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Delito de Opinião

Ler (9)

Como escolher o melhor livro do ano entre várias obras-primas?

Pedro Correia, 07.08.22

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Ando desde os dias de pesadelo da pandemia, em 2020, a elaborar a lista dos melhores romances universais do século XX, ano por ano. Projecto que alimentei também para funcionar como orientação para as minhas leituras. 

Tenho praticamente todos os anos preenchidos, como numa caderneta de cromos. Faltam-me dois: 1980 e 1991. Lacunas que ficarão colmatadas muito em breve.

Queria partilhar isto convosco: pode ser que funcione como incentivo para mais alguém. 

 

Mas um empreendimento destes tropeça numa dificuldade adicional: há vários anos de escolha tão farta, entre obras de inegável qualidade, que se torna muito difícil escolher apenas uma.

Apetece incluir várias, o que subverteria a regra principal deste jogo.

 

Basta mencionar três casos: 1925, 1929 e 1940.

O primeiro é o ano de obras-primas como O Processo, de Franz Kafka, Mrs. Dalloway, de Virginia  Woolf, e O Grande Gatsby, de Scott Fitzgerald.

O segundo ficou assinalado por narrativas tão marcantes como O Adeus às Armas, de Ernest Hemingway, A Oeste Nada de Novo, de Erich Maria Remarque, e O Som e a Fúria, de William Faulkner.

Em 1940 surgiram O Poder e a Glória, de Graham Greene, O Zero e o Infinito, de Arthur Koestler, e Quando os Sinos Dobram, de Hemingway.

 

Menciono estes três casos para se perceber que há quase sempre várias opções: raro é o ano em que existe uma escolha indiscutível.

O que torna esta espécie de passatempo mais difícil. Mas também mais aliciante.

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