Leituras
«Mas escreve. Não te rendas ao inimigo. Escreve memórias, faturas. / Por que desprezas o homem, papel, se ele te fecunda com dedos sujos mas dolorosos? / Pensa na doçura das palavras. Pensa na dureza das palavras. / Pensa no mundo das palavras. Que febre te comunicam. Que riqueza! / Mancha de tinta ou de gordura, em todo caso mancha de vida.»
Carlos Drummond de Andrade, A Rosa do Povo, p. 117
Ed. Livraria José Olympio, São Paulo, 1945
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