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Ouvi as palavras do Presidente da República sobre a tragédia de Pedrógão Grande. São uma vergonha. O Senhor Presidente afirma peremptoriamente que era impossível ter feito mais. Ora, numa situação destas o que é impossível é saber já se podia, ou não, ter sido feito mais. Dizer o que o Senhor Presidente diz tem o único objectivo de paralisar qualquer investigação séria. E o que um país sério faria numa circunstância destas seria apurar integralmente as responsabilidades, se existem, e promover um plano estratégico de prevenção e combate a situações futuras. As palavras do Presidente deveriam ser neste sentido e não no de encerrar apressadamente o tema. Mais tarde ou mais cedo há um preço de irresponsabilidade a pagar por ter um país dirigido por pantomineiros.

 

Leitura complementar: este post lapidar do Henrique Pereira dos Santos.

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4 comentários

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De V. a 18.06.2017 às 12:04

Miserável. O próprio secretário de estado a que Marcelo se abraçava ontem tão consternado está na televisão a dizer que "são fenómenos", "não venham cá dizer que são os bombeiros ou isto ou aquilo". Com esta atitude (o tipo será socialista?) percebemos logo o que temos pela frente.

Quem mora nestes sítios observa todos os anos que a forma como estão a combater os fogos na montanha é ineficaz — quer nas regras de povoamento florestal e prevenção sazonal, quer na própria "metodologia" de atacar o fogo (que é deixar arder entre pontos de ataque em vez fazerem contra-fogos) e deixam fogos pequenos atingir dimensões incontroláveis. Vejam a história da progressão do incêndio em Segade (Miranda do Corvo) há 2 anos e vão perceber. Há falta de meios e sobretudo há falta de inteligência. Podem usar o jargão da polícia em toda a sua maravilhosa extensão lexical e contar "meios aéreos" aéreos à vontade (um substantivo de grupo não é um substantivo singular, seus estúpidos) mas as desgraças vão continuar a acontecer porque quem manda não sabe o que está a fazer e não têm espírito de investigação para solucionar problemas adequadamente: são só políticos sazonais.
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De José M. Santos a 18.06.2017 às 12:25

" quem manda não sabe o que está a fazer e não têm espírito de investigação para solucionar problemas adequadamente: são só políticos sazonais."
Há algo de estranho neste país (na Inglaterra é pior): quem manda não sabe o que está a fazer e os que sabem o que fazer abraçam sempre a profissão de comentadores. Por que é que estes, que sabem e têm espírito de investigação, não tomam o comando das operações (aqui ou na Inglaterra, o mal é universal) em vez de comentarem?
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De V. a 18.06.2017 às 14:02

2 problemas diferentes:

1. Falta de cultura institucional e instituições "amadoras": A onda de calor estava prevista há uma semana, as condições atmosféricas prefiguravam uma situação potencialmente explosiva. Avisos e monitorização? Reforço de vigilância? Meios de prevenção no terreno (não é nos armazéns, é no terreno) ANTES dos fogos começarem? Pre-antecipação das emergências?

2. Falta de talento na administração do território: 1. povoamento urbano de má-qualidade (e mau gosto); barracas, barracões de alfaias e de animais sem regras mínimas de segurança ou salvaguarda de meios de socorro; povoamento selvagem da floresta com plantação de árvores de marco a marco sem espaço de guarda nem espécies para barreira; mau gosto e rebaldaria nas próprias instituições (J. de freguesia e CMs) que não impõe modelos físicos de habitações (como fazem em Inglaterra, por sinal) e povoamento do espaço urbano e agrícola. É tudo feito à balda, tipo acampamento de saltimbancos mas com cimento que é para durar. Enquanto não meterem isto no fundo dos vossos cornos não vamos a lado nenhum. Já estou irritado. Só legislam para a merda das taxas e dos impostos, não para termos um país bonito, com bom-gosto e bem organizado. Legislam para a corporação, para se safarem, para o vosso próprio ordenado — sem realmente terem talento para os cargos que ocupam e que, ocupando-os, impedem outros melhores de lá chegar porque quem os ocupa são sempre os mesmos, das mesmas famílias, com a mesma cultura. Uma cultura de merda. Quem vive nestes sítios, como eu vivo, sabe bem o abandono a que estas regiões estão votadas ou como estão na mãe de meia dúzia de tipos que berram mais alto — e que os programinhas das associações municipais para gerir fundos de desenvolvimento foram um logro e foram aproveitados por doutores (de Coimbra e não só) para as mesmas coisas de sempre. Tomara que fosse só vox populi e treinadores de bancada. Mas não é. As pessoas queixam-se e com razão. Outras (as que fazem os barracões) queixam-se sem razão. Queixam-se mas tem culpa, porque são desleixadas e a natureza não é: são forças físicas, com causa e efeito, e nunca falham.
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De Anónimo a 18.06.2017 às 15:16

"Uma cultura de merda." Pois, na Inglaterra é que é bom.

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