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Num país desamparado

por Pedro Correia, em 17.10.17

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 Foto: Paulo Novais/Lusa

 

Sentimo-nos por estes dias habitantes de um país sofrido, magoado, desamparado, órfão da protecção do Estado. Um país revoltado com tanta impreparação, tanto desleixo, tanta incúria, tanta incompetência.

Um país enlutado por duas tragédias ocorridas num intervalo de quatro meses que provocaram mais de uma centena de mortos e largas dezenas de feridos, muitos em estado grave.

Na sua excelente comunicação de há pouco ao País - o melhor discurso do seu mandato - Marcelo Rebelo de Sousa falou de tudo isto. Também ele sofrido, também ele magoado, também ele profundamente enlutado. Dando expressão contida mas iniludível a estes sentimentos. Mostrando assim, uma vez mais, como sabe estar em sintonia com os portugueses.


31 comentários

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De Justiniano a 18.10.2017 às 09:23

Não sei porquê, mas Marcelo parece-me sempre um personagem de cinema! Um actor representando diversos papeis, adequados, cada um deles, às circunstancias que pressente e que vai lambendo do vento (pressentiu, com o parar da música, um fim de festa)!
Nada em Marcelo me parece genuíno. Tudo me parece táctica. Good cop, bad cop?!?! Talvez seja deturpação dos meus olhos, mas aquela leveza do deixa andar, que é tudo estrada, talvez tenha, em muito, contribuído para o estado de coisas a que chegámos e, sobretudo, para a vocação de inimputabilidade do governo!
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De Vlad, o Emborcador a 18.10.2017 às 10:18

Se não fosse ele a Ministra ainda cá andava. Isso é a Moção de Censura . Desconfio que a esquerda não sustentava o governo se o PM não a tivessse demitido
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De Justiniano a 18.10.2017 às 14:15

Muito se engana, meu caro Vlad.
Nunca, em quarenta e tal anos, ouvi do PCP reserva alguma em relação a qualquer moção de censura, até ontem!! Ouvir o PCP desdenhar a coisa, defender a dama como se fosse sua e berrar pra bancada que falta, à coisa, substancia para além de manobra partidária, dá dó!! Um desespero que nem no PS se vê!!
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De Justiniano a 18.10.2017 às 15:31

Muito se engana, meu caro Vlad.
Nunca, em quarenta e tal anos, ouvi do PCP reserva alguma em relação a qualquer moção de censura, até ontem!! Ouvir o PCP desdenhar a coisa, defender a dama como se fosse sua e berrar pra bancada que falta, à coisa, substancia para além de manobra partidária, dá dó!! Um desespero que nem no PS se vê!!
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De Vlad, o Emborcador a 18.10.2017 às 16:17

O PCP não me interessa. A diferença entre Pedrógão e o dia 15 foi o Relatório entretanto tornado conhecido. Era urgente agir. E o PR foi inteligente e espero que sincero ( contudo falou demais no rescaldo de Pedrógão )
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De Pedro Correia a 18.10.2017 às 11:12

Marcelo expressou - não tenho a menor dúvida - o que sentem e o que pensam hoje os portugueses, na sua esmagadora maioria.
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De Justiniano a 18.10.2017 às 14:24

Pedro Correia, meu caro, é precisamente isso que disse. Ele lambe sempre, ao vento, o que sentem e pensam os portugueses em determinada semana!! E prá semana há mais semanas! Nunca Marcelo cumpre os mínimos da presciência a que o seu capital político o obrigaria. Ele foi eleito para ler mais além doque o comum dos mortais, e que não, e apenas, as trovas de circunstancia que o vento trás! É essencial que demonstre estar atento ao filme, perceber o que se passa antes de se passar.
Há tragédias anunciadas! A Marcelo, competir-lhe-ia saber identificar uma tragédia anunciada. Há ambiguidades que se cultuam e que nos prendem, mais tarde, a uma realidade que devíamos ter percebido. Como Marcelo gosta de dizer, é não perceber nada do que aconteceu e acontece!!
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De Justiniano a 18.10.2017 às 15:30

Pedro Correia, meu caro, é precisamente isso que disse. Ele lambe sempre, ao vento, o que sentem e pensam os portugueses em determinada semana!! E prá semana há mais semanas! Nunca Marcelo cumpre os mínimos da presciência a que o seu capital político o obrigaria. Ele foi eleito para ler mais além doque o comum dos mortais, e que não, e apenas, as trovas de circunstancia que o vento trás! É essencial que demonstre estar atento ao filme, perceber o que se passa antes de se passar.
Há tragédias anunciadas! A Marcelo, competir-lhe-ia saber identificar uma tragédia anunciada. Há ambiguidades que se cultuam e que nos prendem, mais tarde, a uma realidade que devíamos ter percebido. Como Marcelo gosta de dizer, é não perceber nada do que aconteceu e acontece!!

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