Literatura é feminina

Aos poucos, nesta era que presta culto ao género neutro, espalhou-se a tendência: comecei a ver por quase toda a parte alusões ao Prémio Nobel "de" Literatura. Por óbvia influência brasileira.
Tenham lá paciência: é algo que soa muito mal. Literatura é palavra feminina. Para quê desfigurá-la?
Não existe Prémio Nobel "de" Química. Nem oiço menções ao Nobel "de" Economia. Ainda menos ao Nobel "de" Paz, o tal que Donald Trump sonha receber naquela delirante competição com o laureado Barack Obama, seu antecessor na Casa Branca.
Nem escrevemos prêmio, como os brasileiros. Acento agudo, não circunflexo.
Basta de complicar o que é simples, deixemos de alterar o que já foi consagrado. E percamos o péssimo hábito de correr atrás de tudo aquilo que nos pareça a moda mais recente. Nada é tão velho como certas coisas que parecem novas.

