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Numa das últimas passagens de ano, decidi que nos meses seguintes leria apenas clássicos da literatura. Foi uma boa resolução de Ano Novo, que de algum modo me disciplinou o habitual fluxo anárquico de leituras, canalizando-o numa direcção muito precisa.
Para 2014 voltei a impor uma regra a mim próprio: este ano praticamente só lerei autores galardoados com o Prémio Nobel. É uma forma eficaz de colmatar várias das minhas lacunas neste domínio. E de que tive consciência há cerca de meio ano, a partir de um diálogo a três vozes travado com uma leitora e um colega de blogue numa caixa de comentários do DELITO DE OPINIÃO.
Falava-se precisamente de escritores premiados com o Nobel quando me lembrei de contabilizar quantos destes autores já eu conhecia como leitor (valendo, nesta contabilidade, não simples trechos mas obras lidas do princípio ao fim). Apenas 27: tinha a noção de que seriam mais. No diálogo que então se estabeleceu fiquei a saber que ele já tinha lido 34 e ela 42.
Esta informação funcionou para mim como um incentivo suplementar. Daí à resolução de Ano Novo, foi um curto passo. Aliás iniciado ainda em 2013.
De então para cá li nove obras de autores que receberam o Nobel: Genitrix e Teresa Desqueyroux (ambas de François Mauriac), O Meu Século (Günter Grass), O Anão (Pär Lagerkvist), Platero e Eu (Juan Ramón Jiménez), A Oitava Mulher do Barba-Azul (Anatole France), A Noite (José Saramago), O Falecido Mattia Pascal (Luigi Pirandello) e Uma Questão Pessoal (Kenzaburo Oe).
Vários outros estão já em lista de espera: o ano promete ser de muitas e variadas leituras. Entretanto, os 27 nomes que constavam daquela minha lista aumentaram para 34.
E tudo começou com uma descontraída troca de impressões aqui no blogue. Às vezes é quanto basta para concretizarmos uma intenção que só aguarda afinal um bom pretexto para se tornar realidade.