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Na sopa

por Maria Dulce Fernandes, em 18.02.21

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Há uns anos, fartei-me de sopas de legumes verdes. Sopas verdes fazem bem a tudo, fortificam o sistema imunitário e facilitam em todos os trânsitos do organismo, mas sabem invariavelmente ao mesmo e para mim isso do verde apenas adquiri pela osmose do casamento.

Uma sopinha sabe sempre pela vida, principalmente no Inverno, depois de um dia cansativo e gelado.

Andei uns tempos a ruminar a ideia e resolvi recrear as sopinhas da minha avó tal como a minha mãe aprendeu e me ensinou.

Parece coisa simples, mas, como todos os projectos em que me empenho, ou faço com rigor ou não faço de todo.

Uma sopa de galinha com ovo, por exemplo, tem que ter galinha-galinha.

Junto à Igreja da Memória, havia uma mercearia de géneros e vinhos, o “Torrado", que tinha uma quinta urbana nas traseiras onde os proprietários tinham uma criação de animais de capoeira que vendiam para consumo particular, juntamente com ovos, couves tenrinhas para caldo verde, favas na vagem e feijão de descascar. Completamente ilícito? Pois claro que sim, mas a cabidela com aquelas galinhas era uma tentação daquelas que nos impelem a quebrar todas as leis.

Com o crescimento em massa das minilojas de hipermercado de bairro, o pequeno comércio tem cada vez mais tendência a desaparecer. Creio que o Torrado ainda existe, talvez como ponto de referência no bairro e lugar de recreação e encontro dos moradores mais velhos da Memória; não tem qualquer poder competitivo, rodeado por todos os lados de médias superfícies das grandes marcas do comércio a retalho.

Só podemos contar com os grandes mercados nem sempre acessíveis ou com a oferta online, que curiosamente se tem revelado bastante variada e de boa qualidade. Nem sempre se acerta à primeira, mas em encontrando é para manter.

É nesta procura da qualidade no sabor que dou por mim a ver os noticiários com uma tigela grande no colo e um saco grande de feijão com casca, favas na vagem ou ervilhas, que vou descascando com maior ou menor velocidade ou agressividade, consoante se vão desenrolando as informações noticiadas na televisão.

O resultado tem sido sempre fantástico, quer no puré de feijão com cenoura e couve, na sopa de galinha com ovo, no puré de favas com coentros, na sopa de cozido com chambão, no caldo verde com "tora" e em muitas outras, conforme me vêm chegando as ideias e as saudades dos sabores de outrora.


100 comentários

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De balio a 18.02.2021 às 12:30

o pequeno comércio tem cada vez mais tendência a desaparecer

Como assim?!

Nas zonas centrais de Lisboa por onde quotidianamente me desloco, há cada vez mais pequeno comércio. Cada vez mais pequenas lojas (mercearias e frutarias) são abertas por chineses, bengalis e nepaleses, esses campeões do empreendedorismo. Fazem em geral preços muito baixos e têm em geral uma enorme variedade de frutas e legumas.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 12:35

É vê-los até na Makro às 5 da manhã, balio. Aproveitam a onda do desenrasca. Mas de pequeno comércio tradicional tem muito pouco.
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De balio a 18.02.2021 às 14:29

É pequeno comércio. Não é tradicional, mas ainda bem. O pequeno comércio tradicional feito por portugueses era, e ainda é, em geral de muito má qualidade. Vende produtos pouco variados e com pequena rotação. As lojas dos asiáticos têm muito maior variedade de produtos, e a preços muito melhores.
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De balio a 18.02.2021 às 12:33

Sopas verdes [...] sabem invariavelmente ao mesmo

Que disparate! Sabem àquilo com que são feitas. Podem ser feitas com couve roxa, ou com couve lombarda, ou com bróculos, ou com hortaliças, ou com acelgas, ou com couve galega, ou com couve portuguesa, ou com alho francês, ou com abóbora menina, etc. E todas elas têm sabores marcadamente diferentes.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 12:39

Depois de reduzidas a puré, os sabores não são assim tão distintivos, acredite. Faço duas vezes por semana puré de legumes para os meus netos.
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De balio a 18.02.2021 às 14:30

Eu faço todos os dias uma sopa para a minha família. E por isso não tenho qualqur dúvida, os sabores são muitíssimo distintos. Uma sopa de bróculos sabe completamente diferente de uma de couve roxa.
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De balio a 19.02.2021 às 09:41

Obrigado por informar que em italiano se escreve com o.
Eu como bróculos portugueses e escrevo a palavra segundo as regras do ortografia portuguesa.
Se o Pedro Correia quiser passar a escrever segundo as regras do italiano, terá muito que aprender. Por exemplo, que as consoantes mudas de que tanto gosta não existem em italiano.
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De Pedro Correia a 19.02.2021 às 11:32

Não tem de quê.
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De SAP2ii a 18.02.2021 às 12:35


Que inveja!
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De SAP2ii a 18.02.2021 às 12:44

Porque comecei a imaginar esses maravilhosos sabores... Ainda por cima apanhado, no almoço, numa sopa sensaborona.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 12:49

Aproveite a vontade para preparar uma sopinha, sem ser por computador, destas de lamber os beiços. É capaz de aguentar uns 5 dias no frigorífico. Uma conchinha se tiver conduto com o jantar. Duas boas conchinhas e fruta e tem uma excelente refeição.
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De SAP2ii a 18.02.2021 às 12:51

Vou experimentar. A sério. Pode crer.
Obrigado
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 12:53

Boa! Vai ver que fica fã.
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De balio a 18.02.2021 às 14:32

É capaz de aguentar uns 5 dias no frigorífico.

Pois é, mas não recomendo. Uma sopa deve ser comida no prazo de 24 horas. Enfim, sendo puré de feijão, no dia seguinte até fica melhor. Mas os vegetais, esses devem ser postos sempre de fresco.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 14:36

Tem toda a gente tem disponibilidade diária para grandes cozinhados, balio. Numa boa caixa de conservação a sopa aguenta algum tempo sem grandes alterações.
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De balio a 18.02.2021 às 14:54

Não é preciso um grande cozinhado para pôr todos os dias vegetais diferentes na sopa.
Eu quando vivia na Pensilvânia fazia assim: cozia uma grande base de feijão, batata e cebola, que triturava e punha no frogorífico. Todos os dias tirava um bocado dessa base, punha-a a ferver e cozia nela rapidamente (dez minutos) um vegetal, sempre diferente (uma de diferentes couves). Assim embora a base durasse alguns (tipicamente, uns três) dias, o vegetal era sempre fresco e nunca ia para o frigorífico.
Colocar sopa com vegetais nela no frigorífico faz com que se deteriore muito mais depressa.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 14:59

Há-de convir que a base sempre igual pouco altera o sabor mais suave dos leugumes que nela se cozerão, mas é uma excelehte dica, balio.
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De kika a 18.02.2021 às 12:40

Verdadeiramente apetitoso 🍷
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 12:44

Como sou muito modesta , posso garantir que está divinal😂
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De kika a 18.02.2021 às 13:30

Imagine que eu até acredito
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De marina a 18.02.2021 às 12:58

Gosto imenso de sopas. Sopa , pão , queijo e está feito. E , pois é , também compro pato , ovos , azeite e alguns legumes na clandestinidade..Ao que chegamos , com esta história da " protecção do consumidor" -:)
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 13:07

Eu sou doida por queijo, Marina. E por pão. Por mim seriam sempre qb, mas a minha roupa tende em discordar comigo.
O sabor de todas as carnes advém principalmente da alimentação dos animais. Tudo o que é para o cosumo em massa, é alimentado a ração. Só podemos disfarçar a sensaboria com tempero.
Uma vez por ano tenho direito a frangos/galinhas, patos e coelhos que a minha cunhada de Braga nos traz. Guardam-se para ocasiões especiais porque são mesmo fora de série.
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De marina a 18.02.2021 às 14:42

O sabor não tem nada a ver, de facto , nem a consistência da carne.. Há uns meses um senhor deu-me umas laranjas da horta dele ( já me tinha dado pêras óptimas) e, omg , já nem me lembrava a que sabiam as laranjas a sério : tão boas !
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 14:55

Eu é figos. No tempo deles é que são bons e uoutra minha cunhada trazem-mos de Sátão . Sabem pela vida, Marina, não estão cheios de desinfectantes ou consevantes.
Nem os produtos biológicos se poderem comparar com o que é verdadeiramente natural.
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De Anonimus a 18.02.2021 às 13:02

Sopa é um dos alimentos favoritos no Inverno. Por vezes, é "a" refeição.
Tem que ser quente e consistente, nada de coisas aguadas.
Favoritas: sopa de peixe, ou de feijão vermelho com couve lombarda.
A alternativa à mercearia do senhor Borges é o produtor que entrega ao domicílio; em praticamente todas as cidades é possível encontrar quem leve o cabaz a casa. O "senão" é ter que aguentar com o que há disponível...

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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 13:15

Também gosto muito de sopa de peixe. Faço com safio , uma massinha e muita hortelã. Esta sopa tem feijão branco e lombarda, mas para mim sopa de feijão é com feijão catarino e abóbora. Esta semana não arranjei feijão fresco. Tive que demolhar feijão seco por 2 dias. É bom, mas não é a mesma coisa .
Uso muito as entregas ao domicílio também.
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De Anonimus a 18.02.2021 às 14:23

Safio tem muita espinha :P

Normalmente a sopa de peixe vem dos restos da caldeirada, ou então é feita com cabeça do peixe. Certos peixes, somente dá para comprar a cabeça...
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 14:32

Sim, também aproveito a caldeirada. De raíz, faço com safio. As postas" abertas" do safio não têm muita espinha e é um peixe saboroso e com bons fígados . Hâ muito poucos bons fígados por aí Anonimus
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De Pedro Correia a 18.02.2021 às 22:45

Confirmo: as postas aberta do safio têm poucas espinhas - e são fáceis de tirar. E é um peixe muito saboroso.
Nunca o dispenso nas minhas caldeiradas.
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De Carlos Sousa a 18.02.2021 às 13:05

Não há nada como uma sopinha de beldroegas e um queijinho de cabra.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 13:19

Pelo-me por queijo de cabra. Mesmo. A minha tia Maria Adelaide fazia um queijo rabaçal de era de chorar por mais. Nunca encontri queijo parecido onde quer que fosse.
Nunca fiz sopa de beldroegas, Carlos, mas já comi umas deliciosas que a minha comadre Bela faz com produtos da quintinha de Elvas.
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De Bea a 18.02.2021 às 13:21

está formada em sopas:). Bom, como ninguém me ensinou a fazê-las e acho que são coisas simples que não merece receita, faço-as ao acaso do que tenho em casa e a única receita é deitar-lhe de tudo que haja e seja legume, verde, laranja, amarelo. Ficam coloridas e saborosas - a meu gosto -, não as baptizei, mas servem-me lindamente e nunca me pareceram chateadas com a designação universal. Não uso carnes, queijos, nada além de legumes. É sopinha de pobre. Deus dê muita saúde a quem as faz e as come.
Mas gostei de ler essa nomenclatura de que as suas se revestem. Se bem que, tem razão, uma boa canja de galinha-galinha, com aqueles ovos que a pobre degolada não chegou a pôr e só têm a gema bem durinha, digo-lhe que até o Eça proclamou.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 13:34

E faz muito bem "sopar" com o que tem à mão Bea.
Galinha-galinha é mesmo um luxo a que, aqui em Lisboa, só chegam aquele que conhecem alguém que conhece alguém. Lembro-me de passar algumas horas a depenar galinhas com a minha mãe que as tinha ido buscar ao Torrado e tinha levado um tupperware com vinagre para recolher o sangue.
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De Anónimo a 18.02.2021 às 13:50

Pois é, a galinha-galinha de que me lembro estufada desfazia-se em fios; a galinha-prassimdzer desfaz-se em trocos. Eu disfarco-a em consomé (consome mesmo, não é cá caldos prefabricados) que é a forma mais compensadora de ter uma trabalheira e ser perdulario. De vez em quando a gente merece.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 13:57

Um consommé bem clarificadk é tÃo bom!!
E sabe uma coisa, nós merecemos SEMPRE e estes pequenos a prazeres não nos devemos negar.
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De balio a 18.02.2021 às 16:59

Galinha-galinha é mesmo um luxo

Compra-se facilmente galinha numa das muitas lojas halal (de carne para muçulmanos) que há na zona do Martim Moniz. As gentes asiáticas aparentemente preferem comer galinha a frango.

Em geral, da minha experiência (já de há alguns anos), a carne vendida nessas lojas é de melhor qualidade que a vendida nos talhos normais, porque os muçulmanos se abastecem diretamente junto de produtores portugueses, e também porque a forma que eles têm de matar o animal faz com que a carne não fique ensopada em sangue.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 17:26

Seguramente não comeriam um belo prato de cabidela, balio.
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De balio a 18.02.2021 às 17:33

Nas religiões islâmica e judaica (que têm basicamente os mesmos preceitos), é proibido comer sangue. Só carne, bem seca de sangue. O animal tem que ser morto e deixado a escorrer até todo o sangue ter saído.
A cabidela, tal como a carne de porco (e de coelho), é coisa de cristãos.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 17:51

E ainda bem que temos o porco, do qual se aproveita mesmo tudo. Olhe lá um leitãzinho à Bairrada? E rojões? E pernil? E presunto?
Eu por exemplo, cozinho muito mais com banha e azeite do que com margarina .
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De Bea a 18.02.2021 às 20:33

Na província há gente que cria galinhas e as vende inteiras ou partidas a gosto e com o recipiente do sangue caso se deseje fazer cabidela. Essas é que são as canjas. O resto é amostra deslavada.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 20:35

Ora aí está, Bea! Exactamente como diz.
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De o cunhado a 18.02.2021 às 13:39

Bons tempos, Maria Dulce; esses, os da latinha.
Lá tinha uma loja.
Lá tinha uma florista.
Lá tinha um café.
Lá tinha uma padaria.
Lá tinha uma barbearia.
Bons e inolvidáveis tempos.
Sopa não gosto, mas trago-a se for de feijão encarnado..
Queijo é a minha perdição. Queijo e mais queijo de todas as marcas e feitios.
Ainda não encontrei neste meu longo deambular por este vale de lágrimas, queijo que me desagradasse ou não estivesse mesmo a meu gosto.
Boas sopas e excelentes queijos.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 13:52

Lá tinha tudo, cunhado. O Sr Alberto arranjava tudo nas casa com problemas, desde canos a pinturas. A D. Albertina cortava e arranjava os cabelos. O Sr. Manuel trazia o leite, primeiro em bilhas, depois engarrafado e com 2cm de nata que batíamos e salgávamos. A minha mãe costurava. Na "praça" havia tudo ...
Queijo, sempre! Mas nada daquelas coisas fatiadas light com sabor a PVC.
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De o cunhado a 18.02.2021 às 14:23

Mas isso é lá queijo?! Fatiados, light, fundido?! Isso é um ultraje ao Sagrado nome de queijo.
Bons tempos, esses. Menos marmelada e mais sinceridade. A gente vivia descansado e sabia sempre com o que podia contar. O bom era bom e o mau era mau.
Hoje, um gajo de quem a gente não espera menos do que a peste, aproxima-se de nós imbuído das melhores intenções e desata a desfiar um rosário de sagradas virtudes, e a gente fica como o tolo no meio da ponte que balança, sem saber se avança ou recua, a pensar que já no-la pregou ou está para pregar.
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De Anonimus a 18.02.2021 às 17:00

Light, só na mesa de cabeceira.

o pessoal confunde laite com light.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 17:35

Creio que laite é um brasileirismo, assim com light é um anglicismo. Dizer "magro" é mais correcto mas menos completo. Mas pelo menos é português.
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De Anonimus a 18.02.2021 às 20:59

Laite. Do que se faz o queijo.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 21:06

Isso é leite com pronuncia do norte?
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De Susana V a 18.02.2021 às 15:39

Um post culinário. :-) Bela sopa!
Eu confirmo que os alimentos de produção própria (ou de pequenos produtores) têm definitivamente outro sabor. A carne de borrego criado no pasto, a carne de frangos que debicam minhocas no quintal e comem tudo o que há em excesso. E os ovos bem amarelinhos. E os grelos acabados de apanhar. E as laranjas.
Mas a minha perdição são os pêssegos e os tomates da horta. De tal forma que prefiro não os comer de todo a comprá-los nas lojas. Não sabem ao mesmo.
Não sabem a nada.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 16:06

Creio que a culinária interessa a toda a gente que gosta de comida, como eu, Susana
Grelos salteados, marcham com tudo. Salada de tomate, também.
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De Susana V a 18.02.2021 às 16:16

Mas de tomate coração de boi bem madurinho!
Ai que saudades... :-)
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De Maria Dulce Fernandes a 18.02.2021 às 16:18

Sem dúvida, Susana, sem dúvida 😛😛

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