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Manguito em inglês

por Pedro Correia, em 13.04.15

Frank[1].png

 

António Guterres, que figurava no topo da lista dos desejados do PS para as próximas presidenciais, fez um original manguito em inglês, com uma frase soprada a um órgão de informação estrangeiro, a Euronews: «Sempre disse que não sou candidato a candidato.» [Fica a tradução, sob a minha responsabilidade, para quem não domina o idioma de William Shakespeare e Francis Underwood]

Para os pacóvios de cá ouvirem e baixarem as orelhas: eis um esclarecedor sinal dos tempos. One more for the road.


12 comentários

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De Panda Bera a 13.04.2015 às 22:03

Em que lugar da lista dos desejados estaria o das barbas brancas? Ou jazeria na arca do PREC?
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De Pedro Correia a 14.04.2015 às 14:51

I beg your pardon?
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De cristof a 13.04.2015 às 22:07

Proponho que seja obrigatório para se poder votar que se tenha visto todos os episodios do House of Cards.
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De Pedro Correia a 14.04.2015 às 14:52

Curso intensivo de ciência política.
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De Marquês Barão a 13.04.2015 às 23:05

Se bem me lembro foi ainda no tempo de Guterres que escrevi isto:
-Sociedade Portuguesa hoje
Analfabetismo funcional; in(cultura)/ignorância; apatia cívica/irresponsabilidade; ilusão/aparato/ostentação; irracionalidade/inversão de valores; indigência mental/anestesia colectiva; ensino postiço e inconsequente; autoridade tolhida e envergonhada; justiça sinuosa e selectiva; responsabilidades diluídas e baralhadas; mediocridades perfiladas e promovidas; capacidades trituradas e proscritas; sofisma institucionalizado.
-Quês e porquês
Maleita atávica e condicionamento manipulado pelos poderes instalados; negligência paralisante no dever de participação; vício embriagante na desculpa cómoda do dedo acusador sempre em riste. Culpar D. Sebastião, o padeiro da esquina ou dirigentes de ocasião é nossa mestria e sina nossa. Culpados somos todos nós, acomodados na obsessão estéril de celestiais direitos. Também é com a nossa apatia pelos valores de intervenção e cidadania, que somos conduzidos repetidamente para o conhecido pantanal. Os nossos governantes são o reflexo e extensão da gente que somos, mas valha a verdade em escala cujo grau de refinamento, incapacidade e subversão de interesses colectivos ultrapassa os limites da decência. Que o actual 1º ministro em vez de esbracejar governe e em vez de iludir assente, invertendo essa carga em desequilíbrio e remetendo para as calendas a política de feirola de contrafeitos.
-Receituário extraviado
Cabe cultivar que ao cidadão comum não deve competir apenas votar ciclicamente em deputados acorrentados pela disciplina partidária. Na sociedade como nos bancos da escola, acautelar conceitos/aulas de civismo e cidadania, o que é liberdade, democracia, educação e compostura. A televisão pública como veículo que molda, não pode servir só para futebol, novelas e propaganda oficial. Não basta compor a rama, é preciso cavar a terra e aconchegar os tomates. Por hora o circo ameaça continuar, mas que o tempo (grande mestre) se encarregue de nos despertar enquanto é tempo. A nós, suporte colectivo de tragédias e façanhas, competirá sobretudo intervir responsável e interessadamente no que a todos diz respeito, não concedendo carta branca ao desbarato para o traçado do caminho, ao círculo restrito de políticos abengalados.
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De Pedro Correia a 14.04.2015 às 14:52

"Cabe cultivar que ao cidadão comum não deve competir apenas votar ciclicamente em deputados acorrentados pela disciplina partidária."
Totalmente de acordo com esta frase.
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De Anónimo a 14.04.2015 às 03:09

Isto mostra o que de melhor temos na sociedade portuguesa. Usaram a política para subirem o trampolim e ascenderem ao topo. Uma vez no topo, não estão mais disponíveis, para servirem aqueles que um dia por ignorância os fizeram subir na vida. Temos o que merecemos.........
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De Pedro Correia a 14.04.2015 às 14:51

Como se diz "pântano" em inglês?
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De intoxicado a 14.04.2015 às 18:22

Cá para mim, o Francis Underwood é um menino comparando com o Aníbal Silva e, com toda a certeza, o virtual legado daquele é muito menos tóxico do que o real legado deste.
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De Pedro Correia a 14.04.2015 às 21:32

O medo guarda a vinha, como ensinava a minha avó. Faz bem em manter o anonimato, não vá "Aníbal Silva" empurrá-lo para a linha do metro, como fez o "menos tóxico" Underwood, que depois disso ficou conhecido pela alcunha de Underground.
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De intoxicado a 15.04.2015 às 12:38

Pelo que nos conta a sua Avó nada tinha de pacóvia, suspeito até que saberia muito bem distinguir a importância do que muito nos afecta a realidade versus uma qualquer romanceada cena virtual por muito aliciante que seja.
Também a mim me intoxica muito mais a realidade que o virtual, por isso, e nos lugares virtuais em que a minha participação é objecto de censura/prévia moderação, não vejo razão para assumir uma identidade que não seja virtual, embora com um cheirinho de romance aqui e ali, pois então.
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De Pedro Correia a 16.04.2015 às 00:03

Sinta-se à vontade no seu anonimato. Nada tenho a objectar a isso. Mas é injusto falar em censura num espaço como este.

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