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Legislativas (2)

por Pedro Correia, em 04.09.15

"Poucochinho", diria o António Costa de Maio de 2014 se já então pudesse comentar as sondagens do seu partido em Setembro de 2015.


10 comentários

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De Trocando por miúdos a 04.09.2015 às 14:37

Se a sondagem do Expresso tem o PS na frente por apenas um ponto percentual é porque a coligação na realidade lidera as intenções de voto. É tão certo que têm sido escassas as sondagens nos últimos tempos, apesar de já faltar um mês para as eleições. Basta ver o frenesim (a ponto de todos os dias sair asneira) em que tem andado o Costa, em comparação com os outros, que sabem que estão na frente. Como os jornais são amigos do "pi-ésse" alinham nesta farsa para não criar pânico e desânimo na esquerda.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 12:46

Não há como atendermos aos factos:
Em Maio de 2014, com Seguro, o PS atingia os 38% nas intenções de voto, com tendência ascendente.
Em Setembro de 2015, com Costa, o PS queda-se nos 36%, com tendência descendente.
Estes barómetros, noto, são elaborados pela mesma empresa segundo os mesmos critérios.

Depois dos factos, a pergunta:
Valeu a pena trocar de líder para baixar dois pontos percentuais em 16 meses?
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De Vento a 04.09.2015 às 15:21

As sondagens, para quem faça uma análise conveniente, situam-se no mesmo plano das sondagens que existiam anteriormente e que davam uma vitória para o ex governo Sócrates. E assim não aconteceu.

As sondagens sugerem uma situação favorável à coligação, cujas sondagens anteriores não existiam porque eram feitas em termos partidários e não de coligação.
Sabe quem sabe que o resultado nunca será como as sondagens dizem.

As sondagens de Maio de 2014 davam 26,9% para o PSD e 8,1% para o CDS. A soma dá 35%. Significa isto que quem está em perda é a coligação face aos resultados individuais alcançados em 2011.

Significa isto também que a coligação e seus adeptos pretendem, maliciosamente, transformar as suas perdas em vitória.
Quem tiver olhos veja.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 12:52

Errado.
A coligação tem 35% neste barómetro - percentagem igual à da soma PSD+CDS obtida no barómetro de Maio de 2014.
Com duas diferenças significativas.
Primeira: o método de Hondt potencia as coligações na conversão de votos em mandatos. Ou seja: os 35% de 2015 (PàF) permitem eleger mais deputados do que os 35% de 2014 (PSD+CDS).
Segunda: em Maio de 2014 o intervalo entre o PS e a soma dos dois partidos da coligação era de 3%; agora é de apenas 1%, o que equivale a um empate técnico.
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De Vento a 05.09.2015 às 16:51

Meu caro, você vem dizer exactamente o que eu disse acrescentando coisas.

Na realidade o que eu disse é que a coligação pretende transformar perdas em vitória. Por isto mesmo se coligou, porque não era conveniente estabelecer comparações individuais que mostraria o distanciamento que cada um, individualmente, ficaria do PS e de outros partidos.

Eles estão a usar uma habilidade eleitoral para fazer crer à opinião pública que não estão em perda, por isto se coligaram.
Neste tipo de coligação acentua-se, porém, a não existência de qualquer princípio social e ideológico.
Para camuflar este não sentido o PSD usa também o CDS, que por sua vez usa o PSD para poder estar no poder, em particular Paulo Portas, para tentar que na sua habilidade retórica faça passar um discurso tecnocrata através de elementos técnicos que até não compreende e que não correspondem à realidade.

Para tal faz-se um discurso pseudo-economicista para fazer acreditar um sucesso que não existe.
Aqui chegado, pegarei num facto a título de exemplo, usando o sector exportador e um sector tão usado para demonstrar sucesso: o sector do calçado.

Os dados apresentados para referir o crescimento exportador são em valor e não em percentagem. Uma vez a percentagem dá jeito outra vez o valor. Assim o vão usando consoante a conveniência e omitindo outros dados que importa compreender.

Em 2014 o valor das exportações, retirado os 10 milhões de pares de sapatos que foram reexportados mas que tinham origem na China, situou-se em cerca de 1845 milhões de euro.
Em 2012 o valor das exportações situou-se pouco acima dos 1600 milhões de euro.
Paralelamente desde 2010 o preço do calçado exportado regista um aumento de preço superior a 30%.

Convém agora fazer-se umas contitas. Se tivermos em conta o aumento de 30% no PREÇO do calçado desde 2010 encontraremos um crescimento médio anual de 7,5% no PREÇO do produto.
Se dividirmos o valor das exportações em 2014 (1845 milhões) pelo valor de 2012 (1600 milhões) verificaremos que PERCENTUALMENTE existiu um crescimento de 15,3%. Se dividirmos os 15,3% do crescimento pelos 2 anos (2013 e 2014) encontraremos o crescimento médio anual de 7,65%

Se subtrairmos o valor do crescimento médio anual de crescimento das exportações (7,65%) pelo valor média anual do crescimento do PREÇO do produto (7,5%) o resultado será um saldo de crescimento no valor das exportações de 0,15%.
Significa isto que não obstante a dinâmica do sector os valores indicam-nos que a teoria do sucesso não é assim e que as exportações não são o eldorado da recuperação económica e da empregabilidade.

Mais, diz-nos Paulo Portas que a diminuição do IRC provou benefícios e que ainda assim o estado arrecadou mais IRC.
Todavia a colecta de IRC aumenta porque o consumo INTERNO aumentou. E foi por via do CONSUMO INTERNO que se gerou mais colecta, demonstrando-se assim que quer as decisões do TC quer as propostas dos partidos da oposição ao estímulo interno são as medidas correctas. E Paulo Portas vem enaltecer exactamente o que a coligação sempre contrariou e deseja contrariar.
MAIS, a descida do IRC só demonstra que a medida está ERRADA. Porque esta coligação retirou receitas adicionais aos cofres do estado que PODERIAM SER CANALIZADAS PARA APOIOS SOCIAIS. MAIS, à descida da taxa do IRC acresce os créditos fiscais - significa mais retirada de receitas - e o FACTO de essa descida não reflectir AUMENTO DE INVESTIMENTO.
Assim, PSD/CDS demonstram por suas próprias teorias que A VIA A SEGUIR É A DO PS.

Mais, e por último, Paulo Portas e o programa da coligação não é capaz de revelar seu projecto relativo à Segurança Social. E faz depender, MALICIOSAMENTE, um projecto futuro num acordo com o PS. Significa isto que eles ou não têm ideia do que fazer ou têm ideia mas envergonham-se de a apresentar.


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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 23:56

Você já descolou totalmente do ponto inicial: Costa, em vez de fazer subir o PS nas sondagens do 'Expresso', conseguiu ao fim de 16 meses situá-lo dois pontos percentuais abaixo.
Facto notável para um partido da oposição.
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De Vento a 06.09.2015 às 00:08

Primeiro, a haver descida ela não existe por subida da coligação. Já aqui deixei num post de JAA a referência aos cálculos usados para se estabelecerem sondagens, que habitualmente indicam uma margem de erro de 5% e uma assertividade da recolha à volta de 93%. Significa isto que possuímos dois vectores de erro: um de 5% e outro de 7%.

Por outro lado se eu fizer uma projecção com base em dados, por exemplo, de influência de um partido (quer por região quer por área de residência) e pretender extrapolar para o perímetro nacional eu estou a fazer um cálculo numérico correcto mas uma incorrecção perante um resultado à escala nacional.
As regras da prudência ditam o bom senso.

Mas aproveitei para introduzir um debate sério e importantíssimo naquilo que realmente importa discutir para o futuro da nação. E não os fait-divers sobre sondagens e Sócrates e Marcos Antónios e Passos Coelhos e Tecnoformas e etc.

O que está em causa é o que eles fizeram e o que arruinaram ainda mais. Quem está a avaliação é este governo.
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De Pedro Correia a 06.09.2015 às 10:42

Sondagem a um mês das eleições dá empate técnico ao PS e à coligação. Parece-me poucochinho, à luz do critério definido por Costa em 2014: não basta ganhar - é preciso ganhar por uma diferença muito grande.
Recordo que ele defenestrou Seguro porque este só tinha ganho as europeias com uma diferença de três pontos percentuais...
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De Vento a 06.09.2015 às 13:45

Meu caro, eu tenho procurado que meus comentários sejam uma partilha de reflexões e que nos conduza, a partir de dados reais, a compreender a manha dos discursos de sucesso.
Mas já que o meu caro quer colocar o assunto em forma de certeza, permita que lhe deixe aqui uma certeza definitiva e que não voltarei a ela:

O PS VAI GANHAR E VAI GANHAR COM BOA MARGEM.

A minha preferência sempre foi por Seguro. Mas perante um crime governativo como o que assistimos por parte desta coligação e das meninices que alguns de seus ministros e secretários de estado nos têm presenteado, sem esquecer a barbaridade da dita Autoridade Tributária para mostrar serviço em termos de colecta, eu até votaria em Mao Tse Tung - se outros não existissem - se ele fosse vivo e apresentasse-se como candidato para governar Portugal.
Aqui tem o quanto eu respeito este país para que entre o péssimo e o mau eu escolhesse o que é mau, mas sempre na esperança de ir melhorando. Votando neste eu teria só um inimigo com quem me degladiar, que seria Mao Tse Tung. E com esta coligação eu tenho vários inimigos: a coligação, a nomenclatura fascista alemã e seus outros aliados.

Todavia, o PS tem boas propostas, realistas e podem fazer a diferença para começarmos a sair deste poço que ainda mais fundo foi cavado pela coligação.
E eu vou votar PS só por um motivo: Porque antes de eles apresentarem suas propostas já eu aqui defendia o modelo. Tive oportunidade de demonstrar isso mesmo nos meus debates com JAA. Logo, porque eram as minhas propostas para começarmos a ver a luz ao fundo do túnel fiz das propostas do PS minhas.

Há uma matéria que se tiver oportunidade eu comentarei consigo aqui. Que é uma fórmula para resolver a questão da TSU dos trabalhadores e empregadores relativa ao aumento do Salário Mínimo Nacional.
Mas fica para momento oportuno.
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De Pedro Correia a 07.09.2015 às 21:29

A fé pode mover montanhas. Mas nem sempre.

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