Marcelo a ser Marcelo
Numa decisão aberrante, o Presidente da República acaba de convocar o Conselho de Estado para 9 de Janeiro. Com a intenção declarada de debater a guerra na Ucrânia e as suas implicações para Portugal.
Aberrante por vários motivos. Porque a dita reunião ocorre a meio da campanha oficial para a eleição de 18 de Janeiro. Porque dá palco suplementar a dois candidatos presidenciais, André Ventura e Marques Mendes, ambos com assento no Conselho de Estado, em desfavor dos restantes. E porque a guerra de agressão da Rússia à Ucrânia começou há quase quatro anos, sem que Marcelo tenha sentido necessidade de auscultar os conselheiros sobre o tema até agora. Como diria António José Seguro noutro contexto: Qual é a pressa?
Enfim, nada de novo: é Marcelo a ser Marcelo. Já estamos habituados.
Deste Marcelo, com toda a franqueza, não sentiremos saudades.

