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Menos política, mais cidadania

por Teresa Ribeiro, em 28.07.17

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Quando está em jogo algo realmente sério, algo tão sério como a nossa floresta, a coreografia política com os seus líderes e os seus rebanhos revela de imediato gente que está mais empenhada nas guerrilhas partidárias do que em tudo o resto. Gente cuja manifestação pública mais parece um aproveitamento da desgraça alheia do que um honesto empenhamento cívico.

É evidente que é a quem está no governo que devemos pedir responsabilidades em primeira instância, mas não é sério apontar os políticos que estão no turno de serviço como os responsáveis por tudo o que está a acontecer neste Verão. Quando vejo na televisão, à beira de um ataque de nervos, pessoas que representam os partidos que tiveram responsabilidades em anteriores executivos indignadas com a ausência de uma política florestal, fico com a certeza de que assim não se vai lá. Simplesmente porque estamos nas mãos de gente que por uma boa refrega política está disposta a sacrificar a decência e a seriedade que este assunto exige. Gente a quem sobra ardor político e falta uma verdadeira cultura de cidadania.  

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35 comentários

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De amendes a 28.07.2017 às 14:41

Os meus falecidos pais sempre me diziam :

"Olha que os exemplos devem sempre vir de cima"!

"Os debaixo aproveitaram - se da inépcia e do amadorismo dos cima"
Assim será sempre a porca da politica... Ainda me lembro o que eles diziam sobre os incêndios do governo anterior.

A lei da rolha é a melhor prova da ocultação do fracasso.

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De Teresa Ribeiro a 28.07.2017 às 17:24

Concordo com os seus pais. Quanto à "lei da rolha" não sei se não foi mais show politico-mediático do que outra coisa...
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De jorge silva a 28.07.2017 às 14:59

ufa!!! até que enfim que começa a aparecer gente com clarividência para perceber o que tem acontecido por estes dias.
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De Anónimo a 28.07.2017 às 15:47

Invocar a deusa da memória. Porque a seguir, como depois do Funchal ou de Arouca ou de tantas outras tragédias, vem o esquecimento disfarçado de condolências e debates intermináveis sobre políticas de fogos e de floresta.

Há uma outra pequena tragédia, essa premente, e sinceramente o concreto inimigo da "cultura de cidadania": o nosso horror à responsabilização, cultivado indecentemente por quem, a muito alto nível, tem responsabilidade. Nos incêndios como no resto, a culpa é sempre dos outros: dos antecessores, do clima, das organizações internacionais- no odierno Portugal da tralha Geringonça, a culpa é do Passos, do impresentável líder parlamentar recém-eleito, da Altice, da imprensa da "direita", do Ventura e, se estiver a mão de semear, até do Trump.

Theresa May - duas semanas depois, com todos os inquéritos em curso, e com os "provisos" de acertamentos factuais que podem ser mais ou menos demorados - teve vergonha na cara e pediu desculpas:
"“Let me be absolutely clear: the support for the families on the ground in the initial hours was not good enough ”, she said. “People were left without belongings, without roofs over their heads, without even basic information about what had happened, what they should do and where they should go to seek help.
That was a failure of the state, local and national, to help people when they needed it most. As Prime Minister, I apologise for that failure. As Prime Minister I have taken responsibility for doing what we can to put things right".

No Portugal Geringonço não houve nada de equivalente, em declaração e em consequências - ou seja, em vez de se andar sempre a enervar com "pessoas que representam os partidos que tiveram responsabilidades em anteriores executivos", comece por se indignar verdadeiramente com a falta de humildade, inclusive politica, de quem hoje tem responsabilidades na acção e liderança (ou, melhor, na falta delas). E como isso encobre incompetência, e já agora andrajo politico, como aquela velhacaria de, no parlamento, se acenar á tragédia, recomendando ás maltas para mudarem de companhia de telecomunicações móveis.
Isso sim, é que seria louvável prédica de cidadania!


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De Tiro ao Alvo a 28.07.2017 às 16:18

De acordo.
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De Teresa Ribeiro a 28.07.2017 às 17:27

"Porque a seguir, como depois do Funchal ou de Arouca ou de tantas outras tragédias, vem o esquecimento disfarçado de condolências e debates intermináveis sobre políticas de fogos e de floresta" - é isso!
"Há uma outra pequena tragédia, essa premente, e sinceramente o concreto inimigo da "cultura de cidadania": o nosso horror à responsabilização, cultivado indecentemente por quem, a muito alto nível, tem responsabilidade. Nos incêndios como no resto, a culpa é sempre dos outros: dos antecessores, do clima, das organizações internacionais- no odierno Portugal da tralha Geringonça, a culpa é do Passos, do impresentável líder parlamentar recém-eleito, da Altice, da imprensa da "direita", do Ventura e, se estiver a mão de semear, até do Trump. " - completamente de acordo!
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De Anónimo a 28.07.2017 às 16:42

Só agora é que deu conta?!
João de Brito
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De Teresa Ribeiro a 28.07.2017 às 17:28

Não, meu caro. Só agora é que desabafei!
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De José Alves a 28.07.2017 às 19:13

Mas ... cidadania sem política? Como é?
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De Teresa Ribeiro a 29.07.2017 às 10:01

Política devia ser sinónimo de cidadania, mas ambos sabemos que é isso e muito mais - ou deverei dizer "muito menos"? Nem todos os políticos a exercem com verdadeiro espírito de serviço público e é, naturalmente, contra esses que me insurjo.
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De Anónimo a 28.07.2017 às 19:15

E se passássemos do desabafo à ação?!
Naquilo que me for possível, conte comigo.
Já que não sei se posso contar consigo na decisão que há muito tomei - não votar nas legislativas.
Para além das palavras, foi a medida mais concreta que pude tomar sozinho.
João de Brito
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De Teresa Ribeiro a 29.07.2017 às 09:55

Caro João de Brito,
Dentro das minhas limitações tento intervir. Através desta tribuna, defendendo sempre o pensamento independente e envolvimento cívico, apoiando organizações que defendem algumas das minhas causas e tendo educado os meus filhos para a cidadania. É pouco, mas já é alguma coisa. Quanto a votar, voto sempre. Já votei em branco. Nunca me abstenho de exercer esse direito e esse dever, porque é por excelência "o" acto de cidadania.
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De Zeus a 30.07.2017 às 11:56

João de Brito

Já somos dois mas, ainda estou com a dúvida se não optarei pelo Branco, só para não lhes dar o prazer de nos chamarem Preguiçosos, Irresponsáveis... daquilo que se lembrarem ou, ainda pior, mais tarde (sabe como é) não virarem isso contra nós porque, para quem já viveu noutros tempos, isto anda a "cheirar" cada vez pior.
Naturalmente, vão usar o mesmo malabarismo do Sistema, como por exemplo, dizer que o Presidente representa 52% dos Portugueses com 2.413.956 votos mas, números, sempre os podemos relembrar e, ainda deve haver quem saiba somar, Abstenção e Brancos mas, se for preciso, mostramos a Parcelas, o Total e a Prova dos Noves ou do "noves fora"
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De Teresa Ribeiro a 30.07.2017 às 18:47

João de Brito:
Sim, é o que me apetece fazer muitas vezes, virar-lhes as costas. Mas engrossar o número de abstenções não é solução, é colaborar activamente na parte do problema...
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De José Alves a 28.07.2017 às 19:12

Não estamos como em 1967 com as cheias que mataram centenas de pessoas. Os problemas podem e devem ser discutidos pois não há nenhum super homem (como havia em 1967) que nos diga o que está mal e o que está bem. Somos nós que temos de decidir pela discussão e confronto de opiniões. Não existe opinião ou decisão vinda de fora da sociedade.
Concordo com o Rui Ramos quando escreve:
"[a questão]...por causa dos 64 mortos e por causa das legítimas suspeitas de impreparação e de desnorte dos serviços do Estado, pode e deve ser “politizada”, isto é, ser objecto de debate público, de investigação jornalística e de iniciativas parlamentares, e que é essa “politização” que verdadeiramente distingue a democracia da ditadura.”
Não devemos ter receio da politização mesmo que não gostemos de certas opiniões. Sem isso ou se impõe a vontade de um ditador ou...nada. Por mim "mais políticas"
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De Teresa Ribeiro a 29.07.2017 às 10:13

Há temas que pela sua gravidade não deveriam ser instrumentalizados para efeitos de chicana política e é o que está a acontecer com a questão dos incêndios. Nesta questão todos os partidos que passaram pela governação nos últimos 30 anos têm responsabilidades. O que eu gostaria como cidadã é que em vez de se andarem a digladiar na praça pública se entendessem e estabelecessem para este efeito um pacto de regime. Não reconheço a Rui Ramos um pensamento suficientemente independente para considerar as suas opiniões. De resto, esta que cita ilustra bem o que acabei de dizer.
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De am a 28.07.2017 às 21:47

Ouvi da boquinha.: -- d´'um membro da Comissão de Inquérito.

"Se as vitimas mortais tivessem ficado em casa, muitas não tinham ...."

Eis sem tirar nem pôr a velha tactica da desculpabilização:

( O inquérito é para estar concluído em meados de setembro )
A conta gotas, vão lançando cá para fora o que for mais favorável aos responsáveis governamentais....
Amanhã: - será que os bombeiros não souberam operar o Siresp...
Depois de amanhã... o "raio" não foi seguido d'um trovão de aviso....
ETC ETC ETC
Até que:

Conclusão: "Inquérito inclusivo -- Arquive-se" (1) .... Mas, como o governo é magnânimo vai ajudar os sobreviventes...

(1) Para despistar : --- " Virá à baila o malgrado cultivo do eucalipto...."



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De Anónimo a 28.07.2017 às 22:02

Parece aquela história do lobo e do cordeiro. Já abe de quem deve ser a culpa. E, pelos vistos, não acredita que haja gente honesta.
"Conclusão: "Inquérito inclusivo -- Arquive-se" (1) ." Mais ou menos o que muita gente dizia de Isaltino Morais e de Carlos Cruz. Mas enganaram-se.
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De Teresa Ribeiro a 29.07.2017 às 10:18

"O malgrado cultivo do eucalipto" deu-me ainda mais que pensar depois do que aconteceu em Mação.Tinham cadastro feito, depósitos de água espalhados pelo terreno, acessos florestais, matas limpas, tudo como manda o código, mas ardeu tudo, porque tudo o que tinham era eucalipto e pinheiro bravo, ou seja, as duas bombas incendiárias...
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De Vento a 28.07.2017 às 22:50

Uma vez que falamos em cidadania, quero lembrar que a 31 de Julho celebra-se o dia mundial do orgasmo. Sim, já há um dia para isto. É de importância capital focar este assunto.
Não é mesmo de incêndios que falamos?
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De Anónimo a 28.07.2017 às 23:13

camarada avençado anonimo
Quis dizer : "Inquérito Inconclusivo - Arquive-se"

Antes de mencionar o CC e o Isaltino / Atente no exemplo: "Conclusão "inconclusiva - Arquive-se" --resultante da comissão de inquérito à CGD... Indigna sabotagem do PS...

Verdade ou mentira?

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De Teresa a 28.07.2017 às 23:21

Olhe eu cá por mim adoro orgasmos.
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De Vento a 28.07.2017 às 23:58

Claro. Vai pegar fogo. A ideia é essa. Cá para mim a política não se sobrepõe ao interesse nacional. No dia 31 vou estar na festa. E já tenho os gorrinhos preparados. Não vá apanhar um resfriado. Dizem que a temperatura baixa no domingo.
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De Buiça a 29.07.2017 às 00:52

Não são precisos grandes inquéritos:
A GNR falhou quando desviou o transito para a estrada da morte;
Os bombeiros falharam ao chegarem muito tarde;
As comunicações falharam clamorosamente;
A proteção civil falhou primeiro em estar impreparada para a sua primordial função de responder eficazmente e coordenar a resposta a catástrofes naturais ou menos naturais; depous falhou clamorosamente em não conseguir evacuar populações ameaçadas de morte; depois falhou em estar politizada ao ponto de achar que controlar a exposição mediática da coisa era o mais importante; continua a falhar por tanto tempo depois ainda não ter admitido a sua responsabilidade;
O MAI falhou enquanto tutela incompetente de todos estes falhanços.

Já percebi que ninguém neste circo tem a minima vergonha na cara para sequer colocar o seu cargo à disposição; mas pelo menos podiam dizer cada um deles o que vai concretamente fazer para que isto não se repita.
Da minha parte, tentando esquecer o nojo que todos os intervenientes me causam, não volto a votar em quem não tenha como prioridade nr1 acabar com este flagelo anual, force o registro publico dos donos de cada metro quadrado do território nacional, obrigue a cumprir as regras minimas de segurança e puna ou confisque as terras de quem as não mantém em condiçoes.
Nao quero saber de promessas de crescimentos, defices, dividas, desempregos ou de quão vital é pagar os milhares de milhões que deixarem roubar do próximo banco, nenhuma websummit sustitui esta desgraça recorrente.
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De D. Carlos a 29.07.2017 às 10:00

""Já percebi que ninguém neste circo tem a minima vergonha na cara para sequer colocar o seu cargo à disposição;"
Isto aplica-se a si ou está isento destas coisas?
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De Teresa Ribeiro a 29.07.2017 às 10:28

Caro Buiça, revejo-me nas suas palavras. Tudo isto foi um espectáculo lamentável de incompetência e impreparação, resultado de muita irresponsabilidade e do desprezo a que foi votada a floresta nacional. Mas há uma coisa importante que podemos fazer, é não deixar morrer este assunto. Neste aspecto os media e a opinião pública têm culpas no cartório...
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De V. a 29.07.2017 às 16:54

Não me lixem — o aproveitamento político, a existir (e a ser ilegítimo, porque não o é) vem na sequência de, ainda durante os incêndio de Pedrógão, ter sido evidente o esforço do Governo em começar a sacudir o capote muito antes de ter começado a chover. Começaram logo a esconder responsabilidades e os controleiros nos blogues e nas caixas de comentários começaram logo com o seu spin peganhento e imundo. Desde trovoadas misteriosas, humores obscuros da natureza que nem Goethe teria coragem de registar nas suas passeatas pela província — até relatórios oficiais "tipo-lavoura" em que a culpa é dos mortos — toda a imundice desprezível do estilo socialista/pandilhas de esquerda veio ao cima e está à frente de todos para quem quiser ver. Porque o seu carácter é o mau-carácter e a sua forma governar é centralista e fascista, apoiada num parlamentarismo nojento que escorre influências e arrogâncias em todas as direcções — que está bem visível aos olhos de todos. A esquerda é falsa, mentirosa e imunda. IMUNDA. UM NOJO ABSOLUTO.
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De Anónimo a 29.07.2017 às 17:39

"Porque o seu carácter é o mau-carácter e a sua forma governar é centralista e fascista, apoiada num parlamentarismo nojento que escorre influências e arrogâncias em todas as direcções — que está bem visível aos olhos de todos. A esquerda é falsa, mentirosa e imunda. IMUNDA. UM NOJO ABSOLUTO."
Toda a gente sabe que o que diz é a verdade absoluta. Só devia haver governos de direita para nos livrarmos da escumalha. Os partidos de esquerda deviam ser proibidos, não acha?
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De V. a 29.07.2017 às 22:36

Não. Deviam saber perder nas eleições — e o que as eleições significam. Coisa que os ultrapassa.
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De Anónimo a 30.07.2017 às 14:20

" Deviam saber perder nas eleições " Como não sabem, cacete neles.
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De V. a 31.07.2017 às 01:08

Era atirá-los a todos do telhado da Sé cá para baixo — com turistas a passar e tudo. Prémio "Fernão Lopes".
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De Teresa Ribeiro a 30.07.2017 às 18:52

V.,
Não branqueie a chicana montada pela oposição atirando-se ao governo, que não vale a pena. As coisas são o que são.
E sim, essa cultura portuguesa do passa culpas vem logo ao de cima quando há bronca. Foi um espectáculo bem triste de assistir.
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De V. a 31.07.2017 às 01:05

Não estou a branquear — estou a dizer que é bem merecida, porque há muitas coisas que estão mal, por excesso de estatização e incompetência. O PSD com uma liderança africanista e suburbana, faz parte do problema de regime.

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