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Notas políticas (4)

por Pedro Correia, em 11.11.15

António Costa garantiu que iria integrar pela primeira vez o BE e o PCP no "arco da governação" como se derrubasse o Muro de Berlim. Esquecendo-se de que o PCP foi partido do governo durante mais de dois anos, no período pré-constitucional, entre 1974 e 1976. Omitindo também outros factos, que vale a pena lembrar aqui. Os comunistas não regressaram ao Executivo na era constitucional por vontade própria, preferindo ser um partido de protesto do que de soluções governativas. E também por vontade do eleitorado, que nestas quatro décadas nunca escolheu o PCP para governar. Além disso, um quarto de século depois, os comunistas portugueses ainda choram a queda do Muro de Berlim em vez de celebrarem a sua queda.


52 comentários

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De Luís Lavoura a 11.11.2015 às 12:12

o eleitorado, que nestas quatro décadas nunca escolheram o PCP para governar

Numa só frase, duas calinadas:

(1) Má conjugação do verbo.

(2) O eleitorado não escolhe quem governa. O eleitorado escolhe os deputados. Estes últimos são quem escolhe quem governa. Não é o eleitorado quem escolhe diretamente.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 12:43

Fique descansado, ninguém lhe rouba o título: em matéria de calinadas você continua imbatível:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/um-mes-depois-7894247?thread=62456807#t62456807
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De V. a 11.11.2015 às 12:44

Num só post outra grande calinada, não são os deputados que escolhem quem governa: é o PR. Os deputados apenas podem votar moções e projecto de lei e o PAR (Agora é um orc que lá está).
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 22:33

O Luís Lavoura ainda não percebeu que o sistema político-constitucional português é semipresidencialista.
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De Luís Lavoura a 12.11.2015 às 09:25

o sistema político-constitucional português é semipresidencialista

Essa é uma ficção que continua a ser repetida, mas que toda a gente sabe já não ser verdade.

O sistema da Constituição original (de 1976) era semipresidencialista. Porém, os partidos (PS e PSD) ganharam raiva aos governos "de iniciativa presidencial" de Ramalho Eanes e mudaram a Constituição (salvo erro em 1982). O sistema deixou de ser semipresidencialista. O presidente tem poderes muitíssimo reduzidos.

É certo que o presidente é quem designa o primeiro-ministro, mas a Assembleia tem poder de veto sobre essa escolha (que aliás acaba de exercer). Na prática, ou o presidente designa quem a Assembleia quiser, ou o país fica ingovernável.
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De Luís Lavoura a 12.11.2015 às 09:21

não são os deputados que escolhem quem governa: é o PR

Se é o PR, porque é que agora Passos Coelho é impedido de governar?
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De Pedro Correia a 12.11.2015 às 10:31

Passos Coelho continua a ser primeiro-ministro neste momento. Costa é apenas PM virtual.
E poderá continuar a sê-lo, em tese, se o PR decidir prolongar a existência deste Executivo, entretanto transformado em governo de gestão. Pode fazê-lo. Tem poderes discricionários para isso.
Como tem poderes discricionários para dissolver a AR: foi aliás isso que Sampaio fez em Novembro de 2004, quando havia maioria absoluta em São Bento.
Como tem poderes discricionários para recusar primeiros-ministros. Eanes recusou o PM Vítor Crespo que a AD lhe apresentou em Dezembro de 1982. Soares recusou o PM Fernando Nogueira que Cavaco lhe apresentou em 1995.
Semipresidencialismo é isto.
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De Luís Lavoura a 12.11.2015 às 10:57

Passos Coelho continua a ser primeiro-ministro neste momento.

Sim, mas primeiro-ministro de um governo de gestão, que não tem, basicamente, poderes. Não pode propôr leis ao Parlamento, não pode elaborar um orçamento, não pode iniciar quaisquer novos processos.

[Cavaco Silva] tem poderes discricionários para dissolver a AR

Neste momento, tanto quanto julgo, a Constituição proíbe-o de o fazer. É proibido convocar eleições nos seis meses seguintes à eleição anterior.
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De Pedro Correia a 12.11.2015 às 12:13

Sim, é verdade que o PR tem neste momento poderes diminuídos por se encontrar na recta final do seu mandato. Concretamente, não dispõe do poder de dissolver a Assembleia da República. Que, como costuma dizer os politólogos, constitui a "bomba atómica" constitucional.
Neste caso, no entanto, o PR dispõe sempre de outra "bomba" que não tenho visto referida: a sua demissão antecipada, que forçaria a acelerar o ciclo eleitoral das presidenciais. É um cenário que pelo menos em tese nunca deve ser excluído. A política é a arte do possível. Mas compete aos políticos, muitas vezes, alargar as fronteiras do possível.
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De Luís Lavoura a 12.11.2015 às 12:20

o PR dispõe sempre de outra "bomba": a sua demissão antecipada

Pfff, que bomba tão pífia... As eleições presidenciais estão previstas (julgo) para janeiro, se Cavaco Silva agora se demitisse, quando seriam elas? No dia de Natal?

Cavaco Silva demitir-se em nada ajudaria Passos Coelho a governar. De facto, até pioraria a siatuação, porque deixaria de haver quem promulgasse as leis que a Assembleia da República eventualmente possa, substituindo-se ao governo, decidir fazer.
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De Pedro Correia a 12.11.2015 às 13:02

Pode parecer pífia. Mas forçaria o actual Governo a manter-se em funções, sem alternativa, pois um Presidente que renuncia ao mandato não pode empossar executivo algum. E transferia a solução para o sucessor, a eleger no prazo de 60 dias após a renúncia do Chefe do Estado.
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De Luís Lavoura a 12.11.2015 às 14:20

forçaria o actual Governo a manter-se em funções

O Pedro considera que isso é uma solução para a atual situação política? Eu acho que isso - o país viver seis meses com um governo de gestão - seria um desastre.

transferia a solução para o sucessor

Ou seja, passaria a batata quente a outro. A solução de um cobarde. Em vez de tomar uma decisão, demite-se e outro que a tome.

(Faço notar que convocar novas eleições não constitui, necessariamente, uma solução, uma vez que é expetável que novas eleições dêem um resultado bastante parecido com as de 4 de outubro. As pessoas não mudam maciçamente de opinião de um mês para o outro.)

o sucessor, a eleger no prazo de 60 dias

Ou seja, em janeiro. Que é para quando as eleições presidenciais estão, de qualquer forma, previstas. Ou seja, em muito pouco se adiantaria o calendário político.
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De Costa a 12.11.2015 às 20:18

Um desastre é, sucintamente o que nos espera, com eventuais diferenças de grau. Mas sempre um desastre: um governo de gestão, para "fritar"; um governo de iniciativa presidencial, para talvez "grelhar"; o governo Costa, para nos pastorear pela loucura e queimar de vez a economia.

Dir-se-ia que tudo aponta para essa última hipótese. Mais não seja para, em substância, vingar a tese da vacina de H. Kissinger (afinal parece que bem certeira), já que por cá parece que só se aprende caindo - mais: espalhando-nos inapelavelmente - nos erros. E pagando duramente por isso.

Em todo o caso, lançados que estamos no mais delirante experimentalismo (uso de um eufemismo), não seria absurdo, nem lhe seria (como já por aqui demonstrado) ilícito, ver o presidente da república, também, experimentar. E, afinal, a renúncia ao mandato seria apenas o exercício de, mais um, poder do presidente.

Muito que isso vos custe.

Costa
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De am a 12.11.2015 às 00:44

Esta merda ... repito trampa... de dizer que o eleitorado não escolhe 1ºs ministro só na cabeça dos lavouras... Lhe pergunto: Já que votou no PS ( presumo) diga-me os nomes dos deputados que escolheu? Isto é válido para os outros partidos...
Lhe pergunto: Qual razão que justiça que sejam não sejam deputados a debater nas TVS.... Quando o Povo escuta um debate entre Passos Coelho e António Costa, está a pensar em que deputado há~-de votar ou em escolher o 1º M que, em consciência deve governar...

Os deputados estão lá, simplesmente para dizerem amém... levantarem o cu da cadeira na hora da votação... O resto é folclore... e a merda é que vocês sabem disso!!! Se fosse, por exemplo o PS a ganhar as eleições com maioria absoluta , estava-se nas tintas para o BE / PCP e da Barriga de Aluguer... Nenhum sacanoide lavoura se lembraria de se escudar nos de puta dos!

Peço desculpa pelo tipo e linguagem... mas, certos parasitas só lá vão à porrada... então este lavoura bem que merece uma carragada de estrume!


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De Luís Lavoura a 12.11.2015 às 11:58

votou no PS ( presumo)

Presume muitíssimo mal. Só votei no PS uma única vez, e já foi há dois ou três decénios. Nas últimas eleições votei MPT.
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De Luís Lavoura a 12.11.2015 às 12:01

diga-me os nomes dos deputados que escolheu?

Certo, aqui você tem razão: não votamos propriamente em deputados, votamos em partidos. Os partidos são quem escolhe o primeiro-ministro.
Através do nosso voto damos força aos partidos para que eles tenham mais ou menos poder na escolha do primeiro-ministro.
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De João de Brito a 11.11.2015 às 12:17

Pedro,
bom dia!
E, para já, o PCP continua a não querer ser governo.
O que não lhe retira o direito de o ser, se e quando a sua vontade coincidir com as devidas condições.
Porque, caro Pedro, se assim não fosse, só haveria uma saída - ilegalizá-lo.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 12:28

92% dos eleitores portugueses não quiseram o PCP no Governo. O PCP nem à boleia do PS aceitou integrar o Executivo: os comunistas preferem continuar a protestar na rua.
Neste caso a vontade deles coincide plenamente com a dos eleitores. Tudo bem.
Abusiva é a declaração de Costa ao anunciar que trouxe os comunistas para o "arco da governação". A menos que o professor Centeno seja militante do PCP na clandestinidade.
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De lucklucky a 11.11.2015 às 19:36

Os partidos Fascistas menos maus que os Comunistas estão ilegalizados.

Proíbe-se publicidade ao tabaco mas não o manifesto comunista.

Logo pela lógica deste regime socialista anti-liberal o PCP deveria ser proibido.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 22:48

Num regime liberal nenhum partido deve ser ilegalizado. Todas as expressões políticas são lícitas.
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De V. a 11.11.2015 às 12:39

A ideia de que existe uma discriminação parlamentar é mais uma das falácias intelectuais de António Costa — o "arco" não é uma elite políticam, é a cristalização natural do voto em partidos com projectos em quem os eleitores votaram para governar.

As pessoas esquecem-se que de acordo com a Constituição —tal como no Associativismo em geral— são os programas que são sufragados e os parlamentares são os indivíduos (as "direcções" eleitos para os fazer cumprir. Coisa de que se esquecem com facilidade. A segunda falácia é, portanto, a "maioria parlamentar à esquerda" porque não só corresponde a programas que forma apresentados a sufrágio com diferenças substanciais como a própria ideia de governo de múltiplas "minorias" não é o espírito das eleições.

ALiás, as próximas eleições vão demonstrá-lo: que a interpretação que António Costa e os outros l´ºideres partidários estão a fazer da vontade popular é FALSA.

Quanto mais cedo houver eleições mais depressa vamos verificar isso.

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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 12:59

Arco, por estes dias, só tenho visto o da Rua Augusta. E o Arco do Cego.
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De Daniel a 11.11.2015 às 13:35

E o Cds no Governo XIX, 90 % queria-o la? Ja lhe vi melhores argumentos.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 14:21

Ao fim de quatro anos de duríssimas medidas de austeridade, o PCP na oposição não conseguiu mais do que recolher 8% dos votos expressos. Muito pouco para um partido que gosta de falar como representante do povo português.
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De Daniel a 11.11.2015 às 19:06

Tem razão, é pouco. Mas nao é muito diferente do CDS na anterior legislatura. E o seu argumento não deixa de ser fraco. Tem tantos outros.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 22:42

Você é que está a fugir à questão. Quem foi buscar o argumento do CDS foi você - prova de que não se sente confortável com esta pseudo-nova maioria.
De qualquer modo, o PCP obteve muito menos votos e muito menor percentagem do que o CDS há quatro anos - quase um terço menos, num caso e noutro.

CDS (2011) 653 mil votos, 11,7%
CDU(2015), 441 mil votos, 7,9%

Dos votos recolhidos pela CDU, não se esqueça, há que retirar aqueles que supostamente cabem aos Verdes - e não devem ser tão poucos como isso na medida em que lhes permitiram eleger dois deputados. A menos que se conclua que os tais Verdes são uma fraude política e em termos eleitorais são um zero absoluto...
Daqui se conclui que hoje em dia os comunistas portugueses não chegam a valer 400 mil votos em legislativas.
As coisas são o que são.
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De Septuagenário a 11.11.2015 às 14:00

Quem não se lembra do PCI e PCF que durante muitos anos ao serviço do marxismo-leninismo lixaram a França e a Itália e atrasaram esses países em relação à Alemanha e Inglaterra?~

Pois este PCP e sua CGTP têm o mesmo comportamento depois de tantos anosapós Praga e após Muro.

Porra para estes dinossauros.

Nem o flic-flac do Costa os vai embalsamar



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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 22:46

Os comunistas têm como desígnio estratégico reduzir o PS a uma percentagem ínfima, tornando-se a força hegemónica da esquerda. Como aconteceu durante décadas, precisamente, com os partidos comunistas de França e de Itália, que tinham muito maior expressão eleitoral do que os socialistas.
Esse desígnio mantém-se. Foi disfarçado agora, por mera táctica política. Mas a reserva mental do PCP na assinatura deste papel ontem firmado com os socialistas, o facto de terem insistido que tudo decorresse à porta fechada, sem o testemunho dos jornalistas, e o próprio articulado do referido documento demonstram bem que no essencial o partido não mudou. Permanece tão inalterado como a foice e o martelo.
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De da Maia a 11.11.2015 às 17:09

E mais chorariam se a CGTP não conseguisse manipular os transportes públicos de Lisboa com greves políticas à la carte.

Mesmo assim, creio que perderam bastante mais quando a manipulação da comunicação social passou mais para o campo privado.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 22:47

Quanto a isso não tenho a menor dúvida.
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De Cristina Torrão a 11.11.2015 às 19:47

Caro Pedro, fui ler o link do Avante que incluiu no seu post e nem quero acreditar! É incrível a maneira como se fala da queda do Muro de Berlim e do fim da RDA. Se o texto tivesse sido escrito há trinta anos, eu ainda faria o esforço de compreender. Mas foi o ano passado, na altura do 25º aniversário desse grande acontecimento.

Como podem eles falar de anexação da RDA por parte da Alemanha Federal? O Muro caiu porque o povo da RDA quis! A RDA foi incluída na Alemanha Federal porque o povo da RDA assim o quis!

Vou ter de escrever sobre este tema, no meu blogue.
Mas, já agora, conto uma história que os portugueses não conhecem. Na verdade, o Muro caiu porque o governo da RDA, num serão, já bastante tarde, quis acalmar os ânimos e um porta-voz do regime deu uma conferência de imprensa e disse qualquer coisa como: "mas andam a reclamar por causa do muro? Porquê? Nós abrimos o muro! Quem quiser passar que passe!" Ele disse isso na esperança de que ninguém tivesse coragem de o fazer, sobretudo, pelo adiantado da hora, mas seguiu-se um silêncio estupefacto por parte dos jornalistas. Até que um deles perguntou: "o muro está aberto? A partir de quando?" O porta-voz respondeu: "pelo que sei, a partir de agora!"
E aquilo que os dirigentes da RDA pensavam que passasse despercebido, causou uma verdadeira hecatombe. Logo houve cidadãos da RDA que se digiram a uma das fronteiras do muro, dizendo que queriam passar para o lado ocidental. Os guardas ainda nem sabiam, não tinham conhecimento da conferência de imprensa, ficaram espantados, foram telefonar a uma qualquer central e disseram-lhes que sim, que o porta-voz do governo acabara de anunciar a abertura do muro. Eles, ainda com medo de serem castigados, abriram a barreira, logo a fechando de seguida. Os cidadãos nem queriam acreditar! Na verdade, não pensavam ter sucesso, mas viram-se a passar para o outro lado! Tratava-se apenas de um pequeno grupo, mas notícias dessas correm. Houve alguém que viu, que foi avisar amigos e família... Durante toda essa noite, foram surgindo multidões, a fim de passarem a fronteira, os guardas continuavam estupefactos. Até que resolveram manter as fronteiras abertas todo o tempo e festejaram também. Não houve hipóteses de retorno.

Foi assim que caiu o Muro!

É uma vergonha o Avante falar de anexação, como se fosse coisa forçada! Foi a vontade popular, nem mais nem menos!

E como podem eles elogiar a RDA, um país que tinha uma polícia política, a STASI, que era pior do que a PIDE? Quanta gente torturada, quantas famílias destruídas! Quanta gente assassinada a tentar atravessar as fronteiras!
Além disso, o regime da RDA tinha, entre outros absurdos, o costume de forçar a mudança das pessoas, forçava localidades inteiras a mudar de região, de um dia para o outro. Normalmente, tratava-se de localidades perto da fronteira com a RFA. Os seus cidadãos apercebiam-se mais do que os outros do que se passava a ocidente, alguns tentavam contactos. E quando, aos olhos do regime, se tornavam perigosos, eram forçados a fazer as malas (repito: localidades inteiras, onde as pessoas tinham as suas casas, as suas famílias, os seus filhos em idade escolar) e a mudar-se para outro local que não conheciam, em casas que lhes punham à disposição, mas que eles não queriam, perto da fronteira com a Polónia. Ainda hoje há quem chore a falar disso!

Este comentário já vai longo demais, mas eu podia ainda contar muitas histórias da RDA!

O PCP é um nojo!
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 22:31

Cristina: o PCP lamenta ainda hoje que a RDA tenha deixado de existir. Essa ditadura, com o seu cortejo de horrores (tão bem documentada, por exemplo, nessa obra-prima do cinema que é o filme 'A Vida dos Outros'), sempre mereceu o aplauso incondicional dos comunistas portugueses.
Para o PCP há ditaduras boas e ditaduras más. As ditaduras boas são as que têm a tutela dos "partidos irmãos".
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De Bernardo a 11.11.2015 às 20:13

O eleitorado nunca votou no PCP porque é amedrontado, por todos que os comunistas são maus, comem criancinhas..., mas esquecem-se de dizer porque não interessa que a direita, fez atrocidades, de tal monta que arrepiam qualquer um. Tem razão o PCP esteve no governo, mas esqueceu-se do resto, todos os partidos políticos estiveram em simultâneo no governo. Todos sem excepção. Já viu comunistas chorarem a queda do muro? Eu não, mas já os vi celebrarem a queda do maldito muro. É pena que hoje, na era da tão badalada globalização, a UE, não tenha tido a mesma atitude em relação à Hungria que tem a pouca vergonha e a estupidez, de em pleno século XXI, construírem um muro de arame farpado, para não deixarem passar tristes que fogem à morte provocada por uma guerra que é alimentada pela Europa e não só, pela venda de armas e compra de petróleo a bandidos que destroem tudo à sua volta. Isto já não interessa discutir, o que revela a hipocrisia reinante na UE.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 22:28

Quer maior choro e ranger de dentes pela queda do muro do que este vergonhoso texto publicado no 'Avante'?
http://www.avante.pt/pt/2136/internacional/132905/
Só quem tem palas nos olhos não vê.
Espero que não seja o seu caso.

Os portugueses - está mais que visto - não querem os comunistas a governar.
Não por acaso, o PCP só participou no Governo (durante dois anos) antes de haver eleições. Os únicos governos em Portugal onde os comunistas participaram foram governos não-eleitos.
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De Bernardo a 11.11.2015 às 23:32

Reafirmo-lhe, o PCP esteve no governo em simultâneo com todos os outros partidos, tem de referir isto porque quem lê o que escreve, entende que só lá esteve o PCP o que não é verdade. As pessoas não os querem no governo? Mas há-os que votam neles, por isso eles estão na assembleia a representar quem os pôs lá. As pessoas querem-nos lá, tem de referir que algumas é que não os querem que é bem diferente. Só assim teremos uma sociedade mais democrática e plural e uma democracia a funcionar no seu pleno. O texto do Avante de que tanto gosta, é passado, já foi, já não é. Hoje 11-11-2015, pleno século XXI existe um país de direita, chamado Hungria que fechou as suas fronteiras, para barrar a passagem de refugiados de guerra, com um muro que nos devia envergonhar a todos que em nada dignifica a UE que fica impávida, muda e alheada do que se passa. Esta é uma UE de hipócritas que não resolvem nem discutem, as bases deste êxodo, para assim tomarem medidas para pararem uma guerra feita por loucos alimentados pela Europa e não só. Tudo isto porque altos interesses se levantam, os negócios das armas e do petróleo.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 23:41

Não minta. O PCP não esteve no Governo com "todos os outros partidos".
O CDS, por exemplo, nunca fez parte desses governos pré-constitucionais.

Não seja intelectualmente desonesto nem insulte a inteligência dos leitores deste blogue. O PCP sempre apoiou o Muro de Berlim. E continua a lamentar que o muro tenha ido abaixo.
http://www.tvi24.iol.pt/politica/comunismo/pcp-vota-contra-congratulacao-pela-queda-do-muro-de-berlim
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De Bernardo a 12.11.2015 às 01:38

Não sou eu que minto nem sou eu que sou intelectualmente desonesto, é o Pedro que omite e recusa falar daquilo que não quer. Verdade sobre tudo e todos que é essa a sua missão. Só assim se pode decidir entre estes ou outros. Não omita e não fale só do PCP, fale de todos e fale do que se passa agora, com os muros da vergonha na Hungria e que a Eslováquia quer seguir o exemplo e a UE assiste impávida, sem que haja uma voz que diga, basta de muros ou há sanções. O muro de Berlim é passado, já foi, já não é. Não insista na tecla passada quando há teclas actuais que não aprenderam nada com o passado.

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De Pedro Correia a 12.11.2015 às 10:27

Três comentários seus. Três oportunidades perdidas, até agora, para nos esclarecer se considera que o derrube do Muro de Berlim foi um momento de libertação para os alemães e para a Europa ou se alinha com a tese do PCP:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/comunismo/pcp-vota-contra-congratulacao-pela-queda-do-muro-de-berlim
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De Bernardo a 12.11.2015 às 13:31

Fui bem claro e ninguém pode alinhar com a feitura de muros, nem à manutenção dos mesmos, sejam eles feitos por comunistas ou fascistas. O Pedro é que enrola e não responde a nada, apesar de já o ter incitado. Não diz uma palavra sequer sobre o assunto. É jornalista e com tal exerça aquilo que a sua profissão lhe impõe, informar e esclarecer sem olhar a cores políticas.
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De Pedro Correia a 12.11.2015 às 13:33

Lamento contrariá-lo, mas você é que enrola. Ao quarto comentário, continua sem especificar se considera ou não que o derrube do Muro de Berlim foi um momento de libertação para a Alemanha e de triunfo da liberdade na Europa.
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De Bernardo a 12.11.2015 às 19:49

Eu não enrolo. Fui claro como a água quando disse que não concordo com muros, sejam eles de comunistas ou fascistas. Quando o muro de Berlim foi derrubado foi um dia de felicidade para todos que amam a liberdade e eu fui um desses. O Pedro é que enrola e não responde a nada, apesar de já o ter incitado. Não diz uma palavra sequer sobre o assunto. É jornalista e com tal exerça aquilo que a sua profissão lhe impõe, informar e esclarecer sem olhar a cores políticas. Vou repetir e espero que diga de sua justiça. Hoje 12-11-2015, pleno século XXI existe um país de direita, chamado Hungria que fechou as suas fronteiras e outro quer seguir-lhe as pisadas a Eslovénia, para barrar a passagem de refugiados de guerra, com um muro que nos deve envergonhar a todos que em nada dignifica a UE que fica impávida, muda e alheada do que se passa. Esta é uma UE de hipócritas que não resolvem nem discutem, o porquê deste êxodo, para assim tomarem medidas para pararem uma guerra feita por loucos alimentados pela Europa e não só. Tudo isto porque altos interesses se levantam, os negócios das armas e do petróleo.
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De Pedro Correia a 13.11.2015 às 00:27

Eureka. Foi arrancado a ferros mas lá saiu, ao quinto comentário, um tímido brado de alegria pelo derrube do Muro.
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De Bernardo a 13.11.2015 às 01:27

A sua não resposta é bem elucidativa daquilo que pensa. Muitas vezes não são precisas palavras, o vazio das mesmas dizem tudo. Para bom entendedor não são precisas palavras, o silêncio diz mais que mil palavras. Lamento.
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De Pedro Correia a 13.11.2015 às 01:37

Qual silêncio?
Quer ainda mais réplicas do que eu já lhe dei?

A propósito: deixo aqui este excerto de um texto, à sua consideração:
«Esta semana, o mito caiu e o animal mostrou os dentes: o mesmo PCP que queria sair do euro assina sabe-se lá o quê com o PS - mas que não prevê a saída do euro. O mesmo euro sobre o qual Catarina Martins decretava há um ano: “Nem mais um sacrifício pelo euro. Quanto um país tem de escolher entre ser um Estado viável ou o euro, deve escolher ser um Estado viável”. Dou de barato a discussão da TSU, dos impostos, da divida, do orçamento e até da composição do futuro Governo. Fico-me por aqui.
A partir de hoje, para o bem ou para o mal, deixem de dizer que, apesar de tudo, o PCP é coerente. Ou o Bloco. Não. Esqueçam. Arrumaram-se definitivamente na prateleira do PS, do PSD e do CDS. Começa a ser válida a velha frase popular: “são todos iguais”!
Não sobra nada. Nem uma vedação, quanto mais um muro.»
http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/nem-muro-nem-vedacao-430863
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De Bernardo a 13.11.2015 às 02:37

Este comentário é ao contraditório de quem? Ao meu não é de certeza. Se quiser responder responda se não quiser não se ponha com respostas que não têm nada a ver. Não replicou nada de nada e não faça dos outros parvos porque fica-lhe muito mal.
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De Pedro Correia a 13.11.2015 às 08:33

O texto que transcrevi tem muito a ver com o meu texto inicial que abriu esta caixa de comentários. Registo que não lhe suscita apreciação alguma.
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De Bernardo a 13.11.2015 às 12:35

O que está em questão é comentar o meu comentário, o qual se recusou sempre a dar a sua opinião. Não desconverse.
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De Pedro Correia a 13.11.2015 às 20:25

Eu não tenho de comentar comentários de comentadores. Não fazia mais nada se além de escrever textos e responder a todos os comentadores, praticamente sem excepção, ainda comentasse os temas que cada um se lembra de lançar nas caixas de comentários.
Tenha paciência. Mas para esse peditório não dou.
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De Bernardo a 13.11.2015 às 21:34

Mas fá-lo quando lhe convém. Quando não lhe interessa dá a resposta que deu. Deixe lá que para bom entendedor o silêncio basta.
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De Pedro Correia a 13.11.2015 às 22:51

Faço quando tenho tempo. Que não abunda. Mas nunca deixo de responder a nenhum leitor que me mereça um mínimo de consideração.
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De Bernardo a 14.11.2015 às 01:39

Um jornalista que tem esta afirmação, " Mas nunca deixo de responder a nenhum leitor que me mereça um mínimo de consideração" é gravíssimo porque quando não estão de acordo consigo não merecem a sua consideração. Um jornalista nunca pode ter esta afirmação, um jornalista não pode considerar uns e desconsiderar outros e se o faz é grave.

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De Pedro Correia a 16.11.2015 às 14:02

Mas que cabeça tão baralhada, a sua. Em nome de quê todos os leitores me deverão merecer idêntica consideração?
Um leitor que utilize este espaço para apelos à discriminação, à xenofobia, à violência e até à morte deste ou daquele (como já tem sucedido) não me merece um miligrama de consideração.
Um leitor que utilize, à laia de "argumento" político, a injúria e o insulto mais soez não me merece consideração de tipo algum.
Todas as considerações que você faz são, portanto, absurdas. Direi melhor: são um disparate.

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