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Lido

por Sérgio de Almeida Correia, em 02.03.15

"É inadmissível que o primeiro-ministro declare desconhecimento de uma obrigação que resulta de uma legislação que foi aprovada num momento em que era deputado. Hoje, Passos Coelho dirige um Governo totalmente implacável com os trabalhadores a recibos verdes, maioritariamente precários com baixos rendimentos, a quem impõe a cobrança coerciva como regra de actuação perante o grave problema das dívidas à Segurança Social de milhares de pessoas — dívidas que, na maioria dos casos, têm origem na injustiça dos falsos recibos verdes e não responsabilizam as entidades patronais. Vemos agora que esta opção política de Passos Coelho e do seu ministro Pedro Mota Soares contrasta brutalmente com a sua conduta pessoal: o suposto rigor é apenas um argumento instrumental para aplicar uma política de selecção social." - Tiago Gillot, Público, 01/03/2015


11 comentários

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De Kostas Varoufakis a 02.03.2015 às 12:47

Igual preocupação com o recluso 44 e provavelmente não teríamos chegado à bancarrota
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De Sérgio de Almeida Correia a 03.03.2015 às 02:45

Tem toda a razão. Eu tive essa preocupação. Os portugueses e os socialistas é que não. Mas eu só respondo por mim (há muitas décadas).
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De irritado a 02.03.2015 às 13:04

irritado.blogs.sapo.pt
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De Sérgio de Almeida Correia a 02.03.2015 às 15:08

Não misture as coisas.

O que está em causa, para além das desculpas requentadas e idiotas (porque destinadas a mentecaptos), é saber se um tipo que aproveita todas as oportunidades para fugir aos encargos - seja recebendo despesas de representação por conta de salários, seja fazendo de conta que não tem de pagar à Segurança Social, alegando ignorância e esquecendo o art.º 8.º do Código Civil, embora tivesse sido deputado uma data de anos e tivesse aprovado a legislação que obriga aos pagamentos, pode depois apontar o dedo, apregoar o rigor, a seriedade, a transparência, e exigir dos outros o cumprimento das obrigações que ele próprio quando podia e devia não cumpriu. E não cumpriu porque sabia que nessa altura não estava sob escrutínio público.

E que agora só foi pagar por causa da escandaleira. Mais valia que não tivesse pago e tivesse assumido o erro. Mas ele, à semelhança dos outros, quis tomar-nos por parvos.

Portugal só chegou à situação a que chegou por haver demasiados "Passos Coelhos", "Relvas", "Sócrates", "Cavacos", " Varas", " Loureiros", "Limas", enfim, de deputados Batman " e outros que tais em circulação pelas instituições do Estado democrático e afins há mais de três décadas.

Este não é um problema de direito ou de política. Não é um problema de esquerda ou de direita. É um problema de formação, de educação, de mentalidade, de ética acima de tudo. É isso que os portugueses têm de perceber.

O facto de não se prejudicar terceiros ou de não se ser descoberto não quer dizer que se possa roubar. O crime prescrito não deixa de ser crime. Deixa é de poder ser penalmente punido. Mas pode e deve continuar a ser ética, moral e socialmente sancionado.

Só para terminar, com um exemplo hiperbólico, dir-lhe-ia que não passaria pela cabeça de ninguém que um dirigente de uma associação contra a violência doméstica andasse a bater na mulher todas as noites e que quando descoberto viesse dizer que não sabia que em sua casa também era proibido bater na mulher, acrescentando que é verdade que bateu, que a enviou para o hospital depois de uma tareia, mas que já lhe pediu desculpa depois de falar com o jornalista que se preparava para denunciar a situação.

Não há dois padrões. Não pode haver dois pesos e duas medidas, um para a vida privada e outro para a vida pública. E numa democracia a sério este desavergonhado que exerce o cargo de primeiro-ministro já teria apresentado a demissão. Entre ele e o 44 o diabo que escolha qual dos dois é melhor. Eu não farei essa opção.
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De JPT a 02.03.2015 às 16:30

Certamente não reparou, mas ao declarar que "o diabo que escolha qual dos dois é melhor" entre (i) um tipo a quem, após três anos de minucioso escrutínio , "apenas" é imputado o tipo de "distracções", "esquecimentos" e "desvios ao rigor declarativo" que afectam 99,99% dos portugueses - a excepção será o autor do post - e (ii) p Sr. ex-primeiro ministro que está preso, reduziu tudo o que escreveu antes disso a paleio de conveniência.
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De Miguel R a 02.03.2015 às 19:18

Nessa perspectiva folgo informá-lo que não vai poder votar em António Costa, pois também ele já fugiu aos seus encargos fiscais nos anos de 1990. Numa democracia a sério ele não teria sido o que tem sido. Ou ele é especial?
«O crime prescrito não deixa de ser crime. Deixa é de poder ser penalmente punido. Mas pode e deve continuar a ser ética, moral e socialmente sancionado.»
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De Sérgio de Almeida Correia a 03.03.2015 às 02:42

Não, não é nem pode ser especial. Era só o que faltava. Por isso não retiro uma linha ao quer escrevi.

Quem lhe disse que vou votar nele? É candidato presidencial? Sabe mais do que eu.
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De Miguel R a 03.03.2015 às 18:19

Também é garantido que eu não vou votar directamente em Passos Coelho. Agora indirectamente... isto se votar no psd ou na coligação, o branco é sempre uma hipótese. Eu percebo o queres dizer daí eu ter uma dificuldade em votar nas eleições presidenciais. Passos Coelho devia-se afastar tout court. Mas António Costa... pois, pois. Ética e a política ui, ui.
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De Não Há Direito a 02.03.2015 às 16:14

A cela de Sócrates terá sido invadida por pulgas e o ex-primeiro-ministro terá sido atacado pelas pulgas numa perna, segundo relatou o camarada de reclusão, o inspetor da PJ João Sousa, no seu blogue.


"João, o que acha disto? É bicho? Estou cheio de comichão! São pulgas, José. O meu caro tem pulgas!", escreve o inspetor, que aconselhou o ex-governante a "lavar a cela".
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De Francisco Cruz a 02.03.2015 às 16:30

Parabéns! Hoje nem cabes em ti de contente porque te saiu a taluda do ódiosinho de estimação...
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De Sérgio de Almeida Correia a 03.03.2015 às 02:40

Como? Conheço-o de algum lado? Nunca frequentei "jotas".

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