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Marcelo no Jamaica

por João Pedro Pimenta, em 06.02.19

Gostava de perceber porquê tanta indignação com a ida de Marcelo ao agora famoso (e famigerado) bairro da Jamaica. Um sindicato da polícia achou que o Presidente tinha tido um "desprezo absoluto" para com eles, os polícias. Ou seja, está a dizer que a gente do bairro é toda ela um bando de criminosos, o que não ajuda nada a refutar o argumento de que não há abuso policial. Uma crítica absolutamente imbecil e contraproducente, como se o presidente tivesse de dar contas à polícia dos sítios onde visita.

 

Resultado de imagem para presidencia da republica jamaica

 

Acho muito bem que Marcelo lá tenha ido. Se alguns marginais tiraram fotografias com ele, só posso dar a mesma resposta que ele deu: não tem de pedir cadastro ou CV a cada um que lhe peça para tirar uma selfie (nesse caso dois mandatos não chegariam para tudo). Se queremos que as pessoas destes bairros deixem de se sentir marginalizadas e discriminadas, o primeiro passo é que os mais altos responsáveis políticos apareçam, lhes falem e saibam como é que elas vivem. Assim até podem ganhar alguma noção de hierarquia e respeito pelo estado. Eu sei que o que está na moda são presidentes que só dão atenção à sua facção ou ao seu próprio eleitorado, mas para mim o chefe de estado está acima de grupos e grupinhos e deve dar atenção a todos. Também é por isso que sou monárquico.

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21 comentários

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De Anónimo a 06.02.2019 às 17:19

Polémica desnecessária. Criticável sim, são os moradores corresponsáveis pela situação ao dar durante 30 anos a maioria dos votos ao PC. Têm o que merecem.
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De Luís Lavoura a 06.02.2019 às 17:42

Excelente post. De acordo. (Mesmo não sendo monárquico!)
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De Luís Lavoura a 06.02.2019 às 17:47

Vendo o belo conjunto de lustrosos negros na fotografia que ilustra este post, recordo-me dos versos do Manuel Maria:

Em Troia, de Setúbal bairro inculto
Mora o preto castiço, de quem falo
Que tem um nervo de tal sorte, e com tal vulto
Que semelha o longo espeto de um cavalo.
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De Anónimo a 06.02.2019 às 17:48

Até pode parecer que esta ida à Jamaica foi uma escapadimha estudada mais para proveito próprio, com o que até pode ter desautorizado levianamente a polícia. Consciente ou inconscietemente feito peregrino da bondade, pode no limite de uma avaliação cautelosa configurar-se uma enorme falta de respeito pelos indfesos moradores.
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De Anónimo a 06.02.2019 às 18:11

Saiu anónimo mas sou o habitual Rão Arques
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De João Pedro Pimenta a 07.02.2019 às 00:39

É uma visão possível. Mas mesmo que isso seja verdade continuo a achar que faz bem em visitar bairros marginalizados.
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De Luís Lavoura a 06.02.2019 às 18:23

Nas fotografias vê-se Marcelo, mas nunca se vê os seguranças de Marcelo (nem os fotógrafos de Marcelo, nem o restante séquito de Marcelo). Ora, o Jamaica tem fama de ser um bairro muito perigoso, onde a polícia é sempre mal recebida. E eu questiono: então Marcelo terá ido visitar esse bairro acompanhado de muitos seguranças, ou poucos, ou nenhuns? Esses seguranças não estão nas fotografias, então onde estão eles? Esses seguranças terão sido bem acolhidos no Jamaica, ao contrário dos polícias? Ou nem sequer lá foram e Marcelo foi desprotegido?
Eu gostaria de saber o que está por detrás dos fotógrafos e ao lado dos fotografados e que não se vê nas fotografias.
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De Catarina Tavares a 06.02.2019 às 21:26

Entrei no Bairro muitas vezes por razões diversas. Nunca tive problemas...mesmo sem seguranças.
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De Cristina M. a 07.02.2019 às 00:01

um «toda a verdade» mas dedicado aos seguranças. do Marcelo. só.
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De João Pedro Pimenta a 07.02.2019 às 00:40

Pelo que ouvi levava dois seguranças.
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De Sarin a 06.02.2019 às 20:13

A ida de Marcelo ao Jamaica não me choca. Choca que o tenha feito não pelos moradores mas "para combater clima de guerra racial".

Uma guerra que os moradores dizem não existir. Uma guerra que, a existir, está na mente de alguns cidadãos, incluindo elementos das forças de segurança já identificados.

E estranho que Marcelo, sempre disposto a visitar e receber os cidadãos e os seus representantes, não tenha ainda na agenda uma reunião, solicitada reiteradamente há meses, com um representante das forças envolvidas na tal guerra que diz existir.


Porque entendo que um chefe de estado deve ser sujeito a escrutínio e a validação pelos cidadãos, que um chefe de estado deve ter mais mérito do que ser herdeiro de alguém, sou republicana. O que não impede que concorde com o texto e respeite a sua opinião sobre a monarquia. Quino disse que é uma injustiça dar a alguém uma função na qual não pode dizer mal dos governantes do seu país... os presidentes sempre o podem fazer abertamente findos os mandatos :)
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De Luís Lavoura a 07.02.2019 às 09:42

O problema da monarquia não é somente o ser hereditária. É também o próprio conceito a ela subjacente, de que o país é propriedade pessoal do rei. Por exemplo, temos as "Forças Armadas Reais" - as forças armadas pertencem ao rei. Numa monarquia, todas as pessoas e toda a terra são entendidas como propriedade pessoal do rei.
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De Sarin a 07.02.2019 às 22:44

O que o Lavoura diz não corresponde à verdade. O monarca representa todo o país, mas o país não é propriedade pessoal. Aliás, desde cedo se distinguiu o que era popriedade pessoal do monarca, o que eram bens da coroa e o que eram bens dos nobres, do clero e dos homens-livres. Tivemos vários momentos na história em que um dos grandes problemas foi, exactamente, a fortuna do Rei ser inferior à de alguns nobres.
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De João Pedro Pimenta a 08.02.2019 às 01:39

Nunca, jamais, em tempo algum nos tempos modernos (e mesmo antes…) os monarcas foram proprietários do país, tirando talvez o caso de Leopoldo II no Congo. Por "real" refere-se à coroa, não a quem a ostenta. Os Braganças, por exemplo, tinham os seus bens que não eram confundidos com os da coroa, ou seja, do estado.
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De zazie a 06.02.2019 às 20:53

Concordo.

Acho que escrevi igual no Observador e há que desarmar a militância escardalha que quer inventar guerras onde nem existem.

Se lhes entregam tudo de bandeja, depois admirem-se da mongalhada de extrema inversa a aproveitar para mais bodegada
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De Bea a 06.02.2019 às 22:35

Não vi nada de mais na visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Bairro da Jamaica. Temos um presidente que vai a todo o lado e andava a ser criticado por não aparecer ao dito bairro. Foi. E é criticado por ir.

Quanto ao resto...nem ligo. O presidente fez o que sempre faz.
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De Anónimo a 06.02.2019 às 23:31

Por acaso foi mais um pontapé na minha admiração por Marcelo.
Guerra racial?!
Ou eu me engano muito ou tem havido mais casos da polícia com brancos.
E depois, se de tal guerra se trasse, o Presidente passava-se para a trincheira que a polícia combate?!
Mas, afinal, Marcelo é o Presidente ou é um ativista de causas fraturantes?!
João de Brito
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De José Junqueira a 07.02.2019 às 00:40

Pouco inteligente a sua análise e muito falaciosa. O problema não está no ir ao bairro da Jamaica, o problema está no momento escolhido. Se fosse genuína a preocupação deste presidente populista, já o tinha feito à mais tempo, ou noutro tempo.
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De João Pedro Pimenta a 08.02.2019 às 01:42

Acho que não é muito difícil perceber porque é que Marcelo resolveu ir a este bairro e agora. Falo disso mesmo no post: mostrar às populações, e em especial estas que estavam debaixo do olho do furacão, que não estão à parte e que as mais altas figuras da nação podem ir ao encontro delas. Qual é a dúvida?

E Marcelo já esteve noutros bairros pouco convidativos. Logo quando tomou posse esteve no bairro do Cerco, no Porto, que não é exactamente uma atracção turística.

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