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Março de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 03.04.17

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Figura nacional do mês

Após longa expectativa, e na sequência de várias recusas entretanto noticiadas (Santana Lopes, Morais Sarmento, José Eduardo Martins, Carlos Barbosa, José Eduardo Moniz, Teresa Morais, Sofia Galvão), o PSD escolheu enfim a vice-presidente social-democrata Teresa Leal Coelho para candidata autárquica em Lisboa. Em 2013, esta deputada já figurara como n.º 2 da lista liderada por Fernando Seara, que obteve o pior resultado de sempre do partido na capital.

 

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Figura internacional do mês

O primeiro-ministro Mark Rutte, um conservador moderado, no poder desde 2010, venceu as legislativas de 15 de Março na Holanda, travando o passo à direita radical, encabeçada por Geert Wilders. Mesmo tendo perdido oito lugares no Parlamento, o Partido Popular de Rutte manteve-se como força mais votada, com 21,3% (mais 8,2% que o partido de Wilders). Foi uma derrota das teses xenófobas que provocaram muito ruído mediático durante a campanha.

 

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Facto nacional do mês

Há muito adiada, a venda do Novo Banco foi enfim anunciada pelo Governo no último dia de Março. Um negócio difícil de justificar numa instituição que tinha um valor contabilístico superior a 5 mil milhões de euros em 2014. O fundo norte-americano Lone Star promete injectar mil milhões, assumindo 75% do capital do banco. Os restantes 25% ficam na posse do Fundo de Resolução, sem intervenção na gestão directa mas pronto a assumir eventuais perdas do NB.

 

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Facto internacional do mês

A 22 de Março, o terror chegou ao centro de Londres: um carro descontrolado conduzido por um "lobo solitário" com ligações ao Daesh espalhou o pânico junto ao Parlamento britânico, na ponte de Westminster. Um acto suicida que levou à suspensão dos trabalhos parlamentares e à evacuação da primeira-ministra. Na rua, um rasto sangrento: quatro mortos (além do autor dos atropelamentos) e 40 feridos, de várias nacionalidades, incluindo um português.

 

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 Frase nacional do mês 

«Bardamerda para todos aqueles que não são do Sporting!» Passavam das duas da madrugada de 5 de Março. Bruno de Carvalho acabara de ser eleito, com 86%  dos votos, na mais concorrida eleição de sempre em Alvalade. Terá sido pelo adiantado da hora, pelo cansaço, pela chuva que caía em força? O facto é que saiu-lhe esta frase no improvisado discurso de vitória. Inspirada num célebre desabafo do seu tio-avô, o antigo primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo.

 

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Frase internacional do mês 

«Não se pode gastar dinheiro em mulheres e álcool e depois pedir ajuda.» O presidente do Eurogrupo, o socialista holandês Jeroen Dijsselbloem, deixou muita gente estupefacta com esta frase, que suscitou reacções indignadas sobretudo no sul da Europa. O Governo português reagiu com  dureza e no Parlamento Europeu não faltaram vozes a exigir a demissão imediata de Dijsselbloem, um dos principais artífices da austeridade financeira na União Europeia.

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13 comentários

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De Luís Lavoura a 03.04.2017 às 14:41

um "lobo solitário" com ligações ao Daesh

Tanto quanto julgo saber, a polícia não tem quaisquer indicações de que o homem tivesse ligações ao Daesh.

Um negócio difícil de justificar

Não é nada difícil de explicar: o NB tinha que, por determinação da União Europeia, ser vendido ou então liquidado. Não é nada difícil de explicar que o governo tenha optado pela primeira alternativa.
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De Luís Lavoura a 03.04.2017 às 17:23

Não admira que o Daesh tenha reivindicado o ataque - não pode ser desmentido e não perde nada com isso. Mas a polícia não tem qualquer indicação de que tal reivindicação corresponda à verdade.
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De V. a 03.04.2017 às 21:05

Mas digo-lhe eu: era muçulmano e odiava a Europa, os brancos e os católicos, por inveja, estupidez e a boçalidade natural de um mundo sub-desenvolvido. Nunca cá devia ter posto os pés. Ele, os que são como ele e os que defendem gente como ele.
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De João Pedro Pimenta a 03.04.2017 às 23:38

Tendo em conta que ele nasceu em Inglaterra, nunca lá "pôr os pés" era assim um bocado para o difícil. E também não devia odiar exclusivamente os católicos, senão teria agido num país maioritariamente católico.
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De Costa a 04.04.2017 às 17:28

Os cristãos, enfim. Tudo a mesma escumalha: infiéis a abater ou escravizar.

Costa.

Ps: quanto a ter nascido em Inglaterra (a que teria a sensação de pertença que se imagina: muito provavelmente fazer daquilo um califado), foi digamos uma fatalidade da biologia. Mas tinha sempre uma solução: ir para um desses sítios onde mandam os dele. E onde, muito civilizadamente, cristão algum pode pensar em edificar uma igreja - não importa o rito - e muito menos orar em público.
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De V. a 04.04.2017 às 20:45

Nascer na Europa não faz de um africano ou de um árabe um europeu. Disse "católicos" mas queria obviamente dizer "cristão". Lapso meu, ok ok cortem-me lá um dedo da mão direita.

post scriptum*: sou canhoto

* ps2 será que os Acordistas e as meninas da SIC dizem "pós scritum"?
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De Costa a 03.04.2017 às 15:08

Em Londres tratou-se, salvo meu grosseiro erro, de um automóvel ligeiro (pensemos no que poderia tudo aquilo ter sido, tratando-se de um autocarro).

Quanto à frase do mês, junto-me a si no destaque. Sobretudo por ter sido usada, abusada e pervertida (isto é: impune, despudorada e reiteradamente descontextualizada; que bom é ter um povo essencialmente ignorante, mais esperto do que inteligente, primário de sentimentos e orgulho e sem verdadeiros hábitos de leitura e informação, muito menos se em língua estrangeira) num brilhantemente repugnante exemplo de falta da mais elementar decência de quem nos governa.

De resto uma forma de, a existirem, justificar plenamente os preconceitos que o holandês em causa possa ter demonstrado com essa frase. A quem a usou como usou, é de temer emprestar dinheiro. O barrete, como é uso dizer-se, foi plenamente enfiado.

Costa
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De Pedro Correia a 03.04.2017 às 17:01


Sim, tem razão: um autocarro foi em Nice. Com um desfecho muito mais trágico, lamentavelmente.
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De Anónimo a 04.04.2017 às 13:26

Camião.
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De Anónimo a 05.04.2017 às 17:14

Teresa Coelho.
É jurista.
Mas um dia disse, depois de o Tribunal Constitucional decidir contra o governo dela: como o TC não aprova esta solução deve indicar como resolver o problema.
Um jurista sabe que o TC não pode fazer isto. Ela é ignorante ou aldraba simplesmente?
Doutra vez quando o TC não seguiu a opinião dela e Juizes indicados pelo PSD votaram ao contrário do que ela queria disse o que se segue. Não se entende como é que os juízes que nós indicámos votam ao contrário e, futuramente, temos de escrutinar melhor do que no passado os que indicamos para o TC. Com esta afirmação, indigna de um jurista, ela ofendeu a honra dos juízes. Estes não ficam obrigados a seguir a opinião do Partido que os indicou.
Só por estas duas atitudes, para mim Teresa Coelho nunca mais...para coisa nenhuma. Porque tem de haver decência!!
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De Ana Mendes a 06.04.2017 às 10:21

A Teresa é jurista mas estudou na Universidade Lusófona como o Relvas. O nível de conhecimentos deve ser idêntico.

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