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Lolitas

por Teresa Ribeiro, em 27.10.14

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Todos os dias as vejo por aí a esvoaçar, de calções muito curtos, meias de rede, saltos altíssimos, soutiens push up, maquilhagem pesada, unhas de gel, tatuagens, piercings, tudo o que a moda lhes ensinou e o comércio lhes vende a preço de saldo. Algumas são tão novinhas, mas já tão mulheres. Coxas e peitos poderosos, a explodir na roupa.  Tão jovens que é natural que confundam tudo e não percebam que a moda é traiçoeira. As roupas que ficam a matar na modelo esquelética da capa de revista por vezes não vão bem em corpos roliços.

Julgam-se sexy porque atraem os olhares, mas mais parecem meninas de bar de alterne. A distância entre a vulgaridade e a poesia é tão curta que dói ver estas ninfetas a afirmar-se, muito donas da sua sexualidade, da forma errada. Será que não têm mães em casa para as ensinar a vestir? 

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43 comentários

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De Helena Sacadura Cabral a 27.10.2014 às 14:44

Há dias postei sobre este assunto, revendo-me no que acabas de escrever. Eu julgo que elas têm mães, sim. Mas que fazem o mesmo...
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De fernando antolin a 27.10.2014 às 14:48

Ia dizer exactamente o mesmo da caríssima Helena Sacadura Cabral, é que ele há cada mãe... Jesus, que desfile de mau gosto inter-geracional...
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De Teresa Ribeiro a 27.10.2014 às 14:51

Pois. Algumas até devem competir a ver qual das duas fica mais "xexy".
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De Vento a 27.10.2014 às 15:38

Pegando neste seu tema, Teresa, algo deve ser questionado: Será que não anda por aí uma errónea interpretação do que é ser mulher e uma enorme confusão entre liberdade e libertinagem?
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De francisco cruz a 27.10.2014 às 19:12

Mas ainda não viram que essa coisa de valores, princípios e comportamentos foi totalmente destruída e que a destruição fazia parte do "programa"? Mas não viram mesmo e mostram-se admirados?
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De lucklucky a 30.10.2014 às 06:21

É claro que viram e fizeram parte.
Mas quem fez o "programa" tem agora o Poder.

E nesse caso as coisas mudam, o Poder não quer ninguém fora da linha.

Por isso é que agora vemos os apelos ao comportamento vindo de áreas supreendentes...

Basicamente a Esquerda usou todas as armas para tomar o Poder. Incluíndo a destruição da cultura de uma civilização.
Agora que tem o Poder trata de fechar a porta.
Só um tipo de comportamento será tolerado. Será politicamente correcto e "verde".
Quem for diferente deles será proscrito de algum cargo importante na sociedade.
Olhe para os EUA. É lá o centro de poder da Esquerda.
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 13:30

Esta cultura hedonista que temos facilitou essa confusão, Vento. E o primeiro grupo de risco são os adolescentes, que ainda andam à procura do que querem e do que são.
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De Elefante Branco a 27.10.2014 às 15:39

Também me faz uma enorme confusão que uma grande quantidade de mulheres (mais novas, menos novas) dos dias que correm suponham que ser atractivas passa por se parecerem com alternadeiras. Mas nestas coisas eu costumo ser minoritário e elas é que devem estar com a razão...
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 13:32

Sim, a confusão não é exclusiva dos mais jovens. Estes, ao menos têm a desculpa da imaturidade...
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De Cabanas a 27.10.2014 às 15:56

E pais, já agora...
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De IO a 27.10.2014 às 19:22

..e as escolas. Moro perto de uma escola primária e trabalho junto a uma segundaria e...tenho pena e vergonha de ver meninas vestidas ..e despidas
como de estivessem na praia, na melhor da hipóteses. ou no cabaret barato!
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 13:33

Também, sim.
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De Valco a 27.10.2014 às 16:42

"Será que não têm mães em casa para as ensinar a vestir? "... ou pais...

Não será antes:
hoje em dia quem manda lá em casa afinal?
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De Anónimo a 27.10.2014 às 17:19

As garotas obviamente.
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 13:34

Se "mandam" é porque os deixam mandar...
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De singularis alentejanus a 27.10.2014 às 17:10

Antes de as ensinarem a vestir, bem melhor era ensiná-las a pensar, coisa que as amplas liberdades aniquililaram.
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De Anónimo a 27.10.2014 às 22:49

Muito bem, o melhor é acabar com as amplas liberdades.
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De Costa a 28.10.2014 às 10:11

As "amplas liberdades" não serão o mal em si. Mas que elas chegaram sem que as correspondentes noções de decência, de responsabilidade, de bom senso, fossem igualmente instiladas, sem que se cultivasse - ou se cultive - a ideia de que a todo o direito (tantas vezes, pelo menos em termos relativos, um privilégio) corresponde um dever, isso parece límpido.

E o triunfo da boçalidade exibicionista - da bizarria vácua como identidade, da estupidez arrogante, da ignorância militante, do absoluto desprezo pela educação e pela instrução, da preguiça e do parasitismo descaradamente fundados nas dificuldades dos jovens em se autonomizar (absolutamente verdadeiras, essas dificuldades, mas usadas e abusadas despudoradamente como fundamentos) -, está aí para ficar.

Costa
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De zé pólvora a 27.10.2014 às 21:30


Moça,

As mulheres foram durante milénios, tratadas como humanos de 2ª classe, e em muitos locais deste Planeta, demasiados, ainda o são.

Em termos estritamente religiosos, criadas por Deus a partir do homem e tendo como objectivo a reprodução e a satisfação masculina.

Mesmo no Portugal de hoje, a sociedade é muito mais tolerante, com os homens do que com mulheres.

Nos últimos 100 anos, em Portugal mais recentemente, muita coisa mudou.

As mulheres de Portugal, são as que mais trabalham na Europa, quer em % da população feminina, quer em nº de horas trabalhadas, são mais de 50 % dos Licenciados Nacionais, têm uma independência económica nunca vista no passado e contribuem, na grande maioria dos casais, para o rendimento familiar em parcelas não negligenciáveis.

Apesar de todos os indicadores, mesmo em Portugal, continuam a ser agredidas e mortas, em quantidades e sob pretextos que impressionam.

O comportamento, actuação e“ encadernação” de algumas jovens/ pré- adolescentes impressiona, preocupa e na maior parte das vezes revela desconformidade e desleixo social?

Sem dúvida!

As causas são infelizmente conhecidas, a falta de pais, a falta de dinheiro, a falta de apoios e envolvimento social, a falta de educação e formação, a falta de objectivos, a falta de emprego, não ajudam nada ao tema.

Os Portugueses duma maneira geral, os jovens, como infelizmente bem sabes e as mulheres junto com as crianças, são sempre os mais desprotegidos e consequentemente os mais penalizados, quando a Sociedade soluça no salve-se quem puder.

Será esta a causa?
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De Vortex a 27.10.2014 às 23:58

se forem aos centros comerciais vêm muitas mães a pensar que são adolescentes

quando o meu dinheiro ficou viúvo a fila tinha avós, mães e filhas

as licenciadas estão no desemprego e sem futuro devido aos cursos escolhidos

grávidas raramente se encontram.
os cães vão assegurar o financiamento do estado social

esta republiqueta social-fascista é um local muito mal frequentado
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De Anónimo a 28.10.2014 às 00:20


Desculpas esfarrapadas, pólvora seca.

Há sempre gente a justificar o injustificável com teorias "da falta de pais, a falta de dinheiro, a falta de apoios e envolvimento social, a falta de educação e formação, a falta de objectivos, a falta de emprego".

Como se estas fôssem coisas de hoje senão para os cobardes que agora têm medo dos filhos e acham que os impostos dos outros devem colmatar as suas falhas básicas como educadores.
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De zé pólvora a 28.10.2014 às 10:57


Meu caro anónimo,

Fico grato pelo seu comentário profundo e original...

Não sei como conseguiu arranjar tempo no meio dos combates contra os fanáticos do estado Islâmico.

Muito obrigado pela sua contribuição.


(De Anónimo a 14.10.2014 às 09:17

De acordo. Mas palavras não bastam, Devemos oferecer-nos para ir combatê-los lá no terreno. É o que vou fazer, sinto esse dever.)

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De Anónimo a 28.10.2014 às 17:36


De nada, moço.

Mas para me estar a responder tontices às 11 da manhã é mais um reformado que não sabe o que há-de fazer à vida do que um corajoso combatente não sei bem de quê e muito menos da defesa nem você sabe de quê.

Achou bonito dizer o que os outros NÃO FAZEM mas não perdeu uma linha a dizer o que é que FAZ.

Portanto vá lá combater um bocadinho, diz aos outros que palavras não bastam depois de nos encher de palavras...
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De zé pólvora a 28.10.2014 às 19:13



Profundo...
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De Anónimo a 28.10.2014 às 22:03


E original, esqueceu-se agora dessa.

Confirma-se que a idade não perdoa.
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 13:41

As explicações, se as procurarmos, são múltiplas. A forma como através dos media se promovem estes equívocos, incentivando a afirmação de uma sexualidade agressiva sem parâmetros, de forma acrítica, também é outra explicação.
Encontrar explicações ajuda-nos a compreender, mas não tem que nos levar a aceitar.
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De ptc a 27.10.2014 às 21:59

Não podia estar mais de acordo com a sua entrada. Moro ao lado de um liceu e o espectáculo das lolitas e um bocadinho assustador, sobretudo se as comparar com os cromos do sexo oposto. A quem quererão agradar e a quem agradarão?
Quanto as mães, o meu irmão mais velho costumava dizer, há já muitos anos, que:'Antigamente as mulheres de ma vida queriam passar por senhoras, agora parece que algumas senhoras fazem questão de parecer mulheres da vida...' -descontando a eventual snobeira do comentário e a sua completa falta de correcção política, aplica se cada vez mais e em todos os contextos, até nas profissões mais cinzentonas, como a minha, eu que me habituei a trabalhar de fato desde os 22 anos, até chegar aos 40 e achar que já tinha passado a fase de precisar de me impor e de ser respeitada, e pude relaxar a aparência - mas nunca nos decotes nem nas transparências ou nas míni-saias... -para descobrir que tenho colegas que vão para o trabalho de calções ou com decotes tão indiscretos que da para ver a marca da roupa interior, tamanho da copa e outros detalhes muito apropriados num escritório de advogados... ( também já vi juízas calçadas de chinelas vermelhas, ligam lindamente com a beca preta, claro, e escrivãs de crocs verdes em plena sala de audiências). Parafraseando outra personagem bem conhecida "Deve ser chique a valer!" (Não deixando de ser uma choldra...)
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 13:44

Eheheh! É sempre bom saber que o "bom gosto" já se combina com uma beca.
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De André Miguel a 27.10.2014 às 23:31

O meu irmão estudou artes em Évora e conta amiúde uma tirada brilhante de um professor de História da Arte (cujo nome não recordo) que jamais esqueci:

"Gostos há muitos e não se discutem. Mas que o bom gosto existe ninguém pode negar".

A meu ver nesta questão do vestuário (ou da falta dele), é disto mesmo que falamos: puro mau gosto.
Nem sequer é a liberdade ou libertinagem, mas sim uma tremenda falta de educação, de saber estar, de saber ser e aparecer. Não sei mesmo o que dizer de jovens e pais que confundem sexy com brejeiro, provocante com pindérico ou moderno com saloio (eles e elas que o mal é comum!)...
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De Anónimo a 28.10.2014 às 10:41

A frase enferma de um engano terrível. Deveria ser "Gostos há muitos e discutem-se".
Se não se discutissem não haveria nem bom gosto nem mau gosto.
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De André Miguel a 28.10.2014 às 11:20

Ilustre, se é pela discussão filosófica vemos nessa: quando se diz que "não se discutem" significa que ninguém tem o direito de impor o seu gosto a outro; a diversidade existe e não deve ser colocada em causa ou limitada. Mas que há pessoas com mais bom gosto que outras, lá isso há. Capiche?
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De Anónimo a 28.10.2014 às 11:56

"Mas que há pessoas com mais bom gosto que outras, lá isso há." Como graduar o nível de gosto (pois há uns que mais bom gosto que outras) sem discutir o gosto?
Discussão filosófica está reservada, por definição, ao que os profissionais da Filosofia fazem ou todos as fazem mesmo não sabendo que se chama discussão filosófica?
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 13:46

Verdade, o mal é comum. Embora as Lolitas, devido às características da moda feminina, dêem mais nas vistas.
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De Anónimo a 28.10.2014 às 09:50

Para falar verdade isto não me impressiona muito, acho mesmo que não vale a pena dramatizar. Há exemplos desses (de pessoas a dramatizarem como vós) em todas as épocas. Aliás eu adoro ver jovens (e menos jovens) mulheres de mamas à mostra (ou quase). Não sei explicar esta atracção por estas glândulas. Mas olho sempre e descaradamente. Pelo menos enquanto não for proibido como o piropo.
E concordo convosco que há exemplares ridículos mas isso só adiciona pimenta. I like.
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 13:52

Sempre houve excessos de mau gosto em todas as épocas, as damas do século XVIII também mostravam o peito, sabemos tudo isso. Mas não me lembro de ter visto, como agora, bandos de adolescentes a rivalizar na forma de vestir com as "meninas da baixa".
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De zé pólvora a 28.10.2014 às 17:01


Sabes,

Por muito que me esforce, não consigo perceber qual é o problema.

Não deixa de ser curioso o facto deste tipo de comentários do socialmente correto Vs incorrecto, excluir quase sempre os homens…

Então e os LOLITOS?

Ou há moralidade, ou comem todos...

Eu sempre pensei que as mulheres nos últimos 100 anos, lutaram pela igualdade civil, política e social e se tinham tornado cidadãs de 1ª.

Pelos vistos estou enganado.
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De Teresa Ribeiro a 28.10.2014 às 17:35

Os lolitos também são muito ridículos, Zé. Mas as Lolitas incomodam-me mais, confesso. É natural que assim seja, por questões de afinidade de género.
Não discuto a liberdade de elas se ataviarem como quiserem, não é a liberdade que está em causa, mas a forma como a usam. Acho-a degradante e se falo das adolescentes e não das mais velhas é porque entendo que as mais novinhas, por não terem maturidade para saber fazer as melhores opções, acabam por ser vítimas da cultura hedonista que se instalou.

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