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Nem Joana D´Arc valeu a Le Pen

por João Pedro Pimenta, em 09.05.17

As sondagens em França lá falharam de novo, como tem acontecido no último ano. Afinal de contas, Emmanuel Macron teve uma percentagem mais alta do que as previsões mais optimistas faziam prever, levando até alguns apaniguados de Marine Le Pen a pensar que era possível chegar ao Eliseu.

Olhando para alguns resultados locais das eleições em França, encontram-se números curiosos. Na Vendeia, por exemplo, esse bastião contra-revolucionário e da "reacção", Emmanuel Macron venceu com quase 70%, acima da média nacional, ainda que, pelos resultados da primeira volta, a histórica região continue preferencialmente à direita. Já em Colombey-les-Deux-Églises, terra que se confunde com Charles De Gaulle - que aqui está, aliás, sepultado - a Frente Nacional sai vencedora, talvez pelo trocadilho atribuído ao próprio general, onde numa hipotética islamização, a terra se passaria a chamar "Colombey-les-Deux-Mosquées". Também aqui, na primeira volta, a direita ficou claramente em maioria.

 

Mas não resisti a ver quais tinham sido os resultados em Domrémy-la-Pucelle. Macron ganhou, com um resultado próximo da média. Mas porquê esta curiosidade em saber a votação desta pequena localidade perdida nos confins dos Vosges? É que Domrémy-la-Pucelle é precisamente a terra de Joana D´Arc, a heroína e padroeira de França ("pucelle", ou donzela, é um sufixo em honra da própria), que Marine LePen e a Frente Nacional tanto evocam, ao ponto de se tentar colar a ex-candidata presidencial à donzela martirizada em Rouen. De pouco serviu a inspiração. E na hora de votar, os descendentes de Joana D´Arc acabaram por preferir a original a escolher a cópia falsificada.

 

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7 comentários

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De JS a 09.05.2017 às 09:53

Exacto, a França é isso e o que mais se verá.
É óbvio que não vai ser fácil a Emmanuel Anti-LePen Macron salvar uma França -com essas contradições internas- sem um, o seu, partido. Muito menos Emmanuel Goldman Macron poderá salvar esta brexitada (pseudo) União Europeia. Mas também não foi para isso que se candidatou.

Assim como por cá António Marcelo Costa estará interessado em salvar Portugal, ou o seu PS ?.
Eleições acabam por ser inconsequentes catarses períódicas.
Povos e regimes relativamente democráticos entregam-se afincadamente a essa actividade graças a uma comunicação social ansiosa em facturar. "Para tudo acabar na 4ª feira", como o Carnaval.

Segue-se o Festival Eurovisão da Canção. Também tem vencedor, derrotados e tudo mais. O necessário para ser um bom espetáculo.
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De isa a 09.05.2017 às 10:39

É engraçado como quase ninguém repara na "massagem" dos números, podemos ler que Macron teve 66,1% e Le Pen 33,9% ou seja, somados, dão 100%.

Agora, a matemática verdadeira que nunca poderia dar 100% aos dois porque só 58,77% dos franceses votaram e, até podemos pensar que, mesmo assim, a maioria escolheu mas, se daqueles que votaram 8,74% votou Branco, a "fartura" de votos no Macron é apenas mais uma Simulação do Sistema, dando uma percepção errada de "maiorias". Aliás, em Portugal já chegou a haver mais de 50% de abstenção e, fico curiosa, quando aos 100% , tirarem a Abstenção, os Brancos, os Nulos... acabarem com 20 a 30% de votos reais, do total da população, para distribuir... "NO ProblemO"... massajam e, mesmo de 30, 20 ou 10% fazem sempre 100%
Muitos até achariam bem OBRIGAR a Votar, para aumentar Brancos e Nulos? Adianta o quê?
Talvez por isso, os políticos evitem essa abordagem porque ficava mais visível o "malabarismo".
Cada vez mais cidadãos estão a "acordar" para a inutilidade de irem votar porque, começam a perceber o funcionamento da UE, onde quem realmente decide, não é eleito por ninguém mas, o truque foi bem montado.

Temos um Cartel Financeiro Privado (BCE ou FED, pertence tudo aos mesmos) que despejou dinheiro nos países, dinheiro esse que não lhes custa praticamente nada, algum papel, tinta e muitos números virtuais no computador porque aqui, a grande maioria da população nem sequer percebe as consequências de ter acabado o padrão ouro ou seja, até no tempo da nossa Ditadura, o Governo não podia imprimir dinheiro se no Banco Central, o B.Portugal não tivesse o ouro correspondente ao dinheiro que imprimia (B.P. que agora, por "portas e travessas" passou a não ser nosso, mas isso são outros 500).

Voltemos ao dinheiro que, o tal 1% conseguiu ter o Poder de fabricar "do ar" e, basta conhecer a natureza humana para saber que despejar dinheiro a rodos nos países, ele acabaria por ser, digamos... muito mal gasto e, basta ver o interesse dos políticos, querem lá saber do futuro, trabalham a curto prazo para eleições e, gastar dinheiro que cai do céu e, não é deles, naturalmente muitos sabiam e outros até avisaram das consequências.

O esquema funcionou e as Dívidas (Armadilhas ou Algemas) estavam instaladas e, os juros sabem bem mas, quem tem triliões, há muito tempo que transformava "papel pintado" em bens reais, sugados do esforço e de economias reais o Objectivo era outro, controlar os Países e as escolhas dos cidadãos.

Temos Orçamentos que têm de ser aprovados por gente que nem conhecemos, votamos para euro-deputados que estão lá, propositadamente, para nova percepção errada do Sistema porque não podem Propor ou Vetar Leis.
Portanto, votamos para quê?
Para participar no "teatro" ou, mais propriamente, o poder de distribuir os "tachos" entre os "burocratas" que obedecem a ordens externas e, naturalmente, continuam os "iscos", votar neste ou naquele, talvez se apanhem mais umas "migalhas" mas, o Grande Problema é que essas "migalhas" não pagam aquilo que se perde e só se se dá valor depois de perdida que é a Liberdade de, a cada momento, poder escolher o nosso futuro e, o pior, neste Sistema, estamos a tirar aos que ainda não nasceram, a possibilidade de escolherem o seu e quando ouço uns políticos quererem empurrar a dívida para daqui a 60 anos, não lhes basta quererem controlar a vida dos vivos, mas ainda dos que viverão depois?

Que mentes distorcidas e doentias ou que Deuses pensam eles ser, para querer mandar ou controlar não só os que vivem Hoje mas, ainda as dos que viverão depois deles morrerem?
No fundo, têm a mesma maneira de pensar da elite, apenas com menos Poder mas, a mesma psicopatia de Querer Controlar como se fossemos propriedade de Corporações e, se pensam estar a ajudar, na verdade até estão a ajudar o 1%, pois é mais fácil controlar rebanhos do que seres Humanos, realmente, Livres.

E, é este "acordar" que vai aumentando a Abstenção e Brancos, por isso, Macron estar, agora, tão "interessado" em "unir esquerda e direita"... agora, convém-lhes passar para o próximo "patamar" e, antes que todos "acordem" até se fala na última etapa da "prisão"... rendimento mínimo universal... "o futuro sistema de racionamento, decidido pelos "Donos" a, implementar pelos seus "serviçais".
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De Vento a 09.05.2017 às 12:28

É verdade. Foi a esquerda que valeu à França. Os mercados e mercadores têm agora pela frente muita análise a fazer antes de agir.
Os resultados demonstram que os melocotons, isto é, os partidários de Mélenchon, também votaram massivamente em Macron. Estas eleições também revelaram que afinal a dita extrema-esquerda europeia é radical no discurso mas conservadora na acção.

Por outro lado, as eleições francesas não terminaram. Elas vão continuar até às legislativas.
É este resultado que importa. Uma coisa é certa, a França não é mais a mesma. Da mesma forma que Inglaterra também não é, que Portugal, Grécia e Espanha também não são, que a Itália também não é...

As sardinhas são as mesmas, mas a forma de as conservar mudou. Digamos que o método é mais revolucionário e vai estabelecendo quotas. Os socialistas franceses, sentindo-se órfãos, só têm duas saídas: ou se colocam "em marcha" ou fazem uma coligação tácita à esquerda, sendo esta improvável.

A questão que se coloca é a seguinte: será que se ensaiará em França no parlamento uma espécie de coligação à grega, entre Mélenchon e Le Pen?
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De João Pedro Pimenta a 10.05.2017 às 01:56

Seria interessante saber quantos votos de Mélenchon é que se deslocaram para LePen, mas tenho a impressão de que contribuíram sobretudo para a abstenção, branco e nulos, que subiram notoriamente nesta segunda volta. Quanto ao PS francês, está numa encruzilhada. Tal como estiveram os partidos que o antecederam.
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De Vento a 10.05.2017 às 10:14

Em termos de abstenção são os conservadores republicanos que menos margem de manobra possuíam, pois são aqueles, pelo seu conservadorismo, que menos identificados estão com qualquer dos candidatos.
Macron surge como uma terceira via na política francesa e europeia. Como tal os republicanos, pela sua ortodoxia em relação a medidas sociais e económicas, são os que se encontram entre a espada e a parede.

Os restantes eram os que mais tinham a perder com a eleição de Le Pen. Aliás, se reparou, Le Pen incidiu a sua sedução precisamente no eleitorado órfão (socialistas), nos republicanos e com especial incidência nos partidários de Mélenchon.
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De tric.Lebanon a 09.05.2017 às 14:29

todos contra Le Pen...e no entanto contina a subir!!! o Jacobinismo Islamico continua no poder e ao que parece é venerado em Portugal...Portugal a apoiar a Islamização da Europa...coisa nunca vista!!! mas enfim, em nome do Euro, Euro esse que só os mohameds o tem para comprar os interesses estratégicos dos estados...
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De João Pedro Pimenta a 10.05.2017 às 01:58

Sim, Macron teve como primeiro acto depois de ser eleito rezar virado para Meca e em Portugal o que está a dar são os posters do "califa" Baghadi de avental. Consta mesmo que deve vir aí uma delegação do Daesh e outra da Al Qaeda à próxima reunião na Casa do Sino.

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