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Delito de Opinião

Limites morais

jpt, 18.02.26

Neste meu recente postal "Bolhas" expressei o meu desagrado pelo coro de louvores bloguísticos à bloguista Joana Lopes, que morrera dias antes. E expliquei a causa disso. Sei que foi um postal antipático, como sempre que se critica alguém postumamente. Mas continuo a considerar inaceitável a expressão de um acrítico respeito por quem defendeu o terrorismo em democracia ou, pelo menos, se recusou a considerar a sua prática como algo aviltante. À simpatia para os membros das FP-25, à sua defesa, à produção de uma "amnésia colectiva" sobre os seus miseráveis actos, vejo-as como algo para além dos limites morais exigíveis. Posso historicamente compreender o esforço estatal no apaziguar da sociedade portuguesa naquele final da década de 1980. Mas isso nada é compatível com o culto dos assassinos, e a sua desresponsabilização.

Entretanto, no dia em que se passaram 41 anos sobre o assassinato de Gaspar Castelo Branco, cometido pelas FP-25 - inspiradas e comandadas por Otelo Saraiva de Carvalho (dito  "Óscar") -, o seu filho Manuel Castelo Branco republicou o seu excelente artigo "Gaspar Castelo Branco: 40 anos depois: a memória de um pai, a dívida de um país" (que antes fora publicado no "Observador"). De (re)leitura obrigatória, pois um historial precioso do acontecido. Para que não seja esquecida a História. Nem os exigíveis limites morais.

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