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Não há milagres

por Sérgio de Almeida Correia, em 16.08.17

O trabalho que a edição de hoje do Público nos dá a conhecer, da autoria da jornalista Cristina Ferreira, é capaz de causar náuseas a muita gente, e não é aconselhável a pessoas sensíveis. Mas pior do que confirmar tudo aquilo de que já se suspeitava é saber que até agora, em Portugal, continua tudo em águas de bacalhau.

Um país que se deixou governar em termos tais que permitiram que acontecesse tudo o que nessa reportagem se descreve não pode queixar-se de nada. Muito menos de "qualquer um" se querer aí instalar. Estão já todos instalados, e bem instalados, há décadas, aguardando serenamente que chegue a hora das abluções. Está feito e é irreversível.

Gestão danosa? Há quem chame outros nomes menos consensuais.


8 comentários

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De António Maria a 16.08.2017 às 09:27

Se não houvesse tantas garantias de direitos dos acusados, e se tivéssemos num pais do louco Trump, toda esta gente estava presa por muitos e bons anos, perdendo tudo e obrigando os seus descendentes a trabalhar.
Como estamos no País da Alice ( ou Altice?) corre tudo bem.
Os senhores continuam com dinheiro (muito) que dá para pagar a bons advogados que adiarão eternamente os casos até à possível prescrição, ou morte do acusado.
Vejam o senhor Vara. Já perdeu todos os recursos e continua cá fora.
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De jo a 16.08.2017 às 09:53

1- A PT é pública. Os nossos arautos dizem que o Estado não pode nem deve possuir empresas porque não as sabe gerir. Quando alguém diz que a empresa dá lucro, faz-se notar que é um monopólio.
2 - Privatiza-se parcialmente uma empresa que é na altura um monopólio. Mantem as redes de cobre, que são monopólio e recebe a distribuição do sinal de TV em monopólio. A empresa dá lucros fabulosos graças, diz-se, à excelente gestão dos seus gestores premiados e ao apoio dos acionistas de referência. O Estado mantêm uma Golden Share que raramente usa.
3 - Exige-se a privatização completa da empresa ou pelo menos a desativação da Golden Share porque o Estado está a subverter o "mercado". O que é feito.
4 - A empresa estoira no meio de acusações gestão danosa e de apoio aos acionistas de referência.
5 - Grita-se que a culpa é do Estado que não interveio na empresa (ou interveio de mais), que foi forçado a privatizar.

O Estado somos todos nós, e todos juntos temos umas costas larguíssimas.
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De sampy a 16.08.2017 às 12:57

Com a crónica do Público disponível para leitura e ainda vens para aqui com histórias da carochinha? Um pouco de dignidade, por favor.
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De Anónimo a 16.08.2017 às 11:01

Não! Não havia necessidade!...
Que este texto viesse ilustrar tudo o que disse no meu comentário de ontem sobre os incêndios, tudo bem.
Agora que o destino fizesse questão de argumentar a meu lado com tudo o que acaba de acontecer na Madeira cavalga o trágico e mergulha no absurdo!
Quem de boa fé e de são raciocínio continuará a dizer-me que votar é preciso?!
Votar é legitimar e eternizar o tal absurdo, como está mais que provado.
Tudo o que pudesse vir na sequência de uma abstenção geral e militante seria certamente menos mau, porque pior é impossível.
Não alijo as minhas responsabilidades.
Mas sinto um secreto consolo por não participar nesse jogo viciado.
Sim, porque mesmo quem vota em branco vai a jogo e alimenta-o.
Por favor, provem-me que estou errado!
João de Brito
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De Zeus a 16.08.2017 às 20:02

"Votar é legitimar e eternizar o tal absurdo, como está mais que provado"

Pode repetir as vezes que quiser mas, temos a maior parte da população, não só cá mas, a nível global, em particular a europeia que só pode estar a sofrer de Síndrome de Estocolmo.

O pior é termos perdido (vendido) a soberania e, a maioria nem sequer saber quem, realmente, controla as Nações externamente. Vêem incompetentes e vendidos mas, nem imaginam, como eles "têm as costas bem quentes".

O mais interessante, quando isto entrar na "fase final" ainda vão dizer que foram os portugueses que escolheram porque votaram e, pode crer, vão continuar a votar, convencidos de que, assim, podem mudar alguma coisa, até não haver mais nada para retalhar, espatifar ou despedaçar. A única coisa que vai sobrar é uma Dívida que não passa de uma "grilheta", cada vez maior e mais apertada porque é para ficar, não saldada mas, soldada a quente, para toda a Eternidade.

Do outro lado, continuam a fazer-nos a "caminha" e, a nível global, onde ninguém terá para onde fugir, nada que se compare com a antiga amostra de ditadura caseira, de onde se podia "dar o Salto". Vão impondo uma legislação aqui, outra acolá e apertando o cerco, como eles falaram na saída do Procedimento por Défice Excessivo "temos que fazer alterações em várias áreas" e, não é só uma mesquita (sei que me estou a repetir mas, mesquita com os nossos impostos, custa a engolir, não é "sapo" pequeno e, o melhor é começar a treinar porque virão "sapos" bem maiores.

Quando a maioria sofre de procrastinação comportamental, uns por pensarem que mais tarde se vai poder resolver o problema, outros que nem sequer querem mudar nada com medo do resultado, tudo pessoas que não sabem o que são prioridades e, por ignorância ou medo, só sabem adiar, pode crer que não sabem as consequências de nada resolver com antecedência, será a maneira de todos batermos no fundo e chegar à irreversibilidade e, para lá caminhamos, em passo de corrida.

Podemos tentar avisar, explicar, gritar mas, não vale de nada, mais vale falar para as paredes porque já vamos num avião sem motor mas, a maioria, com a mesma mentalidade de Kamikazes, só parecem ter vontade de se esborrachar no chão.

Falta actualizar a Dívida em relação ao PIB que sobe praticamente todos os dias: 138.51%.

Ainda há quem tenha o descaramento de dizer que as economias europeias estão a melhorar... com um BCE a injectar mais de 80 Biliões por Mês, para pôr as Nações cada vez mais dependentes de um Banco PRIVADO, estarão à espera de algum milagre?
Claro que não mas, os instalados já não têm ética, moral... nem vergonha. Com 2.413.956 votos, até podem dizer representar 52% dos portugueses e, mesmo assim, continuam a ir votar e a dar permissão que só serve para continuarem a fazer o que lhes apetecer.

É bom relembrar como tudo começou, quando não houve Referendo para entrarmos na UE, já nessa altura, eram hordas de "sequiosos" para "meterem a mão na massa", sem nunca explicar que era Dívida para ser paga e, a maneira, continua bem guardada "no segredo do Deuses", apenas dá para suspeitar, cada vez com mais evidências.
O que mais dói é saber o que vamos deixar às futuras gerações que não vão poder escolher, absolutamente, NADA.
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De glu glu a 17.08.2017 às 05:09

infelizmente não me parece que esteja errado. vejo na abstenção e no voto nulo a única possibilidade de coagir esta súcia de bandidos a avançar com a reforma do sistema político. para que não se repita ter políticos reclamar na tv que os cidadãos "não se deslocaram às urnas porque foram tostar o lombo ao sol [sic]".
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De Vento a 16.08.2017 às 13:02

Sim, é irreversível. E tais acontecimentos serão memória daqueles, perdedores e ganhadores, que mais próximos estão dessas situações. Com o tempo tudo se esquece.
Para o grande público, todos nós, tais acontecimentos, em termos de participação na vida pública, revelam que as alternativas conduziam-nos ora a Herodes ora a Pilatos, sempre com um único desfecho, isto é, seriamos crucificados.
E em todos os acontecimentos vividos em torno da temática economia, finanças e outras coisas mais, uma só conclusão: os ditadores eram mais patrióticos que o que tivemos, somente mais forretas. Mas deixando tudo nas mãos da nação.

Não há dúvida nenhuma que a democracia ofereceu a liberdade. Nota-se quem são os livres.
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De Psicogata a 16.08.2017 às 15:00

Eu sempre disse que estas investigações só ocorreram porque os casos incomodaram pessoas importantes, não me enganei, não tivessem afrontado a uma grande empresa e teria ficado tudo em águas de bacalhau como sempre.

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