Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Lido

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.02.18

Sem tirar nem pôr. O texto de Miguel Dias publicado no Maré Alta sobre "Paulo Macedo e seu bando" deve ser lido com atenção. O que se está a passar com a CGD é um verdadeiro assalto ao bolso dos contribuintes e depositantes mais pobres e remediados, dando corpo a uma estratégia que ignora por completo o serviço público que o banco deveria prestar. E tudo acontece numa altura em que ainda há bancos, privados, que continuam a não cobrar despesas de manutenção aos seus clientes desde que tenham associado à conta à ordem um valor mínimo de aplicações a prazo. A falta de sensibilidade social não é só dos gestores. É também do Governo que fecha os olhos ao que está a acontecer, e isto não pode passar sem um reparo. 

Autoria e outros dados (tags, etc)


9 comentários

Perfil Facebook

De Rão Arques a 03.02.2018 às 08:45

E a falta de decoro:
Quando Sua Excelência o Presidente nos vier dizer quem foram os notáveis de um circulo que bem conhece e frequenta afundaram a CGD, terá então algum vestígio de superioridade moral para nos pedir sacrifícios.
Até lá o presidente Marcelo melhor faria dedicar-se à venda de sinas nas calçadas que não para de calcorrear.
Sem imagem de perfil

De Beatriz Santos a 03.02.2018 às 09:46

Pôs em letra o que ontem verbalizei, este é " um prémio político". Gosto de Manuel Alegre, reconheço-o como figura da resistência ao fascismo, poeta e até romancista. Não o identifico como digno concorrente ao Nobel e nem ao Prémio Camões. Lamento estes aproveitamentos de época, sazonalidade política, que em nada engrandece a cultura portuguesa esquecendo valores maiores.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 03.02.2018 às 10:24

Discordo, absolutamente. A Caixa é um banco que está em concorrência leal com os restantes. Não tem, não pode ter, mas obrigações que eles.
Quanto aos clientes da Caixa, se não estão contentes com ela, façam como eu fiz: mudem-se para outro banco. Sugiro-lhes o Crédito Agrícola, que tem a maior rede de balcões do país (maior que a da Caixa - até tem balcão em Almeida!) e não cobra comissões desde que se tenha nele 3 mil euros a prazo.
Sem imagem de perfil

De Lucklucky a 03.02.2018 às 12:17

Ou aumentam os "prémios"...

...ou o que a CGD fez sempre para tapar buracos: Aumentar o capital.
O Dinheiro vem sempre do bolso dos cidadãos forçados a serem accionistas escravos de um banco.
Sem imagem de perfil

De Tiro ao Alvo a 03.02.2018 às 14:53

Tem razão. E há aqui alguma desfaçatez. E também dos que defendem que a CGD deve ser só "nossa", e que deve operar nas mesmas condições dos demais Bancos, mas que, agora, andam a queixar-se dos aumentos de algumas comissões, apelando ao governo para que intervenha na gestão, clamando por um serviço público gratuito...
Ora, se se entender que a CGD deve operar como qualquer outro Banco, ao poder político ser-lhe-á vedado exigir que a gestão da Caixa faça assim, ou assado, quedando-se pelas políticas de orientação geral. A gestão da CGD, na sua acção, deve ser inteiramente independente dos membros do governo, apenas sujeita à supervisão dos reguladores. Se querem acabar com o perigo dessas indevidas intervenções dos políticos, privatizem-na.
O que me parece muito mal é que a CGD ande a apregoar que, no ano passado, teve lucro de umas dezenas de milhões de euros, quando o Estado, todos nós, metemos lá quatro ou cinco MIL milhões de euros, para cobrir os prejuízos do passado, decorrentes, em grande parte, da actuação incompetente de gestores nomeados pelos nossos governantes, com base na confiança política nesses gestores.
Para outros, falar em lucros de dezenas e esconder prejuízos de milhares, não será só desfaçatez...
Quem tiver ouvidos para ouvir que ouça.
Sem imagem de perfil

De Lucklucky a 03.02.2018 às 20:58

Esse é um truque narrativo também foi usado recentemente para dizer que a RTP não tem prejuízo. Basta só um aumento de capital.

Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 04.02.2018 às 17:58

Grande parte dos bancos privados anda atualmente a fazer o mesmo que a Caixa: apregoar os lucros que já tem, quando ainda muito recentemente os seus acionistas tiveram que lá meter muito dinheiro para tapar os prejuízos do passado.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.02.2018 às 19:28

É no mínimo incoerente criticar o caso quando se aceita o regime político-económico que nos rege.
Está-lhe nos genes tirar aos pobres p´ra dar aos ricos.
E na cara!
João de Brito
Sem imagem de perfil

De Vento a 04.02.2018 às 22:01

O paradoxo detecta-se da seguinte forma: o Estado é accionista, mas não interfere na gestão.
Portanto, as reclamações que se escutam dos accionistas, os depositantes e os cidadãos, são uma ingerência na vida interna da CGD. Logo, o governo privatizou a CGD com o dinheiro dos accionistas. Mas existem accionistas públicos, caso do Presidente, que entende que deve haver sacrifícios. Claro! Basta cobrar mais impostos para se distribuírem os sacrifícios por todos. O que me chateia nestas modernices é que hoje os pobres não pedem, obrigam a dar.
Tá bem visto! Boa gestão!

Comentar post



O nosso livro





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D