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José Sócrates e a sua gente

por jpt, em 05.05.18

471209.jpg

 

Foram anos a feder: sabia-se de como aquele governo se intrometia na comunicação social, sempre um péssimo sintoma; sabia-se das investidas na banca; desconfiava-se, muito para além do normal, das manigâncias económicas (estas que agora causam isto), ainda que não tanto, caramba; sabia-se da trapalhada da licenciatura (“ele goza com isso no conselho de ministros“, dizia-me quem lá se sentava); sabia-se do imundo nepotismo, esse que é marca d’água do partido.

E sabia-se também de todos os “socialistas” e “companheiros de estrada” proto-pós-BE, a defendê-lo e ao “estado da arte” até à última: o eixo lisboeta de verniz “intelectual” e moderno (os do blog Jugular são uma boa caricatura desse lixo cívico), os académicos (tudo trocando pelo “grande ministro Mariano Gago”), os “quadros da função pública”. Defenderam-no(s) sempre, a todo o custo. Durante o seu poder, e também nos anos seguintes. Incensaram-no quando regressou, já feito Autor, de Paris, ressuscitaram-lhe o PEC 4, saudaram o Mestre Eduardo Lourenço feito seu prefaciador, louvaram-no especialista de Rimbaud, quiseram-no em Belém. Os que com ele estiveram no poder saíram em grande: para tutelar bancos rebentados, para embaixadores, para louváveis administrações não executivas, etc. Que as sinecuras foram várias. E tantos estão outra vez no poder – o execrável Capoulas, Augusto Santos Silva, Leitão Marques, Costa, claro, e tantos outros menos conhecidos.

E nisso tudo uma imensa arrogância, contra os “ressentidos”, os “ressabiados”, os “invejosos”, os da “direita”, como chamam, que se debatiam com aquele estado miserando das coisas.

Agora os Galambas e os Carlos Césares vêm dizer que têm “vergonha” destes corruptos. É um “in extremis”, a mostrar que já não há esperanças em safá-lo. E José Sócrates anuncia, como se ofendido, que abandona o partido socialista.

Eu nem me rio. Tamanho o desprezo. Pelos Pinhos & Sócrates. Mas também, e se calhar até mais, pelos Galambas. E por todos os que os apoiaram até ao fim, até mesmo hoje. Nos últimos tempos, já em desespero de causa, alguns já em silêncio, resguardando-se, outros apenas agarrados ao “segredo de justiça” e, em última esperança, a quererem mudar a PGR, ainda “a ver se pega”. E nem têm vergonha de serem o pouco que são. É vê-los aí, ufanos. Perdão, ufan@s, como tantos pavoneiam.


109 comentários

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De Isabel a 05.05.2018 às 03:07

Penso que esta decisão concertada do ps se inscreve numa estratégia de branqueamento, face a informações de que eles disporão ( não esquecer a sondagem encomendada logo a seguir aos primeiros incêndios ).
Agora o que me incomoda a ponto de eu não poder ouvir ou ver a cara aos fulanos é lembrar-me de que todos eles estão onde estão graças ao Sócrates. Foram eles, todos eles sem falhar nenhum dos pseudo-envergonhados, que elegeram o Sócrates 3 vezes chefe do partido com % superiores 90%. (
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/soacutecrates_eleito_secretaacuterio_geral_do_ps_com_933_dos_votos ). Sao todos cúmplices. Deviam apresentar o cartão, tal como fez Sócrates.
E quando penso que esta matilha foi a grande descoberta do pantanoso Guterres para renovar o partido, imagino a qualidade da gente que, à sua volta, pretende governar o mundo.
Estamos feitos!
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 09:04

Isabel lembre-se, também, da camarilha do Prof. Cavaco:

Oliveira e Costa, "o Mata Velhas" , Dias Loureiro, Ferreira do Amaral, Arlindo Cunha.

https://www.esquerda.net/content/notáveis-do-psd-nos-altos-cargos-do-bpn
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De Isabel a 05.05.2018 às 10:29

Já agora, falácia por falácia, lembrar também
Das prisões sem culpa formada do copcon
Do saneamento dos jornalistas do DN
Do fecho do jornal República

E, já agora, há também que falar das 4 causas que denunciou Salgado Zenha no tempo do Salazar

E, continuando « a falaciar », por que não falar da morte dos Tavoras?
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 12:07

Lembrando Lobo Xavier, não houve durante a III República, um governo tão lesivo para o Estado como o de Sócrates. Acrescento que talvez só o XI e XII Governos de Portugal se lhe tenham aproximado.

Num relatório divulgado pelo Tribunal de Contas, o custo acumulado da nacionalização do Banco Português de Negócios continua a subir e no final de 2016 ultrapassava os 3,66 mil milhões de euros

https://youtu.be/w9Z1B_9ZD6M

Quanto aos Távora julgo que já prescreveu! Julgo....


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De Isabel a 05.05.2018 às 12:39

Obrigada por ter corrigido o meu indevido uso dos Távora no plural. Um óptimo domingo para si.
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 14:10

Se corrigi foi sem querer...saiu-me...igualmente!
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De jpt a 05.05.2018 às 14:29

os Távora tiveram um azar lendário
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De Anónimo a 05.05.2018 às 15:06

Boas tardes.

Excelente, defender os podres dos outros com outros podres.
Assim sendo até parece que os primeiros podres ficam sem ser podres e os segundos continuam podres.
Isso tem um nome:
PODRIDÃO, e parece-me ser isso precisamente que o Sr. defende.
Passe bem e tenha cuidado com o cheiro
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De Sarin a 05.05.2018 às 16:03

E não se poderá ler também a inversa?

E há aquela muita boa gente que só viu os podres da governação quando Sócrates entrou na liça, e ficou essa muita boa gente tão espantada que, se nada tinha visto antes, nada continuou a ver depois.
E estranha quando ouve alguns dos que já o viam há muito, confundindo-os e confundindo as suas intenções.
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De jpt a 05.05.2018 às 16:21

que grande é o mundo diz o cegueta quando se lhe põe uns óculos graduados à frente?
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De Sarin a 05.05.2018 às 16:52

O cegueta não vê o mundo maior por ter óculos. Mais definido, sim, com pormenor. Pormaior e com espanto ao assestar telescópio frente aos óculos.
A dimensão de alguns objectos faz-lhe os outros pequeninos e até os pode ocultar... mas nem uns surgem por geração espontânea nem os outros são atomizados.
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De jpt a 06.05.2018 às 08:07

Se é para ser literal então deixe-me responder que depende da ceguetice ...
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De Sarin a 06.05.2018 às 09:58

Não fui literal, nem lá perto... :)

Claro que depende da ceguetice! E também dos óculos.
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De Anónimo a 05.05.2018 às 17:32

Memórias selectivas, enfim.
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De jpt a 06.05.2018 às 08:08

Venha o primeiro que não as tenha
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De lucklucky a 06.05.2018 às 05:16

O BPN faliu por má fé?

Quem colocou o dinheiro dos contribuintes no BPN?
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De jpt a 06.05.2018 às 08:08

Ao que consta o outro faliu (ou quase) por causa do mau primeiro-ministro.
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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 10:15

1)Não, faliu com a boa fé dos depositantes....

2) Os "mesmos" que o puseram no BES e BANIF.
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De jpt a 06.05.2018 às 12:16

Sim, em última análise os bancos faliram devido à crença dos depositantes. Mas: até que ponto essa crença foi induzida, tanto pelos próprios bancos, como pela tutela estatal e governamental?
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De jpt a 05.05.2018 às 15:43

Nem mais. O "nosso" Rui Rocha, no seu activíssimo mural de FB, onde tem devastado o sorriso socialista, já botou que esta manobra retórica dos dirigentes socialistas nesta semana é como a divisão do BES em banco bom e banco mau. Uma treta, como se sabe.
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 08:58

Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm austeridade, nem concepção, nem instinto político, nem experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?

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De Maria Dulce Fernandes a 05.05.2018 às 10:44

Já agora Mein Herr, Portugal perderia a indepndência para quem ?
E quanto teríamos que pagar por isso ?

Jpt, muito bem apontado. Subscrevo na íntegra.
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 12:34

Escreva ao Eça!
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De Sarin a 05.05.2018 às 15:57

De mestre, Eça... ;)
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De Anónimo a 05.05.2018 às 15:57

Pois claro !
E eu a pensar que era mais uma tirada "imponente" de Mein Herr...
Até me sinto socialista de envergonhada que estou...
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De jpt a 05.05.2018 às 15:45

obrigado Maria Dulce Fernandes
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De jpt a 05.05.2018 às 14:29

Onde encontra esses ministros, tão requintados, tão estetas. Eu tenho visto cada besta
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 15:59

É uma transcrição contemporânea do coevo Eça. Esqueci-me das "".
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De jpt a 05.05.2018 às 16:22

Puro sarcasmo, então. Obrigado.
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De Sarin a 05.05.2018 às 16:55

Ora bolas, Kälhau! E eu a pensar que o afinal esquecimento havia sido propositado teste à memória ou à indignação 🙄
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De jpt a 06.05.2018 às 08:10

Uma armadilha, não é.
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De Sarin a 06.05.2018 às 10:00

Pensei mais num concurso...
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De jpt a 06.05.2018 às 21:38

Concurso sem prémios?
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De Sarin a 06.05.2018 às 21:52

Homessa, nem me lembrei disso, no entusiasmo de concorrer!

Mas repare, há muitos concursos em que quem ganha prémio é quem os organiza, e às tantas o meu sub-consciente evitou misturas...

No entanto, podemos sempre arranjar um à pressão: uma imperial.
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De Anónimo a 05.05.2018 às 12:26

Como em tudo não há nada bom nem mau a 100%, mas como tenho assistido à evolução política e económica desastrosa nestes últimos 44 anos, permite-me dizer que não valeu a pena o golpe de Estado Militar do 25 de Abril. Porque só para se "poder falar e não ter voz", não valeu a pena. Para assistirmos sentados: "ao devaneio, à luxúria desenfreada de alguns, à corrupção sem punição, à proliferação da droga, à destruição da Indústria que havia sem substituição por outras (Indústrias - têstil, Vidreira, metalúrgica, refinarias, ........... abandono da agricultura entre muitas outras). Perda de direitos, abuso de todos os poderes, falta de ética, falta de moral, falta de respeito por tudo e todos. Tudo se faz no "máximo interesse da criança, no máximo interesse da mulher, no máximo interesse do pobre, ..........) No entanto não há Justiça. Os criminosos nunca são punidos. Na atual sociedade é defeito e é crime ser honesto e ser bom trabalhador. Digo isto porque são sempre nestes que caiem as sanções. Exemplo: Os banqueiros roubam, o "hérário público" desvia dinheiro para os bancos, dinheiro esse que é nosso dos nossos impostos. Quando falta o dinheiro no "héràrio público" onde é que o Estado vai aplicar a "Sanção"? A nós. Aumentando impostos a torto e a direito, inventando outros tantos desenfreadamente. Tudo isto é feito para "o nosso máximo interesse, para o desenvolvimento do País, para um melhor futuro para os nossos filhos e netos. Tudo isto è uma vergonha. O pais não sei se vai resistir a ficar independente por muito tempo. Mas uma coisa todos nós sabemos porque sentimos na pele todos os dias, que isto é uma rebaldaria. Não há LIBERDADE, mas sim LIBERTINAGEM. Também sabemos que o futuro dos nossos Bisnetos já está "Hipotecado". Onde estão o que tanto gritavam contra estes valores podres que estão em cima da mesa? Estão no "Bom-Bom" da cadeira do poder a colaborar com tudo isto e eles sim Felizes, porque também fazem parte dos beneficiados.
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De Maria Rodrigues a 05.05.2018 às 12:53

Como em tudo não há nada bom nem mau a 100%, mas como tenho assistido à evolução política e económica desastrosa nestes últimos 44 anos, permite-me dizer que não valeu a pena o golpe de Estado Militar do 25 de Abril. Porque só para se "poder falar e não ter voz", não valeu a pena. Para assistirmos sentados: "ao devaneio, à luxúria desenfreada de alguns, à corrupção sem punição, à proliferação da droga, à destruição da Indústria que havia sem substituição por outras (Indústrias - têstil, Vidreira, metalúrgica, refinarias, ........... abandono da agricultura entre muitas outras). Perda de direitos, abuso de todos os poderes, falta de ética, falta de moral, falta de respeito por tudo e todos. Tudo se faz no "máximo interesse da criança, no máximo interesse da mulher, no máximo interesse do pobre, ..........) No entanto não há Justiça. Os criminosos nunca são punidos. Na atual sociedade é defeito e é crime ser honesto e ser bom trabalhador. Digo isto porque são sempre nestes que caiem as sanções. Exemplo: Os banqueiros roubam, o "hérário público" desvia dinheiro para os bancos, dinheiro esse que é nosso dos nossos impostos. Quando falta o dinheiro no "héràrio público" onde é que o Estado vai aplicar a "Sanção"? A nós. Aumentando impostos a torto e a direito, inventando outros tantos desenfreadamente. Tudo isto é feito para "o nosso máximo interesse, para o desenvolvimento do País, para um melhor futuro para os nossos filhos e netos. Tudo isto è uma vergonha. O pais não sei se vai resistir a ficar independente por muito tempo. Mas uma coisa todos nós sabemos porque sentimos na pele todos os dias, que isto é uma rebaldaria. Não há LIBERDADE, mas sim LIBERTINAGEM. Também sabemos que o futuro dos nossos Bisnetos já está "Hipotecado". Onde estão o que tanto gritavam contra estes valores podres que estão em cima da mesa? Estão no "Bom-Bom" da cadeira do poder a colaborar com tudo isto e eles sim Felizes, porque também fazem parte dos beneficiados.
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De jpt a 05.05.2018 às 14:28

Desculpar-me-á mas discordo radicalmente. Vale a pena "poder falar e não ter voz", aparente oxímoro que apenas esconde a vontade ditatorial (normalmente comunista, mas também apelativa aos extremismos fascistas). Ou seja, vale a pena poder falar, mesmo que não se tenha o poder. E depois há outra coisa: vive-se incomparavelmente melhor em Portugal do que há 40 anos, e isso vale a pena.

E há outra coisa que valeu a pena. Estamos em paz. A glorificação patética dos "gloriosos capitães de Abril" fê-los uns heróis libertadores, e para isso há que esquecer que se revoltaram por razões corporativas, em defesa dos seus interesses económicos (e estatutários). Lembrá-lo implicaria lembrar que estavam em guerra, que eram profissionais da guerra, que tinham ido estudar para isso por opção própria e que tinha sido o grande sustentáculo do anterior regime - e foi nesse desiderato que aderiram àquela carreira profissional. Isto casa muito mal com a "glorificação": do Vasco Gonçalves, e a do Lourenço. A do crápula assassino Otelo (a quem ainda hoje historiadores funcionários públicos escrevem biografias falsificadoras sem que sejam despedidadas por isso) ou do, depois da falência simbólica dos outros, a de Salgueiro Maia, que dá jeito porque morreu novo. E a dos outros. Dito isto, tudo isso serve para escamotear a verdade: agora há paz, antes havia uma estuporada guerra, por influÊncias das "gloriosas forças armadas". Como tal valeu muito a pena o 25 de Abril.
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De Maria Rodrigues a 05.05.2018 às 15:13

O 25 de Abril foi feito pelos militares e para, e só para eles. Nunca sequer pensaram no povo ou no país. A guerra era para o soldado, que nada ganhou com isso, - "além de não ser obrigado a ir para a guerra" e passar a ir para outras guerras voluntáriamente. O 25 de Abril foi feito para os Capitães e outros acima passarem todos a Generais abusivamente. Otelos, Vasconcelos, Melos, Lourenços, V. Gonçalves, MFA's, COPCON´s, e muitos outros ......., Parece que só o Capitão S. Maia degenerou. Deu murro na mesa e disse: Não aceito. A Revolução não foi feita para nós, mas sim para o povo. Coitado tanta ingenuidade. Valeu-lhe que lhe viraram as costa. Até na doença não lhe deram qualquer tipo de apoio. Grandes progressistas. E é a esse tipo de gente que ficamos entregues até ao dia de hoje, que vindo de mal a pior e nós a consentirmos. Coitados de nós!!!!!! Fazemos todos parte do desgraçado "chamado 25 de Abril", que acarreta com todas as culpas. O 25 de Abril para mim é um marco histórico como qualquer outro, "Tal Padeira de Aljubarrota"
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 18:38

Cavaco recusou participar na homenagem a Melo Antunes

http://expresso.sapo.pt/actualidade/cavaco-recusou-participar-na-homenagem-a-melo-antunes=f550091#gs.gvE9gYk

Ouçamos agora o comunista e membro do COPCON, General Ramalho Eanes:

Ramalho Eanes disse esta quinta-feira que Melo Antunes, considerado o ideólogo do Movimento das Forças Armadas de 1974, é «pai da democracia». O antigo Presidente da República defendeu que «neste tempo dramático», o país deve inspirar-se nos «seus maiores».

«Pela sua ação, tantas vezes discreta, mas sempre fiel, sensível, ousada e inteligente na institucionalização democrática em Portugal se poderá dizer com justiça que Melo Antunes é pai da democracia em Portugal», disse o general António Ramalho Eanes, na apresentação da biografia de Melo Antunes, de acordo com a Lusa.

«Agora, neste tempo criticamente dramático, mais necessário é do que nunca, como disse o saudoso padre Manuel Antunes, aprender com os nossos maiores (...) e fazer agora aquilo que eles fariam se vivos fossem», acrescentou o antigo chefe de Estado, concluindo: «Melo Antunes é, sem dúvida, em minha opinião, um dos nossos maiores».

Mas a Dulce lá sabe! Dulce, onde estava no 25 de Abril de 1974?

Muitos mitigam as saudades do Estado Novo com a exaltação do 25 de Novembro mais o Jaime Neves. Mas quem fez o 25 de Novembro foi o Grupo dos Nove (Melo Antunes ) e o General Ramalho Eanes com o apoio de Costa Gomes de quem os americanos apreciavam a sua moderação :

Carlucci define o Presidente português desta maneira: «Parece ser fleumático, sereno e apostado em tentar que todos se entendam e vivam numa espécie de "família feliz".»

Dulce se há cousa que me tira do sério são os fascistas. Tenho-lhes asco.

Confundir os capitães de Abril como um bando de revolucionários elitistas seria tão justo como associar a memória de Jaime Neves ao massacre de Wyriamu

https://youtu.be/7BJPh6yDmMo


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De Sarin a 06.05.2018 às 05:22

A memória não é só selectiva. Por vezes é mesmo mal-intencionada.
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De jpt a 06.05.2018 às 08:11

Quem é a Dulce?
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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 09:47

Esqueci-me das ""
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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 10:23

Peço desculpa, Dulce!

Queria dizer Maria Rodrigues. Será como a do PS com um CV amanhado?
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De jpt a 06.05.2018 às 12:18

Comentário surreal, este.
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De Sarin a 05.05.2018 às 17:44

Gloriosos porque, ao contrário de todos os outros golpes militares do século XX, a Democracia foi efectiva.
Costa Gomes não foi Gomes da Costa. Tal como não foi Onganía, não foi Castelo Branco, não foi Pinochet, não foi Fidel, não foi Papadópoulos...


Gloriosos porque fizeram a Revolução por eles mas deram-na a todos nós.

Costa Gomes quis os SIM, é verdade, e os processos de independência não foram bem conduzidos nem para eles nem para nós - mas Goa tivemos uma. E se a Paz tardou, e como tardou!, a responsabilidade não foi de cá.
De cá foram soldados e em força para manter terras que nunca foram nossas em 500 anos mas sempre dos que lá estavam e dos que as escolheram como suas.
Soldados forçados pela lei ou pela falta de alternativas quase todos, não exactamente deslumbrados pela guerra ou pelo Império.
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 23:31



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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 23:36

«Melo Antunes é pai da democracia em Portugal»
Ramalho Eanes diz o país deve agora inspirar-se nos «seus maiores»

Ramalho Eanes um dos membros do COPCON

Maria de Lurdes Pintasilgo chamou "a figura mais importante no estabelecimento da democracia em Portugal"

Outro membro do COPCON

Carlucci define o Presidente português desta maneira: «Parece ser fleumático, sereno e apostado em tentar que todos se entendam e vivam numa espécie de "família feliz".»

Outro membro do COPCON

Cavaco recusou participar na homenagem a Melo Antunes

http://expresso.sapo.pt/actualidade/cavaco-recusou-participar-na-homenagem-a-melo-antunes=f550091#gs.021kq40

Cavaco Silva que, enquanto primeiro-ministro, recusou há cerca de 20 anos uma pensão vitalícia ao capitão de Abril, «por serviços excepcionais e relevantes», aproveitou a celebração do 10 de Junho, em Santarém, para o homenagear.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/salgueiro-maia/cavaco-corrige-erro-historico-no-10-de-junho



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De Sarin a 06.05.2018 às 05:15

Acho que anda aí muita gente nesse COPCON...
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 17:55

"Salgueiro Maia, que dá jeito porque morreu novo"

Mataram-no antes de o levarem.

Em 1988, o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusou atribuir a Salgueiro Maia uma pensão, que tinha sido pedida pelo capitão de Abril pelos "serviços excepcionais e relevantes prestados ao país" devido à sua participação no 25 de Abril, para a qual nunca obteve resposta, segundo declarações da viúva do militar.

A recusa ou a falta de resposta ao pedido de Salgueiro Maia só vieram a público três anos depois, quando Cavaco Silva concordou com a atribuição de pensões a dois ex-inspectores da PIDE, um dos quais estivera envolvido nos disparos sobre a multidão concentrada à porta da sede daquela polícia política.

Só em 1995, já com António Guterres como primeiro-ministro, Salgueiro Maia viria a receber, a título póstumo, uma "pensão de sangue".

"glorificação patética dos "gloriosos capitães de Abril"

https://youtu.be/ngsSKsww3VI

Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!
Angola é nossa!

Ó povo heróico Português
Num esforço estoico outra vez
Tens de lutar, vencer, esmagar a vil traição
P'ra triunfar, valor te dá o teres razão

"Angola é nossa" gritarei!
É carne, é sangue da nossa grei
Sem hesitar, p'ra defender
E pelejar até vencer

Ao invasor
Castigar com destemor ancestral
Deter, destroçar, vencer, escorraçar
E gritar:

Angola é nossa, Angola é nossa!
É nossa, é nossa
Angola é Portugal!
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De jpt a 06.05.2018 às 08:56

Ao comentador anónimo que me dedica o "Angola é Nossa":

Vamos lá a ver: 1. a glorificação dos "capitães de Abril" é, como qualquer glorificação (excepto as dos jogadores da bola) uma bela forma de não se saber a história. Este postal foi comentado e eu respondi, e é nessa resposta que V. intervêm, a associar-me, evidentemente, ao "Angola é Nossa". Eu explico e depois termino.

Há quem diga, como neste postal surgiu o comentário, que o 25 de Abril não valeu a pena (ver acima). Eu respondo: 1) valeu a pena nem que seja só pela liberdade de falar (que é o que o comentário afirmar ser o único resultado da revolução); 2) valeu a pena porque se melhorou imenso a vida; e ... 3) porque há paz.

Insisto, o discurso menorizador do 25 de Abril e o discurso exaltador do 25 de Abril têm um ponto comum, a subalternização da paz que dele adveio. Em ambas essas subalternizações (grosso modo, à "esquerda" e à "direita") vive a elisão da derrota na guerra colonial (uma derrota de facto, independentemente das versões sobre se existiu ou não derrota militar num ou na generalidade dos 3 palcos de guerra), e vive, também, o ainda "luto colonial". Ou seja, a gente nem fala disso ...Ou seja, e em linguagem de comentário de blog, toda a gente (pelo menos os que não são adversos ao 25 de Abril) fala da "democracia", da "liberdade", da "gaivota que voava, voava ...", do "povo é que mais ordena" etc, e depois muitos (como no comentário deste postal) seguem o que vários dos "militares de Abril" também dizem, que o "25 de Abril não se fez para isto", ou seja, minorando os seus efeitos, e reclamando que a revolução se fez em nome de uma qualquer visão substantiva da sociedade - normalmente um modelo "socialista", de democracia "participativa", "revolucionária", etc. Os argumentos estão ligados.
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De jpt a 06.05.2018 às 08:58

(e ainda para o comentador anónimo que me dedica o "Angola é Nossa")

É isso que funda a "pateta glorificação dos capitães", atribui-se-lhes um modelo a priori que queriam instalar e critica-se que esse modelo não esteja criado. Para isso, e não só pelo já referido "luto colonial", esquece-se que o 25 de Abril foi feito, fundamentalmente, para obter a paz [por mais loas que se cantem à "gaivota" e ao "povo", que são, a tal liberdade e democracia que referi LOGO (vai assim e tudo, como se sublinhado) no início da minha resposta ao comentário]. E que esse movimento para acabar com a guerra, a ruptura do apoio político ao Estado Novo por parte dos militares de carreira, começou por questões de índole corporativa, e que se não se resume a isso não há dúvida que isso foi determinante - até para permitir uma conjugação muito ampla de militares da mesma geração que não tinham grande conjugação em termos de comunhão em torno de um qualquer projecto político.

Diante disso vir por-me, porque é isso que V., anónimo que dá pelo merecido nome de Calhau, faz, a cantar o "Angola é Nossa" é credor de eu o mandar para a sua mãezinha. Sendo ela anónima, também, incógnita como se dizia antes, dada a sua vil condição nesta caixa de comentários, é uma forma de me obrigar a dobrar o insulto (e lá está, voltamos À tal questão fundamental). E é também, em derivado da questão, a cena de um tipo que escreve com nome, como eu, estar a ser insultado (de fascista, de colonialista) por um vil anónimo.
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De jpt a 06.05.2018 às 08:59

E ainda para o comentador anónimo que me dedica o "Angola é Nossa":

Quanto a Salgueiro Maia dar jeito porque morreu novo, ao discurso glorificador, entenda-se. Quem tenha algum conhecimento da história, como me parece que você, calhau, tem, sabe perfeitamente que vários foram os militares que foram sendo utilizados como "símbolos" de Abril e símbolos da democracia, consoante as opções políticas dos glorificadores e dos próprios militares. Nos primeiros anos os PCP em torno do "companheiro Vasco" (Gonçalves) e os mais à direita em torno de Spínola, como depois se centraram em Jaime Neves, mas aqui já com menos ênfase. Que os mais ligados ao que hoje se chamaria bloco central se centraram, nos idos de 75 e 76 no "Vasco, Vasco, só há um, o Lourenço e mais nenhum", que até no próprio causaram perenes anseios presidencialistas. E no hoje BE o "Otelo". E que estes materiais simbólicos, os referidos militares, se foram gastando, devido às suas acções políticas (e criminosas, no caso de Otelo), perdendo assim a sua capacidade aglutinadora que os símbolos têm. E que só muito mais tarde, já em finais de 80s se não estou em erro, é que o soturno (e militarão, segundo os militares que com ele serviram) Salgueiro Maia começou a ser entendido como passível de ser o símbolo humano da revolução, e assim a ser referido. O que também foi alimentado pelos tratos de polé que havia sofrido pela hierarquia militar (enviado, julgo que para as ilhas, em funções bem menores do que as da sua patente e experiência implicariam). E depois o affaire Cavaco catapultou isso, vitimizando-o e tornando-o ainda mais apetecível enquanto símbolo de uma revolta contra os injustos poderes. Para mais morreu novo, lamentável realidade, que, como até qualquer calhau sabe, ajuda à relativa mitificação, glorificação, elevação a material simbólico.
Mas o que fica deste arrazoado todo, calhau, e mais uma vez me repito, é que vá você cantar o Angola é Nossa para junto da sua incógnita mãezinha.
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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 09:59

"Incógnita mãezinha!? "
E que tal para junto da puta que te pariu

Quanto ao resto da sua resposta ,para bom entendedor , meia palavra basta...
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De jpt a 06.05.2018 às 12:19

Eu também prefiro essa versão, mas é abrasiva demais para ser colocada num blog colectivo, mais plácido por definição. Mas V. percebeu o recado.
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De Tiro ao Alvo a 06.05.2018 às 23:08

O Kälhau perdeu a cabeça? Quem lhe mandou adoptar semelhante apelido? Tenha modos, se quer ser ouvido...
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De João Gil a 05.05.2018 às 13:26

O dramático é haver 40 e tal % de portugueses que vão manter este PS no governo caucionando esta quadrilha de corruptos que mais não fazem do que usurpar Portugal e arruinar o país. É quase inacreditável mas é disto que a maioria do povo português gosta. Não abona em favor da inteligência política e cívica dos votantes e, claro, legitima fortissimas dúvidas sobre a capacidade intelectual dos Portugueses.
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De jpt a 05.05.2018 às 14:22

é um bocado exagerado o que afirma. Grosso modo, (ou seja, depende um pouco do local onde se está), quando um tipo sai à rua entre cada 13 pessoas que cruza 3 serão estrrangeiras (imigrantes ou turistas), 4,5 não votaram e dentro dos 5,5 que votaram só 1/3 o fez no PS. Ou seja, para resumir, V. sai à rua e entre 13 adultos que vê só quase 2 (1,8?, 1,9?) é que votaram neste socratico-costismo.

Em assim sendo há sempre esperança para que isto mude. Basta que cada um de nós consiga convencer uns nacos dessa fracção do segundo votante que isto muda. E, acima de tudo, não acreditar nas sondagens que o PS manda fazer. Ou paga em publicidade via empresas públicas e intervencionadas aos jornais e tvs para publicar.
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De Isabel a 05.05.2018 às 15:32

Permita-me que lhe diga que, dos 5,5 que votaram, 1,0 votaram branco, nulo ou em 10 ou 12 partidos que não elegeram ninguém. Portanto, só mesmo 1,5 votaram nesses fulanos que refere.

Mas mesmo esta percentagem é incompreensivel, após uma falência ruinosa e os casos vergonhosos ligados a um 1o ministro eleito no ps 3 vezes. E com mais de 90% em 2009 e em 2011 quando tudo o que se discute hoje já era sabido ou seguramente provável. Quem o elegeu? Quem trabalhou com ele? Não foram os ditos envergonhados de hoje? Poupem-me!

Eu sou pessimista. Quem faz a opinião pública dominante é a tv. Conhece alguma tv onde não haja debates, só monólogos, onde os políticos se façam passar por comentadores independentes, onde os temas falados sejam os mesmos em todos os canais e durante toda a semana e onde nunca se abordem a sério temas que não convêm aos partidos como, por exemplo, a lei eleitoral, a do enriquecimento ilícito ou as leis do financiamento da justiça? Aliás, a sério não se aborda tema nenhum embora haja muito tempo para passar o governo, os governantes, os fulanos de todos os partidos da geringonça e muito pouco para deixar expor até ao fim qualquer argumento diferente do main stream.

Felizmente que há interessantes debates políticos nos canais de outros países e hoje temos acesso a todos aqueles que são falados em línguas que entendemos. E há a internet para divulgar tudo isso.
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De jpt a 05.05.2018 às 15:48

É difícil de compreender. É exasperante. Sim, o apoio da gente normal a esta cáfila é surpreendente. E o "colaboracionismo" (palavra que o coordenador PC já me disse ser desajustada, pois "banaliza o mal", dada a sua semântica nazi, mas que julgo passível de ser usada) com este sistema socratico-costista é abjecto. Mas há esperança, resmungue-se que valerá de algo.
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De Isabel a 05.05.2018 às 17:11

Se eu fosse socióloga, politologa ou, talvez, filosofa já estaria a investigar o processo que levou aos resultados eleitorais de outubro depois dos indecorosos casos de Pedrógão Grande e de Tancos. E o porquê de somente os sindicalistas se manifestarem em Portugal. Achei que a versão revista do « Medo de existir » do José Gil talvez explicasse a passividade perante abusos óbvios e escandalosos. Ou pior, perante retóricas, ou narrativas, que nos tomam por anormais incuráveis. Mas...
Mesmo depois da inimaginável atitude do poder perante as mortes com os incêndios de outubro, a surreal descoberta das armas roubada s, ou talvez não, de tancos, as mortes por infeção hospitalar e já nem sei mais o quê, o ps aparece sempre com quase 40% de intenções de voto. Seja qual for a origem da sondagem. Na da Sic ninguém acredita, mas na da Católica também não se pode confiar?
Votar não serve de nada porque só se vai legitimar 1) as escolhas, de entre os militantes partidários, que agradam aos chefes e 2) um sistema que não separa, de facto, o poder legislativo do executivo. Não votar também é indiferente pois mesmo que só votassem meia dúzia de eleitores, os nossos brilhantes políticos faziam as contas da lei e achavam-se legitimados. E nunca mais mencionavam o assunto. Nem eles nem ninguém com voz activa nos media.
Entretanto, vai-se aliviando o fel por estas bandas o que já é uma benção.
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De jpt a 06.05.2018 às 08:50

Honestamente também não consigo compreender como é que depois das desgraças com os fogos e o inenarrável comportamento do Costa e seus apaniguados - aliás, as pessoas apoiantes tiveram o mesmo comportamento com o "não me faça rir" e a "maior reforma da floresta desde o Pinhal de Leiria" do traste Capoulas que tiveram antes com o corrupto Sócrates, o apoio total custe o que custar ...- há gente que continua a apoiar, sem crítica, este governo, este costa.
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De Anónimo a 06.05.2018 às 16:37

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De Anónimo a 05.05.2018 às 15:36

É uma luta. Os tipos são devotos, o que torna a conversão demorada e dificil.
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De jpt a 05.05.2018 às 15:48

Talvez mergulhá-los no Tejo baptizando-os à força os torne em bons cristãos.
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De Carreiro a 05.05.2018 às 15:12

Tão fácil é apontar as asneiras a quem não partilha das nossas ideias e esquecermo-nos de as apontar aos que seguem, ou seguimos nós, a nossa visão do mundo.
Do nosso lado, anjinhos, connosco à cabeça, do outro lado diabinhos.
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De jpt a 05.05.2018 às 15:49

Eu penso ao contrário, do "outro lado" vejo muitos "anjinhos". Até demais. O postal é sobre isso.
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De Carreiro a 05.05.2018 às 16:54

Ok. Então não perca a oportunidade e trace também uns apontamentos indicando os que situam para as suas bandas, independentemente como os, e como se classifica, anjinhos ou diabinhos.
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De jpt a 05.05.2018 às 17:53

A sua via indicia um abjecto colaboracionismo com esta escumalha. Há quem ache piada. Eu abomino, considere-se pois insultado da forma mais soez que possa imaginar. Quanto ao que pensa serem "as minhas bandas" deixe-se lá disso, vá para o seu miserável recanto.

Como é óbvio, Carreiro, não admitirei mais nenhum dos seus comentários nos meus postais. O meu nojo é imenso. Por si, pelos seus.
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De jpt a 06.05.2018 às 09:10

(Carreiro recomentou. Eu nem li, apaguei)
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De Sarin a 06.05.2018 às 15:24

(Sendo a casa sua, faz o que quer; mas não acha que isso compromete a dinâmica da liberdade de expressão?

Devo estar mesmo muito cansada, jpt, porque confesso-lhe que nem consigo descortinar onde a ofensa. Mas a pluralidade é também a coexistência de sensibilidades distintas)
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De jpt a 06.05.2018 às 21:48

Sarin é V. mesma que acima resmunga com a mania de catalogar. O indivíduo que aqui comenta em defesa da torpe cáfila socialista (sendo por isso um deficiente ético) põe a sapuda mão na prostituída anca e tem o atrevimento de me encomendar textos sobre umas quaisquer "minhas bandas". O implícito, supra-ofensivo, está lá - como o está nos comentários do calhau digital, a lembrar os cavaquistas: se não és dos nossos, do lixo PS (tipo Ana Gomes, que se lembra agora que o Pinho era homem do Salgado, mas não o disse entao), é porque és dos "outros", um qualquer lacaio dos Dias Loureiros. Onde está a ofensa?, interroga-se V. Será preciso fazer um desenho?
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De Sarin a 06.05.2018 às 22:27

Ok, eu explico melhor: entendo a ofensa como uma brecha criada na solidez do respeito ganho e da estima construída.

Qualquer comentador merece respeito inicial pelo simples facto de ser pessoa. A forma como comenta, muito mais do que o teor do que comenta, conquista respeito ou faz perder respeito. Perdido o respeito, sobrevém a indiferença.

Não temos que ser validados por quem não nos conhece, muito menos invalidados por quem não conhecemos.

Mas, como disse, há muitas sensibilidades. Esta minha é só mais uma.

(Que eu sei deixar algumas pessoas furiosas, mas isso é bónus 🤗)
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De Alexandre Policarpo a 05.05.2018 às 15:36

O que o PS fez a Sócrates não é de espantar, facadas nas costas depois de se servirem dele para tudo e mais alguma coisa, é tipico dos socialistas, está no seu ADN .
Toda a gente atribui esta tomada de posição das cúpulas do Rato à divulgação num timing cirúrgico, das prebendas que Manuel Pinho enquanto ministro da República recebeu durante anos do GES através de offshores, fugindo assim aos impostos, coisa que tem sido pouco falada, mas que representaria para os cofres do estado umas centenas de milhar ou até de milhões de euros de receita.
Mas na minha modesta opinião, o que despoletou esta situação não foram os milhões que o DDT alegadamente pagou a Manuel Pinho, foi a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa que proíbe a divulgação das escutas que envolvem conversas entre Sócrates e António Costa, filme que já vimos a propósito das decisões do então PSTJ Noronha do Nascimento, em relação a escutas de conversas entre Sócrates e Armando Vara. Ora se a divulgação dessas escutas foram proíbidas, todos podemos concluir que seriam deveras comprometedoras para o 1º ministro. Quando um tribunal de 2ª Estância proíbe a sua divulgação, mesmo os até agora indefectíveis como João Galamba e Santos Silva, lhe cospem em cima. O Costa como é seu timbre, fez as declarações cínicas do costume.
Pode ser que o Sócrates, traído pelos ex amigos e deixado entregue a si próprio, resolva pôr a boca no trombone.
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De jpt a 05.05.2018 às 15:51

O Sócrates nunca falará, pois acredita verdadeiramente que é inocente e que tudo isto é uma cabala. Ele apenas fez o que se faz.

Quanto ao que Costa terá dito? Nada sei. Apenas não posso crer (e só um ladrão desonesto o poderá crer) que a elite e a sub-elite do PS não soubesse há anos (de facto, há vinte anos), quem era Sócrates. Foram coniventes e cúmplices. E, repito, foram-no porque ele fez o que se faz.
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De Anónimo a 05.05.2018 às 17:02

Ele fez o que se faz. Precisamente. Ele fez o que o português médio, podendo, fez e fará. A uma outra escala, por fatalidade do português médio.

Uns "esquemas" para comprar casa, ou ter a posse de casa, fosse em lugar nobre em Lisboa, fosse em lugar nobre em Paris (o português médio, podendo, fará o mesmo, mas talvez na Brandoa ou na Cova da Piedade... É a vida); uns projectos indefensáveis com assinaturas de favor (e pagamento respectivo, e o que tem isso de inédito por cá?), um currículo académico que não valerá o papel em que seja impresso (idem, como bem se sabe, e absolutamente normal, bem vistas as coisas, num país onde licenciados - e qualquer dia chega-se à licenciatura pelo simples facto do nascimento - aceitam sem pestanejar, quando não o exigem, o trato de doutor), dinheiros sem, digamos, fácil e claro rastreio (isso então...).

Ele fez o que o português médio, deixado à solta, fez e fará: desenrascou-se, governou-se, tratou da sua vidinha "e quem vier a seguir que apague a luz". A diferença é que o fez a um nível para lá de utópico para o português médio. O Mercedes, face ao Punto com vinte e tal anos anos; o alfaiate norte-americano, face ao pronto a vestir do hipermercado; o "resort" de alto luxo, face ao campismo da Caparica.E por aí fora.

O português médio (honra lhe seja, acossado por um fisco diabólico, absolutamente insaciável e que "legitima" alguns comportamentos a título de elementar legítima defesa), até poderá exibir profunda repulsa e indignação pública - poderá, nada é garantido -, mas no fundo, no fundo...

Bem vistas as coisas, é isto e é tudo. O que autoriza, de facto, o maior pessimismo.

Costa
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De Sarin a 05.05.2018 às 18:07

Em vez da cidade da Caparica eu teria falado numa aldeia, da Coelha, por exemplo.

E mesmo sem esta caracterização mais abrangente da mediania portuguesa, concordo consigo.
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De jpt a 06.05.2018 às 09:01

Esse português médio, um senhor que ainda não conheci, mas que presumo ser das suas relações, pode ter todas as características que aqui descreve. Mas não é, com toda a certeza, secretário-geral do partido criado pelo "fundador da democracia portuguesa" e, nessa condição, primeiro-ministro. É essa a questão.
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De Costa a 06.05.2018 às 10:40

Eu conheço-o, a esse português médio. Afinal saio à rua, no meu país, fatalmente todos os dias, ou quase. Isso bastaria. E não estou tão certo disso de não incluir nessa caracterização o secretário-geral que refere. Esse e tantas outras gradas figuras.

Isso de cada povo ter os governantes que merece é explicação simplista e dada a demagogias fáceis, de acordo, mas terá o seu fundo de verdade.

Será a tal questão de escala, da disponibilidade e uso dos meios (do dinheiro e da esperteza), entre as proezas de alguns e a mediocridade da vida de tantos. E creio, quanto a esses alguns, que atingido certo patamar custe muito a ideia (a simples ideia) de retroceder na vidinha que se leve. Não só em termos materiais como naqueles outros, decerto fascinantes, do poder e influência menos quantificáveis.

Quanto a isso de ele ter feito o que se faz, não conclua, do que escrevo, que o desculpabilizo ou atenuo a ilicitude do que fez (e ele e aos outros eleitos do poder que o fazem ou fizeram). Nada disso e nada do que escrevi, permita-me autoriza tal interpretação.

Costa
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De jpt a 06.05.2018 às 12:25

Sim, eu também digo acima em comentários que o que Sócrates fez colheu o apoio generalizado da mole político-comunicacional porque ele fez o que se faz. É o modus faciendi no "sistema político" do regime. Algo distinto, como V. refere acima, do que aquilo do que nós, "portugueses médios", poderemos fazer, dado que não temos os recursos, instrumentais acima de tudo, para manipular. Apenas não sei se a ideia generalizada sobre o que os "portugueses médios" fazem ou desejariam fazer corresponde a uma realidade. A gente paga impostos (somos perseguidos), a gente cumpre leis (os tribunais estão atafulhados de processos devidos a pequenas prevaricações), a gente entreajuda-se, etc. Talvez sejamos (em termos do tal português médio) bem menos patifes, ou atrevidos, ou irresponsáveis, do que a ideia corrente, caricatural, anuncia. E, asssim sendo, até talvez mais distantes do comportamento da mole político-comunicacional, alapada no Estado e no seu em torno, um Estado cada vez mais criminalizado.
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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 10:20

"O português médio (honra lhe seja, acossado por um fisco diabólico, absolutamente insaciável e que "legitima" alguns comportamentos a título de elementar legítima defesa)"

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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 17:22

Sr. Policarpo espere pela Comissão Parlamentar às rendas energéticas :

2013-04-24 - Negócios da Semana - Entrevista a Henrique Gomes ex secretario de estado da energia

https://youtu.be/jxY1F9A-AzY
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De Alexandre Policarpo a 05.05.2018 às 18:24

Sabe quanto é que custava um kWh em 2005 quando o Sócrates e o Pinho foram para o governo? custava 0,0988 euros. Sabe quanto é que custava em 2011 quando o Sócrates saíu do governo? 0,1326 euros. Quem aumentou as rendas da EDP foi, como toda a gente sabe, o governo socialista do Sócrates.
Henrique Gomes quis cortar nas rendas? quis, eu também quero, mas podia? então e os contratos leoninos altamente lesivos do estado e dos consumidores que os escritórios de advogados do regime fizeram com a conivência do governo em 2006/2007, tal-qual os contratos das PPPs das autoestradas? o Costa também diz que quer, mas está há três anos no governo e nada! e até acredito que entretanto o faça, porque quando os tribunais decidirem as opíparas indemnizações a pagar à EDP e que estão previstas nos contratos, o Costa e os amigos já lá não estarão para as pagar.
O maior pecado em relação à conta da electricidade que todos pagamos, que o governo PSD/CDS cometeu foi o aumento do IVA em 2012 de 6% para 23%, mas isso como deve saber, estava nas medidas que o PS negociou com a troika.
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De jpt a 06.05.2018 às 09:02

Pois. É uma chatice bater com dados na demagogia alheia.
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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 10:34

"Henrique Gomes quis cortar nas rendas? quis, eu também quero, mas podia? "

Henrique Gomes foi despachado pelo governo de Passos Coelho. Perdeu a confiança política no governo e demitiu-se

https://youtu.be/jxY1F9A-AzY

A demissão de Henrique Gomes, anunciada ontem, mas apresentada na semana passada, de acordo com a informação a que o Negócios teve acesso, estará relacionada com a divisão que existe no Governo sobre como se devem corrigir as rendas excessivas da EDP.

O secretário de Estado da Energia defendeu a introdução de uma contribuição especial sobre as rendas excessivas na produção regulada de energia e a sua proposta foi inviabilizada pelo Governo, primeiro por causa da privatização da EDP e, mais recentemente, com o argumento de que não se alteravam contratos de forma unilateral.

Contudo, esta contribuição especial consta no memorando de entendimento assinado com a troika e Henrique Gomes estava determinado em a aplicar

https://www.google.pt/amp/s/www.jornaldenegocios.pt/empresas/amp/henrique_gomes_o_secretaacuterio_de_estado_que_defendeu_menos_poder_da_edp_e_quis_intervir_nas_rendas_excessivas
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De Alexandre Policarpo a 06.05.2018 às 12:18

Um governo do PS aumentou as rendas da EDP e você vem aqui acusar o governo PSD/CDS? acha que somos todos parvos?
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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 15:44

Todos não sei, mas se leu e viu a entrevista no "Negócios da Semana" e não entendeu o que eu lhe queria dizer...então talvez tenha algum deficit de atenção.

https://www.dinheirovivo.pt/arquivo/henrique-gomes-o-homem-que-enfrentou-os-lobbies/

Em entrevista à TSF, Álvaro Santos Pereira afirmou que o ex-secretário de Estado da Energia terá apresentado a demissão por pressões do lóbi do setor da energia, quando já tinha concluído um relatório sobre o corte nas rendas excessivas. Na semana passada, Henrique Gomes acusou o Governo de manter "um silêncio ensurdecedor" ante os privilégios da EDP.

Quando o meu anterior secretário de estado da energia, o engenheiro Henrique Gomes, saiu, eu tive um dos principais presidentes das produtoras de energia elétrica em Portugal a telefonar para várias pessoas, a celebrar com champanhe”, revelou Álvaro Santos Pereira.

https://www.publico.pt/2017/06/08/politica/noticia/henrique-gomes-denuncia-influencia-do-sector-energetico-no-interesse-publico-1774983
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De jpt a 06.05.2018 às 21:53

Pois foi, o homem soçobrou face ao poder
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De Anónimo a 05.05.2018 às 16:43

Falando do PS:

Temos um Herr Von e um Sarin.... Liguem o gasómetro! Usem a vossa experiência!

AMendes
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De Herr Von Kälhau a 05.05.2018 às 17:25

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De jpt a 05.05.2018 às 17:50

É só efeito do mau cheiro que emana desse partido.
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De Sarin a 05.05.2018 às 21:50

Ou talvez seja apenas a limitação de não conseguir ler sem rotular?
As possibilidades são tantas...
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De jpt a 06.05.2018 às 12:25

Talvez isso, mas caramba, "ele" há coincidências ...
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De Sarin a 06.05.2018 às 13:13

Há, sim, então no que toca a rotuladores é uma grande coincidência que usem quase a mesma ladainha independentemente da abcissa em que se encontram.

Quase, o rótulo varia conforme as respectivas limitações.

Se for esta a causa, claro... pode ser mera questão de hábito, e nestas coisas o hábito faz mesmo o monge.
É que eu uso roupa à medida da minha imaginação, discernimento e vontade, e isso geralmente baralha quem gosta de uniformes.


Mas sabe, jpt, a piada é que a piadinha veio de alguém que não expôs qualquer argumento concreto, apenas tentou agitar à boa maneira do PREC :)
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De jpt a 06.05.2018 às 21:55

O gasômetro já era no PREC?
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De Sarin a 06.05.2018 às 22:49

O gasómetro já ilumina parte da humanidade há muito, e no PREC, segundo contam, havia pelo menos 3 túneis com luz ao fundo; mas devia ser electricidade, porque terá sido por essa altura que a minha recém-descoberta autonomia se traduziu em ímpetos de organização e me levou a arrumar um parafuso redondinho no redondinho buraco de uma tomada.
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De Sarin a 05.05.2018 às 21:56

Isso e couves.
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De Anónimo a 05.05.2018 às 17:46

Há energúmenos que têm de ser rotulados com todas as letras de filhos da puta e que são os Sócrates e os que estiveram com ele e que, apesar do que agora dizem, continuam a pertencer ao grupo de energúmenos PS, os que matam velhinhas no Brasil, os que roubam a torto e a direito, os que dizem que vivem em Alguidares de Baixo, mas que vivem em Lisboa, só para sacar ao povo o parco ordenado de miséria, e que vão da extrema esquerda à extrema direita, passando por esse ilhéu badalhoco que, mesmo sem ir aos Açores saca 500 para ir às putas na capital. Era fuzilá-los!
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De jpt a 05.05.2018 às 17:49

Insultos sim. Pena de morte não.
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De Anónimo a 05.05.2018 às 17:57

Após a conquista da liberdade e sempre eleitos por sufrágio universal estes indivíduos tomaram o país como “coutada de caça” particular. Todos os poderes de estado, legislativo, executivo e judicial foram aprisionados pelos partidos políticos especialmente aqueles chamados do “arco do poder”, tornaram esta Nação num antro de corruptos, ladrões e oportunistas que durante décadas se serviram indiscriminadamente do erário público para manterem as “famílias mafiosas” a que pertencem com altos rendimentos, ocuparam todas as instituições públicas de servidores bajuladores que os ajudam a controlar todo o funcionamento do estado, usam e abusam da falta de controlo do poder judicial, usam o poder legislativo para transformar a economia do país num feudo de interesses particulares e legalizar o roubo descarado que fazem ao erário público com as imensas regalias que se atribuem, o poder executivo sempre cativo das clientelas privadas que lhes garantem continuidade de vida farta após o exercício de poder, enfim, um país bem servido por incompetentes, vaidosos e arrogantes que no fim de vida são agraciados, condecorados e homenageados pelo mesmo estado que durante toda a vida roubaram, com nomes em ruas, praças, avenidas e até aeroportos, chegando mesmo a reclamar lugar num qualquer “Panteão”, isto tudo para lhes agradecermos a destruição de milhares de famílias, milhares de cidadãos “escorraçados” do país para poderem sobreviver, tornaram o país num exemplo de atroz de diferença salarial entre a classe dirigente e trabalhadora, na cauda da Europa em desenvolvimento humano, enquanto eles enriquecem desmesuradamente, escondendo fortunas em “offshore” duvidosos, património não em nome próprio, fundações para “lavagens” e “branqueamento”, desvio de fundos e acolher mais alguns preguiçosos incompetentes familiares, depois de por várias vezes terem enterrado o país na lama e sacrificado o cidadão comum a pagar todos os erros e roubos que cometeram, continuam em liberdade a gozar o espólio conseguido por décadas de roubo… NÃO VALE A PENA CONTINUAR A VOTAR PARA ELEGER CORRUPTOS, LADRÕES E OPORTUNISTAS o que para nossa infelicidade temos feito durante décadas A ÚNICA ARMA QUE NOS RESTA É NÃO VOTAR.
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De jpt a 06.05.2018 às 09:05

O Voto é a Arma do Povo, dizia-se antes.

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