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Delito de Opinião

Lápis L-Azuli

Maria Dulce Fernandes, 23.03.24

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Hoje lemos: Samuel Beckett, "À Espera de Godot".

Passagem a L-Azular: "Façamos alguma coisa, enquanto temos oportunidade! Não é todos os dias que somos necessários. Na verdade, não é que sejamos pessoalmente necessários. Outros enfrentariam o caso igualmente bem, se não melhor. Aqueles gritos de socorro que ainda ressoam nos nossos ouvidos, foram dirigidos a toda a humanidade! Mas neste lugar, neste momento, gostemos ou não, toda a humanidade somos nós. Aproveitemos ao máximo, antes que seja tarde demais! Iremos representar condignamente para alguém, a sórdida ninhada a que um destino cruel nos confiou! O que dizes? É verdade que quando pesamos os prós e os contras de braços cruzados, não somos nada menos que um crédito para a nossa espécie. O tigre recorre à ajuda dos seus congéneres sem a menor reflexão, ou então foge para as profundezas dos matagais. Mas essa não é a questão. O que estamos aqui a fazer, essa sim,  essa é a questão. E somos abençoados por sabermos a resposta. Sim, na imensa confusão só uma coisa é clara. Estamos à espera da chegada de Godot - ”

Quem é afinal Godot, por quem os vagabundos Estragon e Vladimir esperam em vão à beira de uma estrada deserta? Será alguém real ou talvez uma forma imaginária de Deus (God+ot) que crêem ter ouvido as preces dos que deambulam por onde os sonhos são interditos e a sorte é ignota e obscura?

É que segundo a interpretação de Daniel do sonho de Nabucodonosor II, os deuses (ou ídolos pagãos, no caso) têm pés de barro, e quando caem,  caem com estrondo.

(Imagem Google)

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