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Marcelo no país que não tem voz

por Pedro Correia, em 06.08.18

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 Imagem da Sábado

 

Tenho, de antemão, bastante pena do Presidente da República que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa. Porque irá ser permanentemente comparado com o seu antecessor. De forma desfavorável, não custa antecipar. Por mais que isso custe aos escassos detractores do actual inquilino de Belém, incapazes de dar o braço a torcer no reconhecimento dos seus méritos.

Há quem sobrestime o papel das agências de comunicação na chamada "formatação de políticos". Acontece que nenhuma agência, por mais credenciada que seja, consegue aquilo que sucedia nas fábulas da nossa infância, capazes de transformar sapos em príncipes pelo efeito de um simples beijo. Isto não acontece, de todo, na vida real. Nenhuma agência de comunicação seria capaz de fabricar um candidato com a soma das qualidades de Marcelo. O actual Chefe do Estado - que, recorde-se, andou quatro décadas a preparar-se para a função que hoje desempenha - não necessita dos préstimos de agência alguma: basta-lhe a conjugação do seu instinto político com o talento que até alguns dos seus mais empedernidos adversários lhe reconhecem, tudo polvilhado com o lastro que foi acumulando em múltiplos terrenos, no plano político e no plano mediático.

Até em férias isto acontece. Viu-se neste fim de semana, o mais quente de sempre em Portugal desde que há registos credíveis sobre a temperatura atmosférica. Marcelo fora da agenda oficial, distante dos palcos institucionais, trocando a solene gravata pelo calção de banho, mergulhando nas águas convidativas das praias fluviais do País esquecido, forçando de algum modo os meios de comunicação a irem ter com ele. Só assim, neste Portugal tão assimétrico, onde o "interior" começa tantas vezes a 30 quilómetros do litoral, é possível vermos em horário nobre dos nossos noticiários televisivos regiões tão belas e tão ignoradas pela turba dos tudólogos urbano-depressivos. Como Tondela, Vouzela, Arganil, Oliveira do Hospital e Penacova.

Graças a ele, Marcelo. Atento às áreas deprimidas do rectângulo lusitano que necessitam mais que nunca de visitantes prontos a contribuir para a dinamização do frágil tecido económico local. Atento como nenhum outro ao país dos portugueses cuja voz não chega ao Terreiro do Paço.

Até em férias, o Presidente da República faz mais pelo combate à desertificação do interior do que mil discursos de cem ministros.

Vai ser árdua, a tarefa do seu sucessor.

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52 comentários

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De alex.soares a 06.08.2018 às 00:54

Quatro décadas são quarenta anos?
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 00:57

É fazer as contas, como dizia o outro.
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De alexandra g. a 06.08.2018 às 03:48

Eu é mais letras (não sou a única...), mas tarefa árdua, mesmo, é fazer cálculos para pensar em gasolina para frequentar as praias fluviais, com tanta conta para pagar (e tenho a mais próxima - não contam as contas, falo das praias).

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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 11:04

Mochila às costas, à garupa na carreira. Como quando éramos catraios.
(Conheci grande parte do País assim.)
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De Sérgio De Almeida Correia a 06.08.2018 às 04:48

Interessante foi ouvir o Presidente da República dizer que quis ir sem avisar, quase incógnito, como reserva feita num hotel em nome de outra pessoa, sem alarido e sem pompa, para não ter de andar rodeado pela fauna autárquica de cada vez que se deslocasse.
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De Rão Arques a 06.08.2018 às 09:09

Abafar o que procura é obra.
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 10:56

"Abafar o que procura"?
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 10:57

Fez ele muito bem, Sérgio. Férias com autarcas sequiosos à perna, mais o pessoal a eles associado, é uma cruz demasiado grande até para um católico como Marcelo.
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De Betadine a 06.08.2018 às 08:18

Marcelo faz, e bem, aquilo que nenhuma agência de comunicação recomendaria.
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 10:56

Pois. Não estou a imaginar nenhum "comunicólogo" a recomendar a um homem de quase 70 anos que se exiba de calção de banho perante as câmaras.
Ele faz isso - e muito bem. Até para desmistificar esse tabu de que só "devem aparecer" nas televisões carinhas larocas e corpinhos esculturais.
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De Justiniano a 06.08.2018 às 20:59

Eu gosto de carinhas larocas e de corpos esculturais!!
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 22:00

Sexta-feira aparece por cá mais uma carinha laroca.
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De Beta Adinne de Vasconcellos a 06.08.2018 às 22:24

Homem, ou mulher, ou transgénero, ou indefinido?
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De Pedro Antunes a 06.08.2018 às 08:22

Infelizmente não partilho totalmente do seu optimismo. Não custa identificar qualidades ao Presidente da República - sendo a ligação com a pessoa normal uma delas. Infelizmente, creio que o actual Presidente se perde na sua incapacidade para ser impopular quando é necessário. Há muitas coisas terríveis para o futuro de Portugal enquanto país a acontecerem actualmente e não vejo o Presidente a colocar os pontos dos ii, como é hábito dizer-se. Além do mais, continua a cometer erros de palmatória que já devia ter aprendido a não cometer, como dizer que este ano o país demonstrar já estar preparado para o período de fogos quando é óbvio que não está. Espero estar enganado, mas tenho medo que no final esta presidência terá feito mais mal do que bem...
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 10:53

Gostaria de rebater, mas torna-se difícil na medida em que lhe faltou especificar quais são as "coisas terríveis para o futuro de Portugal enquanto país a acontecerem actualmente" perante o suposto silêncio de Marcelo Rebelo de Sousa.
Lembro, entretanto, que ninguém como o Presidente da República fez tanta pressão para que melhorassem as condições de combate ao drama dos incêndios e à reabilitação das zonas afectadas pelas tragédias de 2017.
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De Pedro Antunes a 06.08.2018 às 11:34

Entre outros, esta deriva de continuar o caminho de beneficiar uns poucos à custa do resto do País (os aumentos drásticos de funcionários públicos com o impacto que isso tem no orçamento de estado, o regresso da iniquidade das 35 horas semanais para alguns). O drama de que nenhum politico com responsabilidades actuais de poder quer falar relativamente aos impactos das cativações (CP, saúde, etc.). A falência de uma parte importante das funções básicas do estado - roubo de tancos, falhas gritantes na protecção civil, que felizmente este ano ainda não tiveram consequências fatais.
Todas estas "pequenas" coisas terão um grande impacto no futuro do País e esperava que o Presidente fosse o primeiro a não "tapar o sol com a peneira".
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De Betadine a 06.08.2018 às 12:27

"os aumentos drásticos de funcionários públicos com o impacto que isso tem no orçamento de estado"

Se o congelamento se mantiver no horizonte do mais recente Programa de Estabilidade, que dura até 2021, a perda de poder de compra ascenderá a 8,9%, que se somariam à quebra de mais de 11% desde o início desta década.

Poder de compra dos funcionários públicos cai 12,9% numa década

https://www.publico.pt/2015/04/18/economia/noticia/poder-de-compra-dos-funcionarios-publicos-cai-129-numa-decada-1692815

https://www.dn.pt/dinheiro/interior/funcao-publica-em-risco-de-perder-mais-9-ate-2021-8508345.html

"Iniquidade das 35 horas semanais para alguns"

Iniquidade as 35horas ou, iniquidade terem alguns Direito a elas? Se a iniquidade estiver na segunda hipótese não vejo como aumentando as horas/semana dos funcionários públicos se combate essa injustiça. Essa iniquidade, partindo do principio serem as 35h/semana desejáveis, só se combate reduzindo as horas/semana no sector privado.

Quanto a Tancos e Protecção Civil, cabe ao Ministério Público averiguar!
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De Justiniano a 06.08.2018 às 21:04

O betadine que queria ser lexivia!!
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De Justiniano a 06.08.2018 às 17:21

Sim, caro Pedro, é mister que esse lastro político não seja esquecido, uma vez que Marcelo ainda o não repudiou, de forma alguma!!
E lá veremos então o julgamento do povo, nas próximas eleições!!
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 20:17

Meu caro Justiniano,o povo anda doido para voltar a ter a oportunidade de colocar o patusco professor Nóvoa no lugar de Marcelo.
Nem pensa noutra coisa...
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De Justiniano a 06.08.2018 às 20:50

Tenho o povo, na primeira pessoa, em muito melhor conta doque isso!!
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 22:01

Aqui entre nós: eu estava a brincar...
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De Anónimo a 06.08.2018 às 08:26

Bom dia Pedro Correia.
Concordo praticamente com tudo o que escreve.
Pela minha parte, e nesta mania que tenho de tentar ser rigoroso, continuo a tê-lo como referência, votei nele, ao mesmo tempo que o critico naquelas partes que já praticou e que, na minha opinião naturalmente, devia não ter concretizado. Refiro-me a algumas quase palhaçadas, evitáveis. Mas admito, como sempre, que possa estar a exagerar na minha análise.
Mas existe um ponto que refere e que me atrevo a salientar também, é que o interior, o desfavorecido, muitas vezes o ainda miserável existente no nosso maltratado País/ sociedade, está tão pertinho dos grandes centros.
É a certeza que mantenho, e que me advém dos percursos percorridos há muitos anos, e que as fotografias que partilho têm por trás. Evito mostrar as desgraças, mas conheço-as; por isso, 25 meses têm uma carga de mais de 76000 km.
António Cabral
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 10:50

Marcelo tem feito tudo quanto está ao seu alcance para atenuar distâncias entre os dois Portugais - aquele Portugal onde há cada vez mais (embora mal distribuído) e o outro, aquele onde há cada vez menos. Como digo, este segundo Portugal (o do "interior" pobre e esquecido e desamparado) começa com frequência a escassos 30 km do litoral.
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De Rão Arques a 06.08.2018 às 08:28

Até que a voz me doa, Marcelo não ganha vergonha.
Não lhe pago casa, ordenado, excursões, serventes e ainda camionagem de camaras de filmar para se meter na vida interna dos partidos, nem para me entreter no caixote da TV a todas as horas de todos os dias.
A propósito da nova formação anunciada por Santana vem a palco pugnar pela sagrada família, que ele enquanto comentador televisionado à semana não se cansou de arrastar de chicote em riste pelas ruas da amargura.
Em tudo mete o nariz, mas olhando para o estado da nossa coisa, ou o homem vai para estragar, ou pela-se para figurar onde os cacos predominam.
Do histórico de metediço já conta com episódios de saída com o rabo entre as pernas.
Não o apelido de figurinha repulsiva porque a idade mental não parece ajudar.
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 20:27

Ninguém lhe paga casa: ele tem a casa dele, aliás arrendada, onde continua a morar.
Quanto ao salário, que faz por merecer todos os dias, é pouco mais elevado do que o de um professor catedrático no topo da carreira, como acontece com ele.

Haverá quem lamente que não tenha sido eleito para a Presidência da República, em vez do actual titular, o patusco professor Nóvoa, com as suas flores de retórica a despontarem como borbotos na botoeira.
Acontece que quase já ninguém se lembra dele. Nem de qualquer outro dos candidatos a Belém que Marcelo derrotou em toda a linha nas presidenciais de Janeiro de 2016.
O povo é quem mais ordena. E ordenou bem.
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De Rão Arques a 06.08.2018 às 23:17

Só posso reconhecer a sua nobreza de carater, que mesmo não concordando com o ponto de vista que expressei, ainda assim publicou e teve a bondade de rebater.
Fazendo alguma analogia com o seu titulo, "Marcelo no país que não tem voz" eu diria mesmo que no DELITO se dá voz ao cidadão a quem raramente é facultada hipótese de remar principalmente contra a corrente.
O meu sincero agradecimento pela certeza que aqui poderei continuar a delituar sem entraves ou reservas calibradas.
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 23:38

Disso pode ter a certeza, meu caro.
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De Justiniano a 06.08.2018 às 09:15

Sim, apreciei a presença e a postura de Marcelo pelo Pinhal Interior. Mui útil e pertinente, sem dúvida! Aprecio a naturalidade dos seus gestos e a leveza, naturalmente empática, com que se relaciona com os portugueses!! São qualidades pessoais que não se inventam!!
É assim!! Há dias em que gosto e há dias em que não gosto. Como diz Marcelo, há quem goste e há quem não goste!! O meu problema maior com Marcelo não é de gosto, é de entendimento político!!
Por vezes escapa-me o que haverá, politicamente, por detrás de toda aquela magnanima benevolência, que mais das vezes se confunde com complacência!!
A bondade, civilidade e o capital de confiança dos portugueses entre si, que Marcelo herdou e que pode testemunhar nos seus encontros, não caem do céu!! São características de um povo forte, esclarecido, com consciência de si mesmo e sem inclinações para a condescendia com os vícios e desvios que afectam a bondade, a civilidade e a confiança mutua!! Espero que Marcelo não tenha o efeito de fazer fraca a forte gente e que, por isso, os seus sucessores não possam gozar da mesma bondade, dos portugueses, que ele gozou!!
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 10:47

Quem não aprecia nada o estilo, ao que parece, é o antecessor imediato. Vá-se lá saber porquê.
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De Anónimo a 06.08.2018 às 11:25

pois não, esse só se preocupava e quando bota faladura é para nos mandar f...fazer filhos...
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 11:41

No caso dele, agora, é mandar fazer... netos.
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De Justiniano a 06.08.2018 às 11:27

Diz que sim, mas acho que o predecessor não aprecia o estilo de ninguém! Salvo erro só aprecia o estilo Napoleónico do Macron!!
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 11:42

Parece até que já tem lá em casa um busto.
Não do Napoleão mas do Emmanuel.
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De Justiniano a 06.08.2018 às 15:39

O Pedro Duarte também!! Eu acho que Rui Rio foi, tem sido, e é, uma tremenda desilusão!! Mas Pedro Duarte parece-me, pela declaração de amor à liderança espiritual e ideológica de Macron, um nado morto!! (É a voz do dono a falar)
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 20:21

Macron é um vencedor. Esmagou nas presidenciais e nas legislativas de 2017 em França.
Seis meses antes, era um candidato a general sem tropas. Sem partido, isolado, com as poderosas famílias políticas gaulesas desvalorizando-o por ser um recém-chegado. Conquistou a presidência a pulso, impondo-se aos partidos velhos do anquilosado sistema francês. E mostrou como é possível dar esperança aos eleitores.
Se não é alguém que mereça consideração e admiração na política europeia contemporânea, não sei quem possa ser.
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De Justiniano a 06.08.2018 às 20:58

Assunto deveras complexo, a França e Macron, caro Pedro Correia!!
Teremos oportunidadde de o discutir com dados politicos mais densos!!
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De Beta Adinne de Vasconcellos a 06.08.2018 às 23:16

Justiniano :

Pedro Duarte não quer, porém, colocar pressão em Rio. O antigo secretário de Estado não exige ao novo líder que vença as próximas eleições, já que essa obrigatoriedade “seria uma casca na banana colocada no terreno na nova liderança. O social-democrata apela que se dê “todas condições para que o PSD se afirme.” E acrescenta: “Isso é importante para quem é do PSD e, portanto, acredita que o PSD deve governar daqui a dois anos”.

Questionado sobre se estaria disponível para integrar uma direção de Rui Rio, Pedro Duarte diz que está disposto a dar o seu “contributo e ajudar” e garante que quer que “corra bem esta liderança“, mas avisa que não podem contar com ele para a cúpula do partido: “Tenho alguns constrangimentos na medida que tomei uma decisão há alguns anos de sair da vida política ativa e, de facto, dedicar-me à minha carreira e vida profissional e académica. Não tenho nenhuma razão para mudar isso nesta altura. O líder do partido sabe isso”.

Ele pisca, pisca....
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De Justiniano a 07.08.2018 às 08:41

Mesmo que quisesse, meu caro, não conseguiria!!
Pedro Duarte não existe, mal se representa a si próprio, politicamente!! Ele e o diletante Martins! Há uma corrente política muito em voga que se poderia designar de indefinida ou quimérica, e que, no fundo, consiste em inventar palavras novas sem significação alguma!! E sempre em construção!
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De Maria Dulce Fernandes a 06.08.2018 às 11:44

É que é exactamente como escreve o Pedro. Sem tirar nem pôr. Ainda ontem "discutia" Marcelo com o meu marido, que obviamente acabou por concordar comigo, acrescentando ele próprio alguns pontos sobre a sua contribuição para o combate à desertificação. Soarista dos costados todos, deu a mão à palmatória, e reconhece que nunca tivemos e provavelmente nunca voltaremos a ter, um PR como Marcelo. E seria fundamental que alguém de visão continuasse em idêntico registo. O País agradece.
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De Pedro Correia a 06.08.2018 às 20:22

É isso, Dulce. Mas não será nada fácil a tarefa de quem o substituir em Belém.
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De JMS a 06.08.2018 às 22:11

Lamento não concordar com a sua opinião e a do Pedro Correia no que respeita à prestação de Marcelo, enquanto PR, Maria Dulce.

Não existe nada mais assassino para um país do que a infantilização da sua população.

Andamos a ser imbecilizados, estupidificados, infantilizados há cerca de 44 anos, depois de 48 anos de um regime muito pouco saudável, digamos assim, no que respeita a mentalidade.

A prestação de Marcelo como PR, é o pior que nos podia ter acontecido, especialmente numa legislatura com as características da actual.

O paternalismo a que estamos sujeitos é absolutamente intolerável e não augura nada de bom para o futuro do nosso país. E tudo indica que continuará nos próximos anos.

Não admira que estejamos na cauda da Europa nos índices mais importantes, como todos bem sabemos mas que ninguém quer saber. Já tínhamos o papá Estado, agora, temos o papá PR. "Eles" hão-de resolver. Nós, população, não temos nada a ver com isso.

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De Anónimo a 07.08.2018 às 00:21

A comunicaçao social ajuda a infantilizar os portugueses.
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De Justiniano a 07.08.2018 às 09:11

Sobretudo!!
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De Justiniano a 07.08.2018 às 10:04

E veja, ainda hoje, no Público!! Em crescendo!
Continua a caça ao Desembargador Mourão, caracterizam Bolsonaro de ultraconservador de extrema direita enquanto se enternecem com a Lula impenitente condenada e sus machuchos e machuchas, e celebram a censura ao "entertainer" das conspirações Alex Jones!!
Está feito o dia, amanhã há mais!!
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De Justiniano a 07.08.2018 às 09:04

Sim, caro JMS, essa ressalva é pertinente! É um dos receios que tenho, o efeito, a longo prazo, desta confluência de um governo e um presidente complacentes!! E tudo mais que pode fazer fraca a forte gente!!
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De Maria Dulce Fernandes a 07.08.2018 às 11:31

Quem sabe , o que assentaria aos portugueses, que nem uma luva, seria um PR sem infantilidades, um tipo mais Maduro...
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De Rão Arques a 08.08.2018 às 12:04

Nem creches nem asilos.
Para defini o formato e dimensão da luva os portugueses serão adultos para dispensar alfaiates com modelos de tamanho único.
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De Maria Dulce Fernandes a 08.08.2018 às 18:04

Claro que são adultos. De que outra forma consentiriam o adultério permanente da classe política, anos a esta parte ?
Quanto a Marcelo, não vale a pena. Não o contrario. Para quê? Tem direito à sua opinião.
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De Robinson Kanes a 07.08.2018 às 10:04

Eu até colocava aqui muitos dos artigos "impopulares" (não dizer só bem de Marcelo ainda é intolerado) que já escrevi, mas penso que não preciso de expressar a minha opinião, o Pedro já a sabe... :-)
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De Anónimo a 07.08.2018 às 17:46

Marcelo é muito importante para Portugal.
Hoje não tive tempo para ler mais aqui mas vou procurar faze-lo com mais assiduidade de futuro.
Entretanto convido V.Exªs a visitarem os meus trabalhos de pintura, no meu blog.
Com os meus agradecimentos e cumprimentos,
francisco laranjeira
promoção e comércio de arte . porto
https://pintorfranciscolaranjeira.blogs.sapo.pt/

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