Lápis L-Azuli

Hoje lemos: Gustave Flaubert, "Madame Bovary".
Passagem a L-Azular: “O discurso humano é como uma chaleira rachada na qual tocamos ritmos rudimentares para os ursos dançarem, enquanto ansiamos por fazer a música que derrete as estrelas.”
Na sequência da importância que toda e qualquer voz adquire num contexto de são convívio social, a verdade é que todos nós, espécimes humanos, nos rendemos ao som da nossa própria voz. No íntimo, desejamos sempre que os ursos dancem ao som da nossa música, e é por isso que matraqueamos a verve ad nauseam. Faz parte da nossa natureza? Provavelmente, mas então e o tal verniz que se adquiriu com milenios de civilização e que nos levaria a reconhecer as fronteiras da inconveniência? Pois é...
(Imagem Google)

