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Lisboa: o caos nos transportes (actualizado)

por Pedro Correia, em 16.11.16

Metro-de-Lisboa[1].jpg

 

A Câmara Municipal de Lisboa diz que pretende tirar os carros do centro da capital e tudo tem feito nesse sentido. Esperar-se-ia que, em consequência, a rede de transportes colectivos melhorasse. Nada disso. Pelo contrário, o metro nunca funcionou tão mal. De tal maneira que se torna infrequentável em dias de maior afluxo de público, como sucede invariavelmente quando há jogos de futebol do Sporting e do Benfica. E aconteceu ontem, com o cenário de caos ocorrido a propósito do início da chamada Web Summit em Lisboa.

A administração da empresa, eventualmente confrontada com o congelamento de verbas destinadas à manutenção e ampliação da frota, mostra-se incapaz de adequar a oferta à procura.

 

A paciência dos utentes está a esgotar-se. Não passa um dia sem ocorrência de avarias na rede do metropolitano, que força sucessivos atrasos, relatados sem cerimónia a todo o momento nos avisos sonoros das estações. Quando as carruagens chegam às plataformas, vêm em regra sobrelotadas: não é rara a circunstância em que os passageiros são forçados a aguardar pelo transporte seguinte, tão lotado como o primeiro.

Estes episódios são mais frequentes na linha verde, que liga o Cais do Sodré a Telheiras. É a mais movimentada da rede do metro, pois passa em estações tão procuradas por residentes e visitantes como a Baixa-Chiado, o Rossio, o Martim Moniz, a Alameda e o Campo Grande. E no entanto, apesar disso, é a que dispõe de menos carruagens: três por comboio, em vez de quatro como seria de supor dada a dimensão das estações.

Não por acaso, o metro  lidera a nada honrosa lista das queixas de passageiros sobre o mau funcionamento dos transportes apresentadas à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes ou no livro de reclamações da empresa: 878, só no primeiro trimestre de 2016.

 

Como utente diário do metropolitano de Lisboa, tenho assistido às cenas mais lamentáveis, afectando geralmente estrangeiros que nos visitam. Mães forçadas a levar carrinhos de bebés ao colo por avaria dos elevadores. Pessoas muito idosas obrigadas a subir a pé dezenas de escadas por avaria sine die da escadaria rolante, aliás inexistente na grande maioria das estações. Deficientes que desembarcam em plataformas sem elevadores e não avistam um só funcionário da empresa disponível para lhes prestar informações. 

Já para não falar no lixo que se acumula em diversos acessos às estações. A do Campo Grande é  um dos piores exemplos - talvez por estar fora dos habituais circuitos turísticos e não aparecer tanto nas fotografias. Fernando Medina, que tanto gosta de discorrer sobre política internacional nas suas tribunas mediáticas, bem podia um dia destes pronunciar-se sobre toda esta degradação.

 

O congestionamento do metro implica por sua vez enchentes noutros transportes, que também funcionam de forma cada vez mais caótica - com destaque para a frota da Carris, que raramente cumpre horários e suprime carreiras sem avisar, indiferente aos indignados protestos dos passageiros.

Não pode haver pior cartaz turístico do que este. Nem pode haver maior incentivo à utilização do automóvel na capital.

É chegado o momento de fazer a pergunta que se impõe: foi para isto que o Governo de António Costa se apressou a anular as concessões a grupos privados dos transportes públicos de Lisboa?


74 comentários

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De sampy a 08.11.2016 às 12:58

Queridos lisboetas, deitem-se na cama que fizeram.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 15:54

O senhor presidente da Câmara, que tanto gosta de falar sobre tudo e mais alguma coisa, incluindo política internacional, sobre esta matéria quase nada diz.
Ele não ignora a situação caótica da cidade. No subsolo e à superfície.
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De Reaça a 08.11.2016 às 13:29

A CGTP caladinha.

Para os comunas até a morte tem desculpa, a culpa é dos outros.

Agora o Costa entalou-os, ficam caladinhos.

Entaladinhos-da costa!
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 15:53

Entalados andamos nós, os utentes do metro. É uma vergonha. Nunca funcionou tão mal.
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De Octávio dos Santos a 08.11.2016 às 14:28

A resposta é «sim». Porque para a Esquerda é mais importante satisfazer os sindicatos do que servir os consumidores, os utentes, os cidadãos.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 15:52

O grande prejudicado é o cidadão comum. O menos privilegiado, que não tem carro ou não tem dinheiro para trazê-lo para Lisboa.
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De Luís Lavoura a 08.11.2016 às 17:41

Os cidadãos mais privilegiados, que têm carro, também se vêem à rasca para entrar de Lisboa (ou sair dela) à hora de ponta. Um colega meu que reside em Cascais, por exemplo, tem que sair de casa todos os dias às sete da manhã para poder chegar ao trabalho a horas (isto é, para escapar à hora de ponta).
O problema não é os transportes coletivos funcionarem mal. O problema é toda a gente querer utilizá-los à mesma hora. E esse problema tanto se aplica aos transportes coletivos, como às autoestradas.
Os rtansportes coletivos de Lisboa estão longíssimo de ser uma maravilha, mas, mesmo que o fossem, dificilmente poderiam suportar uma hora de ponta em que toda a gente quer chegar ao WebSummit à mesma hora.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 18:46

Não aceito factores atenuantes para a contínua degradação da rede de transportes de Lisboa, visível a qualquer observador que a frequente. Acho ainda mais inaceitável que uma Câmara apostada em dissuadir a entrada de viaturas no centro de Lisboa seja incapaz de proporcionar transportes públicos eficazes como alternativa.
Se não conseguem pôr isso em prática, privatizem a Carris e o Metro.
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De Luís Lavoura a 09.11.2016 às 09:15

Acho inaceitável a Câmara apostada seja incapaz de proporcionar transportes públicos eficazes

A Câmara de Lisboa não tem, que eu saiba, autoridade sobre os transportes coletivos de Lisboa. Essa autoridade cabe ao governo central.

privatizem a Carris e o Metro

Não estou em desacordo com tal proposta. Somente faço notar que a privatização não levará forçosamente a quaisquer melhorias. A não ser que a privatização seja acompanhada de um bom caderno de encargos e de uma fiscalização rigorosa (coisas nas quais o Estado português geralmente não é muito bom).
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De Anonimo a 16.11.2016 às 13:39

Como é que a Câmara, seja esta ou outra (filiação partidária),pode impedir o tuga de vir de pópó? A maioria só traz 1 passageiro,há pessoas que podem comer mal mas não largam o carro! Basta ver nas notícias que o aumento da compra de carros foi mais de 10% este ano.
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De Pedro Correia a 16.11.2016 às 22:36

Se não trouxerem o carro como se deslocariam em Lisboa se os transportes públicos funcionam cada vez pior?
Imagine se que estado ainda mais caótico atingiriam esses transportes se todas essas pessoas que trazem carros para Lisboa passassem a utilizá-los também.
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De Luís Lavoura a 08.11.2016 às 14:35

Quando eu era aluno e estudante, ia todos os dias para as aulas de transportes coletivos. Eu, e todos os meus colegas, uma das quais, diga-se, foi a filha de um alto dignitário do Estado nesse tempo. E os transportes coletivos, posso assegurar, eram muitíssimo piores do que são agora. O metro e os autocarros de Lisboa andam hoje em dia vazios, comparados com o que andavam nesse tempo.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 15:49

Como é que pode comparar se você mesmo diz aqui em baixo que "a [sua] experiência de transportes coletivos é pouca"?
Convém cada um só falar sobre aquilo que sabe.
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De amendes a 08.11.2016 às 16:22

Sendo o Lavoura um galã (o), muito me admira não ter casado com a filha do Alto Dignatário do Estado!

Devia ser um cambalacho!
.....

Este camarada tem a sua piada.... ele já se convenceu que só dizendo mal de tudo e de todos ( menos dele, claro) é lido... é assim do tipo Pacheco Pereira, salvo as devidas proporções !
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De Anónimo a 09.12.2017 às 20:50

Em que época foi essa?
E em que planeta?
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De Luís Lavoura a 08.11.2016 às 14:39

É um facto que a minha experiência de transportes coletivos é pouca, mas, das poucas vezes que os utilizo, metro ou autocarros, quase sempre arranjo lugar sentado. E nunca, mas mesmo nunca, tenho que empurrar para entrar, ao contrário daquilo que tinha que fazer quando era um miúdo de 15 anos (ainda me lembro bem de, com essa idade, andar no metro completamente espremido).
Mas prontos, também é verdade que, quando ando, não é à hora de ponta.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 15:50

Sorte a sua. Assim não passa pela dura experiência de grande parte das pessoas que vivem ou trabalham em Lisboa.
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De fatima a 08.11.2016 às 15:17

No problema! Os sindicatos, mais o Sr. Arménio, mais o Sr. Jerónimo arranjam já umas greves consecutivas que vão resolver este assunto e outros tantos mais. E mais umas de surpresa, para o pessoal andar à nora horas e horas nas plataformas, à espera de quem nunca chega. Isto resolve-se rapidamente, vai ver. O Pedro Correia e nós todos.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 15:52

Greves só quando vier o próximo governo, Fátima. Enquanto este durar, os transportes podem continuar num caos sem que isso preocupe o patronato sindical do sector dos transportes.
Nem uma para amostra.
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De Luís Lavoura a 08.11.2016 às 16:04

O facto de não haver greves já é, só por si, uma grande vantagem.
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De Costa a 08.11.2016 às 16:23

Uma grande "vantagem", de facto. Assegurados os "postos de trabalho", mesmo que o trabalho seja de cada vez pior qualidade e por estes andar ainda acabe por não ser prestado. Assegurados os direitos adquiridos, as legítimas expectativas, e toda essa tralha - porque tralha se tornou de tão egoisticamente invocada - do pior do funcionalismo público que os outros, todos os outros cidadãos, pagam e pagam duramente (de facto os portugueses "aguentam, aguentam").

Mas o regime foi-lhe dedicado e o poder fará tudo para o manter feliz. E com isso manter-se no poder.

Costa
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 16:35

O verdadeiro proprietário dos transportes colectivos de Lisboa é a CGTP. E trata da sua propriedade à moda dos velhos senhores feudais.
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De fatima MP a 08.11.2016 às 21:12

"O facto de não haver greves já é, só por si, uma grande vantagem."
Toda uma exibição de cinismo e provocação nesta frase.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 21:17

Típico de um privilegiado, que não frequenta transportes públicos. Faz lembrar a Maria Antonieta: "O povo não tem pão? Que coma brioches."
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De fatima MP a 08.11.2016 às 16:33

Ora aqui está um exemplo de cinismo pra ninguém botar defeito … não precisa falar mais nada, tudo dito.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 16:39

Que os cidadãos mais desfavorecidos e desprotegidos, aqueles que não têm dinheiro para ter ou para usar carro, sejam profundamente prejudicados pelo péssimo serviço de transporte público em Lisboa é matéria totalmente irrelevante para o Senhor Feudal, apenas interessado em dar agasalho e sustento aos seus vassalos.
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De Teresa Ribeiro a 08.11.2016 às 16:49

Esse teu paralelismo entre os sindicalistas e os senhores feudais é do melhor que há. Assenta-lhes que nem uma luva :)
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 17:21

A casta, como lhes chamaste em tempos, Teresa. E muito bem.
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4101296.html

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De Zé a 16.11.2016 às 17:29

Temo bem que sim.
E, sendo gigantesca a hipocrisia desses g@jos, pressinto um grande alvoroço.
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De Luís Lavoura a 08.11.2016 às 17:36

A última frase do post sugere que, se os transportes coletivos tivessem sido concessionados a privados, estes problemas de subinvestimento não se registariam.
Mas isto não é, em princípio, verdadeiro. Ainda ontem ouvi um secretário de Estado a falar na Assembleia da República sobre o subinvestimento da BRISA nas autoestradas que lhe estão concessionadas. (Lembremo-nos, por exemplo, que durante muitos anos o troço da A1 entre Lisboa e o entroncamento com a A23 esteve saturado de tráfego, sem que a BRISA se dignasse alargar esse troço para três faixas, como era sua obrigação.) Em todos os lados, as empresas privadas têm interesse em subinvestir, desde que não tenham concorrência.
Não é para mim nada claro que os problemas que agora se registam não se registassem igualmente caso o metropolitano tivesse sido concessionado.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 20:37

Isso não faz o menor sentido. O caderno de encargos dos contratos de subconcessão previa - como é lógico - investimentos avultados nas empresas, tanto no que se refere à recapitalização como à melhoria da frota disponível.
É o que sucede aliás em grande parte do serviço de transporte público existente em todo o País - excepto em Lisboa e Porto.
Um serviço público que não deixa de o ser por estar confiado a privados. Tal como sucede com o serviço público de televisão, que também é assegurado por empresas privadas sujeitas às regras determinadas no alvará público (por exemplo, a SIC e a TVI).
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De Luís Lavoura a 09.11.2016 às 09:18

Tal como sucede com o serviço público de televisão, que também é assegurado por empresas privadas sujeitas às regras determinadas no alvará público

Precisamente o caso da televisão é um bom exemplo de como as regras da privatização são regularmente violadas, perante a complacência do Estado. A começar pelos tempos de publicidade excessivos.

Tal como eu disse, também as autoestradas foram privatizadas (a BRISA é uma empresa privada), e o que se viu foi subinvestimento sob o olhar complacente do Estado.
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De Pedro Correia a 16.11.2016 às 22:38

A SIC e a TVI cumprem serviço público, tal como a RTP.
Não vejo qualquer diferença.
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De ingénuo a 18.11.2016 às 11:34

Serviços privados de transporte que funcionam bem? Existem, sim senhor. Um exemplo do qual usufruo: Fertagus (comboio da ponte - margem sul).

Na hora de ponta (7:00 às 9:30, 17:00 - 19:30) funciona como um relógio, com comboios sem atraso de 10 em 10 minutos. Aliás, quando regista atrasos, é sempre porque o IC da CP de manhã que vem do Alentejo e à tarde que regressa provoca os mesmos.

A Fertagus é um exemplo de como o serviço privado de transporte funciona e pode ser considerado como referencia nesta área.

Só tenho pena é que a Refer, por motivos políticos e comerciais associados à CP, não permita que a Fertagus alongue a sua carreira até à estação de Oriente. Garanto-vos que poucas pessoas voltariam a utilizar a CP e o metro nas suas deslocações entre a Expo e Entrecampos se tal acontecesse.
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De WW a 08.11.2016 às 19:33

Enquanto os lisboetas se queixam da falta de transportes e tudo mais, o resto do país está cada vez mais deserto. Portugal é grande e temos espaço e riqueza para todos nós Portugueses vivermos bem.
Se tivesse-mos governantes com perspectiva de futuro já teriam feito uma nova lei das sesmarias ao contrário e distribuído um milhão de lisboetas pelo interior da Nação, bastava deslocalizar de Lisboa uma miríade infindável de organismos do Estado pelo país....

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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 20:31

Fica a sugestão. Não pense, no entanto, que Lisboa está livre de problemas. Muito pelo contrário, acredite.
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De JSC a 17.11.2016 às 10:23

Excelente proposta. Já várias vezes pensei nisso.

Nomeadamente, o ministério da Agricultura em Lisboa que sentido faz isso?Porquê não Évora/Santarém.
Justiça? Porquê não Coimbra
Economia? Porque não no Porto
.....

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De rmg a 08.11.2016 às 21:58


Meu caro

S.m.o. todas as estações do Metropolitano de Lisboa podem receber 6 carruagens excepto a de Arroios, que vai ser objecto da adequada remodelação a partir de meados do próximo ano.

É por causa daquela limitação que na linha verde só circulam com 3 carruagens.
Aqui há uns tempos pôs-se a hipótese de encerrar já a estação de Arroios e assim permitir que os combóios circulassem desde já com 6 carruagens mas várias "forças vivas" opuseram-se.

As estações da Av. Almirante Reis até estão relativamente próximas umas das outras, no sentido em que a entrada norte de cada uma está próxima da entrada sul de outra.
Mas talvez porque a de Arroios é a que serve a Praça do Chile e a Morais Soares não foi para a frente essa ideia que duplicaria a capacidade dos combóios mesmo antes das tais obras de ampliação.

Como o meu Amigo sabe, apesar de eu ter carro e meios para o usar, só ando em transportes públicos em Lisboa e acontece que uso a linha verde todos os dias pelo menos uma vez, pelo que sei bem do que fala.
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 22:47

O meu caro Amigo sabe então bem do que falo. Esta linha, em particular, tornou-se infrequentável. É um absurdo ver a todo o momento dezenas de pessoas - muitas delas com malas ou com bebés - forçadas a correr para a extremidade de uma plataforma pois as carruagens nunca são em número suficiente para abrangê-la por completo.
Um cenário terceiro-mundista, agravado pelo facto de as sucessivas e intermináveis deficiências de funcionamento da linha fazerem atrasar os comboios, o que contribui para tornar as enchentes nas carruagens inevitáveis. A chamada "hora de ponta" estende-se durante horas a fio nos dias que correm. Isso somado aos elevadores que não funcionam, às escadas rolantes que estão paradas, às estações desprovidas de elevador, aos funcionários que nunca estão disponíveis para atender o público, tornam o outrora exemplar Metropolitano de Lisboa um dos piores ao nível europeu.
Em perfeito contraste com as estações bonitinhas, decoradas por alguns dos nossos melhores artistas. Contraste total.
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De rmg a 08.11.2016 às 23:43


É exactamente como diz.

Aquelas "coisas suspensas" que nos informam que horas são e quanto falta para o próximo combóio também dizem que os combóios naquela linha só circulam com 3 carruagens.
Ora essa é uma informação inútil para quem não conheça as peculariedades da linha e portanto não tome as suas precauções: chegar-se á zona final do cais.
Acaba portanto muita gente por ter que correr e enfiar-se na 1ª carruagem que encontra e que é a última da composição.
Como isto acontece em todas as estações aquela carruagem é um inferno ainda mais infernal que qualquer uma das outras.

Seria muito mais interessante que em vez de dizerem quantas carruagens tem o combóio dissessem "por favor posicione-se na 1ª metade ao fundo do cais"...
Por vezes os altifalantes dizem isso, é um facto, mas desconfio pelo que observo que já ninguém ouve nada daquilo, escrito era melhor.

Há ainda que notar que a estação da Alameda da "linha verde" é a interface com a linha vermelha, que une S. Sebastião à Expo e ao Aeroporto.
Ora um número considerável de turistas que chegam e que partem usa o Metro, normalmente carregados com aquelas malas enormes com rodas ou sem rodas, malas essas que não só ocupam o espaço de uma pessoa como complicam a já caótica e quase nula mobilidade da malta toda.

Como se isto tudo não fôsse já suficiente temos ainda que a linha verde vai até ao Cais do Sodré e portanto é ligação directa com a linha de Cascais da CP.

Poderíamos ainda falar da proximidade da estação do Rossio com a linha de Sintra mas não quero exagerar...


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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 23:52

"Seria muito mais interessante que em vez de dizerem quantas carruagens tem o comboio dissessem "por favor posicione-se na 1ª metade ao fundo do cais"...
Por vezes os altifalantes dizem isso, é um facto, mas desconfio pelo que observo que já ninguém ouve nada daquilo, escrito era melhor."
Ora aí está. Tantas vezes tenho pensado nisso também.

O que tem sucedido nos últimos meses é claramente uma total incapacidade da oferta de transportes em Lisboa face ao aumento da procura, nomeadamente em consequência dos novos fluxos turísticos.
Resultado: ninguém é bem servido. Nem nós, que cá vivemos ou trabalhamos. Nem eles, que nos visitam.

O presidente da Câmara de Lisboa faria bem melhor em preocupar-se com estas questões do que em estar a pronunciar-se sobre política internacional nas televisões e nos jornais.
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De Luís Lavoura a 09.11.2016 às 09:36

Aquilo que você diz ilustra bem que uma parte do caos na linha verde se deve aos utentes, os quais (1) a utilizam para carregar malas, (2) a tomam para aceder ao aeroporto, quando poderiam tomar a linha azul ou a amarela, (3) não aprendem que têm que se posicionar no fundo do cais.
Ou seja, temos um caso de utentes estúpidos ou ignorantes (os turistas não têm culpa neste caso) ou desprevenidos, mais do que de uma administração incompetente.
Também o caso muito falado da ausência de papel nas máquinas para forncer bilhetes é um disparate, pois qualquer utente, mesmo que ocasional, do metro deve saber que se pode comprar bilhetes com antecedência (como eu faço, eu que só utilizo transportes uma ou duas vezes por mês).
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De rmg a 09.11.2016 às 23:15



Já tem abaixo o que penso de si e neste momento não está fora de hipótese que lho venha a dizer pessoalmente, até porque me movo - como já deve ter percebido - em meios que não estão longe dos seus, ainda que agora naquela posição cómoda de discreto conselheiro (adivinhe de quem!) e não de tarefeiro.

É como acabam os engenheiros IST do fim dos anos 60 e princípio dos 70 quando não passaram a vida às ordens de outros...

Tomar a linha azul ou a amarela para aceder ao Aeroporto é uma sugestão que, mais uma vez, mostra toda a sua gloriosa estupidez no seu esplendor.

De qualquer modo relembro-lhe que uso a tal linha todos os dias por opção apesar de ter carro(s) e nenhum impedimento em andar com ele(s).

Acontece que, como já disse aqui várias vezes, quem não anda de transportes públicos (especialmente autocarros) não conhece nada do país onde vive.
E eu tento conhecer esse país e vai havendo quem o aproveite.

E teria notado se não fôsse o interlocutor apatetado que é que eu nunca me queixei dos empurrões, me limitei a fazer sugestões e não teci quaisquer considerações pessoais sobre o tal fecho da estação de Arroios que, como qualquer pessoa minímamente esperta imaginaria, não foi ideia minha.

Mas saber que V. acusa de incompetente a administração de uma empresa de capitais maioritáriamente públicos (na prática uma empresa pública) pelo que foi exposto é no entanto uma boa notícia pois nem os trabalhadores nem os sindicatos foram alguma vez tão longe.

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De Anonimo a 16.11.2016 às 13:44

A linha tinha que ser Verde:)
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De Luís Lavoura a 09.11.2016 às 09:38

Portanto: há caos na linha verde (e só nessa!) porque as pessoas preferem esse caos a prescindir de uma estação. Isto, quando essa estação está muito próxima de duas outras. Toda a gloriosa estupidez do povo português no seu esplendor. As pessoas preferem andar ao empurrão no metro do que andar 300 metros para o tomar.
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De rmg a 09.11.2016 às 21:40



Você é um idiota, um idiota chapado que não sabe ler nem interpretar.

Trocou o sentido de tudo o que eu disse como bem lhe apeteceu, distorcendo a lógica do meu texto e demonstrando assim toda a sua gloriosa estupidez no seu esplendor.

E está V. a trabalhar onde está e convencido que não há aqui ninguém com CV mais que suficiente para lhe entrar pelo gabinete dentro quando bem lhe apetecer.

Deve achar que por aqui só andam uns pobres diabos que não têem voto em nada de jeito...

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De s m s a 08.11.2016 às 23:12

mas vocês são contra a CGTP porquê ?
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De Pedro Correia a 08.11.2016 às 23:30

Não sou contra nem a favor, embora ache um anacronismo ver uma organização marxista-leninista como principal "voz" dos trabalhadores portugueses no século XXI. Isto talvez explique porque há cada vez menos sindicalizados em Portugal.
Inaceitável é ver uma central sindical definir a política oficial dos transportes em Portugal.
Terceiro-mundismo puro e duro.

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