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Listas VIP dos tempos de Sócrates e Pinto Monteiro

por José António Abreu, em 25.03.15

«No tempo do Dr. Pinto Monteiro, quem tinha processos mediáticos, como regra, acabava com um processo disciplinar», afirma. «Com este tipo de atitude não havia grande incentivo para investigar pessoas poderosas.»

António Ventinhas, presidente do sindicato do Ministério Público. Noutros tempos - desculpem-me o trocadilho primário -, iam-lhe às ventinhas.


27 comentários

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De José António Abreu a 26.03.2015 às 10:49

Então eu esclareço: considero-as más. E, no caso do fisco, acho que deviam ser desnecessárias - deviam existir mecanismos de defesa no acesso a dados de todos os contribuintes (bastaria talvez a necessidade de todos os acessos ficarem identificados e de ser necessário justificá-los com dados objectivos, sem os quais poderia haver lugar a processo disciplinar e despedimento). Ainda assim, não comparo a gravidade de tentar proteger alguns cidadãos particularmente expostos à curiosidade - e malevolência - alheias (políticos, juízes, estrelas da televisão e do futebol, etc.), mesmo que tal interesse tenha nascido de uma tentativa de proteger o primeiro-ministro, com destruir provas de crimes e perseguir procuradores que os investigavam.
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De M. S. a 26.03.2015 às 13:29

Senhor JAA:
O senhor devia requisitar apoio psicológico, sei lá, talvez psicanalítico.
Nunca consegue defender as suas opiniões a partir de argumentos internos às mesmas.
É sempre por comparação com o (pior) que outros fizeram.
O Sócrates está de cana, pelos indícios da coisa irá lá estar uns bons aninhos, mesmo que tenham que o soltar, entretanto, por uns mesitos.
E se se provar as acusações, oxalá que fique a descansar, de facto, pelo tempo merecido.
Está a contas com quem deve estar.
Fale do presente, que também não é lá muito edificante.
Aliás, a lista VIP (limitada) parece que era para proteger alguém da Tecnoforma, outra forma de corrupção, ou não concorda?
A corrupção mede-se pelo padrão da gravidade (quantidade) e pelo da ética, do ponto de vista da ética, a corrupção é toda igual: a ética é muito democrática.

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De José António Abreu a 26.03.2015 às 13:54

Não há psicanalista que me suporte.

Se não entendeu à primeira: acho mal que se tenha procurado proteger Passos Coelho, mesmo que o problema subjacente exista e deva ser atacado. Se se provar que o secretário de Estado deu indicações para a constituição da lista, deveria demitir-se.

Quanto a falar do presente. Eu sei que convinha passar um pano branco - e quiçá piedoso - sobre o passado mas, em quase todas as suas manifestações - incluindo a corrupção e a tentativa de proteger os políticos -, o presente só é o que é porque o passado foi o que foi (vergonhoso, aberrante, criminoso). De resto, certos hábitos, depois de criados, são difíceis de eliminar. Mas - sim, vou continuar a fazer comparações - esta latrina cheira actualmente, e apesar de tudo, bastante menos mal do que nos tempos do preso 44.

Recomenda algum psicanalista baratinho?
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De M. S. a 26.03.2015 às 15:10

Senhor JAA:
Os psicanalistas baratinhos ainda terão menos paciência para o aturar, e o senhor é de ideias bem fixas.
Desde que se fale do passado para encobrir o presente (dos nossos amigos, que chatice falar-se destas coisas aborrecidas de listas VIP e Tecnoformas, ainda por cima sem sabermos se são verdade: se fossem com os outros, os nossos inimigos, não só eram verdade como já estavam provadas mesmo antes da Justiça o fazer), portanto, desde que se fale do passado tudo esté bem.
Enquanto não sairmos deste maniqueísmo paroquial não encontraremos um rumo decente para o nosso país.
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De José António Abreu a 26.03.2015 às 18:56

Mudei de ideias (ainda diz que elas são fixas). Consultar um psicanalista parecer-me-ia uma traição a Nabokov.

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