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Delito de Opinião

Lápis L-Azuli

Maria Dulce Fernandes, 23.07.25

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Hoje lemos Juan Rulfo: "Pedro Páramo"

Passagem a L' Azular: "De vez em quando, ouvia o som das palavras e notava a diferença. Porque as palavras que até então ouvira, até então sabia, não tinham som, não soavam; eram sentidas; mas sem som, como as que se ouvem em sonhos."

Nos dias que correm, não são apenas as palavras faladas que soam a diferença. As palavras escritas gritam a angústia e a tristeza de quem é continuamente trucidado e estilhaçado à luz de um acordo feticida e de uma novilíngua obtusa, concebida para retardados.

Temo pelo futuro das nossas crianças, pequenas ilhas rodeadas por um mar bravio de uma ignorância extrema.

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