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A sensação de falsa segurança

por jpt, em 15.10.20

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Nesta coisa da cidadania verbal (da análise densa ao "amandar bocas", nisso a cada um como a cada qual, e cada dia é um dia ...) o mais importante é o conforto, a demansa do estado reconfortado. Obtém-se este por "pertença", "ser" do clube e holigar em sua defesa. Ou seja, "ser" do partido (do governo) ou "ser" de um qualquer partido/grupo contra (o governo ou outra coisa). Seja lá a propósito do que for. 

Ontem li imensa gente a clamar contra as medidas/propostas anunciadas pelo governo. Francamente, são palavras loucas. Leio agora este seu resumo, em forma de declaração do PM que anuncia a vontade de "abanar" os cidadãos, e não lhe encontro nenhuma falta de senso comum: os funcionários públicos, e adjacentes, serão convocados - se tiverem disponibilidade material para tal, e grande percentagem decerto que a terá - a usar uma aplicação securitária que não lhes viola os direitos individuais, e que o poder político considera útil para este momento de crise sanitária. E a sociedade civil será convocada para estender a céu aberto o uso de máscaras, quando isso for espacialmente recomendável. Qual o problema, qual a irracionalidade?

Por outro lado, isto - este pretendido "abanão" nos cidadãos - permite repensar. Não o futuro Natal mas as práticas do poder político neste 2020. Lembrar a descarada modorra intelectual que antecedeu o confinamento (o vírus que nunca chegaria; a oportunidade de exportar para a China; as fronteiras que não se podiam fechar; a urgência em visitar os lares de terceira idade; a superficialidade do "gozo fininho" da semi-quarentena presidencial - essa série de dislates ditos por dignitários do PR para baixo). Mas acima de tudo, deveria lembrar a mediocridade do discurso que reclamava, em Março e Abril, contra "a sensação de falsa segurança" - contra as máscaras, há século sabidas como boa medida para este tipo de praga; contra os testes (e esta alarvidade, então, foi inenarrável, demonstrativa da mediocridade das autoridades sanitárias). Porque estas medidas de agora são, a um nível imediato, praticamente nada mais do que promotoras da tal "falsa segurança".

Mas estas medidas têm uma outra dimensão, menos efectiva pois menos material: convocam-nos, mobilizam-nos, apelam a um maior cuidado individual/familiar nos núcleos de sociabilidade, de interacção, e também nos contactos episódicos. Melhor dizendo, reconvocam-nos ... Alertam-nos para não baixarmos a guarda, e será essa a sua grande qualidade. E, se assim é, seria interessante que os adeptos deste poder e sua geringonça capitaneada pela dupla PR/PM, repensassem as atoardas que vieram dizendo ao longo de meses. Quando em pleno confinamento tantos (em poucos dias 100 000 pessoas assinaram um documento!) apelaram para uma redução das comemorações do 25 de Abril, pela sua dimensão simbólica para afirmar o estado de concentração tão necessário? Eram adversários da liberdade e da democracia, quiçá adeptos do Chega. Quando o boçal Ferro Rodrigues clamou que não se iria mascarar e tantos o apuparam? Éramos fascistas ... (o homem nem tem a dignidade de se demitir, apesar de ter passado ao lado da maior crise da sua carreira política). Idem para o 1º de Maio, idem para a Festa do Avante, idem para as festividades anti-história de Portugal. E quando Sousa veraneou em bamboleios sob trajes menores, saracoteando-se pelas praias em campanha presidencial, e tantos de nós nos torcemos diante de tamanha indecência histriónica? Fomos ditos da extrema-direita, zangados com este histérico presidente porque não afronta o PS.

Talvez agora este "abanão" que Costa quer dar possa abanar alguns dos seus adeptos palavrosos. E que assim possam perceber que muito do que foi dito e feito por esta incompetente elite política foi contraproducente, de facto criando uma efectiva sensação de "falsa segurança" ao longo de meses. Que desconcentrou, descentrou. Estará na altura de sairem do tal "conforto". A administração desta crise pandémica tem sido errática, com coisas boas e más, mas muito longe de qualquer "milagre português" que a imprensa patrioteira (e muita dela avençada) propalou. E só os "cobardes", para falar a la Costa, os adeptos holigões, tão timoratos que avessos à (auto-)crítica, é que são incapazes de ver isso. Não precisam de pedir outro poder, de passar à oposição. Pois, lá está, cada um como qual. Mas podem, e devem, pedir, exigir, melhor.


20 comentários

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De Carlos Sousa a 15.10.2020 às 12:20

Você está mesmo a falar a sério?
Acha que justifica mesmo este aumento de restrições?
Gostava de lembrar que apesar do aumento do número de "infectados "ser superior o número de mortos mantém-se num número normal se compararmos com o início de uma época de gripe.
Estar a aplicar medidas que só encontram eco em regimes ditatoriais, é estar a fomentar o aparecimento de populismos e reforçar o apoio em partidos extremistas.
Penso que o Costa está a ser mal aconselhado, e a continuar assim não será o povo a levar um abanão.
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De jpt a 15.10.2020 às 12:51

Independentemente das considerações sobre o devir pandémico ocorre-me que o primeiro-ministro Costa não é aconselhável.
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De Anónimo a 15.10.2020 às 17:24

Quando necessitar de ser socorrido num hospital e não o puder ser por o mesmo estar a abarrotar venha aqui colocar um comentário que a gente ajuda, pelo menos com o meu barbeiro pode contar.
Até lá não deixe de seguir na fox news a empolgante ponta final do guru do mundo moderno, aquele que riscou do dicionário a palavra medo e escreveu arrojo e audácia, tal como fazem na feira popular a Milita e o Carlitos em cada nova volta no poço da morte.
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De João Pedro Pimenta a 16.10.2020 às 01:23

É inevitável. Sempre que alguém coloca uma dúvida às medidas vem logo alguém com a ameaça "quando precisar de um ventilador e não tiver..." ou com acusações de Trumpismo. Não podem aceitar dúvidas legítimas (e outras menos) com menos primarismo?
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De Carlos Sousa a 16.10.2020 às 07:28

É precisamente por necessitar de ser socorrido que eu reclamo da sobrevalorização da pseudo pandemia.
É precisamente por ser doente cardíaco que eu reclamo da sobrevalorização da pseudo pandemia.
É precisamente por ter as minhas consultas adiadas duas vezes é que eu reclamo da sobrevalorização da pseudo pandemia.
É precisamente por ver que o número de mortos ainda não superou os mortos do ano passado com gripe, que eu reclamo da sobrevalorização da pseudo pandemia.
E se quiser que o levem sério, e não como um palhaço da sua feira popular, não comente como anónimo.

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De jpt a 16.10.2020 às 09:22

Carlos Sousa, V. pode contestar a gravidade, o carácter letal, desta doença. Não serei eu, leigo, a criticá-lo por isso. Agora contestar o carácter pandémico desta doença é uma incorrecção. Pode haver uma pandemia de conjuntivite ou de sarna, exemplos que escolho por já as ter sofrido, o que será uma maçada "globalizada" mas que não custará vidas. Mas será uma pandemia. (Longe vá o agoiro). Portanto esse afã em desvalorizar a doença está-lhe a atrapalhar o discurso.
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De Carlos Sousa a 16.10.2020 às 10:22

Jpt eu quando digo pseudo pandemia é apenas para contrapor a sobrevalorização que estão a fazer em detrimento das outras doenças.
A pressão que os hospitais privados estão a fazer para serem integrados na "luta" contra a covid aumenta a minha desconfiança em relação à seriedade desta pandemia.
O facto do número de mortos ser semelhante ao número de mortos do ano passado com gripe, e também o facto de nunca se terem feito testes a assintomáticos da gripe reforçam a minha posição de descrença.
Eu não estou a desvalorizar a pandemia, acho é que é uma violência tratar os eleitores como acéfalos ao utilizar métodos repressivos e draconianos para combater um vírus que é semelhante ao vírus da gripe.
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De jpt a 16.10.2020 às 11:04

Eu não quero ser chato, a pedir leituras. Mas após os dois meses de confinamente coloquei na internet um texto longo - que começara a escrever para ser publicado num "directório" académico dedicado ao covid-19 mas que acabou por ali não caber. Confesso que (presunção e água benta ...) lamento que não colhido mais leitores do que a meia dúzia de amigos que tiveram solidariedade leitora. (o texto está aqui, para quem tenha paciência: https://www.academia.edu/43115402/_P_ra_melhor_est%C3%A1_bem_est%C3%A1_bem_p_ra_pior_j%C3%A1_basta_assim_o_capit%C3%A3o_MacWhirr_e_o_Covid_19

Nele botei o que ouvi de quem percebe da poda: vai morrer gente devido este centramento. Algo que não se opunha à necessidade de medidas extraordinárias. E a minha interpretação também lá está, feita de Março a Maio. A reacção estatal, política em primeiro lugar, foi trôpega de início e errática desde muito cedo. E isso causou um excesso de autoritarismo, de medidas administrativas controladoras - algo que foi dito pelo próprio Costa, quando explicitou (à "Cristina") que se ia para um "estado de emergência" por indicações presidenciais e que o governo nem dele precisava. E que grassava uma histeria sanitária na população, no agrado por medidas tecnológicas intrusivas. De Maio em diante ainda maior foi a sucessão de dislates.

Quanto a isso da iniciativa privada se querer associar. Eu não sou profundo conhecedor mas o que me constou foi algo diferente. A ministra da saúde convocou inicialmente a associação com o sector privado e depois mudou os termos, sem explicação e com remoques públicos e privados. Ou seja, a história está mal contada. Pouco contada e mal contada. Mas isso é normal num país em que os funcionários públicos (e suas proles) defendem o grande-Estado com unhas e dentes. E depois têm acesso à medicina privada.
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De jpt a 16.10.2020 às 11:08

Já agora, Carlos Sousa (e não só), agora protesta-se com a putativa inconstitucionalidade da exigência da utilização da aplicação telefónica. Certo, é possível que o seja. Mas quando Costa, após as celebrações do 25 de Abril, explicitou que "não interessa o que diz a Constituição", referindo-se à necessidade de instaurar medidas de controlo sanitário, qual foi a reacção? Ninguém reclamou que eu tenha reparado, foi tudo na conversa, a tal histeria sanitária, e tudo sorriu dado o tom coloquial de Costa. Estava tudo a dormir?
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De jpt a 16.10.2020 às 09:15

Pouca televisão vejo. E nunca essa Fox News. Recomanda-ma por algum motivo particular, há algum programa de especial interesse?
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De Anónimo a 16.10.2020 às 22:44

A caminho da 4ª bancarrota em menos de 50 anos sempre com os mesmos actores de sempre. O Estado completamente capturado por oligarquias e o comum cidadão sem qualquer tipo de defesa a não ser ter a sorte de lidar com alguém bem formado do lado de lá do "balcão". Em qualquer Nação soberana este governo já teria sido demitido pelo PR após os incêndios de 2017, não esquecer que a maioria que suporta este governo é constituída por BE e PCP que não podem passar entre os pingos da chuva.
Ao senhor Carlos Sousa louvo a coragem de pôr os pontos nos iis.
Soube-se hoje que os alunos de enfermagem irão ser convocados para ajudar no combate á pandemia, serão todos ou só os do ensino publico ? Pois é quando se acaba o dinheiro para contratar ou mudar horários para ganhar votos recorre-se aos que estão mais á mão e isto também é inadmissível e presumo que inconstitucional, as pessoas ou estão a trabalhar ou a estudar (inclui estágios).


P.S. - Só para dizer que infelizmente a FOX News está vedada no pacote básico do MEO e na minha opinião isto é incompreensível, quem quer acompanhar o "outro lado" só tem a SKY News e mesmo esta é só de vez em quando.

WW
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De Anónimo a 15.10.2020 às 21:22

"Estar a aplicar medidas que só encontram eco em regimes ditatoriais"

E não o é? se não é pelo menos a cultura do Primeiro Ministro é.
Lembrar que António Costa disse isto:

"diga a Constituição o que disser"
"O Estado de Direito não deve ser relacionado com o plano de recuperação"

lucklucky
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De Anonimus a 15.10.2020 às 13:16

Aquele labrego na foto da direita precisa de um abanão e de alterar comportamentos. Terá a app actualizada?
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De jpt a 16.10.2020 às 09:14

A fotografia da direita é do Presidente da República. Cargo que nos está vedado ao insulto. Certo, "labrego" é ambivalente. Mas não convém usar este tipo de terminologia em lugar alheio e, ainda pior, de modo anónimo. Ou seja, eu escrevo sobre o PR o que julgo possível. E assino. Em locais sobre os quais tenho alguma responsabilidade. Por esse motivo legal gradeço que os visitantes, por críticos que sejam do PR, moderem a adjectivação. De forma ainda mais cuidada do que em relação a outros indivíduos/postos.
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De Anonimus a 16.10.2020 às 12:32

Labrego é um campónio, no sentido de ignorante e pateta.
Um indivíduo que, perante uma pandemia, desrespeita a propalada distância social publicamente, tendo o cargo com a responsabilidade que detém (e não esquecer, tendo auto-confinado no início disto tudo), é isso mesmo, um labrego. A não ser que tenha consciência do que faz, e aí a adjectivação teria de ser outra.
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De Anónimo a 15.10.2020 às 22:25

jpt, afinal em que ficamos? e pq não inclui a II Convenção do Chega do lote dos ajuntamentos? Tá bem, os mascarados que lá estavam era pra não serem conhecidos, ainda. Esses, e outros disfarçados, nunca mais falaram na Alameda o no Avante.
Sabia-se que as baldas nas férias do verão, em toda a Europa, ia dar nisto. Mas e a economia Senhor? Estava a dar tanta dor.
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De jpt a 16.10.2020 às 09:10

anónimo, em que ficamos? Este é um modesto texto de um modesto bloguista, e como tal não requer particular exegese, destina-se a uma enfadada leitura, talvez mesmo apenas em "diagonal". Mas se provoca comentário - ainda que anónimo - então convoca (e presume) uma mínima atenção do comentador. O que escrevi eu? Que estas medidas anunciadas - por criticáveis que sejam (veja-se os dois últimos postais do Pedro Correia sobre o assunto, por exemplo; ou, querendo ser mais acerado, detecte-se o capcioso que fui ao escrever) - denotam os solavancos nas "cautelas e caldos de galinha" com que a sociedade vem afrontando esta doença, face à tal "segunda vaga" que era esperada/anunciada desde há meses. E que isso derivará, em parte, das medidas e, acima de tudo, dos discursos que o poder político veio tendo. Erráticos e dando uma sensação de "falsa segurança", a que agora procura obstar com medidas algo extremadas.

E depois, em que estamos, anónimo? Digo que será momento dos apoiantes deste poder político - um corpo bem alargado e heterogéneo - repensarem o que andaram a dizer sobre quem se opôs à ligeireza das perspectivas dos dignitários, e às discriminações de índole política que foram estabelecendo. Opositores, críticos, que foram (fomos) sistematicamente apodados de anti-democráticos - com excepções, algumas das quais recordo. Eu botei aqui (e julgo lembrar que outros membros do blog também o fizeram) elogios à postura de João Soares que discordou do sinal dado aquando das celebrações do 25 de Abril; e também elogiei o BE que se apartou das comemorações do 1º de Maio. Mas, de facto, o sentido geral daqueles que se expressaram em público (na imprensa, nas redes sociais) foi o de que a "direita" era contra a liberdade política, de manifestação e de celebração (conheço um punhado de gente de esquerda que resmungava contra isto, mas não se expressou publicamente). Ou seja, digo que este assunto (e estas medidas anunciadas) são um bom momento para as pessoas de centro-esquerda e esquerda muito ciosas de apoiarem as medidas e os discursos do actual poder (PR/PM) deveriam calibrar o seu pendor crítico dos que discordam, deixar de os reduzir a infectos (proto)fascistas.

Dito isto, acha que algum componente dessa amálgama a que aludo estaria preocupado com críticas à convenção do Chega ou, ainda mais, à anterior "estadonovista" manifestação a mando do prof. Ventura, aquela do "Portugal país lusotropical", as entenderia como demonstração de "reaccionarismo" dos locutores? Não. Como tal, e até bem pelo contrário, na lógica do modesto postal de blog que sentido teria incluir essas actividades? Nenhuma. Nenhuma.
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De Elvimonte a 16.10.2020 às 12:09

«face à tal "segunda vaga" que era esperada/anunciada desde há meses.»

Mas "segunda vaga" de quê? De óbitos, de hospitalizações, de admissões a UCIs? Será que consegue ver isso nas imagens que aqui lhe deixo destas fontes insuspeitas:
https://www.ecdc.europa.eu/en/covid-19/data
https://covid19-country-overviews.ecdc.europa.eu/ ?

http://prntscr.com/v0hmr0 (casos a vermelho, óbitos a azul)
http://prntscr.com/v0ho9x (casos a vermelho, hospitalizações a azul)
http://prntscr.com/v0hpl4 (casos a vermelho, admissões UCIs a azul)
http://prntscr.com/v0humj (casos a vermelho, óbitos a azul)

É que eu não consigo ver a "segunda vaga" de óbitos, de hospitalizações, e de admissões a UCIs. Vejo, isso sim, uma "casodemia".

Como pode ver-se aqui https://covid19-country-overviews.ecdc.europa.eu/ existe correlação entre o número de testes positivos e o número de testes realizados. Nuns países será menor e noutros será maior, mas existe e isso não é surpreendente. No limite, se não se realizarem testes não há testes positivos.

O que já não existe, com algumas excepções de países anteriormente menos fustigados, em que o vírus terá tido menor circulação, é correlação entre o número de óbitos (o critério fundamental), o número de hospitalizações, o número de admitidos/internados em UCIs e o número de testes positivos.

O que também não é surpreendente, tendo em consideração as peculiaridades do teste RT-PCR que o Prof. Michael Mina detalha nestes dois curtos vídeos:

"Michael Mina - The problem of PCR sensitivity: False Infectious - False negatives as False positives"
https://www.youtube.com/watch?v=4vvgefwKgSU

"Michael Mina - The neglected CT (Cycle Threshold) levels to determine viral load and infectiousness"
https://www.youtube.com/watch?v=oxoE47qT3fE

Consulte-se também o site do Centre for Evidence-Based Medicine da Universidade de Oxford:

https://www.cebm.net/covid-19/infectious-positive-pcr-test-result-covid-19/

Mas há outros dois aspectos fundamentais que devem ser tidos em consideração: a sazonalidade de todos os coronavírus que causam habitualmente infecções semelhantes a gripes e a percentagem de assintomáticos a rondar os 80%.

Além do mais, uma boa parte dos vulneráveis já terá sido infectada anteriormente, restando agora um menor número de pessoas cuja evolução da doença requeira hospitalização e eventual admissão nas UCIs.
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De Anónimo a 16.10.2020 às 23:17

Deeuuus! Sempre os mesmos argumentos, a obsessão com a gripe, parecem os bonecos dos Marretas A razão não está toda num dos lados, ok? Suspenderam as consultas de especialidade, SIM, já toda a gente sabe isso. Mas é por sobrevalorizar o Covid-19? NÃO. É a porcaria de SNS que temos que não tem estrutura para aguentar! Mas o que é difícil de perceber aqui?! Vai piorar? Pois sim. Vão morrer pessoas de patologias urgentes, mas que não seriam fatais. Porquê? Por falta de tratamento. Isso é que é mesmo deprimente. Em pleno sec. XXI, na Europa, uma infeção renal, uma apendicite poderão ser mortais, como numa zona de guerra, na Antártida ou na Patagónia. Um politraumatizado vai esperar o dobro do tempo na urgência e é bom que não tenha comprometido f. vitais, porque os intensivistas que ainda estiverem sãos e ao serviço vão ter 30h de trabalho no lombo...Como também vão morrer os pacientes com sars-cov-2 que tenham o azar de levar com a versão hard do Corona. Quem tem culpa? O Governo. Não tenham dúvidas. Enquanto outros países reforçaram atempadamente a estrutura dos cuidados de saúde, o Governo português apregoou “o milagre” e pouco mais. Agora a culpa é do povo, claro - porque “relaxou” e não instalou a App. Dos jovens, dos chatos dos velhotes com a mania de se contagiarem nos Lares...O A. Costa, a inenarrável Temido com o curso pindérico da escola de saúde pública (aka academia de recrutamento do PS)e a coitada da Dra Graça (uma boa pessoa, que fez o trabalho de sapa do Francisco George, mas não conseguiria operacionalizar um carrinho de pipocas) - não são culpados de nada! O que ainda podemos fazer? Ter comportamentos responsáveis. Usar máscara, manter a distância - as 2 coisas, não é alternativo. Instalar todos a App, quem puder (e preencher o necessário, que o Estado não vai fazer esse trabalho por nós). Esqueçam as multas, a polícia a vasculhar telemóveis - não vai acontecer. Porque se focam nesses detalhes? Alguém vai preso por não pagar a multa? Por favor! Ah e se estiverem de boa saúde aquando das eleições, não se esqueçam de ir votar neles, porque merecem, porque além da omissão criminosa na saúde pública, ainda negociaram um fantástico plano de recuperação e resiliência, que vão administrar com a eficácia e transparência impoluta com que têm tratado de tudo...

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