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Lamento

por Pedro Correia, em 09.01.19

Uma das melhores livrarias de Lisboa, de que fui durante anos visitante e cliente habitual, era a Bulhosa, situada no extremo sul do Campo Grande, já quase em Entre-Campos. Um dia, há pouco mais de um ano, encerrou "para inventário", como rezava o letreiro. Não voltou a abrir: morreu assim, ingloriamente, perante o alheamento quase total desta cidade que anda de costas ostensivamente viradas para a cultura.

Há dias passei por lá. Onde morou a Bulhosa está agora um desses estabelecimentos pindéricos que prometem "depilação total nas axilas e nas virilhas" em letras garrafais estampadas à entrada. É uma actividade em expansão, ao que parece. A malta preocupa-se com a fachada e marimba-se para o intelecto: os neurónios não propiciam fotos giras no Instagram.

Lamento, claro. Mas não estranho. Ainda há pouco, numa roda de amigos com um nível cultural supostamente acima da média, perguntei-lhes quantos livros tinham comprado em 2018. Zero, nada: nem um. «Li por obrigação quando andava na escola, felizmente hoje já não preciso disso», respondeu um, sem sombra de ironia. Daí as livrarias - que também eram um espaço de convívio, de socialização, de buscas e descobertas - irem fechando, umas atrás das outras, por esse país fora. Pobre e frívolo país, tão mal instruído e tão bem depilado.

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106 comentários

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De Luís Lavoura a 09.01.2019 às 11:03

Passo regularmente em frente à antiga Bulhosa e notei logo que ela fechou, e muito estranhei nunca ter visto neste blogue um post sobre o assunto. Este post vem bastante atrasado. (Mas mais vale tarde que nunca.)

A malta preocupa-se com a fachada

Em matéria de depilação de axilas e virilhas, questiono em que é que isso é "fachada", dado que as pessoas raramente mostram as axilas e as virilhas umas às outras.

Eu no verão corto os pelos nas axilas mas não é porque ache que são feios, somente porque acumulam mau cheiro do suor; sem pelos nas axilas quase que não se cheira mal.

perguntei-lhes quantos livros tinham comprado em 2018. Zero, nada: nem um.

A minha mulher é uma pessoa muito culta e farta-se de ler, mas também não compra um único livro - todos os livros que lê são clássicos, que ela requisita na biblioteca pública do bairro. Ela farta-se de me criticar por eu comprar livros, diz que é um desperdício disparatado de dinheiro (embora no meu caso não seja, porque em geral compro livros acabados de editar e que ainda não existem na biblioteca, se é que alguma vez lá virão a existir).
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De Anónimo a 09.01.2019 às 17:16

Sr Lavoura

Segundo a lei vigente: - A Biblioteca Nacional recebe um (ou mais) exemplar editado em Portugal.

Boa Leitura


Amendes
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:35

Aumentámos a nossa cultura geral ao ficarmos a saber que você "corta os pelos nas axilas".
Antes isso do que cortar os pulsos.
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De jpt a 09.01.2019 às 20:05

O lavourismo está cada vez melhor
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 22:26

Quanto pior, melhor.
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De jpt a 10.01.2019 às 12:12

Sabes que nestes últimos meses me brotou uma verdadeira paixão pelo nosso Luís Lavoura, até com requebros eróticos (exponenciados agora por este seu comentário)? E até com ele já tenho arrufos e tudo ...
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De Pedro Correia a 10.01.2019 às 23:40

Ó diabo, apanhaste algum vírus marado aí em Bruxelas?
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De jpt a 12.01.2019 às 15:34

Sei lá, deve ser isso ...
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De xico a 09.01.2019 às 23:24

Essa dos pelos causarem mau odor é de cabo de esquadra. O tempo que gasta em irritar a pele, gaste-o a lavar-se:
https://diariodebiologia.com/2010/09/qual-a-funcao-do-cabelo-no-sovaco/
Eu não tenho tempo para depilações. Faz-me falta o tempo das depilações para ler e comprar livros.
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De Luís Lavoura a 10.01.2019 às 09:09

Cortar os pelos das axilas não irrita a pele; eu faço-o com um aparador de cabelos, que nem chega a tocar na pele.
Lavar-se com sabão, isso sim, é que prejudica a pele, pois elimina a gordura natural dela.
Quanto à eliminação do cheiro, trata-se de um facto que você pode comprovar experimentalmente. Não é de cabo de esquadra, é um saber de experiência feito.
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De Luís Lavoura a 09.01.2019 às 11:36

E a propósito da depilação de fachada, parece-me que Portugal ainda não está tão mal como, digamos, o Líbano, no qual, segundo li há pouco tempo na Economist, uma coisa que está muito em voga são cirurgias estéticas à vulva. Para pôr os lábios mais assim ou mais assado e para "rejuvenenscer" esse tão importante - e, sobretudo, tão visível! - órgão.
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De João Pedro Pimenta a 09.01.2019 às 12:09

Também fui visitante e cliente habitual da Bulhosa quando trabalhava nas proximidades, Pedro. Era um espaço enorme, convidativo e com uma oferta muito interessante. E na altura muito frequentada (cheguei mesmo a cruzar-me com o Presidente da Comissão Europeia em exercício). Já tinha era o irritante sufixo "Books and Livings". Tal como tinha a Leitura, do Porto, que também encerrou definitivamente no ano passado. No outro dia passei em frente: agora é um bar tipo "pub", mais apropriado para o tipo de consumidores que a Baixa portuense recebe hoje em dia.
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De Luís Lavoura a 09.01.2019 às 12:25

A Bulhosa não era, em minha opinião, muito convidativa: por ser muito funda, tinha pouca luz na parte de trás. Eu não me sentia lá confortável a ler partes dos livros.

Supondo que a Baixa portuense recebe o mesmo tipo de gente que a de Lisboa, livrarias ainda podem ser lá úteis, pelo menos eu no outro dia visitei a Bertrand do Chiado e, para minha surpresa, vi lá montes de estrangeiros com aspeto de turistas a pesquisar livros.
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:37

Abaixo a badana, viva a bezana: podia ser um 'slogan' para esta tendência (não só portuense) de abrir um bar onde havia uma livraria, João Pedro.
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De jpt a 10.01.2019 às 12:14

Isso era muito bom anúncio para uma actual livraria: secção "degustação" (como agora se diz o estar na tasca) "Abaixo a bezana, viva a badana", e do outro lado secção "estantes" com o anúncio inverso. Descontos no preço do vinho e petisco consoante as badanas adquiridas, e vice-versa. Ou vive-versa
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De João Pedro Pimenta a 10.01.2019 às 19:55

O bar em questão chama-se, salvo erro, Romanoff (passe a publicidade). Se alguma vez voltarem ao negócio original, podem aproveitar para uma secção de literatura russa pré-soviética.
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De Anónimo a 09.01.2019 às 19:09

Também fui cliente da Leitura, embora nunca a tivesse visitado.
Uma vez comprei o #4 da Revista Periférica numa Feira do Livro aqui na Beira. Achei interessante e liguei para a Leitura pedindo se eles me conseguiriam arranjar os 3 primeiros números.
E arranjaram!
E foi assim que passei a conhecer melhor a escrita do Rui Ângelo Araújo.
E fiquei cliente (via CTT) da Livraria Leitura.
Fiz o que pude, mas ela fechou na mesma.

Maria
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 22:28

Também aprecio muito a escrita dele. Aliás, já escreveu no DELITO.
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/convidado-rui-angelo-araujo-9220351
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De Anónimo a 09.01.2019 às 22:47

Passei muitas horas sentada nas escadas da Leitura, em criança, enquanto a minha mãe procurava o que queria ler. E foi por lá que comecei a procurar também.
Tudo virou bar ou café. Não posso negar que o Porto está cuidado e atraente. Todo bem depilado, como diz o Pedro Correia, deixou de ser o meu Porto.
Num Domingo de Novembro tive que fazer horas para uma visita no Sto. António, quis tomar um café. Piolho, Ceuta e Aviz fechados. E neguei-me a entrar nas várias montras de neon ikea onde suponho se tomem brunches acompanhados de batidos com uma folha de hortelã. Tenho sempre medo de entrar nesses sítios; o meu inglês é mau, pelo que posso ser mal interpretada.
Salva-se uma Bertrand na rua da Fábrica, onde comprei em Dezembro um Peter Pan e um Feiticeiro de Oz.
Isabel
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De João Pedro Pimenta a 10.01.2019 às 19:59

Eu também era "cliente" com onze, doze anos, mas preferia a secção da BD franco-belga, de que havia às carradas, no primeiro andar, que dava para a rua de Ceuta (precisamente a que encerrou mais cedo).
Pela minha experiência recente, há alguns cafés mais "tradicionais" que por ali estão abertos ao Domingo, na zona de Carlos Alberto.
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De Trendy Lisbon a 09.01.2019 às 12:52

"o alheamento quase total desta cidade que anda de costas ostensivamente viradas para a cultura" esta frase tocou no ponto e fiquei triste com o post... Lisboa tornou-se demasiado fútil de repente (é claro que como reflexo de tudo no geral), e por isso é que agora, passados doze anos lá, me vim embora. Perdeu-se a essência da cidade (que era mais do que cultural), mas também as pessoas perdem valores a cada dia que passa, e por opção. Vão exclusivamente aonde se tirar a fotografia mais 'fashion' para exibir, e é óbvio que o tempo a publicá-la e a trabalhar o seu "fake self" online será prioridade em relação a ler um livro. É claro que cada um sabe de si e tem o direito a gastar a vida como entende, mas os resultados ficam à vista enquanto sociedade. E acho que ainda nem se viu nada... Também lamento, para dizer o mínimo.
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:30

Toca no ponto certo, Isabel. Vou destacar o seu comentário.
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De Anónimo a 09.01.2019 às 23:14

Muito gentil. :)
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De João Lisboa a 09.01.2019 às 13:07

Das livrarias (mais ou menos) "mainstream" frequentáveis, restam a Almedina, as Bertrand (em equilíbrio instável) e a Barata (asfixiada pela Leya). À Bucholz (também em abraço de urso da Leya) já não vou há algum tempo. A Bulhosa era, de facto, um dos últimos portos de abrigo, tanto em Entrecampos como nas Amoreiras.
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:33

Revejo-me por inteiro no espírito e na letra da breve digressão que aqui deixa, meu caro João.
Permito-me acrescentar esta, que ainda resiste com indisfarçável orgulho:
http://www.lojascomhistoria.pt/lojas/livraria-ferin

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De João Lisboa a 09.01.2019 às 18:30

A Ferin, claro.

Infelizmente, a devastação não é só por cá. Da última vez que fui à Foyles, em Londres, nem a reconheci. O que deixa também bastantes londrinos infelizes: http://lishbuna.blogspot.com/2015/03/blog-post_96.html
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 22:29

Bem observado. E é como diz: está muito longe de ser um fenómeno lisboeta: é uma tendência geral.
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De Anónimo a 10.01.2019 às 00:48

A lenta e triste morte das livrarias...

Em Londres gosto muito da John Sandoe Books, ali à beira de Kings Road, em Blacklands Terrace. Mais ao fundo, a WorldsEnd bookshop é outro tesourinho, há uma outra em Fulham Road igualmente óptima, escapa-me agora o nome.

Abraço
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De Pedro Correia a 10.01.2019 às 23:43

Bem a propósito, esta evocação.
Abraço.
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De Fernando Antolin a 12.01.2019 às 11:41

"...A lenta e triste morte das livrarias...

Em Londres gosto muito da John Sandoe Books, ali à beira de Kings Road, em Blacklands Terrace. Mais ao fundo, a WorldsEnd bookshop é outro tesourinho, há uma outra em Fulham Road igualmente óptima, escapa-me agora o nome.

Abraço..." não sei por que razão fiquei anónimo abraço renovado
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De Pedro Correia a 12.01.2019 às 11:55

Agora ficou bem claro, meu caro Fernando. Segue outro abraço.
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De Miguel a 10.01.2019 às 11:15

Acontece o mesmo em alguns dos mais reputados campus universitários norte-americanos. Paris vai resistindo um pouco melhor. E na Escandinávia, alguém sabe?...
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De Pedro Correia a 10.01.2019 às 23:52

Na Escandinávia desconheço.
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De Ricardo Igreja a 09.01.2019 às 13:25

Pobre e frívolo país. Portugal resumido em dois adjectivos.
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:33

Infelizmente, Ricardo, cada vez mais é assim.
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De lucklucky a 09.01.2019 às 13:26

A Bertrand está num bom local. Lembro-me de percorrer todas. começando cá em cima ao lado esquerdo, depois a Bertrand, a Portugal etc.
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:34

Tantas vezes fiz esse circuito também...
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De Teresa Ribeiro a 09.01.2019 às 13:33

Poucos dias antes do Natal, numa livraria onde havia um movimento assinalável, reparei que a esmagadora maioria das pessoas que estavam na fila para pagar tinham na mão o tipo de livros que agora as editoras fazem como pipocas: de receitas de chefes famosos, sobre clubes de futebol, sobre pequenas curiosidades, típicas da cultura de almanaque. É o que se vende: livros de supermercado. E é por isso que os supermercados andam a matar as livrarias.
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De jpt a 09.01.2019 às 13:47

Lamento discordar: são as pessoas que matam as livrarias
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De Anónimo a 09.01.2019 às 14:26

Eu concordo com a Teresa.
Agora quando entro na Bertrand (única livraria a sério aqui numa cidade da Beira Interior) dou de caras com os mesmos livros que vejo no Modelo ou no Jumbo quando vou comprar batatas e cebolas. Nunca têm os livros que eu quero (geralmente de editoras independentes), é preciso encomendar tudo... e eu gosto de ver o que compro, de folhear antes de comprar.
E alguns livros nem é possível encomendar, tenho que pedir directamente às editoras.
Enfim, uma tristeza.

Maria
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De Luís Lavoura a 09.01.2019 às 17:44

Editoras independentes numa cidade da Beira Interior, deve ser de facto muito difícil.
Livrarias independentes que são de facto deliciosas de visitar, conheço a Utopia no Porto e a Tigre de Papel em Lisboa. Nelas vê-se coisas que não se encontra em mais lado nenhum.
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De Anónimo a 09.01.2019 às 18:45

Ai Lavoura, o senhor nem lê, desata logo a responder como se não houvesse amanhã.
Eu disse que não encontrava livros de editoras independentes à venda na Bertrand.
E até cheguei a ligar para a Tinta da China e para a Cavalo de Ferro (2 exemplos) a pedir para eles enviarem as novidades aqui para o Burgo.
Haben Sie verstanden?
Posto isto, quando vim para cá viver até havia uma editora independente: a "Alma Azul"(alô Elsa Ligeiro, beijinho se por acaso passares por aqui).
Para terminar, caro Lavoura, gostei de saber que compra livros!

Maria
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De Teresa Ribeiro a 09.01.2019 às 17:55

Acontece-me isso cada vez mais, Maria. Mesmo com livros que foram editados há relativamente pouco tempo.
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:40

Muitos livros são hoje vendidos no Continente, no Pingo Doce, na Galp e na BP, Teresa. Sinal dos tempos.
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De Ricardo Silva a 09.01.2019 às 13:36

E o mesmo irá acontecer a todas as outras livrarias, incluindo as grandes FNACs e similares. É só uma questão de tempo. E não é necessariamente por falta de consumidores, tal como o Pedro apregoa. É uma actividade (livros em papel e respectiva venda) que tem naturalmente os dias contados com o normal progresso tecnológico. A música vai mais à frente neste aspecto, porque também é tecnicamente bastante mais fácil essa transição. Não é muito difícil de prever um mundo daqui a menos de uma década, sem livrarias e mesmo sem editoras, com os autores a publicarem directamente em plataformas digitais. Diria mesmo que isso só ainda não aconteceu em Portugal por um motivo: a própria língua Portuguesa, e a ainda relativa dificuldade em encontrar literatura digital em Português. Mas vai ser inevitável.
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:29

Espero bem que o seu vaticínio não se comprove, Ricardo.

E aproveito para divulgar algumas livrarias que ainda não se transformaram em depiladoras:

http://www.lojascomhistoria.pt/lojas/livraria-ferin
https://www.bertrand.pt/template/livraria-bertrand-do-chiado
https://www.livrarialello.pt/pt-pt/

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De Luís Lavoura a 09.01.2019 às 17:49

O progresso tecnológico não é um destino. Repare por exemplo que já há dezenas de anos que se inventaram as mudanças automáticas para automóveis, que constituem indubitavelmente um progresso tecnológico que facilita a vida do condutor, mas elas nunca passaram de uma exceção na Europa. Apesar de as mudanças manuais darem muito mais trabalho ao condutor, os condutores europeus parecem continuar a preferi-las.
Em música, atualmente está na moda editar discos em vinil, uma tecnologia claramente ultrapassada e incómoda mas que algumas pessoas voltam a preferir.
Em livros a coisa fia ainda mais fino: muitas pessoas gostam de ler pedacinhos de um livro antes de o adquirirem. E isso só se pode fazer numa livraria.
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De Vorph Ivanova a 10.01.2019 às 08:37

Ao passo que com o forno eléctrico aconteceu o contrário.

Os livros digitais são incontestavelmente mais práticos, sobretudo quando falamos de calhamaços de 700 páginas. Sou fã
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De jpt a 09.01.2019 às 13:48

Depilados mas tatuados ...
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De Pedro Correia a 09.01.2019 às 17:16

Até ao tutu. Ou até ao tutano.

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