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Não quero médicos a mandar

por Pedro Correia, em 23.09.20

Há por aí alguns responsáveis autárquicos a exorbitar das funções que lhes são atribuídas, torcendo as normas legais: a pretexto da epidemia em curso, querem impor o uso obrigatório da máscara aos munícipes em todos os espaços públicos, incluindo ao ar livre. Algo que as autoridades centrais nunca decretaram - nem sequer quando o País se encontrava sob estado de emergência, com números de infecções e mortes mais preocupantes do que os actuais. Por um motivo muito simples: nada no nosso ordenamento constitucional autoriza tal medida.

Este excesso de zelo autárquico - e refiro-me concretamente, pelo menos, aos presidentes das câmaras municipais de Guimarães, Arruda dos VinhosCastro Marim e Vila Real de Santo António - é aplaudido por alguns talibãs do sistema sanitário que percorrem os telejornais, serão após serão, em defesa aberta de tal medida. Acontece que estes clínicos não foram eleitos para tomar decisões em nome do interesse público. É para isso que existem os governantes, sujeitos à legalidade democrática. No dia em que os médicos tomassem o poder e os políticos exercessem medicina estaríamos todos bem pior.


32 comentários

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De Anónimo a 23.09.2020 às 00:40

Autarquia de Lisboa é o exemplo de uma câmara que permite festas privadas em espaços fechados em que as pessoas se divertem sem mascaras, o exemplo da festa da Cristina Ferreira e outras é que para estes o covid está sempre de férias.
E depois o resto da população já querem condicionar com as limitações conhecidas.
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De Bea a 23.09.2020 às 01:55

a verdade é que várias festas privadas propiciaram contágio.
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De Anónimo a 23.09.2020 às 13:32

Eu acho que não permite - se as autoridades forem chamadas e estiverem mais de 10 pessoas, terão de dispersar. O problema é que ninguém chama, porque é na "Estufa Fria", também ganham um cachet simpático...
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De Anónimo a 23.09.2020 às 14:50

Infelizmente!!!
Pode ter a certeza que permitem, o salão esta sob uma concessão e tudo o que é festa, a câmara tem que ter prévio conhecimento, neste caso concreto da estufa fria....
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De Anónimo a 23.09.2020 às 14:56

O problema é que chamam, mas quem é que aparece a policia municipal ao serviço da câmara municipal , por isso nunca dá em nada.
Se falar com pessoas que vivem nas imediações, bem lhe podem dizer muito mais.
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De Carlos Sousa a 23.09.2020 às 01:40


Isto é como o negócio dos medicamentos e os médicos. O caso da vacina por exemplo:
- as encomendas estão feitas, na ordem dos milhões.
- é preciso frascos, na ordem dos milhões.
- é preciso seringas, na ordem dos milhões.
- é preciso agulhas, na ordem dos milhões.
Com tantos milhões em jogo tem mesmo de ser provocado um medo irracional nas pessoas para se poder escoar o produto.
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De Anónimo a 23.09.2020 às 07:19

La pandemia è reale,non è un'invenzione per fare businnes!Abbasso i negazionisti!
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De Carlos Sousa a 23.09.2020 às 10:56

Apri gli occhi non essere stupido.
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De Anónimo a 23.09.2020 às 13:39

O que é triste nisto tudo, é não haver a certeza da possibilidade de uma vacina,
Dizem que sim, mas pode não haver...
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De Anónimo a 23.09.2020 às 04:50

É uma onda longa que tem crescido nas sociedades ocidentais de uma parte políticos a quererem ter a imagem do poder mas passar as responsabilidades da decisão para técnicos.
Em simultâneo os técnicos ainda sem história de serem punidos publicamente pelos seus erros, crescem em ambição de controlo sobre os outros para criarem a sociedade perfeita e higiénica depois das "certezas" com que foram doutrinados nas Universidades.

Formalmente temos ainda o nascimento das "Autoridades" ao nível do estado no Ocidente algumas delas até com forças policias/para militares próprias é um dos sinais desse movimento. É o movimento para o Managerial State.


Pouco disto - que é uma mudança significativa do sistema político sem ter sido votado sequer- preocupa os autodenominados "jornalistas"...

-------
Margaret Thatcher a avisar os seus ministros para não se esconderem por detrás de técnicos:

"Advisers advise, ministers decide."

lucklucky
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De Marques Aarão a 23.09.2020 às 08:15

EXEMPLARMENTE POSTIÇO
O número de casos já está a descer para metade das contas do bruxo Costa.
Que brevemente essa tendência de descida se verifique também no numero de vitimas mortais, e que o alarmista imitador de 1º ministro se prepare para ir à vida dele.
O Sr. Costa pode fazer apelos para que se cumpram as regras.
O que não pode nem deve é aconselhar para que se descarregue ou se pratique seja o que for para a nossa saúde.
Trata-se de uma abusiva intromissão que excede as suas competências, substituindo-se às autoridades acreditadas na matéria, incluindo os assistentes operacionais que anuncia.
Qual a sua legitimidade moral, institucional, técnica e cientifica para nos vir ameaçar com o seu crescendo suicida de casos de infecção?
Fique a saber que a minha aposta a partir deste momento, é o seu contrário, de uma diminuição regular e progressiva muito abaixo do seu milhar alarmista.
Tenha a hombridade de caso não se confirme a sua lamentável adivinhação, de se pirar o mais rapidamente aceitável da área da governação.
Dou-lhe uma semana para a conclusão de que resulte finalmente em vê-lo pelas costas.
Pois é, um político governante também não pertence ao campo do futebol.
Lembre-se que foi você que disse:
Mesmo em rodada de copos numa taberna, um ministro nunca deixa de o ser.
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De balio a 23.09.2020 às 09:36

nada no nosso ordenamento constitucional autoriza tal medida

Eu diria que as normas em relação à forma de trajar (usar máscara é como usar chapéu ou usar biquini ou usar sapatos) não são proibidas nem têm que ser permitidas pela Constituição.

Mas há uma norma constitucional, que é o direito de reunião (artigo 45º, número 1, da Constituição), que tem sido impunemente violada, sem que aparentemente ninguém se importe com isso.

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De Cão Melancólico a 23.09.2020 às 10:11

A propósito do pensamento antisséptico dominante, do poder médico, bem como do controlo, daí resultante, da sociedade, nada melhor do que a leitura do livro polémico de Bernard-Henri Lévy, recentemente chegado às bancas " Este vírus que nos mata".
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De jj.amarante a 23.09.2020 às 10:39

De vez em quando temos opiniões coincidentes. É agora o caso.
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De Anonimus a 23.09.2020 às 10:54

Técnicos a decidirem em vez de políticos.
Políticos a decidirem sem ouvir os técnicos.

Bem entregues.
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De Vento a 23.09.2020 às 11:50

Povo e Póvoas, Autoridades administrativas e governamentais, Autoridades sanitárias e seus complementos, e Suas Excelências os animaizinhos que agora também usam de direitos, tou chegando para botar discurso. Escutai-me:

Deixai-vos de mascaradas. Preocupai-vos em cuidar da saúde de quem se encontra em casa com dificuldades em deslocar-se e até mesmo sem possibilidade disto;
Preocupai-vos com a saúde desses e dos que habitam em residências de idosos, e digo-vos isto porque se os serviços inspectivos fossem diligentes, e se os profissionais de saúde estivessem atentos a determinados fenómenos, compreenderiam esta estatística muito simples e esclarecedora que segue:

- 40 % das mortes ocorridas quer em ambiente residencial de idosos quer em pessoas em confinamento tem como origem as infecções que degeneram em septicemias. Estes 40% identificam a E. Coli (compreendem o que quero dizer ou é preciso desenhar?) como causadora desta mortandade, que, se existissem cuidados sérios e melhor vigilância das autoridades competentes, não ocorreriam.
- A somar a esta situação verifica-se que em patologias ligadas à saúde mental, memória e outras correlacionadas, ocorre uma sobredose de medicamentos que retiram a possibilidade de manter os pacientes em situação activa e que permita contrariar a situação da(s) patologia(s).

- Adicionando ainda a este fenómeno e para os que ainda podem deviam ser definidos programas de cuidados externos de socialização, prolongando-se assim os estados de vigilância, gosto pela vida, e melhor saúde física.

- É necessário compreender que o cérebro é a máquina que comanda outros órgãos, e se este cuidado de socialização e não o da medicação for levado à prática resultaria menor prejuízo dos pacientes, menor gastos com a saúde, melhor qualidade de vida e menos mortalidade devido a factores conexos.

Por agora, tenho dito. Deixai-vos de merdas e sejam felizes fazendo a felicidade dos demais.
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De Vento a 23.09.2020 às 19:43

Obrigado, Vorph, pelo link. Há uma pandemia dentro da pandemia que já se adivinhava. Adivinhava-se pela tradição e pelo bom senso que se deve usar para prever as matérias.
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De Vento a 23.09.2020 às 19:49

Faltou colocar a ligação.
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/quase-metade-das-mortes-registadas-de-16-a-23-de-marco-ocorreu-em-casa-ou-outro-local-fora-do-hospital
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 23.09.2020 às 12:56

O problema, Pedro, é que a nossa população parece ser menor de idade. Entregue a si mesma, dá chatice.

Arrepia - me a associação entre Ciência Médica e Política, resquícios do que ficou, creio para trás, em 30, a Norte.

Mas fico enraivecido ao ver nas ruas e sobretudo à entrada das escolas gente sem máscara, cirúrgica, mas de palas, à distância de um beijo social.

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