Incluindo-me eu nesse grupio excrucionista de "todos os democratas", ando preocupadíssimo e não gozo nadinha.
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De Helena Sacadura Cabral a 25.11.2014 às 21:15

Olhe que não
Não percebo o seu comentário. Acha que eu estou a "gozar" alguma coisa com os problemas que o país está a atravessar?!
Onde é que o senhor foi buscar essa ideia que considero, nas actuais circunstâncias, quase ofensiva?
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De Olhe que Não há ofensa... a 25.11.2014 às 21:30

Obviamente que não acho que a Srª. D. Helena esteja a gozar, até porque eu já cá andava e me lembro bem do 25 de Novembro de 1975.

Referia-me a isto:

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/a-cabala-5-6875240

Ou seja, Mário Soares acha que "O País foi confrontado com um acontecimento que deixou TODOS OS DEMOCRATAS IMENSAMENTE PREOCUPADOS".

Todinhos os democratas, não há um que tenha autorização para ficar de fora.

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De Maria Dulce Fernandes a 25.11.2014 às 20:24

Para além de ser também a data do aniversário do meu falecido Pai, acredito que não há nenhum nativo e morador em Belém e Ajuda em 1975, que não tenha a efeméride do 25 de Novembro na memória, mais propriamente o dia 26, com os confrontos na calçada da Ajuda, onde se registaram baixas. O som das rajadas dos disparos de G3 não se esquecem com facilidade, nem o medo da incógnita que seria o futuro daí em diante.
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De Helena Sacadura Cabral a 25.11.2014 às 21:20

Dulce
Penso que o país deve bastante ao General Ramalho Eanes e vejo pouco reconhecimento desse facto. A história não se escreve só para um lado. Houve o 25 de Abril e houve o 25 de Novembro. Porque é que esquecemos este e o apagamos do calendário político?
Não tenho filiação política. Mas tenho memória. Boa e não selectiva no que à política diz respeito.
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De Maria Dulce Fernandes a 25.11.2014 às 21:38

Absolutamente correcto. Eu SEI o que foi o PREC , os exageros e a loucuras dos feios, porcos e maus.
Nascemos e morámos ali a vida toda, desde que a minha bisavó veio da Meia Laranja.
Só que em 75, no epicentro da escaramuça, ninguém ali sabia quem eram "os bons" nem "os maus". Correu bem para o País e para a Democracia.
Repôs-se pois o equilíbrio das cores e passou a medir-se forças com palavras.
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De Vento a 25.11.2014 às 21:30

Bem lembrado, Helena
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 26.11.2014 às 01:02

Nessa noite fui ver "2001 Odisseia no Espaço" ao Apolo 70 na sessão da meia-noite. Quando o filme acabou eram umas duas e tal da manhã, não havia transportes e Lisboa estava completamente deserta; salvou-me um carro da policia que me deu uma boleia até casa. Do Apolo 70 até à Infante santo ainda é um esticão.

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De Costa a 26.11.2014 às 11:39

Do cinema do Apolo 70 guardo uma memória já difusa. Lembro-me de lá ir, a pé, nos tempos da adolescência (esses de 75 e por uns anos mais) em que morava na Latino Coelho. Ainda hoje frequento esse centro comercial, evidentemente por razões que não a ida ao cinema. Deixa infelizmente a sensação de se arrastar penosamente, perdida a glória antiga, numa sobrevivência triste.

O filme é fascinante, para mim O filme de ficção científica de sempre, interrogando-nos muito para lá do que se convenciona identificar como "ficção científica" e com um rigor científico que, é de acreditar, chocará muita gente.

O 25 de Novembro ficou aquém do necessário, no sentido em que não chegou - e ainda hoje isso está por fazer - para afastar de vez a alegada e absurda superioridade moral das esquerdas, bem como a necessidade por tanta gente sentida de atabalhoadamente justificar e contextualizar o facto de se não alinhar com essa orientação. Arrogância e complexo que o tempo demorará a afastar. Se alguma vez o conseguir.

Costa
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De singularis alentejanus a 26.11.2014 às 15:00

Se me lembro. Prestava serviço militar em Castelo Branco como oficial miliciano.
O clima de indisciplina era insuportáver minado pelos SUV(soldados unidos vencerão) a soldo do Partido Comunista, da mesma forma que o é hoje a Intersindical. A ponto de um praça urinar no balcão da messe dos oficiais, porque era permitida a sua frequência. Não fossse a estaleca dos militares que tinham passado pela guerra colonial, que com a sua experiência conseguiram domar ímpetos mais vincados, leia-se "paninhos quentes", e teria havido uma guerra civil originária nos quartéis.
Nunca esquecer Ramalho Eanes e seu colaborador mais directo Jaime Neves, que com as suas portuguesíssimas genuidade e engenho conseguiram deitar por terra as aspirações de uma minoria para a instalação de um totalitarismo.
Perante o que se está a passar neste momento, também não é demais lembrar o posicionamento de Ramalho Eanes perante certas mordomias concedidas pelo poder político á sua pessoa e que ele rejeitou. Creio que terá sido o único a fazê-lo.
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De Augusto a 26.11.2014 às 20:56

Ainda bem que escreve que no 25 de Novembro, Ramalho Eanes , foi o protagonista de um golpe.

Ao longo destes anos , os protagonistas do GOLPE do 25 de Novembro, gostam de dizer, que evitaram um golpe da " Esquerda Radical", que até hoje ninguém conseguiu provar.

Mas acho que é uma ingratidão ignorar o nome de Frank Carlucci

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