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me, myself and I

por Patrícia Reis, em 13.06.18

Vivo para admirar a malta que tem egos mexidos e auto marketing. É um chuto na tola, mas temos de admirar essa capacidade imensa de se venderem, como se estivessem vestidos faustosamente, cheios de brilho verdadeiro (diamantes e não zircões; Armani e não H&M, só para contextualizar) e que, como reza a história do rei, pois estão nus, nuzinhos, em pêlo. Nada a oferecer a não ser bazófia. Existem nos diferentes géneros, porventura em diferentes raças e galáxias. E eu pasmo perante a forma como se vendem e como alguém compra. Como se mantêm sem qualquer sustento moral ou humanista. Mascam pastilhas com a boca aberta, não colocam a mão à frente da boca quando bocejam? Sim, isso também, mas isso são regras que ficam com o chá de pequenos, que uns beberam, outros não. Deve ser por estas e por outras que uns têm pedigree e outros têm cadastro, nem é curriculum. Isto tudo porquê, Senhor, se é feriado em Lisboa? Um passeio nas redes sociais pela manhã, outro pelos jornais e fico neste estado de alma parva que me dá para estes textos que não têm qualquer capacidade de mudar o mundo, mas que me dão uma certa paz. O meu marido dirá: on a mission to civilize the world, frase que gamámos ao Newsroom, série que talvez não tenha tido o sucesso que merecia. Agora, já se faz tarde, e vou ali trabalhar, quer dizer, atacar a minha dissertação de mestrado que eu cá não vou embelezar o meu CV só para efeitos públicos. Bom feriado, gente.

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4 comentários

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De Isabel a 13.06.2018 às 18:08

Só dois acrescentos:
1 . « Como se mantém sem qualquer sustento moral ou humanista », a que junto cultural ou cívico.

2 , nestas andanças ninguém tem pedigree.quem o teve, perdeu-o. Como se tem visto todos têm para apresentar um cadastro impressionante.
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De Anónimo a 13.06.2018 às 19:42

E são tantos... funcionam na base do trompe-l'œil, mas na sua grande maioria, basta abrirem aboca.
Nos meu muitos anos de relação directa com o público, tenho histórias vividas na primeira pessoa de deixar boquiaberta qualquer mentalidade mais cáustica.
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De Sarin a 13.06.2018 às 21:02

À constatação, deploro ter-lhe estragado o feriado - também deploro que seja facto, mas quanto a isso...

... música, já que nenhuma mudará efectivamente o Mundo (talvez o quintal, com sorte e poucas ervas daninhas)

https://youtu.be/J8F7MQ2twaw
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De Anónimo a 14.06.2018 às 08:31

Nada de novo... Da minha parte, vou procurando "proteger-me" - primeiro, deixando de ter muitas expectativas em "civilizar o mundo" - prefiro sentir-me Forrest Gump, na sua longa corrida pelas paisagens do mundo que estão acessíveis. Segundo, releio, por exemplo, ou um pequeno conto de Machado de Assis "O Empréstimo", ou um pequeno "comic strip" da Mafalda de Quino onde o Manelinho (ou Manolito..) se interroga se o mundo existia antes de ele nascer, e perante a afirmativa replica da Mafaldinha, contestava "para quê?" ou, recentemente, umas passagens de "Bonfire of Vanities" de Tom Wolfe que exploram de forma divertidas as derisões d'ansiedade de "status" de diversos personagens.
Após estes 'introitos', fico em condições de lidar com a situação com duas opções simples (olhe, que aprendi na catequese, com um padre que sabia mais das coisas humanas que eu alguma vez saberei..) - ou fico com pena dessas maltas (e decreto, nos comigos de mim, sem grande publicidade, uma penitência que entendo os possa conduzir a desejável catarse) ou fico contente por elas. Isso permite um rapido arquivamento da questão, e resistir com boa disposição a qualquer tentiva de emulação desses pavoneamentos.... :-)))

Jorg

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