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Medina Carreira

por Sérgio de Almeida Correia, em 04.07.17

Unknown-4

(14/1/1931- 3/7/2017)

Advogado, militante socialista, depois independente, fiscalista, homem de Estado, professor, comentador televisivo, cronista, acima de tudo um cidadão interveniente. Com o correr dos anos tornou-se visceral, mais amargo, mas as suas preocupações eram as de sempre: Portugal e os portugueses. Lutou como pôde, sempre com lealdade e frontalidade, de forma corajosa e desassombrada por aquilo em que acreditava. Em Portugal, no mundo, fazem sempre falta homens como ele. Que o seu exemplo cívico, numa terra de gente acomodada, bem comportada e onde não abundam os exemplos possa perdurar. E que descanse em paz.  


47 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 04.07.2017 às 14:14

Engana-se. Apenas sou intolerante com a intolerância dos que minorizam, sujeitam, os outros ao peso da sua clarividência.

Para Medina não havia vítimas, nem dor, apenas vitimizações piegas e queixosos insubstanciais.

Sentia mais simpatia pelo numérico, pelo abstracto da receita, do que pelo gemido concreto provocado.

Esses engenheiros de regimes, com fórmulas infalíveis, esses sumos-sacerdotes da verdade, são os mesmos que ao longo dos tempos têm sido responsáveis pela violência cobarde, porque ignora, do totalitarismo ideológico.

As certezas da verdade são apenas os sonhos da Razão. E nestes, vivem monstros.

E há até uma certa ironia na sua indignação. V, um pregador de acções e intenções nada democráticas. O seu comentário está ferido pela incoerência
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De V. a 04.07.2017 às 18:23

um pregador de acções e intenções nada democráticas.

LOL. Usar a democracia para mentir e impôr uma só maneira de fazer é que não me parece nada democrático e serei sempre Liberal e secessionista em relação a isso. Não quero ser obrigado a viver com quem quer fazer sempre as regras porque acha que as suas regras são as melhores. Ter de gramar a vida toda com o que não queremos? Olha, olha.
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De V. a 04.07.2017 às 18:32

E não estava indignado. Estava só a salientar que usou uma série de chavões do 25 de Abril que a realidade tem desmentido como uma pobre vulgata que apenas deu lugares na RTP, ao corporativismo político e criou um fundo cultural sem dinâmica, pobre e aborrecido. Exactamente aquilo que criticavam no velho "salazar", já não o Salazar dos anos 40 mas a projecção de um salazar abstracto nos anos 60. E isso acontece porque ficaram presos a esses chavões e continuam todos em presos em Peniche. De tal modo que nem devolvem o edifício aos de Peniche para que eles limpem o forte e façam dali algo de útil e bonito para a terra deles.
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De Vento a 04.07.2017 às 23:00

Talvez tenha razão. Nunca me foquei demasiado tempo na personalidade de Medina, pois a dele, tal como a de todos, é circunstancial. Saber sair da circunstância é um acto por demais doloroso; e só é capaz disto quem esteja disposto(a) a pagar tal preço.

A morte do Homem é coisa de pouca importância. Importante é se enquanto Homem a sua alma morreu. Só nos pertence o que damos.
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De Jorge a 05.07.2017 às 04:07

Que conste, não há nenhum tratado que obrigue países ou instituições políticas ou financeiras a emprestar-nos um cêntimo que seja. Assim sendo, se a troica não nos emprestasse 78.000 milhões, quem culparia então pela dor e vitimas concretas a que se refere?! Se for minimamente inteligente perceberá que a dor e as vitimas seriam incomensuravelmente superiores. Medina Carreira era um senhor: não gostava de ver os portugueses sofrerem por causa de políticos oportunistas e medíocres; ao contrario de si, que, pelos vistos, adora bancarrota, dor e vitimas: deve achar que é obrigação dos seus amigos aturarem e financiarem a sua irresponsabilidade. Coitados dos seus amigos - se os tiver! A sua prosa é literalmente paleio; e a sua razão, um dogma de doutrinado letrado.

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