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Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 11.10.18

 

O salário de Catarina. Do Ricardo Arroja, no Eco.

  

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15 comentários

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De Sarin a 11.10.2018 às 00:25

Lerei.

Mas antes, uma perguntinha (ia pespegá-la numa estátua): serei apenas eu a estar profundamente preocupada com os inquéritos nas escolas?
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De Luís Lavoura a 11.10.2018 às 11:52

Você sabe lá que inquéritos houve em que escolas. Se calhar são fake news. Hoje em dia é preciso estar de pé atrás...
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De Sarin a 11.10.2018 às 12:43

Agradeço-lhe a gentileza de me permitir avaliar o que sei e o que não sei sobre matérias das quais falo e que Luís Lavoura aparentemente desconhece.
Se não for por gentileza, que seja por respeito - se não pelo que pergunto, então pelo que desconhece.
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De João Pedro Pimenta a 11.10.2018 às 16:20

Não, não são e já vou escrever sobre isso.
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De Sarin a 11.10.2018 às 01:06

Quase no final do texto, e sobre a alegoria: não é auto-destrutiva. RA parte do princípio, que não discutirei, de que uns nada farão e outros tudo suportarão, e que se estes fizerem greve tudo colapsa. Convenientemente ou não, apenas olha para a segunda premissa, "a cada qual, segundo as suas necessidades". Se não for "de cada qual, segundo as suas possibilidades", teremos um estado a criar malandros. Não é difícil de evitar - basta não termos malandros a gerir o Estado....


Se a explicação corresponder aos factos (do que leio, Ricardo Arroja costuma ser-lhes fiel), o conceito do salário de Catarina está vergonhosamente bom. O bom para o Arroja, para Catarina o resto... Não pega! Estado Social ser remuneração? Confundimos Educação e Saúde com Apoio Social e damos-lhe primazia? E ainda nem legislámos sobre o RBI, que terá sido a origem de tal e tão estranho conceito.

Já sobre o RBI, ainda agora começou a discussão.
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De Pedro a 11.10.2018 às 09:10

"Seria uma concepção deveras interessante caso o Estado social produzisse alguma coisa em primeiro lugar"

Presumo que no Estado Social, como salário indirecto, se possa englobar o Serviço Nacional de Saúde (ninguém paga os exames /consultas a preços de mercado). Ora não produz este o maior bem de todos? Assumindo Produção como uma acção humana transformadora não produz o SNS , saúde, pela transformação de um sistema vivo doente, num são?

Haverá Bem maior que a Saúde?

Sobre o desincetivo que representa o Estado Social, duas palavras :

1- A Procura/Curiosidade é inacta ao Homem, não o movendo nessa actividade de investigação o lucro. A investigação científica é prazenteira em si mesma. Deixaria como sugestão, ao Dr. Arrojado, uma ida à Fundação Champlimaud falar com os investigadores e ver quantos trabalham visando o lucro.

Já agora o "inventor "da Internet,Timothy John Berners-Lee, recusou qualquer patente da tecnologia por ele inventada porque a considerava um bem para a humanidade, considerando, por isso, uma imoralidade a sua apropriação visando o lucro . Já para não falar noutro exemplo , Jonas Edward Salk, descobridor da vacina da poliomielite - "a quem pertence a minha vacina? Ao povo! Você pode patentear o sol?"

Foram salvas, com ela, milhões de vidas

Aliás ,também no Estado Social, como salário indirecto, podemos incluir a Escola Pública (escola financiada pelo Estado ). Acaso não são as Faculdades Públicas as mais conceituadas em Portugal? E não produzem elas Saber? Não são as Instituições Públicas, ou com financiamento público, centros de investigação de excelência - ex: IPATIMUT...quantos dos seus cientistas trabalham visando as leis do mercado, ou o lucro?

Não produzem nada, diz-nos o homem das contas.

Ainda quanto ao loot:

Portugal atinge o nível de desigualdade mais baixo de sempre.

https://eco.pt/2018/06/21/desigualdade-de-rendimentos-agrava-se-mais-ricos-ganham-11-vezes-acima-dos-mais-pobres/

Desigualdade de rendimentos agrava-se.

https://www.google.pt/amp/s/www.publico.pt/2017/12/01/sociedade/noticia/desigualdade-de-rendimentos-atinge-valor-mais-baixo-de-sempre-1794558/amp

Como exemplo prático adiciono este. O filho do dono da Jerónimo Martins , um empreendedor portanto , ganha num ano o que um trabalhador desta empresa ganharia em 300anos.

Acabo com a pérola do Estado Social não ser um Direito Natural. A noção de Direitos Naturais foi uma criação artificial do Iluminismo. Não há direitos naturais. Eles não se dependuram das árvores como as naturais maçãs. Atrevo-me a afirmar que nem a Vida é um Direito Natural. Basta ligar a TV e ver a BBC Vida Selvagem.
Contudo foi estabelecido que haveria um conjunto de Direitos que qualquer ser humano deveria usufruir tendo em consideração que todo o ser humano partilharia de uma natureza idêntica. Partindo desta chegou-se a uma outra, a da Dignidade Humana, sendo que a qualquer pessoa não deveriam ser recusados determinados Direitos, pois isso seria indigno da nossa Natureza - ex: Direito à Vida, ao Socorro na Doença, à Educação. Nos EUA a Constituição foi ainda mais longe é incluiu-se o Direito à Felicidade

Confesso que o Arrojado me dá náuseas....ficando por aqui.

Se quiserem privatizar o Estado Social muito bem. Que o ponham num programa político e quem quiser vote nele. Seria caricato ver uma população com 11% de trabalhadores pobres votar a favor. Penso que podemos pensar na privatização do Estado Social quando o salário mínimo chegar aos 2000€limpos.

E agora vou banhar-me...
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De V. a 11.10.2018 às 23:28

Lá o que ganha o filho do dono de uma empresa privada é lá com eles — o que me preocupa é o que ganham os tipos no Estado que não fazem uma palha e nem sequer são necessários e que quando se reformam e nos privam a todos da sua estonteante produtividade e do seu contributo histórico para a porra da humanidade, continuam a sacar uma data de pastel por terem sido uns inúteis de merda a vida toda.

Um tecto nas pensões seria muito sensato.
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De Pedro a 12.10.2018 às 10:33

"Lá o que ganha o filho do dono de uma empresa privada é lá com eles"

Errado

Using a dynamic GMM model, we robustly find that income inequality positively affects corruption, while corruption does not appear to be significant in the determination of income inequality, therefore contradicting the existing empirical literature on this topic.

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0313592617302278
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De V. a 13.10.2018 às 16:15

Teses de não sei quem sobre aquilo que não são eles que criam. Se não houvesse salário mínimo não haveria desculpas para pagar tão pouco e ninguém trabalharia ali. Nem funcionava sequer.
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De Sarin a 12.10.2018 às 04:18

Mas, Pedro, antes disso... remuneração, o Estado Social???

Remuneração é a retribuição por algo na proporção desse algo (definição válida para salários nepóticos, despóticos... e até anedóticos)

O Estado Social - a Saúde e a Educação - não retribui nada, antes garante (ou tenta, pronto). Invertem-se as definições porquê?!
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De Pedro a 11.10.2018 às 09:17

"uma alegoria autodestrutiva que, como escreve Ayn Rand no seu épico “Atlas Shrugged”, termina no dia em que os que produzem, para que todos os outros possam consumir, metem greve e desaparece"

Ora aqui está uma boa ideia para voltar a valorizar o Trabalho sobre o Capital. Uma afirmação marxista, paradoxalmente dita por um escritor Libertário. Um conselho que deveria ser seguido por todos os trabalhadores das empresas PSI20 aquando das negociações salariais com os CEO/Herdeiros
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De lucklucky a 11.10.2018 às 22:19

Sabe que a Ayn Rand quando fala de quem "produz" incluí toda a cadeia desde investir a fabricar?
Só Marxistas têm a noção que quem trabalha é o "trabalhador".


"Ora aqui está uma boa ideia para voltar a valorizar o Trabalho sobre o Capital."

Boa!
Comecemos por acabar com os Impostos.
As pessoas serão obrigadas a dedicar algumas horas por semana a trabalhar para o Estado.

Veja lá como os Marxistas afinal valorizam muito mais o capital que o trabalho...
Pois não conseguem fazer socialismo sem o capital dos outros....
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De Pedro a 11.10.2018 às 23:15

Diminuam antes os impostos sobre quem trabalha, e reduzam os benefícios fiscais a empresas que há anos dão prejuízo.

O capital adora o socialismo em épocas de crise
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De Sarin a 12.10.2018 às 04:21

Mete o libertário atrás de económico, que nisto de libertarianismos anda por aí muita gente a pensar no pilim e a esquecer-se que a coisa começou na relação estado/indivíduo.
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De Pedro a 11.10.2018 às 09:38

"Pelo contrário, se há imagem que não gera qualquer retribuição ao contribuinte, nem material nem espiritual, essa imagem é a do esbanjador que apenas consome e nada produz. Gente assim até pode ser engraçada no início, mas rapidamente perde a sua graça"

Fala de quem? Dos herdeiros de grandes fortunas? Desses empreendedores, cujo negócio é ser filho de...?

O Rendimento Mínimo anda há volta dos 180€, por indivíduo. Ganda consumo....de bjecas....

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