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Notas políticas (2)

por Pedro Correia, em 10.11.15

O segundo executivo de coligação PSD/CDS liderado por Passos Coelho, derrubado escassos 11 dias após a tomada de posse, figuraria em quarto lugar entre os governos de mais curta duração desde a proclamação da república se a sua exoneração produzisse efeitos a partir de hoje.

Álvaro de Castro (primeiro-ministro só durante dez dias, à frente do 27º Governo republicano, de 20 a 30 de Novembro de 1920) e António Maria da Silva (que liderou o 36º Governo durante sete dias, entre 30 de Novembro e 7 de Dezembro de 1922) estiveram ainda menos tempo em funções. Mas o recorde absoluto cabe a Francisco Fernandes Costa, líder do 22º Governo, empossado e exonerado no mesmo dia, a 5 de Janeiro de 1920 .

Chamou-se, com toda a propriedade, o "governo dos cinco minutos".


28 comentários

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De V. a 10.11.2015 às 19:02

O PAN já cometeu a primeira gaffe que espero determinará a sua extinção rápida ou, pior para nós, a aglutinação com outros partidos de causas sem programa. Em vez de sabiamente se abster, votou a favor da moção do PS. Um erro tolo de prinicipiante. Tchau André: vai dar banho ao cão.
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De Pedro Correia a 10.11.2015 às 19:04

Não precisa de dizer duas vezes. Ele vai mesmo dar banho ao cão.
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De William Wallace a 10.11.2015 às 19:36

Até no mais ínfimo pormenor o Pedro Correia insiste em branquear o Paf .

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De Pedro Correia a 10.11.2015 às 20:25

Snif, snif. Cheira-me que você é que anda a branquear...
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De William Wallace a 10.11.2015 às 22:03

" Nós somos um povo de conversadores... inúteis, sobretudo quando não somos espirituosos "
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De Luís Menezes Leitão a 10.11.2015 às 19:47

Caro Pedro:

É cedo para contar os dias do Governo. Já estava em gestão antes de o programa ser votado e continua em gestão depois de o mesmo ser rejeitado. Lá se verá se e quando Costa lá chega. Se Cavaco resolver imitar Sampaio, haverá procissões diárias de todos os notáveis do país a Belém, até se decidir (ou não) a nomear Costa. Vamos ver por isso quanto tempo este governo ainda se mantém em funções.
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De Pedro Correia a 10.11.2015 às 20:26

Sim, Luís. Talvez ainda ultrapasse em duração mais dois ou três governos "supersónicos" da I República.
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De Octávio dos Santos a 10.11.2015 às 20:20

António Costa «arrisca-se» a vir a figurar como mais um dos lamentáveis... Costas da república em Portugal, juntando-se a Afonso Costa, Alfredo da Costa, Gomes da Costa...
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De Pedro Correia a 10.11.2015 às 21:24

Manuel Vicente Alfredo da Costa foi um grande médico português. De tal maneira que o seu nome ficou perpetuado, a partir de 1932, na mais emblemática maternidade de Lisboa.
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De Octávio dos Santos a 10.11.2015 às 21:43

Não queria referir o médico mas sim um dos regicidas, Alfredo Luís da Costa. Não me ocorreu que poderia haver confusão com o homem que deu o nome à mais famosa maternidade do país... onde, aliás, eu nasci. ;-)
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De Pedro Correia a 10.11.2015 às 22:13

Alfredo da Costa (o médico) era natural de Margão, terra dos ancestrais de António Costa por via paterna. Isto anda tudo ligado.
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De queima bestas a 10.11.2015 às 20:23

Não será de excluir a hipótese de o governo de Costa ser o primeiro que não chegou a ser.
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De Pedro Correia a 10.11.2015 às 21:20

Já houve alguns. Desde logo o tal "governo dos cinco minutos" de 5 de Janeiro de 1920.
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De Sempre que a 10.11.2015 às 20:51

Releio a quantidade de governos,governantes,promessas,derrubes durante a
I República lembro-me logo do que veio a seguir.
E eu queria era esquecer...
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De Pedro Correia a 10.11.2015 às 21:19

Mas convém lembrar.
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De IsabelPS a 10.11.2015 às 22:34

E eu continuo a dizer que o que veio a seguir durou o que durou porque o senhor conhecia muitíssimo bem o seu povo. Se há coisa que ele, povo, odeia, é a desordem e a imprevisibilidade (continuo também a dizer que o pior destes 4 anos foi as pessoas não saberem com que podiam contar). Portanto...
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De Pedro Correia a 10.11.2015 às 23:24

Saldo impressionante da I República: quarenta e seis governos em 15 anos e 9 meses. Um presidente assassinado, um primeiro-ministro morto. Só podia ter acabado mal.
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De William Wallace a 11.11.2015 às 07:35

O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 10:21

"Separa-te dos teus inimigos e cuida dos teus amigos." (Eclesiastes, 6-13)
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De cristof a 11.11.2015 às 16:02

O faz de conta que esta fantochada representa cava um fosso (mais um) entre paises organizados e republicas do sul.No dia dos resultados das eleições nos tais paises de barbaros o vencedor, apresenta aos eleitores o seu governo, e as formalidades duram dois ou tres dias, porque o que se esteve a tratar foi de se candidatar a governar (como qualquer espirito minimamente positivo espera) é que se tenha preparado todo o elenco de governo antes que se inicie a votação. Aqui como somos formalmente napoleonicos (na minha terra eu e os meus colegas saloios) chamamos a esta fantochada banha da cobra pseudo democratica; muitos sorrisos e ares emproados, porque quem paga nem pergunta o quê e porquê.
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 16:05

Apesar de tudo já evoluímos alguma coisa. Passámos dos governos de 5 minutos para os governos de 11 dias.
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De Diogo Moreira a 11.11.2015 às 17:17

A constituição do Governo na Alemanha não durou um mês?
Cf. https://en.wikipedia.org/wiki/German_federal_election,_2013#Government_formation
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De Pedro Correia a 11.11.2015 às 23:35

O que tem a Alemanha a ver?
Se é para andarmos a recolher exemplos internacionais, também trago um:
http://www.euronews.com/2015/05/09/cameron-starts-forming-new-uk-government/
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De Diogo Moreira a 12.11.2015 às 09:39

A tese do cristof é que os países do Norte da Europa conseguem ter o Governo pronto em dois ou três dias. Eu questiono se a Alemanha pertence a esse grupo ou não.
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De Pedro Correia a 13.11.2015 às 00:30

Ah, OK. Julgo que ele expunha uma tese geral. Mas também na Grécia, por exemplo, os governos formam-se em 24 horas. Aconteceu em Janeiro e voltou a acontecer em Setembro.
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De Diogo Moreira a 13.11.2015 às 10:06

Uma tese "queijo suíço", pois não lhe faltam buracos. Ou, noutras palavras, está em desacordo com a realidade.
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De Pedro Correia a 13.11.2015 às 20:26

Isso é lá entre vocês. Eu não tenho nada a ver com isso.

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