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Marx, Hegel, Kant e Nietzsche

por Pedro Correia, em 06.06.20

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«Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras, mas o que importa é transformá-lo.» Ao concluir desta forma as suas Teses Sobre Feuerbach, Karl Marx traçava um propósito revolucionário para a filosofia. Nada de espantar, para um homem que dedicou toda a vida às duas causas: para ele filosofia e revolução eram indissociáveis.

Em 2005, num inquérito organizado pela BBC, Marx (1818-1883) foi considerado o filósofo mais influente de todos os tempos. Marxismo é um substantivo hoje associado a várias disciplinas do saber - da história à economia, da sociologia à ciência política. E vários termos criados por Marx na sua monumental crítica à sociedade capitalista em obras como O Capital tornaram-se património da linguagem comum - termos como alienaçãoproletariadoluta de classesmais-valia

 

«Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência», escreveu este alemão nascido em Trier e falecido aos 64 anos em Manchester, Reino Unido. Discípulo inicial de Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), Marx incorporou no seu pensamento a noção hegeliana de que o homem é um protagonista da história e actua nela através de sucessivos choques dialécticos (tese-antítese-síntese) que o conduzirão a um patamar definitivo. Que patamar? Aí divergem: é o fim da História, na óptica de Hegel; a sociedade comunista, para Marx.

A diferença entre ambos é radical num ponto: enquanto para Hegel - nascido em Estugarda e falecido em Berlim, aos 61 anos - a síntese era o espírito, para Marx era a matéria. Surgia o materialismo dialéctico, que pretendia inverter a lógica hegeliana, correcta como forma de interpretar o mundo, mas «de cabeça para baixo».

Se para Hegel - autor de obras como Fenomenologia do Espírito Elementos da Filosofia do Direito - o progresso histórico equivalia à «revelação do espírito» -, para Marx equivalia à «quebra das grilhetas» que oprimiam a classe trabalhadora, como sublinhou no seu Manifesto Comunista, escrito em parceria com Fredrich Engels. 

 

Marx foi um grande viajante, em tudo oposto a Immanuel Kant (1724-1804), que passou toda a vida na sua cidade natal, Königsberg - então na Prússia e hoje na Rússia, com o nome de Kalininegrado - e ali faleceu, aos 79 anos. Era uma criatura de hábitos tão rígidos que ao sair para dar o seu passeio da tarde, invariavelmente às 15.30, os vizinhos podiam acertar os relógios ao verem-no iniciar a caminhada.

Tal como Marx e Hegel, Kant é um dos filósofos que mais influenciaram o pensamento contemporâneo - designadamente em disciplinas como a ética e a teoria do conhecimento. Em obras como Crítica da Razão PuraCrítica da Razão PráticaA Fundamentação da Metafísica dos Costumes, garante que não é o objecto que determina o sujeito, mas este que determina o objecto, conhecendo-o no espaço e no tempo - categorias a priori. Eis o «idealismo transcendental» de Kant, que nos legou ainda conceitos como a paz perpétua e o seu célebre imperativo categórico: «Age de tal maneira que a máxima da tua acção se possa tornar princípio de uma legislação universal».

 

Nos antípodas do idealismo kantiano está a obra de Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900), nascido em Röcken e falecido aos 55 anos em Weimar. Em obras como Assim Falou ZaratustraA Gaia CiênciaO Anti-Cristo, negou a existência de Deus - admitida por Kant e Hegel e também negada por Marx - e de qualquer imperativo categórico, sublinhando que o homem é senhor de si mesmo e do seu destino, movido por impulsos e pela vontade de poder. Numa linguagem cheia de aforismos, fez críticas demolidoras à civilização judaico-cristã, com a sua «moral de escravos»

Este filósofo que gostava de «viver perigosamente» criou uma legião de discípulos, à esquerda e à direita, ao negar finalidade à História. Na sua perspectiva, o «eterno retorno» do homem à plenitude da vida era a marca mais indelével da existência.

 

Kant e a «paz perpétua». Hegel e o «fim da História». Marx e a «luta de classes». Nietzsche e o «eterno retorno». Quatro filósofos alemães cuja obra se mantém em permanente diálogo com o homem contemporâneo, inspirando-o e interpelando-o.

Sem eles, não pensaríamos como pensamos. Nem seríamos como somos.


74 comentários

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De Anónimo a 06.06.2020 às 10:59

Uns idiotas.

"monumental crítica à sociedade capitalista"

Marx não criticou o Capitalismo, criticou a Liberdade.


lucklucky

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De Pedro Correia a 06.06.2020 às 12:55

Você é, entre os comentadores regulares deste blogue, o exemplo mais fidedigno de obsessiva militância marxista.
Marx não é apenas o seu pensador de cabeceira: é o pensador único.
Cita-o incessantemente a ele, sem citar nenhum outro.

Marxismo puro e duro. Mais duro que puro, no seu caso.
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De Anónimo a 06.06.2020 às 16:07

Mais de 100 milhões de mortos no Séc.XX não é suficiente? Boa parte do milhão de mortos ex-portugueses nas ex.colónias?

Vamos falar do que aí vem? Das consequências da Revolução Cultural em curso...

lucklucky
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De Pedro Correia a 07.06.2020 às 00:48

É o que eu digo: professa o culto fervoroso do marxismo. Até estabelece uma relação directa entre Marx, falecido em 1883, e a "revolução cultural em curso" nesta terceira década do século XXI.
Raros convertidos se revelam tão inabaláveis na sua fé.
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De Anónimo a 06.06.2020 às 16:15

Pois criticar a 'liberdade' de viver miseravelmente como se vivia em Manchester e Liverpool no séc. XIX é um atentado ao capitalismo.
Considerou-se que a vida naquelas cidades, naquele tempo, era o cúmulo da miséria parecido e até superior ao que se observava na mesma época em Calcutá.
Quer dizer se não houvesse criticas ao capitalismo vigente à época, a 'liberdade' continuava igual a Calcutá e a madre Teresa teria ido, antes, para Liverpool ajudar aquela gente miserável.
Tem dúvidas?
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 06.06.2020 às 13:04

Muito bom, Pedro.

Talvez o espírito (individual) determine o material (como vemos a sociedade/mundo) que por sua vez influencia novos espíritos.

Seria interessante saber como a sociedade, a infância, determinou a cosmovisão de cada um deles (a tal pátria chamada infância). Nietzsche perdeu o pai, Pastor, cedo. Talvez a partir daí deus para ele tenha morrido.

Não gosto de caminhos lineares. Gosto de círculos.( A) influencia B que influencia A. (mecanismo de feedback tão bem retratado em Edgar Morin).

Abraço
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De Isabel Paulos a 06.06.2020 às 19:48

Também já me obrigou a ler qualquer coisita, Vorph. À conta do seu último parágrafo, à conta da recursividade, do jogo de espelhos.
As coisas que se aprendem em blogs. Um luxo.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 06.06.2020 às 20:56



A recursividade está em tudo. O círculo está em tudo. Na forma dos astros( os nossos primeiros deuses), na vida (vida - - morte, a morte nutre a vida e a vida nutre a morte), no cosmos (grande retracção, explosão, grande expansão).

Talvez a vida seja eterna :)
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De Isabel Paulos a 06.06.2020 às 13:27

Podemos sempre tentar uma perspectiva diferente sobre a bondade e acerto das doutrinas filosóficas. Fazê-las espelho das vidas e a longevidade dos seus autores.

Pouco me lembro do bastante que li de Filosofia, mas assim à primeira vista (e dando uma olhadela por umas sínteses), o que dá mais saúde e longevidade ao filósofo é ser crítico das capacidades intelectuais do homem, responsabilizá-lo e comprometê-lo.

Nem o espírito ou fim da história, assente na razão e na liberdade de Hegel, nem o materialismo e a crítica da divisão do trabalho e dos meios de produção de Marx, nem a vontade de poder e a crítica à civilização judaico-cristã de Nietzsche, chegaram para bafejar estes pensadores com os quase 80 anos de vida de Kant.

Talvez por isso, nem o ideal de espírito infinito que tudo compreende, nem a sociedade comunista, nem o super-homem me convencem tanto quanto o ideia comezinha de esperança da aproximação possível ao ideal de paz.
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De Anonimus a 06.06.2020 às 13:41

Obrigatório

https://youtu.be/79vdlEcWxvM

Pelos gregos.
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De Anónimo a 06.06.2020 às 13:50

O verdadeiro filósofo foi o macaco, e nele assentam todas as nossas origens idealistas, utópicas, futuristas, enfim as macaquices da vida.







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De El Profesor a 06.06.2020 às 14:18

Há coisas do diabo. Como é que um gajo que nunca trabalhou na vida, um gajo que viveu a vida toda a parasitar os amigos e os conhecidos, consegue ser o maior vulto do anticapitalismo?
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 06.06.2020 às 17:25

Segundo um velho aforismo científico, para que um objecto seja bem estudado é necessário que o observador, dele, não faça parte. Pela mesma ordem de razão, há quem defenda que o cérebro não será passível de estudo profundo, porque viola um dos mais básicos princípios da ciência - o observador não pode ser o observado
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De El Profesor a 06.06.2020 às 19:11

Disse bem... velho.

E esse velho aforismo está ultrapassado. Aliás, provavelmente nunca deveria ter sido tido em conta, pois é do mais absurdo possível.

Se não fosse absurdo, iríamos passar a ter carpinteiros a debruçarem-se sobre economia de mercado e economistas a analisar o código de processo penal. Polícias a estudar o genoma humano e biólogos a emitirem pareceres sobre arquitetura.

Menos...
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De Anónimo a 06.06.2020 às 20:31

Menos é mais...
Mas tu El Professor es um folha caduca sempre armado em Senhor dos Anéis.

Joana Reis
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De El Profesor a 07.06.2020 às 01:45

E eis que chega mais uma menina do papá, que ou trabalha na empresa do papá, ou na empresa de algum amigo do papá. Com um jeitinho até funcionária pública, às custas dos connects do papá.
Mérito, zero.
Provas dadas, zero.
Calos nas mãos, zero.
Mas grande defensora do proletariado e do seu deus, sem fazer a mínima idéia do que é trabalhar a sério.
Mais uma privilegiada com um ordenado acima da média, que vem convencida da sua enorme experiência laboral e que quase de certeza, só conhece Karl Marx de ouvir os seus amigos pedrados de ganza falar.
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De Anónimo a 07.06.2020 às 11:34

Menino do papa es tu que estás sempre armado em sabichão.
No fundo es um vendedor da banha da cobra, armado em prof. Bambo.
Os teus tiques são de sendeiro, a mínima crítica ficas todo nervoso,
como um almofadinha.

Joana Reis
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De El Profesor a 07.06.2020 às 15:46

Crítica? mas aquilo que escreveu é alguma crítica? Aquilo que escreveu é o máximo que alguém que não tem conhecimentos suficientes sobre um tema, consegue escrever. Valorizo qualquer crítica, seja ela boa ou má, pois acabo sempre por aprender alguma coisa, quanto mais não seja, sobre a estupidez humana. Mas não se preocupe que no seu caso não aplica, pois não escreveu nenhuma crítica.
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De Anónimo a 07.06.2020 às 16:56

O Vorph Valknut é um Homem Inteligente enquanto tu não passas de um apanhador de sabonetes.
Vai bater uma pívia para a casa de banho, para aliviar as tuas frustrações.

Joana Reis
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De El Profesor a 07.06.2020 às 19:01

Ora cá está o típico marxista foleiro. Quando não tem argumentos, ou até os pode ter, mas não os sabe explicar, diminui o oponente, ora com injuriazitas de criançola, ora com diminuindo-o perante alguém com quem se reveja.
Isto é típico. É típico nos opinadores de esquerda radical das nossas televisões, é típico na nossa Assembleia da República.
O marxista foleiro não consegue convencer com argumentos, por isso tenta convencer com agressividade... e lá está... assume-se o comuna que há em cada um.
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De Isabel Paulos a 07.06.2020 às 15:36

Não conheço a Joana Reis nem o El Profesor, mas conhecendo a realidade do mundo laboral posso apostar que é muito mais provável que seja uma Joana Reis a saber o que é trabalhar e dar o litro do que um 'El Profesor' cheio de verborreia, de leiturazitas orientadas, de lugares-comuns (que são tão pestilentos quanto os dos pedrados que falam de Marx de ouvir falar) e de vontade de pavonear a sua tentativa de sobranceria. Tentativa, porque até para saber ser sobranceiro é preciso ser alguém.
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De Anónimo a 07.06.2020 às 17:02

Obrigada, Isabel Paulos

Joana Reis
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De El Profesor a 07.06.2020 às 19:08

Antes de escrever, deveria ler, cronologicamente, toda a conversa.
Eu limitei-me a escrever uma observação.
Alguém a colocou em causa.
Nenhum problema por aí.
O problema é numa discussão sobre um assunto e na impossibilidade, ou incapacidade, não intelectual, mas sim por falta de argumentos, de responderem civilizadamente, atacarem o autor do comentário, como se ele não fosse livre de o fazer.
Pois isto é típico. Calar-se a voz oposta com agressividade. Aqui faz-se com palavras, na União Soviética fazia-se com gulags. Na Assembleia da República faz-se com birras e injúrias sem qualquer decoro.
A sorte é que eu não confundo um marxista, com um comunazito, ou zita qualquer.
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De Isabel Paulos a 07.06.2020 às 20:14

Caro Profesor, Gata pela resposta em tom cordato. Meti-me em conversa alheia, é certo. E fi-lo porque tendo o hábito antigo de ler blogs e comentários, fico sempre com bastante pena que pessoas informadas e lidas destratem os interlocutores a troco de pouco (às vezes é difícil conter, mas por sistema é mau sinal). No seu caso li coisas como: ‘menina do papá’, ‘às custas dos connects do papá’, ‘Mérito, zero’, ‘Provas dadas, zero’, ‘Calos nas mãos, zero’, ‘só conhece Karl Marx de ouvir os seus amigos pedrados de ganza falar’, ‘marxista foleiro’,’injuriazitas de criançola’, ‘clichés fatelas, que ouviu na última festa do avante quando estava pedrado’,’alarvidade’. Tudo isto dirigindo-se a pessoas que creio, tal como eu, não conhece.

Sei, todos conhecemos argumentos equiparáveis do outro lado da barricada. Mas quanto à agressividade e ao terror dos gulags sempre direi que quanto mais vejo gente a queixar-se das novas ditaduras e de perigosos comentadores, mais reparo que o queixume parte de quem mais ofende e atiça a agressividade.

De resto, até podemos aprender consigo alguma coisa sobre Marx. Continuarei a lê-lo na esperança de aprender qualquer coisa.
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De Anónimo a 07.06.2020 às 21:48

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De El Profesor a 07.06.2020 às 22:16

Não tenha a ilusão de algum dia aprender alguma coisa comigo. Não que não fosse capaz de ensinar, mas porque para aprender é preciso ter espírito de aprendizagem. É preciso ter sede de conhecer, sem criar preconceitos sobre quem ensina.
Posso-lhe confidenciar que aprendi muito com muito gente com quem não concordo, nem com uma vírgula. Mas aprendi sempre, porque sempre abordei a aprendizagem como uma necessidade, um direito.
Aí está mais uma razão para não partilhar certas opiniões favoráveis sobre o marxismo. O direito de aprender, o direito a ser e a ter, e a lutar para isso, sem que decidam por mim o que deve ser meu, o que eu sou oi devo ser, o que eu posso ter, ou possa ser.
Sobre o tom com que me dirigi à jovem, só o fiz, porque sobre mim recaiu primeiro uma abordagem agressiva, ofensiva e totalmente fora dos objetivos. Que serão, presumo eu, a troca de idéias, opiniões, argumentações e contra-argumentações. E podem-se criar belas discussões, com palavras mais ácidas.
Acima disse jovem, pois sinceramente é o que me parece, e quando digo jovem, não me refiro à idade física. E o certo é que procuro os argumentos, para tentar desenvolver uma discussão útil com a jovem e não encontro.
Provavelmente a Isabel não precisa que eu lhe ensine nada, mas provavelmente a pessoa que tão acerrimamente defendeu, criando um óbvio juízo de valor, nem pior nem melhor que o meu, já precisaria, de mim ou de outro professor qualquer.
Sobre o tom, ou a forma, ou o conteúdo, lhe garanto que se o meu interlocutor for cordato, eu também o serei. Poderei ser cáustico ou corrosivo, ou demasiado frontal, sincero e direto, mas jamais injurioso.
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De Anónimo a 08.06.2020 às 00:07

O senhor que de senhor efectivamente não tem nada .
Começou num comentário acima já todo irado e desrespeitador a dar a entender o seu grandioso saber .
O resto dos mimos estão registados por si, nesses seus comentários dignos de taberna, limitei-me é certo e infelizmente a baixar o nível,já sem paciência para as suas injurias.
Não tenho interesse nenhum em debater o que quer que seja consigo, pois os monólogos de Ego são a sua especialidade, como se comprova sempre que intervém nalgum comentário com o seu ar de superioridade fascista.

Joana Reis
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De El Profesor a 08.06.2020 às 07:24

Jovem Joana. O problema é precisamente esse. Eu posso dizer o que eu quiser. Eu posso escrever o que eu quiser, publicar as idéias que quiser, por mais absurdas que a Joana ache que sejam.
Eu não faço comentário irado nenhum. Eu faço um comentário objetivo, não dirigido a ninguém especial, sobre uma opinião pessoal, relativa a uma figura da história. Uma opinião, de entre várias outras que tenho sobre o filósofo.
A Joana tem de perceber que as pessoas têm liberdade para pensar diferente de si. E pelos vistos não percebe. O que tem vindo a ser cada vez mais frequente dentro do seu espectro político. A incapacidade de aceitar a voz diferente, de debater a voz diferente, aparece-nos diariamente.
A Joana pode não concordar comigo. E não tem de me ouvir, ou ler, é um facto. Mas não me pode impedir de falar ou de escrever.
Agora, se não partilhamos com um comunista a sua visão das coisas, somos logo atirados para o inferno dos fascistas?
Sou fascista só porque disse que Marx era um parasita?
Muito mal vai esta democracia.
Mas certo é que eu até posso achar que era um parasita, mas não posso impedir o homem de escrever o que ele quiser e de alguém ler o que ele escrever.
E acredite que entristece-me mais o nível intelectual do seu comentário, do que o nível linguístico. Por isso, não se preocupe com o facto de ter baixado o nível, é apanágio desta nova geração de comunistas. É só vê-los na AR tv.
Só para terminar, o facto de nunca chamar ninguém de marxista, preferindo o termo comunista, é propositado, pois marxistas não os há, já comunistas, há muitos.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 06.06.2020 às 20:42

Economia de mercado baseia-se numa ideia de Homem natural (os economistas a entrarem na biologia). O código penal serve os propósitos da conservação da propriedade (auto - sustento), e numa moralidade artificial, criada ao arrepio do ser natural (ex: condenação do homicídio). E a arquitectura baseia-se, baseou - se, em formas naturais (biologia).

A distância nalguns casos é fundamental para o esboço de quadros gerais. Aliás, a especialização do conhecimento é uma das mais modernas formas de ignorância.
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De El Profesor a 07.06.2020 às 02:10

Eu acho piada é ao facto de o senhor achar que escrevendo meia dúzia de palavras menos comuns e alguns clichés fatelas, que ouviu na última festa do avante quando estava pedrado, determina a verdade absoluta do seu pensamento.
Ora eu evito clichés e utilizo um vocabulário corrente, pois não são palavras caras que vão validar melhor ou pior, a minha opinião.
Apenas constatei um facto. Digo um facto, pois é indesmentível. Tanto é que nem o senhor o desmentiu. Veio tentar justificar, mas não se atreve a desmentir, pois é um facto.
Ora justificar o injustificável é impossível, mas dou-lhe os parabéns por tentar.
Em muitas matérias, o distanciamento é positivo, mas não em todas. Neste caso, não de certeza.
Até admitiria a opinião de alguém que, antes de emitir opiniões, tivesse estado no lado do proletariado e do capitalista. E não faltam exemplos. Não faltam exemplos de pessoas que foram empregados e patrões. E reunidas as suas experiências, ganham toda a legitimidade para tecer opiniões.
Ora o seu deus mais não foi que um parasita. Um indivíduo que nunca trabalhou na vida. Que se dedicava a viver às custas de outros, aproveitando-se da boa vontade de outros, que mais não faziam que financiar a arte de bon vivant do amigo Karl.
O seu amigo Karl estava de facto distanciado do trabalho para, segundo a sua opinião, poder idealizar teses sobre o mesmo. Pois o problema é que este senhor apenas se restringiu a conhecer uma perspectiva. Nunca conheceu as duas, daí a questão fundamental, que seria o facto de ser neutro na análise de uma idéia, se perder.
No entanto, não pense que eu acho Karl Marx inútil. Nem pensar. Karl Marx foi uma figura incontornável e de grande valor.
O problema foi o que fizeram com as idéias de Karl Marx. E o que fizeram, foi tudo menos colocar em prática as suas filosofias.
Socialismo é perfeito. É de facto o mais próximo da sociedade ideal. O problema é que o homem não é perfeito. E como não é perfeito, não consegue praticar o socialismo. Como não consegue praticar o socialismo, pratica o comunismo, que mais não é, do que o socialismo com violência. E é essa a forma mais próxima de socialismo que conseguimos. O comunismo. E o comunismo só é conseguido com violência, censura, perseguição e medo.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 07.06.2020 às 10:42

Até podia dizer que Marx era um exilado político (perseguido na Prússia pelos seus ideais) , expulso da França e da Bélgica, antes de chegar a Londres. Até lhe podia dizer que Marx era uma figura bem conhecida, na Europa. E que Marx trabalhou como jornalista durante décadas, saltando de jornal em jornal, devido à censura, à violência contra o livre pensamento, então existente.

Marx poderia ter vivido confortavelmente, pois tinha herdado um património significativo e os seus artigos eram requisitados, com frequência, por diversas publicações. Optou por continuar a escrever livremente o que achava ser a verdade. Sacrificou a sua liberdade em nome da sua boa consciência (é preciso muita coragem, saber que poderá acabar na miséria se persistir em escutar o que a sua consciência manda fazer - todas as portas lhe serão fechadas). A academia não o emprega, pois faltava currículo a Marx. E uma obra como o Capital não é passível de ser escrita, aceite, pela "Universidade".

E depois a sua contra - argumentação não tem sentido :

Despreza Marx e chama - lhe um Homem de Grande Valor. Que o mal não está nas suas idéias, mas sim nos Homens (como cristo, presumo?).

A luta de classes é semelhante, deriva, da luta de espécies de Darwin, sendo que em Darwin a luta é entre espécies e o factor selectivo, não a economia, mas a pressão ambiental. (Luta - - - Tese vs Antítese - - - Adaptação =Síntese).

E deixe - se de tretas sobre eu ser marxista porque me interessa dita figura histórica. Também me interesso pelo Reich de 1000 anos e isso não me faz acólito dos camisas castanhas.

E depois palavras caras , eu?
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De Dave a 07.06.2020 às 11:04

Caro Vorph, pelo Santo Amendoim! Esse El Prof é um espírito tão fino que confunde trabalho com salário, e tão valente que responde às senhoras com refinada galanteria. Eu aconselhar-lhe-ia "A Grande Transformação" do Karl Polanyi. É que mesmo que a leitura não lhe aproveitasse grande coisa, consciencioso como é no que toca aos clássicos, sempre nos deixava sossegados por uns bons dez anos.
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De El Profesor a 07.06.2020 às 12:31

Olha o Dave. Não era o Dave que lia a bíblia em espanhol ao filho?
Já acabou? Pois tendo em conta este tema, fazia muito bem, pois cristo foi sem dúvida o único capaz de praticar o marxismo... e veja o que lhe aconteceu.
Sobre as donzelas, trato as donzelas, como trato oa cavalheiros. Eu pratico a igualdade. Até porque parasitas há-os homens e mulheres.
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De Anónimo a 07.06.2020 às 13:28

Profesor

Para a conversa de ressabiado que tem, deve saracotear o rabo ao andar.


António F.
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De El Profesor a 07.06.2020 às 15:49

Oh não, um marxista homofóbico. Ou melhor, se é homofóbico não é marxista, é Estalinista. Sabe quem é, ao menos? Wikipedia ajuda
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De Anónimo a 07.06.2020 às 20:20

Profesor.

Só sabe Insultar toda a gente, onde não é capaz de argumentar nada de valido,
pois a única coisa que faz é tentar ridicularizar tudo e todos ,utilizando os comentários das outras pessoas para construir as suas inversões.
É triste que venha para aqui propagandear o Neostalinismo, pois mostra bem a natureza do seu carácter.

António F.
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De El Profesor a 07.06.2020 às 23:44

Mas eu meti-me com alguém? Que eu saiba, escrevi um comentário e nem sequer foi em resposta a outro comentário. E do nada, apareceram logo meia dúzia de irados comunas ao ataque. Desses todos, apenas um tem a minha admiração, pois foi o único que procurou debater, o resto só para aqui veio fazer que sabem fazer.
Eu não insulto ninguém, está enganado. Eu teço uma opinião sobre um comentário, ou sobre quem o produz e aguardo que contra-argumentem aquilo que digo. Claro que aguardo argumentos, não birrinhas de gente que não aceita o contraditório.
Quando o assunto é socialismo, comunismo, ou outra qualquer modalidade afim, o resultado é sempre este. Uma pobreza de idéias e argumentos e uma riqueza de ódio e baixo nível.
Vemos isso em todo o lado. Na televisão, na AR, e aqui.
O senhor acusa-me de inverter os comentários dos outros. Mas está enganado. Em primeiro lugar, porque o primeiro a comentar fui eu e foram os outros que vieram tentar inverter o que escrevi.
Em segundo lugar, porque infelizmente o conteúdo do que escrevem é pobre, à excepção de um, o único com quem se torna agradável o debate.
Mas uma coisa eu reconheço, não ando com falinhas mansas. Sou curto, grosso e direto. Sincero e frontal.
Por ser assim sou obrigado a dizer-lhe que aceitei a sua intervenção com interesse até ao último parágrafo. E nesse parágrafo, tão miseravelmente ridículo, o pobre António só demonstra que ou não leu, com olhos de ler, o que escrevi, ou não percebe absolutamente nada do assunto, ou então não teve capacidade para entender toda a discussão acima.
Porque dizer que propagandeio o neoestalinismo, é completamente incoerente.
Por isso, ou o pobre António não leu, ou não soube ler, ou não sabe aquilo que escreveu.
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De Anónimo a 08.06.2020 às 00:14


"...Sou curto, grosso e directo..." palavras suas

Escrever um texto deste tamanho, para dizer esta merda .
Sinceramente!!!

António F.
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De El Profesor a 08.06.2020 às 08:18

De facto, para escrever merda, basta meia dúzia de linhas... o António que o diga.
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De Isabel Paulos a 08.06.2020 às 12:00

Oiça, Profesor
Veja se percebe que não é a chamar comunista a pessoas que até estarão muito mais perto do que julga dos seus pontos de vista, que se vai conseguir demarcar-se de quem lhe chama fascista.
O seu o óbvio defeito é a todo o momento desconsiderar os outros para se enaltecer. É isso, Profesor, além de ser má marca de carácter, afasta a possibilidade de diálogo com pessoas que até poderiam ter o que dizer.
Uma pessoa que parte do princípio que tem mais a ensinar do que aprender e que a todo o momento tenta minimizar e inferiorizar o interlocutor, melhor que se dedique aos monólogos.
Diz que já aprendeu muito com pessoas que estão nos seus antípodas em termos de pensamento, mas creia que soa a patranha. Se assim fosse já teria tido oportunidade de ter caído em si e reparado o quão desrespeitador é dos outros.
Lamento não discutir consigo o marxismo, mas não estou à sua altura. A sua postura afasta da discussão não só gente com menos conhecimento e argumentos, mas com menos estômago. Agora sempre lhe direi que antes de discutir qualquer tema que seja, devia olhar ao espelho e ver se dá conta da pessoa presunçosa que mostra ser.

Folgo muito que tenha consideração pelo caríssimo Vorph. Veja se aprende qualquer coisa de carácter com ele. Em 60% dos casos está nos antípodas do que penso, mas lá está: parte para os debates de peito aberto. Aprenda.
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De El Profesor a 08.06.2020 às 13:57

Ora vamos por partes.
Eu escrevo um comentário, não dirigido a ninguém, apenas tecendo uma opinião, de entre muitas, sobre uma figura.
Um comentador responde e eu respondo de seguida. Se perder tempo a analisar a conversa, repara que a conversa não é de todo ofensiva. Existe um comentário, um argumento contrário ao comentário e a minha resposta contra argumentativa a esse argumento. Nessa minha resposta não faço qualquer alusão às orientações políticas ou ideológicas do meu interlocutor.
Do nada, surgem outros comentadores que incapazes de argumentar com conhecimentos, vêm ao ataque com injúrias. Chamam-me velho, homossexual, ressabiado, caduco, sendeiro, merda, fascista.
E toda esta mediocridade começa com a pessoa que a Isabel tanto fez questão de proteger. Com essa jovem fui cáustico, de facto. Mas não o fui gratuitamente. Fui porque essa pessoa, da pobreza da sua intelectualidade, me atacou do nada, apenas porque eu apontei uma característica de alguém que tanto admira.
Admito que sou exigente com os meus oponentes de opinião, mas gosto de os ter em qualidade, já quando se mostram cretinos, não vou pedir desculpa por lhes falar no mesmo tom.
Sobre o epíteto de comunista, acho óbvio que quando as emoções fervem desta forma, por um simples comentário a uma figura tão querida por essa facção, não restam dúvidas daquilo que são. O que não tem mal nenhum. Um comunista é comunista e tem todo o direito de o ser. Não pode é querer que todos sejamos comunistas, ou que nos abstinhamos de criticar o comunismo.
Sobre si, tenho a certeza que a Isabel percebeu que o epíteto de comunista não se lhe estava a ser aplicado.
Agora repare, ao não partilhar da admiração cega por tão célebre figura, sou fascista, coisa que não sou, muito longe disso.
E aqui está mais um exemplo da nossa sociedade actual, quem não é marxista é fascista. Quem não pensa à esquerda é fascista. Tudo é fascista.
Evite o juízo de valor, releia o que foi escrito e avalie quem foi indelicado com quem.
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De Isabel Paulos a 08.06.2020 às 15:56

Boas leituras e debates, Profesor.
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De El Profesor a 07.06.2020 às 12:20

Oh meu deus, fui tocar na ferida. Mas que magnífica argumentação, completamente irreal.
Marx foi essencial sim senhor, na medida em que levantou um aspecto da sociedade que estava esquecido. Mas isso não significa que deixe de ser um parasita.
A Marx pode-se criticar muita coisa, a divisão da sociedade em classes, a visão com pouca amplitude dos problemas sociais, a omissão de fatores essenciais na sua visão das coisas, como a hereditariedade, a cultura, as heranças políticas, sociais ou económicas.
Mas critica-se este, como se criticam outros, que defendem idéias diferentes.
Contudo Marx continua a ser essencial, porque trouxe a público filosofias que até ao momento ninguém tinha trazido. E todas as idéias, todas as opiniões são válidas, devem ser dicutidas, pois só assim se tomam as melhores decisões.
E é aí que Marx cai. Nunca admitiu o contraditório, nunca experienciou aquilo que defendia, de modo a perceber se era ou não exequível. E deu o mote para o nascimento do comunismo, que mais não é do que a única forma de praticar o marxismo. Porque o marxismo é fechado em si mesmo. Não permite evolução, não permite adaptação.
E acontece o quê? Acontece uma urss, coreia do norte, mais um sem número de sistemas sanguinários na África e na América do Sul.
Numa sociedade onde não houvesse livre arbítrio, ambição, sede de conhecimento, o marxismo seria brilhante.
Como não é assim, reprime-se o livre arbítrio, impede-se a ambição e mantém-se o analfabetismo e a ignorância.
Os grandes pensadores do marxismo, são todos apenas isso, pensadores.
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De Anónimo a 08.06.2020 às 15:17

Para o Prof.

Fico abismado com a sua construção da realidade ,não tenho dúvidas que sofre de uma psicose e tem a mania da perseguição,e até dito por si que foi apanhado numa emboscada de comunistas com uma série de atiradores furtivos que de tão má apontaria ainda não lhe acertaram nos tomates por mero acaso.
Depois feito um talhante de 3 classe com fineza educação desfaz em fatias tudo e todos.
E como um pobre calimero lá vai dizendo que o mundo o quer matar(diga-se os comunas).
Insulta Marx com um ódio visceral, aproveitando-se deste já ter morrido e não poder defender-se,com a sua valentia digna de denodo.
É um Prof escondido na sua caverna sem luz que constrói o seu mundo fechado, raivoso,rancoroso,sanguinário nas palavras, digno de uma realização de um Sam Peckinpah.
Mostre que eu estou enganado:
tenha coragem de pedir desculpa a todos os intervenientes deste Post, porque quero acreditar que foi uma bad trip, demasiado pastilhado que o levou para caminhos nunca navegados.

João Sousa

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De El Profesor a 08.06.2020 às 16:38

desculpa por ter dito que Marx era um parasita?

Mas que sobranceria da facção comunista do Delito.
Vou menosprezar o seu comentário, tendo em conta que foi escrito depois do almoço e pelos vistos, bem regado com tintol.
Os comunas não me querem matar a mim. Os comunas querem matar toda a gente que não é comuna. E com matar, quero dizer silenciar. Convém esclarecer as coisas como na primária, para que se perceba bem, pois está visto que a capacidade interpretativa está pelas ruas da amargura.

Se tivesse dito o mesmo sobre o Presidente, o PM, o Pinto da Costa, o Vieira, ou até Jesus Cristo, não iria ter tantos indignados, de certeza absoluta.

Isto é pior que o fundamentalismo islâmico, ou outro qualquer.
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De Anónimo a 08.06.2020 às 18:02

Para o Prof.

De facto é incapaz de reconhecer o erro.
Afinal sou eu que tenho de lhe pedir desculpa pois o seu discurso é de um monotomate traumatizado.

João Sousa
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De El Profesor a 08.06.2020 às 18:23

Pelo menos tenho um discurso.
Ao fim de tantos comentários e o senhor ainda não conseguiu formar uma idéia, um argumento.
Que pobreza.
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De Anónimo a 08.06.2020 às 19:05

A sua contabilidade é tão fraca como as suas ideias.

João Sousa
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De El Profesor a 08.06.2020 às 20:42

Outra vez? Sinto-me como um Espartano em plena batalha de Termópilas.

Meu caro, será que ainda não percebeu que não é com ataques, injúrias, insultos, violência física ou verbal, que se mudam as pessoas?

Eu sei que está habituado e terá como inspiração os Estalines, os Pol Pots, ou os Kim-Il-Sungs.

Mas não é assim que muda opiniões, idéias, ou interpretações.

Quer fazer algo útil com o seu tempo, com o meu, explique-se. Escreva a sua teoria, o porquê de defender tão acerrimamente o filósofo.

Rebata a minha opinião com argumentos válidos e evite tentar silenciar-me com ódio, vocabulário de esgoto, ou birras de criança mimada, que não admite um não.

A discussão poderia bastante produtiva para os dois, mas o senhor apenas agride, usando como arma as teclas do seu computador.
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De Anónimo a 08.06.2020 às 23:07

Outra vez!!!
Pergunto eu?
Não para com este assédio!!!...
Mas agora percebo os seus desvios errantes pois essas guerras médicas tinham
falta de médicos que é aquilo que precisa para tratar um pensar tão altivo e ao mesmo tempo oco de substância cognitiva.

( e agora vou-me pirar de vez deste manicómio)

João Sousa
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De El Profesor a 09.06.2020 às 08:54

Realmente a estupidez não paga imposto... mas devia.
O senhor ainda não deve ter reparado que está a escrever no meu post. No MEU comentário.

Pire-se lá.
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De El Profesor a 07.06.2020 às 12:35

Lição número um:

Não confundir socialismo com comunismo.
Socialismo é teoricamente bom, mas impraticável.

Comunismo é praticável, mas tanto na prática como na teoria, é terrivelmente mau.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 07.06.2020 às 13:43

Por favor, poderia dizer-me, baseado em fontes, a diferença entre marxismo e socialismo? É que o Marxismo é Socialismo, mas do científico, porque antes de Marx ninguém o teorizou com a amplitude dada por este pensador.

Julgo que no Capital, e mesmo do que me recordo de Marx, o uso da força, a aceleração histórica, para a implementação de uma nova política económica, era desaconselhada. Não valia a pena. O próprio processo histórico,tal qual um processo natural, encarregar-se-ia de conduzir ao Socialismo

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De El Profesor a 07.06.2020 às 16:04

o Vorph fica tão afetado quando se fala neste assunto, que até perde a capacidade de ler e de entender o que está a ler. É o que dá conjugar os verbos e construir as frases, mas nem se importar com o conteúdo da mensagem, normalmente porque já estamos a ansiosos para dar uma resposta. E normalmente a resposta sai uma alarvidade.

Em lado nenhum eu diferenciei marxismo de socialismo. Eu diferenciei socialismo de comunismo.

O senhor parece as suas amigas do bloco, que quando se vêem sem argumentos, partem para a interpretação errónea de uma afirmação. O que acontece muitas vezes e por isso tantas vezes acabam encolhidas.

Vamos acalmar o caro Vorph:

Vorph, Marx foi importantíssimo para a evolução da sociedade, na medida em que permitiu olhar para a mesma de um prisma até aí ignorado. Ponto final.

Problema... aquilo que fizeram com as idéias do homem.

Satisfeito?

Apesar de achar patético o grande suprassumo da classe trabalhadora, ter sido o maior preguiçoso e chupista de todos, reconheço a sua importância.

E foi só isso que eu disse no meu primeiro comentário.
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De Anónimo a 06.06.2020 às 14:30

A falta de sexo era evidente nestes homens, maior parte das vezes desprezados pelas mulheres.
Para fugirem da vida esconderam-se dentro deles próprios,e resolutos resolveram ejacular pensamentos para lixar a vida dos vindouros.


Dino Rodrigues

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De Vorph "Girevoy" Valknut a 06.06.2020 às 17:18

Julgo ser verdade para Kant e Nietzsche. Não acredito que se aplique a Marx.

Julgo que usar o sexo como justificação de algo é muito freudiano e judaico cristão
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De o cunhado do acutilante a 07.06.2020 às 10:59

Anónimo a 06.06.2020 às 14:30
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De Ana ☯ a 06.06.2020 às 15:18

Toda a realização humana decorre da concretização de ideias que, embora já possuam em si, potencialmente, os resultados almejados, representam apenas opiniões e crenças antes da experimentação. Na era da tecnologia da informação, a transpiração tornou-se menos importante do que a inspiração geradora da ideia.

O homem contemporâneo perdeu a capacidade de pensar?

O “clube dos filósofos mortos” ensinou-me que o pensamento deve ser uma constante da vida, visto que as ideias gerais, ideias-referência, cristalizadas em paradigmas, estimulam ou restringem as ideias particulares.


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De Vorph "Girevoy" Valknut a 06.06.2020 às 17:21

Na era da tecnologia da informação, a transpiração tornou-se menos importante do que a inspiração geradora da ideia.

Muito bom, Ana, mas aqui para a gente. A transpiração (trabalho) de muitos é essencial para que uns poucos nos sirvam as inspirações e aspirações (ideais) . :)
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De Ana ☯ a 06.06.2020 às 22:27

Acho que não me leste bem Vorph :)

Reescrevo, transformando a frase numa questão:

Se vivemos na era da tecnologia da informação, ou seja, se temos tanta informação, se temos tanta facilidade em obter informação; qual a razão da transpiração de ideias ser menos importante que a inspiração que as gera?

Pela lógica, quanto mais informação possuis, maior o teu grau de conhecimento. Uma população mais informada e mais instruída tem aspirações diferentes, incluindo a aspiração de saber mais.

No entanto, os mortos continuam a dirigir os vivos por meio de teorias: ideias mais gerais, ideias-referência ou modelos mentais, cristalizadas em paradigmas, que nos estimulam ou restringem o pensamento.


Os quatro filósofos, referidos na publicação, só são importantes porque ousaram pensar para além dos paradigmas, da época em que viveram.

Uma boa forma de os "elogiar", é ousar pensar. Ficarmos "agarrados" aos seus (deles) paradigmas é recusarmos olhar para a realidade. O aqui, e o agora. O presente.


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De Vorph "Girevoy" Valknut a 07.06.2020 às 00:12

Ana, apenas quis dizer que historicamente o ócio foi fundamental para a geração de ideias. De uma forma geral os filósofos clássicos mais famosos eram independentes económicamente do trabalho (não trabalhavam havendo tempo para o pensamento teórico).

Quanto mais informação, mais conhecimento tiveres, mais baralhada ficas. E no final, das leituras, ficas com a ideia de saberes menos do que antes. O Só sei que nada sei, virá. O excesso de conhecimento é paralisante. É necessária alguma ignorância para haver movimento.

Os filósofos destacados são reflexos da sua Idade (Marx e o industrialismo, o proletariado, as novas assimetrias de poder; Nietzsche deriva os seus aforismos do progresso científico e da perda de um mundo antigo - federalismo do Estado Alemão - mais dos primeiros passos na psicologia (Nietzsche foi um proto psicólogo).

O tempo que passou é já muito longo. O tempo das ideias novas passou.
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De Ana ☯ a 07.06.2020 às 02:02

Sim, o trabalho dignifica o capital e o consumo, proporcionando-nos uma espécie de “satisfação hipnótica”, nada propicia aos devaneios teóricos. Não é essa a intenção? :)


Confesso ficar mais embaralhada com a repetição de ideias e teorias, mas compreendo as tuas palavras. Sabedor, o que continuamente aprende, sabendo nunca tudo, saber.


“O tempo das ideias novas passou.”

Deve ser esse o motivo da igualdade, da liberdade, da paz e da conquista da natureza, serem as ambiciosas e falidas promessas da modernidade. Os níveis de desigualdade são, cada vez mais, apavorantes, a pretensa liberdade limita muitos dos projectos da sociedade, um sem número de conflitos continuam a destruir vidas impiedosamente, e o domínio da natureza não é mais domínio, mas sim destruição.

Os novos fundamentalismos (ou serão velhos?) são cada vez mais potentes e constroem estatutos, práticas e discursos, que alimentam a concepção de “nós” contra “eles”, e os de “dentro” contra os de “fora” (onde foi que eu já li, vi e ouvi isto…).


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De Vorph "Girevoy" Valknut a 07.06.2020 às 10:44

"Os níveis de desigualdade são, cada vez mais, apavorantes"

Como no XIX, Ana. Nada de novo.

Faremos com as novas ideias o mesmo que fizemos com as velhas. Está - nos no sangue
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De Bea a 06.06.2020 às 16:07

O que me parece é que os filósofos, construam ou não um sistema de ideias, acabam sempre a propor uma utopia.São utopias diferentes, mas utopias. O ponto é que talvez precisemos delas, das utopias em que eles desembocam; ou de outras que encontremos por nós mesmos..
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De Anónimo a 06.06.2020 às 17:42

Um dia ao caminhar pela rua deparei-me com um velhinho que olhava para as
pedras da calçada, que me disse: "quanta sola gasta de sabedoria percorreu esta rua! "
Logo vi que era um filósofo e provavelmente o mais sábio de todos.

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