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Delito de Opinião

Lápis L-Azuli

Maria Dulce Fernandes, 19.06.24

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Hoje lemos: Fernando Aramburo, "Pátria".

Passagem a L-Azular: "Põem-lhes ideias ruins na cabeça desde jovens e eles caem na armadilha. Então  pensam que são heróis porque andam com uma arma. E não percebem que, em troca de nada, porque no final não há outra recompensa senão a prisão ou a sepultura, abandonaram o emprego, a família e os amigos. Deixaram tudo para fazer o que os aproveitadores lhes disseram para fazer. E destruir a a sua vida e a vida de outras pessoas, deixando viúvas e órfãos nas esquinas.”

Esta descrição do facciosismo partidário (independentista neste caso) é praticamente a papel químico da descrição de um viciado em drogas. Assim que se entra naquele mundo, ficam de tal modo agarrados e dependentes dos fornecedores de ideais que lhes é impossível desintoxicar. É o ideal para sempre, não importam quem "matam" ou quem "morre" desde que a sua referência de vida siga inalterada. Mesmo quando não tem razão de ser ou a razão não faz qualquer sentido.

Este livro é brutal e foi adaptado para televisão pela Netflix, numa série com o mesmo nome e que também é brutal de ver.

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