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Delito de Opinião

Nova SBE uma referência portuguesa no mercado internacional

Joana Nave, 17.02.26

Não tenho por hábito escrever neste blogue sobre a actualidade, gosto de escrever crónicas sobre temas que me interessam, gosto de partilhar ideias, mas política e outras questões que assolam o mundo constituem verdades das quais muitas vezes me refugio, para não me deixar levar pela depressão dos tempos.

No entanto, não posso ficar indiferente aos recentes acontecimentos que envolvem a Nova SBE, da qual sou alumni com muito orgulho.

Quando em 1999 entrei na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (FEUNL) para iniciar a Licenciatura em Economia ainda não sabia que este passo seria tão significativo para a minha vida. Foram os anos que passei no Campus de Campolide que me tornaram na pessoa que sou hoje, as dificuldades, as amizades, o conhecimento, é algo que nos marca e define. Foram anos maravilhosos, mesmo nos dias mais difíceis. Uma das características mais relevantes da FEUNL era, já na altura, a visão futurista do ensino e da sociedade. Na FEUNL aprendíamos a ser empreendedores, com rigor e iniciativa. Aprendíamos a superar desafios perante adversidades, aprendíamos a ser autónomos e a gerir o nosso próprio tempo. A FEUNL não definia um programa curricular fechado, permitia-nos escolha, permitia-nos direccionar a licenciatura para as áreas que mais nos interessavam. Quando havia um aluno de Erasmus inscrito, as aulas eram leccionadas em inglês e também havia professores estrangeiros, a par de conceituados docentes nacionais. Estes foram sem dúvida os pontos altos da minha licenciatura, porque foram inovadores face a outros estabelecimentos de ensino.

Eu não fiz Erasmus, não fiz carreira internacional, nem segui jornalismo económico como sonhava quando ainda estava no ensino secundário. A vida tomou outro rumo e orgulho-me das conquistas que fiz com os meios que tive. No entanto, se hoje voltasse atrás, teria abraçado um caminho internacional como a FEUNL me preparou para seguir.

Há quem defenda o nacionalismo, a língua portuguesa, mas não podemos continuar a viver na ilusão que proteger o património é isolarmo-nos do mundo que nos rodeia. Vivemos na era da globalização, o mercado é internacional, a balança de importações e exportações é uma das que mais peso tem nas contas nacionais e devia ser analisada de forma estratégica pelos que governam o país, para que pudéssemos ser realmente competitivos face aos nossos parceiros europeus.

Quanto mais defendermos o casulo, menos projecção temos lá fora e, se o fizermos, vamos tornar-nos ainda menos competitivos e deixar de canalizar receitas estrangeiras de que tanto necessitamos.

Colocar o ensino na esfera internacional é promover o país e a cultura portuguesas. Criar uma marca que é facilmente identificável é uma estratégia de promoção que resulta. Os resultados estão mais que comprovados, a Nova SBE já tem projecção no mercado internacional e já está nos rankings internacionais, tendo alcançado o 17º lugar no ranking do Financial Times Best European Business Schools 2025. E, sim, é uma marca portuguesa da qual nos devemos orgulhar, não é mais nem menos portuguesa por ter uma definição em inglês, que afinal de contas é a língua mais falada no mundo.

 

 

  • A posição do Dean da Nova SBE, Pedro Oliveira, no Expresso.

 

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