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Ouvi as palavras do Presidente da República sobre a tragédia de Pedrógão Grande. São uma vergonha. O Senhor Presidente afirma peremptoriamente que era impossível ter feito mais. Ora, numa situação destas o que é impossível é saber já se podia, ou não, ter sido feito mais. Dizer o que o Senhor Presidente diz tem o único objectivo de paralisar qualquer investigação séria. E o que um país sério faria numa circunstância destas seria apurar integralmente as responsabilidades, se existem, e promover um plano estratégico de prevenção e combate a situações futuras. As palavras do Presidente deveriam ser neste sentido e não no de encerrar apressadamente o tema. Mais tarde ou mais cedo há um preço de irresponsabilidade a pagar por ter um país dirigido por pantomineiros.

 

Leitura complementar: este post lapidar do Henrique Pereira dos Santos.

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5 comentários

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De ilda pontes a 18.06.2017 às 11:20

Ajudem ou Calem-se!!
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 14:46

Ó Ilda e a indignação não é permitida? Os que morreram já não carecem de ajuda
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De Anónimo a 18.06.2017 às 17:09

Qual indignação? Quanta falta de sensibilidade, meu Deus! E os que morreram carecem de tudo!, do nosso respeito, do nosso Amor, carecem de um cantinho no nosso coração! O meu pai, tem 85 anos, está muito doentinho, está atento às notícias, chamou-me e perguntou, Filha, que podemos fazer por este povo? Como podemos ajudar? Estou tão aflito!, mas o nosso Presidente já está lá! - E deixou cair uma lágrima ...
Vou deixar-lhe mais umas letras que copiei, não pedi autorização ao próprio, é um testemunho público que me alagou o coração de Esperança!, afinal temos gente, do melhor que há! Força Pedrógão!

"Rui Bebiano
7 h ·

62 VÍTIMAS
(E TENTO NA LÍNGUA, ESTUPORES!)

O número de vítimas mortais do incêndio da região de Pedrógão, Figueiró e Castanheira já vai em 62, para não falar dos feridos, incluindo bombeiros, e do grande número de desalojados que ainda está por conhecer. No meio desta desgraça colossal, é odioso o trabalho, por parte de algumas pessoas - a começar por certos idiotas, repórteres no terreno -, para encontrar e apontar «culpados». Claro que existe muita coisa a funcionar menos bem, mas há na região bombeiros treinados e bastantes meios.

Só que um fogo desta dimensão, num terreno irregular como aquele, cheio de covas onde existem casas, não tem hipótese alguma de ser enquadrado por infalíveis mecanismos de prevenção. Já agora, para as pessoas que deveriam estar caladas ou ter tento na língua, pois não sabem do que falam: para interditar uma estrada são precisas pessoas e discernimento para o fazer, mas em aldeias recônditas, cercadas pelo fogo, a prioridade de quem lá mora é salvar-se, é fugir dê lá por onde der, não é cortar estradas que podem ser a sua única salvação.

Já me encontrei cercado pelo fogo, quando apoiei bombeiros em alguns incêndios florestais nesta região, onde nasci e vivi e que conheço muito bem, e sei que nesses momentos é quase impossível ser-se racional. Habituei-me a isso em situações de catástrofe, embora nenhuma delas com esta dimensão, ou algo que se pareça. Aliás, em alguns casos, «ser-se racional» é mesmo perceber que o mais provável é que aconteça o pior. E ser-se suficientemente forte para o enfrentar."
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 18:37

"a começar por certos idiotas, repórteres no terreno -, para encontrar e apontar «culpados»."

Não se preocupe com a idiotice da atribuição de culpas pela morte de quase 80 pessoas. Foi a trovoada. Negligência, na limpeza dos terrenos e na evacuação das populações, não houve, nem haverá. São os imponderáveis, o mato acumula-se, os caminhos descuidam-se e depois vem a maldita trovoada...afinal os blindados só em situações de guerra.

Em Leiria:
Regimento de Artilharia 4

Cooperar, nos termos da lei, com as forças de segurança.
Cooperar em missões de proteção civil.
Colaborar em tarefas relacionadas com a satisfação das necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações.

Viaturas Blindadas Rodas PANDUR II 8x8 - capacidade para transportar 10 pessoas. Estacionadas em Leiria. Existem em Portugal cerca de 200 viaturas destas

Maiores são os idiotas que se satisfazem como umas rezas e com a vontade de Deus, ou da Anateresa. Exijo culpados, pois é injustificável terem morrido 80 pessoas num fogo, com os meios técnicos e operacionais que existem em Portugal.

"mas em aldeias recônditas, cercadas pelo fogo, a prioridade de quem lá mora é salvar-se, é fugir dê lá por onde der, não é cortar estradas que podem ser a sua única salvação."

As pessoas devem ser retiradas antes do fogo lá chegar. Nem que seja com recurso a blindados.

"quase impossível ser-se racional"

Um profissional é treinado para lidar com situações limite. Stresse e pânico podem ter os civis, não os profissionais treinados, daí as formações que esta gente faz ao longo do ano. Não vai para bombeiro ou para militar quem quer, mas quem pode.
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De ilda pontes a 18.06.2017 às 21:01

"Um assombro antigo
(...) o fulgor do fogo / Que nenhum ser humano pode olhar sem um assombro antigo (...)

[Jorge Luis Borges]

Assombro, horror, comoção: antigos sim, mas atuais, presentes, imediatos, como facas finas cravadas na nossa consciência coletiva."

Novamente Xilre. Cobertinho de razão.


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