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Delito de Opinião

Lápis L-Azuli

Maria Dulce Fernandes, 10.01.24

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Hoje lemos: Gustave Flaubert, "Madame Bovary".

Passagem a L-Azular: “O discurso humano é como uma chaleira rachada na qual tocamos ritmos rudimentares para os ursos dançarem, enquanto ansiamos por fazer a música que derrete as estrelas.”

Na sequência da importância que toda e qualquer voz adquire num contexto de são convívio social, a verdade é que todos nós, espécimes humanos, nos rendemos ao som da nossa  própria voz. No íntimo, desejamos sempre que os ursos dancem ao som da nossa música, e é por isso que  matraqueamos a verve ad nauseam. Faz parte da nossa natureza? Provavelmente,  mas então e o tal verniz que se adquiriu com milenios de civilização e que nos levaria a reconhecer as fronteiras da inconveniência? Pois é...

(Imagem Google)

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