De lucklucky a 30.01.2015 às 13:37
Tem aqui mais uma para a sua lista da Europa com "Medo":
http://www.torontosun.com/2015/01/29/german-carnival-drops-charlie-hebdo-inspired-float
Isto não é medo claro. É narcisismo.
Obrigado pelo contributo. Esta lista ameaça tornar-se interminável. 'Je suis Charlie' aconteceu há três semanas e já parece terem decorrido três meses ou três anos. Agora já quase ninguém é Charlie.
De rmg a 30.01.2015 às 16:10
Nunca ninguém foi mas parecia bem para ficar na fotografia.
De resto a maior parte dos "Je suis Charlie" nem sabiam da existência do CH na véspera o que, para mim que coleccionei o Hara-Kiri aos 12 anos (mas deixei-me disso ainda que tenha alguns exemplares algures) , seria de rir se não fôsse de chorar.
É verdade, meu caro. Outros tempos, outra mentalidade. Cada vez mais me convenço que temos vindo de recuo em recuo desde então. A lista dos interditos actuais, em nome da saúde, da correcção política, da igualdade de género, da protecção das minorias e dos diversos lóbis - já para não falar nas turbas assassinas à solta - é tão vasta que qualquer dia só nos resta a "liberdade" de comentar o tempo e a bola.
De rmg a 30.01.2015 às 19:23
Caro Pedro Correia, acho que só o tempo e mesmo assim...
O que é parvo é que tendo eu 12 anos estávamos na 2ª metade dos anos 60 e, ainda que não fôsse o tipo de revista que se vendesse nos quiosques (et pour cause!), nunca ninguém me chateou por andar com ela e emprestá-la aos amigos.
Frequentei como cliente toda a adolescência e no início da idade adulta a Livraria Barata, cujo proprietário não tinha a vida nada facilitada pelo regime e de vez em quando lá estava uns dias sem aparecer.
Ainda hoje guardo todos os livros que lá comprei com o preço escrito pelo punho dele, preço a que ele tirava 10% à "miudagem", para nos fidelizar.
De rmg a 30.01.2015 às 23:26
Estávamos na 2ª metade dos anos 50 (e não 60, claro) quando eu tinha 12 anos.
Na 2ª metade dos 60 já as minhas "guerras" eram outras.
Ainda passo por um daqueles gajos que gostam de se fazer mais novos...
Eheheheh. A sua experiência - e a sabedoria a ela geralmente associada - é sempre bem-vinda por cá. O bilhete de identidade é o que menos interessa para este efeito.
De rmg a 31.01.2015 às 01:29
Meu caro, agradeço as suas palavras amigas.
O facto é que grande parte da experiência, melhor dizendo "das experiências", de cada um de nós acabam por se perder neste mundo das caixas de comentários.
Não podemos invocar aspectos da nossa vida passada que dariam algum peso ao que afirmamos sem passarmos ou por fala-baratos mais ou menos aldrabões ou por convencidos que vêm para aqui exibir o curriculum para impressionar o pagode, mesmo quando reconhecemos que a vida nem sempre nos correu de feição.
Assim muitos comentadores jogam no "catenaccio" de uma forma doentia, até parece terem receio de serem confrontados amanhã na rua por um tipo que lhes diz "não foi V. que ontem no DO disse que...?"
Como já passei por isso várias vezes acabo por limitar muitas das minhas respostas desse tipo a pessoas que me conhecem melhor ou que sei que são capazes de respeitar um desabafo pessoal.
O bilhete de identidade pouco conta, eu sei, mas formação técnica é formação técnica e contas são contas.
Abraço
Abraço retribuído com gosto.
Podemos recordar que foi no país mais civilizado da Europa, a Alemanha, que em 1938 foram destruídas não-sei-quantas sinagogas...
Pois. Isso só vem de encontro ao que eu escrevi.
De rmg a 30.01.2015 às 16:13
A Alemanha era o país mais civilizado da Europa em 1938?
O Luís Lavoura é um brincalhão e teria graça se não quisesse fazer dos outros todos parvos: assim não tem.
De lucklucky a 30.01.2015 às 18:05
O "pais mais civilizado" da Europa tinha preços controlados e defendia e praticava o eugenismo.
Nota-se aí logo a bitola civilizacional do Luís Lavoura.
Hitler e Estaline eram os supra-sumos da "civilização" à época. Estimavam-se tanto que até assinaram um pacto em 1939. Tipos porreiros, pá.
Não sou de: olho por olho, dente por dente.
Mas contra barbaridades destas também não me parece que a palavra seja a arma indicada.
Se quem com ferro mata, com ferro morre então que tal aconteça para que, pelo menos, sejam poupadas mais vidas da bestialidade que esses "defensores do profeta" praticam.
Uma questão se põe: o que fazem os governos locais para impedirem tais atrocidades?
Cumprimentos.
Só me intriga que certos indignados de sofá, sempre prontos a vozear contra certos atentados aos direitos humanos, omitam por completo qualquer indício de indignação contra outros atentados, por vezes bem mais graves. É o caso destes.
Tem razão mais uma vez!
Não poucas vezes a floresta é esquecida porque o foco está numa árvore, precisamente a que está mais próxima.
Cumprimentos
É verdade, sem qualquer dúvida.