Lápis L-Azuli

Hoje lemos José Saramago, "O Evangelho segundo Jesus Cristo"
Passagem a L' Azular: “Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti, disse-lhe, e ele respondeu, Quero estar onde minha sombra estiver, se lá é que estiverem os teus olhos. Amavam-se e diziam palavras como estas, não apenas por serem belas ou verdadeiras, se é possível ser-se o mesmo ao mesmo tempo, mas porque pressentiam que o tempo das sombras estava chegando na sua hora, e era preciso que começassem a acostumar-se, ainda juntos, à escuridão da ausência definitiva.”
Li O Evangelho Segundo Jesus Cristo duas vezes. A primeira quando estava na maternidade pela segunda vez no ano da sua publicação, e a segunda há pouco mais de um ano. Da primeira vez, tive alguma dificuldade em lê-lo. Não só pela leitura em si, que requeria atenção redobrada no processo, mas também pela desfaçatez do conteúdo, que revelava a "obscenidade" da religião, como se o amor entre um homem e uma mulher não fosse a coisa mais natural do mundo. Ensinaram-nos que "Jesus é amor" e o amor está patente no livro, da primeira à última palavra. Mostra um tipo de amor "diferente"... diferente de quê? Amor é amor.
Da segunda vez, entendi.
Páscoa Feliz, no Amor de Cristo.

