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Leitura recomendada sobre o euro

por Sérgio de Almeida Correia, em 18.07.15

"A German return to the deutsche mark would cause the value of the euro to fall immediately, giving countries in Europe's periphery a much-needed boost in competitiveness. Italy and Portugal have about the same gross domestic product today as when the euro was introduced, and the Greek economy, having briefly soared, is now in danger of falling below its starting point. A weaker euro would give them a chance to jump-start growth. If, as would be likely, the Netherlands, Belgium, Austria and Finland followed Germany's lead, perhaps to form a new currency bloc, the euro would depreciate even further.

 

O texto completo está no site da Bloomberg News e nele se contém todo um conjunto de argumentos passível de discussão, e que eu gostaria de ver discutido de forma séria, no sentido da saída da Alemanha, e não da Grécia, do euro. Não quero tomar partido sobre a questão mas os argumentos parecem-me interessantes. Vale a pena lê-lo sem palas nem preconceitos, até porque quem o assina não é um perigoso radical comentador de blogues ou um borra-botas qualquer.

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4 comentários

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De lucklucky a 18.07.2015 às 16:07

Mais uma vez temos os fanáticos políticos a falar da moeda.

Desvalorizar é tornar o acesso à tecnologia muito mais cara.
Tecnologia que serve para mudar a cultura e produção de um país.

Desvalorizar a moeda é manter o status squo. É não aceitar mudar.








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De Cristina Torrão a 18.07.2015 às 18:21

E, ou muito me engano, ou a maioria dos alemães aplaudiria, tantas saudades eles têm do seu amado marco!
Se tivessem feito um referendo na Alemanha antes da entrada no euro, como se fez na Dinamarca e na Suécia, o resultado teria sido igualmente um rotundo NEIN!
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De Topo-te bem a 18.07.2015 às 19:29

...gostaria de ver discutido de forma séria, no sentido da saída da Alemanha, e não da Grécia, do euro. Não quero tomar partido...
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De Diogo Moreira a 19.07.2015 às 12:49

Quem conhece o que se passou com o padrão-ouro e com o acordo de Bretton-Woods sabe das verdadeiras dificuldades de manter uma moeda comum.

No entanto, o Euro tem uma diferença fundamental: a ideia base é uma maior integração entre os países signatários, no sentido da verdadeira união política, de modo a criar uma espécie de Estados Unidos da Europa. Se isso chegar mesmo a avançar, problemas do género dos que estão a ocorrer terão um tratamento diferente ("bail-outs" automáticos, transferências entre Estados, etc.) que actualmente estão proibidos pelos Tratados em vigor.

No caso da desagregação, o que poderia acontecer? A Alemanha é o motor da manutenção do valor do Euro a nível mundial. Um Euro "forte" faz com que as importações da Zona Euro como um todo consigam ser relativamente mais baratas - o que é bom para o consumo - mas as Exportações da Zona Euro ficam relativamente mais caras.

Com a saída da Alemanha, o valor do Euro iria cair face às restantes moedas mundiais, o que tornaria as importações mais caras (este fenómeno faz com que as produções internas possam competir mais favoravelmente com os produtos importados, podendo dar origem a fenómenos de «substituição de importações») e as exportações mais baratas (ficando os produtos da Zona Euro remanescente relativamente mais baratos.

Na prática, os produtos alemães, devido à forte apreciação do novo Marco iriam ficar muito mais caros a nível mundial, provocando uma forte contracção no seu sector exportador. Por sua vez, as suas importações iriam aumentar fruto do seu maior poder de compra. Dado que a maioria dos parceiros económicos da Alemanha são os países da Zona Euro, o que iria acontecer seria um aumento do consumo dos produtos da Zona Euro pelos alemães - exactamente o que eles não querem fazer enquanto membros do Euro!

Os restantes países do Norte da Europa, a abandonarem também o Euro e aderindo ao novo Marco, passariam a ser como os países do Sul são agora: os parentes-pobres. A apreciação da moeda faria com que fosse apenas vantajoso exportar para o seu pequeno grupo, mas teriam uma forte concorrência dos países da Zona Euro - com produtos de qualidade semelhante, mas muito mais baratos devido à desvalorização do Euro. Também eles se tornariam importadores líquidos dos produtos da Zona Euro e criariam um problema a médio prazo.

Os países da Zona Euro ficariam bem melhores, porque iriam ver o seu saldo comercial externo ficar muito melhor. Os Governos conseguiriam captar mais receitas de impostos (devido à intensificação das trocas comerciais) e poderiam baixar a carga fiscal (isto é, com menos impostos conseguiriam a mesma receita) - facilitaria tanto o ambiente empresarial como o consumo das famílias (mais rendimento disponível faz com que se possa consumir mais e, por sua vez, torna mais rentável os investimentos, dado que as importações também ficam mais caras).

E a inflação? Essa é uma coisa que não se pode prever facilmente. A inflação é o que resulta do aumento da massa monetária em circulação sem o correspondente aumento nos produtos e serviços produzidos. Não é expectável que se comece a imprimir notas como se não houvesse amanhã e a produção interna teria um aumento considerável - a inflação poderia ser muito bem controlada.

São só vantagens com a saída da Alemanha? Claro que não! O projecto europeu como o conhecemos seria morto definitivamente. Projecto esse que originou o maior período de paz no continente europeu e que tornou esta espaço como exemplo maior do que os países do mundo poderiam aspirar.

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