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No reino das bravatas verbais

por Pedro Correia, em 30.10.15

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Catarina Martins, que de há um mês para cá tem vindo a dar a táctica à esquerda do alto dos impressionantes 10,19% que recolheu nas urnas, considera que a posse do XX Governo Constitucional, hoje ocorrida no Palácio da Ajuda, foi "uma perda de tempo".

Por estes dias, é muito instrutivo ver as manifestações de arrogância daqueles que, sem terem sequer posto um pé no poder executivo, já se comportam como se fossem tutores absolutos das instituições políticas - Presidente da República, Assembleia da República e Governo.

A porta-voz de um partido rejeitado nas opções de voto de 89,91% dos boletins expressos em 4 de Outubro cresce em arrogância à medida que se aproxima o momento em que o BE poderá enfim tornar-se peça de uma solução de governo após 16 anos de existência. Alguém deveria dizer-lhe que em democracia, quando se cumprem as regras, nunca há perdas de tempo.

 

Mas se é de perder tempo que falamos, a verdade é que, 26 dias após as legislativas, nenhum elenco governativo sólido e credível se vislumbra em alternativa ao que hoje foi empossado.

No PS - que recolheu menos de um terço dos votos expressos - persistem as vozes contrárias à realização de um acordo com os sectores mais extremistas da esquerda.

"Seria bom que alguns actuais deputados do Partido Socialista que andam por aí levianamente a proferir barbaridades olhassem com mais rigor para a história do partido que conjunturalmente representam", escreve sem rodeios o eurodeputado Francisco Assis, que já liderou a bancada socialista em São Bento. O deputado Eurico Brilhante Dias não tem dúvidas: "O PS devia ir para a oposição", até porque "um acordo à esquerda nunca foi apresentado" como hipótese perante os eleitores. António Galamba, ex-membro do Secretariado Nacional e ex-director do jornal Acção Socialista, compara um putativo acordo de legislatura PS/BE/PCP/PEV a uma "parceria público-privada".

Por bandas do PCP, a reserva mental é ainda mais notória. Jerónimo de Sousa reivindica o direito de votar medida a medida todas as iniciativas legislativas de um eventual executivo do PS, consoante a avaliação conjuntural do mérito de cada uma feita pelo Comité Central. E traça desde logo linhas de fronteira: os comunistas são radicalmente contra o Tratado Orçamental, manifestam-se na rua contra a participação de Portugal na Aliança Atlântica e nem querem ouvir falar em limites ao endividamento do Estado.

Tudo isto enquanto duram as "negociações" com o PS. Descritas pelo Avante! desta forma esclarecedora: "Prosseguem reuniões para exame de possibilidades de soluções políticas, num quadro de compreensíveis e previsíveis dificuldades."

 

Em Janeiro, na estreia da esquerda radical grega à frente do Governo de Atenas, Alexis Tsipras selou em 24 horas um  acordo de coligação com a direita nacionalista. Não perdeu tempo, o que terá bastado para lhe valer o aplauso de Catarina Martins, parceira ideológica do líder do Syriza. Por cá, quase um mês depois de contados os votos, as diversas esquerdas continuam a entender-se apenas pela negativa: correr com a direita do poder.

Falta tudo o resto. Faltam, desde logo, as traves-mestras da solução de estabilidade que Costa prometeu durante a campanha, quando ainda sonhava com a maioria absoluta. Falta o acordo sobre matérias financeiras e orçamentais entre um partido maior, que quer manter as metas globais de ajustamento orçamental, e dois partidos menores, que só desejam aumentar a despesa pública.

Um acordo que nenhum português conhece.

 

No discurso de posse do Governo, ao fim da manhã de hoje (muito melhor do que a mensagem que dirigiu ao País no dia 22), o Presidente da República sintetizou a chave do problema nesta frase: "Sem estabilidade política, Portugal tornar-se-á um país ingovernável."

É uma frase que há-de ser muito recordada e repetida nos meses mais próximos, quando as bravatas verbais de Catarina Martins começarem a dissolver-se no horizonte.

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46 comentários

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De Anónimo a 30.10.2015 às 19:31

Claro, nem mais, só a coligação dá estabilidade, os outros, são todos uns incapazes que só servem para fazer barulho... Se há governo que não deu estabilidade foi este e se se manteve no acto governativo, deveu-o ao senhor Presidente que quando abre a boca ou entra mosca ou sai asneira.
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De Pedro Correia a 30.10.2015 às 19:42

Um comentário esmagador, sobretudo quando invoca a mosca. E muito original.
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De Anónimo a 30.10.2015 às 22:45

Nada aqui é original, é sempre mais do mesmo. Vira o disco e toca o mesmo.
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De Pedro Correia a 30.10.2015 às 23:02

Originais mesmo só os seus comentários. E o anonimato.
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De Anónimo a 30.10.2015 às 23:55

Se nada é original, os meus, também não podem ser. É tudo, mais do mesmo.

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De Pedro Correia a 31.10.2015 às 00:18

O seu anonimato, em particular, é originalíssimo.
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De Anónimo a 31.10.2015 às 17:37

Exactamente! Tão original como todos os outros que por aqui andam. Originalíssimo!
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De Pedro Correia a 31.10.2015 às 17:41

Tenho visto discos rachados menos repetitivos. E com a vantagem de não se esconderem no anonimato.
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De Anónimo a 31.10.2015 às 18:47

Pedro Correia se quisermos ser honestos, os discos rachados vêm dos anónimos, identificados, autores, de todos sem excepção. Estamos todos no mesmo barco e ainda bem que assim é, pois é na variedade de opiniões que todos evoluímos.
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De Pedro Correia a 31.10.2015 às 21:42

Tudo bem. Mas continuo sem perceber o seu anonimato. Ninguém lhe morde neste blogue. Aqui não existe nenhuma Stasi.
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De Anónimo a 31.10.2015 às 22:46

" Aqui não existe nenhuma Stasi." Também suponho que não mas não estou certo. Os indícios deixam dúvidas. O seguro morreu de velho.
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De Pedro Correia a 01.11.2015 às 21:57

Ah, saudosa Stasi. Ah, saudosos gulagues. Ah, saudosa Guerra Fria. Ah, saudosa União Soviética. Bons tempos esses.
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De Costa a 30.10.2015 às 20:24

"Este governo", completou uma, a sua, legislatura: num tempo que se adivinhava terrível, verdadeiramente assassino, para a popularidade de políticos e políticas. Goste-se ou não de uns e concorde-se ou não com as outras, em matéria de estabilidade, fica demonstrada (e não, não venha para aqui com o episódio da demissão de Portas; foi o que foi e foi ultrapassado). Quanto ao mais, e substantivamente, você nada consegue opor ao vácuo - vácuo com excepção feita à missão gloriosa e revolucionária de expulsar "a direita" do poder, dê lá por onde der, custe o que custar -, que o autor deste texto invoca. E com que você, parece, concorda e se basta.

Mas é pouco, não chega.

Nem uma ideia válida e de exequibilidade demonstrada sem danos incomportáveis, nem um acordo (patético que fosse) com um princípio um meio e um fim devidamente apresentados. Nada, além da arrogância própria de uma esquerda pesporrenta e dogmaticamente cheia de uma alegada superioridade intelectual, ansiosa por destruir, e de um PS que - tudo aponta - até a mãe vende para ocupar o poder. E por baixo preço.

Rui
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De Catarina a 30.10.2015 às 20:35

Este governo não deu estabilidade? Então? Da última vez que vi tinham governado por 4 anos e com resultados de melhorias visiveis.
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De Fátima a 30.10.2015 às 23:06

Não se viram melhorias, antes pelo contrário, uma dívida maior, desempregados, despejados, expropriados, manifestações, mentirosos de tal modo que hoje, podem dizer uma grande verdade que dificilmente se acredita, irrevogáveis compras de frotas de automóveis sem necessidade para o BP e para cúmulo, compra de acessórios para automóveis, do governo, no valor de trezentos e tal milhões, todas estas compras sem termos dinheiro, imagine-se se o tivéssemos... Para os ajudar a estarem 4 anos, tiveram sempre a colaboração de Cavaco Silva, caso contrário teriam saído quando o Portas se lembrou de deturpar o significado de irrevogável e não só...
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De Fernando S a 31.10.2015 às 10:48

Fatima : "uma divida maior"

A divida é maior pelo seguinte :
- foram incluidos valores que estavam antes fora ; portanto, na realidade, a divida até subiu pouco ; e não nos esqueçamos que entretanto a estrutura da divida foi alterada graças à acção do governo Passos Coelho, com prazos mais alargados e juros médios mais baixos ;
- inclui uma "almofada financeira" para fazer face a imprevisiveis ;
- inclui dinheiros da Troika que foram utilizados para apoiar o sector financeiro e ainda não reembolsados e recuperados ;
- foram acrescentados anualmente os juros da divida, quase toda ela anteriormente acumulada ; mesmo assim, o governo Passos Coelho consegiu baixar significativamente a taxa de juro ; de notar que o saldo primario, sem os juros da divida, que era anteriormente negativo, passou a ser positivo ou equilibrado.

Na verdade, mesmo assim, a divida publica esta hoje praticamente estabilizada em termos percentuais do Pib e as previsões são (eram ?!..) de uma progressiva diminuição ja a partir do final de 2015.
De notar que este resultado, em apenas 4 anos, considerado espetacular por muitos dos observadores internacionais, foi conseguido em condições muito desfavoraveis, com um pais herdado pelo governo Passos Coelho às portas da bancarrota e ja em recessão galopante.

Nas condições existentes, era pura e simplesmente impossivel evitar o aumento da divida publica !

Para a divida em valor absoluto poder estabilizar e começar a diminuir é preciso que o orçamento do Estado deixe de ser deficitario em termos nominais e passe a ter saldos positivos.

Para tal são necessarias duas condições :
- o Estado tem de cortar ainda mais investimento e despesa publicas e tem de manter elevada a pressão fiscal sobre a "classe média" ainda durante algum tempo ;
- a economia tem de crescer mais e de forma sustentada.

Acontece que as alternativas politicas que se apresentavam e se apresentam hoje propõem "soluções" que vão precisamente em sentido contrario.
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De Fernando S a 31.10.2015 às 12:20

Fatima : "desempregados"

Bom, a taxa de desemprego é hoje praticamente a mesma que quando o governo de Passos Coelho chegou (12%).
E isto depois de um duro resgate, austeridade, ajustamento, recessão.
Ainda é uma taxa elevada : a 4a mais elevada da Zona Euro, que tem uma média perto dos 10%.
Mas, com o ajustamento entretanto operado, o mercado de trabalho esta hoje bem mais estabilizado, com empregos mais sustentaveis e com tendencia para o aumento do emprego e a baixa do desemprego (se entretanto não se voltar às asneiras do passado !...).
Também é verdade que o desemprego poderia ser maior se a emigração não tivesse aumentado.
Mas, este aumento ja vinha do passado e não tinha sido suficiente para impedir o aumento regular do desemprego estrutural ao longo dos anos.
E, de qualquer modo, a emigração também foi e é uma solução para quem emigra, desempregados ou pessoas que apenas procuram melhorar os seus rendimentos ou simplesmente aspiram a fazer experiencias de vida e profissionais noutros paises.
A emigração também é uma variavel de ajustamento. Tanto mais que muitos dos que emigraram nos ultimos anos vieram dos sectores de actividade onde havia maiores desajustamentos (construção, serviços, etc, geralmente não transaccionaveis).
O mais importante é que as perspectivas de emprego, dentro e fora do pais, são hoje melhores do que eram antes.
Ou pelo menos eram até agora (governo de "maioria de esquerda" à vista !!...) !
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De Fátima a 31.10.2015 às 17:48

Pode desculpar a coligação como quiser, mas os factos, falam por si e são bem evidentes. Passos não conseguiu nada, conseguiu aumentar a dívida, emigração com fartura e desemprego mascarado. Paga a dívida ao FMI e BCE e como não há euros, para pagar "juros" que é só o que temos pago, vai à banca. Conclusão, estamos sempre a dever ou a uns ou a outros.
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De Fernando S a 31.10.2015 às 22:05

Sim, é isso mesmo : os factos desculpam a coligação e culpam aqueles que a criticam !
A conversa da Fátima é como se fosse o incendiário recidivista (sim, porque com esta conversa é obvio que a Fátima apoiou e apoia aqueles que levaram o pais à bancarrota e se preparam para o fazer mais uma vez) a criticar o bombeiro por não ter conseguir evitar que uma parte da floresta tenha ardido e continue a ter reacendimentos.
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De Fátima a 01.11.2015 às 00:08

O país não foi à bancarrota sabe-o perfeitamente. Diga, precisámos de ajuda externa que é mais correcto. Se for sincero, também sabe que o desvario de dinheiros começou precisamente com Cavaco Silva que tudo, o que vinha de Bruxelas, ia para tudo, menos para onde devia ir. Se quer culpar uns, tem de culpar todos e só assim, será sério e correcto. Isto de andarmos a culpar uns e a deixar outros no paraíso, como se tivessem sido exemplares não está certo. Todos sabemos que PSD esteve sempre no governo, alternando com o
PS e o CDS andou sempre a servir de muleta, ora a uns, ora a outros. Eu apoio e apoiarei todos aqueles que fizerem algo, para dar aos portugueses, castigados por este governo, algum bem estar que lhes foi tirado para que comecem a ter um pouco de dignidade.
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De Fernando S a 01.11.2015 às 01:15

Fátima : "Se quer culpar uns, tem de culpar todos e só assim, será sério e correcto. Isto de andarmos a culpar uns e a deixar outros no paraíso, como se tivessem sido exemplares não está certo."

Tem piada ... não foi o que a Fátima fez nos seus comentários ??!...

Fátima : "O país não foi à bancarrota sabe-o perfeitamente. Diga, precisámos de ajuda externa que é mais correcto."

Sei perfeitamente que faltavam ainda 2 semanas para o Estado português não ter dinheiro para pagar pensões, vencimentos, juros, etc. Técnicamente, estávamos às portas da bancarrota. É verdade que nos valeu a ajuda da Troika. E é ainda verdade que nos valeu termos tido um governo que aplicou o programa de ajustamento, teve a coragem e a determinação de tomar medidas de austeridade, impopulares, que conseguiu controlar as contas publicas, acabar com o programa de resgate dentro do prazo, regressar aos mercados, por de novo a economia a crescer e o desemprego a baixar. Não é nenhum "paraiso" e nem tudo foi perfeito. Mas é um resultado positivo que tantos, onde se inclui muito provávelmente a Fátima, diziam que não seria alcançado (lembram-se da "espiral recessiva", do desemprego a 25%, e outras previsões catastrofistas do género ?...).

Fátima : "Se for sincero, também sabe que o desvario de dinheiros começou precisamente com Cavaco Silva que tudo, o que vinha de Bruxelas, ia para tudo, menos para onde devia ir."

Eu não disse em lado nenhum que "começou" com os governos Sócrates e que foi apenas responsabilidade do PS. O "Cavaquismo" contribuiu também para o crescimento desmesurado do "Estado Social" e para o endividamento do Estado. E mesmo partidos politicos que não governaram, como o PCP e as extremas-esquerdas, e diversos interesses instalados, tiveram a sua quota parte de responsabilidade. Os portugueses no seu conjunto acomodaram-se e caucionaram em sucessivas eleições as politicas despesistas e intervencionistas seguidas.
Mas, as responsabilidades politicas de uns e outros não são exactamente as mesmas. Com Cavaco Silva a divida publica era ainda bem inferior a 60% do Pib, gastámos dinheiro, por vezes mal gasto, mas ainda era muito produzido por nós. Com os governos Sócrates a divida publica disparou e atingiu niveis não sustentáveis. Pior ainda, quando já não tinhamos xeta, Sócrates, para satisfazer clientelas e ganhar eleições, acreditando no milagre de um keynesianismo balofo, gastou ainda mais, o pouco que ainda tinhamos e, sobretudo, o muito que pedimos emprestado. As responsabilidades dos socialistas, sem esquecer o n°2 da altura, Antonio Costa, no descalabro de 2011, não suscitam quaisquer duvidas.

Fatima : "Eu apoio e apoiarei todos aqueles que fizerem algo, para dar aos portugueses, castigados por este governo, algum bem estar que lhes foi tirado para que comecem a ter um pouco de dignidade."

Ou seja, apoia demagógicamente o regresso aos "desvarios" que tão maus resultados deram no passado.
Há quem não aprenda com a experiencia !!
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De Fatima a 01.11.2015 às 11:15

Pelos vistos esta coligação não aprendeu nada, mostrando ser um péssimo governo ao serviço de todos, menos dos seus cidadãos. Não apoio desvarios, por isso mesmo, não apoio este governo que gastou dinheiro em tudo, menos no bem estar dos portugueses, assim o vai revelando o Tribunal de Contas. Se Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa ressuscitassem, morriam de vergonha e de pena dos representantes que agora os representam. A verdade, é que os fundadores do CDS poucos há, no ex CDS, agora PP e muitos PSD, fazem críticas ferozes a estes senhores.
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De Fernando S a 01.11.2015 às 17:28

Fatima : " este governo que gastou dinheiro em tudo, menos no bem estar dos portugueses"

Este governo gastou menos dinheiro do que os anteriores.
Obviamente que teria de ter algum efeito negativo sobre o "bem estar" imediato de alguns portugueses.
Por sinal, os sacrificios pedidos incidiram mais sobre as "classes médias e altas" do que sobre as de rendimentos mais baixos. Um estudo aparecido há dias revela que dos cerca de 20 paises da UE que aplicaram politicas de austeridade nos ultimos anos Portugal até foi da metade daqueles em que a população menos sofreu onde a desigualdade menos aumentou.
A irresponsabilidade e a demagogia daqueles que puseram o pais na bancarrota e se preparam agora para o fazer outra vez é que os leva a dizerem que teem sempre soluções milagrosas e pretenderem que é possivél por as contas em ordem sem pedir sacrificios às pessoas.
Este tipo de discursos anuncia o que vai ser o padrão do futuro governo de "maioria de esquerda" : gastar fartazana até estoirar !!

Fatima : "os fundadores do CDS poucos há, no ex CDS, agora PP e muitos PSD, fazem críticas ferozes a estes senhores."

Qual é a admiração ? Passaram-se para a esquerda. Toda a gente tem o direito de mudar de ideias. Do mesmo modo que muitos outros que foram de esquerda se aproximaram da direita. Para não falar daqueles que ainda são de esquerda mas que estão hoje horripilados com a perspectiva de um governo socialo-comunista !

Fatima : "Se Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa ressuscitassem, morriam de vergonha e de pena dos representantes que agora os representam."

Mas quem é a Fatima, que defende as posições da esquerda mais radical, para falar em nome de pessoas de direita que já cá não estão ?!...
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De Fátima a 01.11.2015 às 22:55

Não insista que o PS pôs o país na bancarrota porque sabe perfeitamente que não estivemos em bancarrota, pedimos sim, ajuda externa porque tínhamos uma dívida grande, dívida essa que apesar da austeridade, aumentou. Eu não defendo partidos radicais, defendo e apoiarei, todos aqueles que procurarem dar aos portugueses dignidade e lhes mostrarem que vale a pena lutar por um amanhã melhor, amanhã esse que lhes foi tirado em nome duma dívida impagável. Jamais nós e todos que estão nas mesmas condições, conseguiremos pagar o monstro da dívida nestes moldes. Eu nunca fui comunista, mas garanto-lhe que não me assustam nada, em contrapartida a direita assusta-me. A direita em 4 anos mostrou-se fria, distante, alheia ao sofrimento e pouco interessada no bem dos seus cidadãos. Quem sou eu? Sou uma cidadã como o Fernando S em que a História me dá oportunidade de falar e opinar de pessoas de direita, esquerda, racistas, radicais, liberais, fascistas, anarquistas e dar a minha opinião de todos eles. Isto é o bom da democracia, poder falar e opinar, coisa que outros regimes não permitem.
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De Fernando S a 02.11.2015 às 01:39

A Fátima quer discutir o sexo dos anjos, o que é exactamente a "bancarrota" ? Insisto que o pais esteve a 2 semanas de não ter dinheiro para satisfazer as suas obrigações e isto na prática significa uma bancarrota. Se preferir, só não entrámos em ruptura de pagamentos porque fomos salvos à ultima hora por um programa de resgate externo.
E o responsável principal e directo por este lindo serviço, por termos a tal "divida grande" que diz, grande e descontrolada, foi precisamente o PS.
De resto, viu-se a seguir que a tal divida ainda era maior do que se pensava. Porque o PS escondeu e não contabilizou divida real. Teve de ser o governo seguinte, por imposição da Troika e por iniciativa propria, a orçamentar e a acrescentar essa divida.
Depois do PS ter saido a divida ainda aumentou ?
Mas tinha mesmo de aumentar. Já expliquei mas a Fátima continua a fazer como se nada fosse.
Num pais resgatado, por definição, a divida tem mesmo de aumentar : emprestam-nos mais dinheiro (a divida aumenta) para não afundarmos na bancarrota.
A austeridade não foi para diminuir a divida. Foi, pelo contrario, uma contrapartida exigida pelos credores e aceite por nós para nos emprestarem mais dinheiro, para podermos aumentar ainda mais a nossa divida apesar de estarmos falidos e sem crédito nos mercados.
Teoricamente, para podermos diminuir a divida teriamos de ter tido mais austeridade, muitissimo mais austeridade. O que, na prática era impossivel e incomportável. E, de resto, não nos era sequer exigido pela Troika.
Era isso o que a Fátima acha que deveria ter sido feito ?

A "direita" não se "mostrou fria, distante, alheia ao sofrimento e pouco interessada no bem dos seus cidadãos."
Conversa fiada e demagogia.
A "direita" fez aquilo que tinha de ser feito, que qualquer governo minimamente responsável, mesmo que fosse do PS, teria feito (de resto, a austeridade começou ainda com o governo PS, antes da vinda da Troika). O governo tinha de respeitar os compromissos com a Troika para poder receber a ajuda e não termos de vir a sofrer uma austeridade ainda mais forte e mais longa.
E valeu a pena.
Porque, em menos de 4 anos, o pais recomeçou a crescer, o desemprego voltou a descer, a confiança dos agentes economicos voltou a subir, os rendimentos e o consumo recuperaram.
E isto é bom para as pessoas, para os desempregados, para os tais "cidadãos" que tanto a parecem preocupar.

Fatima : "é o bom da democracia, poder falar e opinar, coisa que outros regimes não permitem."
Sim, é bom e eu não a quiz que deixasse de o fazer. Mas também tenho a liberdade de poder questionar a sua autoridade politica para vir da esquerda dar lições sobre o que diriam ou não diriam personalidades de direita que infelizmente já cá não estão.
E, já agora, sabe quais são os "outros regimes que não permitem ... poder falar e opinar" livremente ?
São, em particular, os regimes defendidos pelos comunistas que a Fátima diz que "não [a] assustam".
Nesses regimes nem eu nem a Fátima poderiamos falar e opinar livremente. A unica diferença é que eu, sendo anti-comunista assumido, estaria à partida prevenido enquanto que a Fátima, na sua ingenuidade, levaria mais tempo a perceber e cairia do céu.
Pois bem, é precisamente com estes comunistas que o seu PS se quer aliar para tomar conta do poder apesar de ter sido derrotado nas eleições.
Para ganhar mesmo perdendo Antonio Costa está pronto a aliar-se com o diabo !
Boa festança !!
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De Fátima a 02.11.2015 às 12:39

Conversa fiada e demagógica é a sua. O Fernando fica na sua que eu fico na minha e não vale a pena estarmos aqui a trocarmos ideias una vez que o Fernando não aceita nada do que digo, apesar das evidências e eu também não aceito as suas. Não diga que venho da esquerda ou da direita porque eu disse-lhe que aceito tudo aquilo que possa dar bem estar aos portugueses, estafados pelo governo cessante. O comunismo assusta-o, a mim não porque a minha ingenuidade, como diz, já me fez ver que essa, de comerem criancinhas já era e se formos por aí, a direita fez barbaridades que foram tão más que me recuso a falar delas. A História é lida e discutida por todos e geralmente só fala dos mortos, por isso mesmo, não lhe admito a si, nem a ninguém que me diga que não posso falar de senhores que o foram e que, os seus seguidores deturpam, aquilo que eles queriam que fosse. Houve eleições que se saiba para o Parlamento e não para primeiros ministros. Cumpra-se a constituição.
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De Fernando S a 03.11.2015 às 01:30

Fátima : "não vale a pena estarmos aqui a trocarmos ideias una vez que o Fernando não aceita nada do que digo, apesar das evidências"

Vamos lá ver ...
Eu até aceitei as duas unicas evidencias que a Fátima apresentou : a divida subiu, antes de 2011, sendo que a responsabilidade não foi apenas do PS, e subiu ainda depois de 2011, com o governo da coligação PSD/CDS.
Mas acrescentei que a responsabilidade maior e mais proxima pelo endividamento foi do PS, que com o pais já sobreendividado continuou a gastar demais e a aumentar os déficits, e que, a partir de 2011, com o pais na situação critica em que então se encontrava (não vou falar em "bancarrota" para a Fátima não se zangar ... :) ) a divida não podia não subir, isto é, tinha mesmo de aumentar.
E expliquei porquê :
- mais divida para o Estado poder continuar a pagar vencimentos, pensões, fornecedores, etc. que representavam uma despesa superior à receita (ou seja, déficits orçamentais) ;
- divida escondida que teve de ser incluida ;
- uma "almofada financeira", de tesouraria, que não existia em 2011 ;
- os juros a pagar pela divida acumulada anterior (100% do Pib antes das correcções anteriores) mais a nova divida (que assim chegou aos 130% do Pib).
Ou seja, como é que um pais podia pedir ajuda externa (mais dinheiro emprestado) e não aumentar a sua divida ??!!....
O unico modo para não aumentar a divida era ... não pedir mais dinheiro emprestado, cortar radicalmente o investimento e a despesa do Estado, aumentar significativamente os impostos. Ou seja, muitissimo mais austeridade e, em consequencia, uma recessão muitissimo mais forte, com o que tal implicaria em termos de desemprego e queda de rendimentos e consumos. Teria sido um ajustamento muito mais brutal. Porventura mais eficaz e definitivo. Mas certamente muito mais duro para a população, com sacrificios muito maiores.
Foi o que o governo "frio" da direita não fez e, ao satisfazer as exigencias da Troika e dos credores, evitou que viesse a acontecer.
Mas não se podia ter resolvido tudo recusando as exigencias dos credores e, pura e simplesmente, não pagando os juros da divida e não reembolsando os empréstimos vencidos ?
Não. Não porque uma ruptura destas teria como consequencia exactamente o que se pretendia afastar : menos dinheiro e mais austeridade !
Não havia volta a dar.
Cortar menos o investimento e a despesa publica e aumentar menos ou até baixar os impostos ? Mas com que dinheiro ??!... O Estado não tinha dinheiro, ponto e parágrafo ! Não era possivel. Mesmo um governo socialista, mesmo um governo de esquerda, não o poderia ter feito.
Por isto é que disse que é conversa fiada e demagogia pretender o contrario.
E o que é que a Fátima aceitou daquilo que eu disse ?!...
Nada, absolutamente nada !
Na verdade nem sequer considerou e discutiu os factos e os argumentos que apresentei.
Recusou tudo em bloco !...

Fatima : " O comunismo assusta-o, a mim não porque a minha ingenuidade, como diz, já me fez ver que essa, de comerem criancinhas já era"

O que me "assusta" a mim, e espero que a muitas outras pessoas, é que o comunismo não assuste a Fátima e tantos outros, que apoiam ou se aliam com os defensores de uma ideologia totalitária. Precisa que lhe recorde mais uma vez o que foram e são ainda os regimes comunistas ?
Já agora, se não sabia fica a saber que essa historia dos comunistas comerem criancinhas ao pequeno almoço foi uma invenção dos ... comunistas, no sentido de tentarem descredibilizar todos aqueles que denunciavam e combatiam os males do comunismo. Fazia parte da propaganda.

Fatima : "a direita fez barbaridades que foram tão más que me recuso a falar delas."

Não, a "direita" a que se refere, a direita moderada, liberal, democrata-cristã, nunca fez "barbaridades", muito menos algo de equivalente aos crimes dos comunismos. Tal como os sociais-democratas e socialistas moderados nunca o fizeram.
Talvez a Fátima esteja a pensar numa certa extrema-direita, nacionalista, fascista e, sobretudo, nacional-socialista. Estes sim, cometeram também eles barbaridades. No fim de contas, neste plano não se distinguem dos comunistas e teem até muitos pontos em comum.
Ao contrario do PS, que se prepara para se aliar com os comunistas, a direita moderada portuguesa nunca se aliou com a extrema-direita !
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De Fernando S a 03.11.2015 às 01:56

Fatima : "não lhe admito a si, nem a ninguém que me diga que não posso falar de senhores que o foram e que, os seus seguidores deturpam, aquilo que eles queriam que fosse."

Poder falar, claro que pode. De resto, tem vindo a falar...
Mas eu também posso falar e dizer que não lhe reconheço autoridade politica para se por a dar palpites sobre o que é essas pessoas "de direita" teriam pensado agora sobre a actual situação politica.
A verdade é que a Fatima, mesmo que diga que não vem nem da esquerda nem da direita, tem uma argumentação que é igual à da esquerda e defende posições a favor de um governo socialo-comunista.
De direita não é de certeza !!

Fatima : "Houve eleições que se saiba para o Parlamento e não para primeiros ministros. Cumpra-se a constituição."

As eleições para o Parlamento deram a vitoria à coligação PSD/CDS.
As outras alternativas, a do PS por um lado, e a dos partidos da extrema-esquerda por outro lado, sairam derrotadas.
Nem o PS nem os patidos da extrema esquerda anunciaram antes das eleições que estavam de acordo quanto a questões essenciais e que se propunham aliar-se para governar o pais.
A aliança do PS com a extrema-esquerda equivale a defraudar muitos dos eleitores destes partidos, sobretudo do PS, que nunca pensaram ou desejaram uma aliança destas.
Mas, dito isto, concordo consigo : cumpra-se a Constituição.
E a Constituição atribui precisamente ao Presidente da Républica, que, tal como o Parlamento, é um orgão de soberania eleito pelo sufrágio universal, a ultima palavra na nomeação do PM e do governo.
Por isso é que o nosso sistema politico não é parlamentar puro mas sim semi-presidencial.
Acontece que o PR tem varias opções legitimas e que apenas uma delas é a de aceitar chamar Antonio Costa para formar um governo apoiado pela extrema-esquerda.
Cumpra-se a Constituição e vejamos o que decide o PR.
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De Fernando S a 03.11.2015 às 12:44

Ainda a proposito de "evidencias" ...

"O Golden Victoria Europa, o prémio "Europeu do Ano", foi dedicado aos "11 milhões que vivem em Portugal". O galardão deveu-se ao êxito do país na saída do programa de assistência financeira."
http://observador.pt/2015/11/02/premio-europeu-do-ano-dedicado-aos-11-milhoes-vivem-portugal/
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De Tiro ao Alvo a 31.10.2015 às 18:25

Louvo-lhe a paciência, Fernando F..
Parece-me é que a(s) Fátima(s) não quer(em) saber destas coisas, continuando a repetir, até à exaustão, essa estupidez, de que foi o governo cessante que aumentou a dívida.
E repare: essa gente não está sozinha - não foi isso que andou, sempre, a dizer o Costa? E que nenhum dos seus conselheiros em economia, a começar pelo sr. Centeno (aquele que anda sempre a rir, com cara de comprometido) veio a terreiro desmenti-lo.
Ora se até os sábios do PS são cúmplices, o que podemos esperar da(s) Fátima(s) que existem neste país?
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De Fernando S a 31.10.2015 às 22:20

Caro Tiro ao Alvo,
É exactamente como diz.
Trata-se da velha técnica propagandistica de que uma mentira sistemáticamente repetida acaba por aparecer aos mais desprevenidos como uma verdade reconhecida e indiscutivel.
E, o que é preocupante, é que esta técnica seja sempre utilizada por tanta gente e até acabe por ter alguma eficácia.
Por isso é que é indispensável não perder a paciencia e continuar a desmontar o mito de que o pais estava tão bem até 2011 e que foi o governo dos ultimos 4 anos que o pos mal.
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De lucklucky a 30.10.2015 às 22:52

Esperem pelo momento em que a Catarina Martins tiver o poder sobre a violência do Estado.
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De Pedro Correia a 30.10.2015 às 23:03

Olhe que não, olhe que não.
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De da Maia a 31.10.2015 às 08:56

Por falar em tempo perdido... quanto tempo falta para Rui Rio tomar conta do PSD?
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De Pedro Correia a 31.10.2015 às 10:07

O doutor Rui Indecisão manda dizer que talvez sim ou talvez não.
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De Carlos Duarte a 31.10.2015 às 11:13

Pedro,

Eu concordo consigo que a chamada "solução de esquerda" provavelmente não será estável. Mas a questão aqui é que têm todo o direito (e legitimidade) para a apresentarem, como têm para derrubar o XXº Governo, como tem António Costa para fazer um jogo muito perigoso para o PS como está a fazer.

Posso discordar da solução, considerar que a mesma é má para o país: mas o jogo tem regras e estão a jogar (ou a abusar, conforme a perspectiva) delas. Assim, parece-me que o mais relevante é sermos todos adultos e deixar-mo-nos de birras quando não corre como queremos e aceitar as regras. Se der asneira, deu (e, se calhar, até é um bom mote para mudar as regras).
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De Pedro Correia a 31.10.2015 às 17:35

Carlos: nunca discuti se a opção alternativa, a existir, é legítima ou não. Tal como não discuto se esta o é. Para mim esse problema não se põe: existe legitimidade parlamentar para uma maioria alternativa à do PSD+CDS. A questão é que esta existe, a outra por enquanto é apenas virtual. Vejo-a apenas estampada em títulos da imprensa e nas pregações de alguns comentadores. Ora um país não se governa com títulos de jornais nem declarações nas pantalhas, por mais arrebatadas que sejam.

Não vale a pena fazer esforços dialécticos para contrapor uma maioria virtual, ainda que absoluta, a uma maioria real, ainda que relativa. De resto, o sistema politico-constitucional português está desenhado para governos com maiorias simples. Seria um enorme passo atrás concluirmos que só executivos com maioria absolutas, daqui para a frente, poderão entrar em funções. Se esta lógica tivesse prevalecido, os executivos de Mário Soares em 1976, de Cavaco Silva em 1985, de António Guterres em 1995 e 1999, e de José Sócrates em 2009 não tinham chegado a tomar posse.

Sim, "o jogo tem regras". Por isso mesmo, um mês após as legislativas António Costa já tinha a obrigação de anunciar ao País que solução real de governo propõe afinal aos portugueses. Afinal Alexis Tsipras - tão elogiado em Janeiro por vários dirigentes socialistas - formou uma coligação em 24 horas entre o Syriza e a direita nacionalista - forças políticas entre as quais aparentemente era muito maior a distância do que aquela que a que separa o PS do BE e do PCP.

Todas as conversações têm decorrido no segredo dos deuses, à revelia da opinião pública, com avanços e recuos retóricos (os recuos mais relevantes têm vindo da boca do secretário-geral do PCP, que parece demarcar-se de tudo, a começar pela existência de uma moção de rejeição conjunta) e claríssimos sinais de desconforto face a uma "frente de esquerda" oriundos do partido fundado por Soares.
Socialistas como Francisco Assis sabem que Costa está a tomar passos que afastarão irreversivelmente o partido dos eleitores de centro que sempre votaram PS e querem Portugal governado por uma grande família europeia, sem ver o País empurrado para qualquer dos extremos do espectro político.
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De Carlos Duarte a 31.10.2015 às 17:42

Pedro, mas eu concordo com essa análise e subscrevo. A única coisa que me chateia - e não foi o seu post original, mas um certo ambiente que se gerou - são os adeptos do "golpe de Estado em curso" e "é o fim da democracia". Não é um, nem outro - é o nosso sistema político e a qualidade dos nossos representantes em todo o seu esplendor.

Adicionalmente, não me parece que Costa seja o único culpado nesta novela. Tanta culpa como ele (ou se calhar mais, por causa do cargo) tem Cavaco Silva que montou a tenda dia 5 de Outubro e deixou o circo instalar-se. Quem, no meio disto, não tem culpa (ou terá apenas residual) é Pedro Passos Coelho que tem subido bastante na minha consideração (que não era muita, admito) pela forma serena e equilibrada como tem lidado com a situação.
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De Pedro Correia a 31.10.2015 às 17:48

Estamos de acordo no essencial, Carlos. Também me demarco sem a menor dúvida dessas teses do 'PREC' e do 'golpe de Estado' - que aliás vi expressas, pela primeira vez, por Manuela Ferreira Leite, que os socialistas (incluindo Costa) tanto vinham elogiando nos últimos meses.
Quanto ao resto, agradeço-lhe pelo contributo que aqui traz, uma vez mais, para um verdadeiro debate de ideias. Os blogues servem sobretudo para isto. Se for só para mandar uma boca, o Twitter chega e sobra, com vantagem.
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De Manuel a 31.10.2015 às 15:51

Por mim bem podiam mandar para a reforma, mesmo que tivesse de ser milionária, todas essas esquerdas de imbecis e de tontos cheios de ensinamentos tirados dos filmes de Hollywood e daquelas faltas que deram para fumar uns baseados bem potentes.
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De cristof a 31.10.2015 às 16:00

Considero uma perca de tempo e uma falta de respeito pelos cidadãos este faz de conta(presumo que o dinheiro esteja a correr, pelos ares todos sorridentes dos palhaços), que uma simples palavra de honra, não chegue para parar o teatro e passar a peça seguinte(o lucro para o contribuinte seria significativo).
De positivo vejo que finalmente uma franja grande está finalmente disposta a por a cabeça no cepo da governação; dos comunistas não tenho receio, que quando assumem responsabilidades(veja-se as varias camaras que gerem) cumprem. O perigo vem do PS( banca rotas já são tres) e das suas "facilidades" em gastar o dinheiro que os outros amealham(neste caso muitos milhoes abaixo de zero!). O bloco com umas novas leis do aborto, adopção e liberalização da canabis já ficam mansos por muitos meses.
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De Pedro Correia a 31.10.2015 às 21:44

Os comunistas nunca quiseram estabelecer qualquer acordo com Costa para a câmara de Lisboa. Tenho as maiores dúvidas que queiram estabelecer um acordo com ele para o Governo.
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De Bernardo a 02.11.2015 às 01:22

Tem dúvidas se o PCP estabelece um acordo com Costa! Deixe-os ir que mostrem o que valem e só depois critique. A crítica só pode ser feita depois dos actos concretizados, antes, é perda de tempo e não é séria.
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De Pedro Correia a 05.11.2015 às 15:19

A crítica só é séria quando é feita antes? Mas que enorme disparate. Você quer varrer, com essa frase absurda, cinco milénios de filosofia ocidental.
A inexistência de um acordo PS-PCP na câmara de Lisboa enquanto Costa foi presidente é um dado factual, incontroverso. E que ajuda a enquadrar a questão. Quem não conflui no menos dificilmente conflui no mais.

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