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Je suis Vilhena

por Pedro Correia, em 16.01.15

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39 comentários

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De Miguel a 16.01.2015 às 12:10

Muito bom! desconhecia esta revista em absoluto.
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De Pedro Correia a 16.01.2015 às 12:26

Desenhos do grande José Vilhena, o patriarca da caricatura satírica em Portugal. Com os seus 87 anos, merece sem dúvida uma homenagem.
Não tenho dúvida que algumas destas caricaturas não seriam hoje publicadas na grande maioria das revistas e jornais portugueses. Incluindo naquelas publicações dirigidas por jornalistas que andam a bater no peito dizendo "Je suis Charlie!"
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De JMAlvim a 16.01.2015 às 12:39

#Confere
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De Carlos Azevedo a 16.01.2015 às 14:48

«Não tenho dúvida que algumas destas caricaturas não seriam hoje publicadas na grande maioria das revistas e jornais portugueses. Incluindo naquelas publicações dirigidas por jornalistas que andam a bater no peito dizendo "Je suis Charlie!"»

Ora nem mais!
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De Pedro Correia a 16.01.2015 às 15:57

Carlos: são "mais que muitos", como agora se diz.
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De Luís Lavoura a 16.01.2015 às 16:25

José Vilhena nunca publicou nem tentou publicar, que eu saiba, caricaturas em revistas ou jornais, a não ser nas suas próprias revistas.
Nunca pediu a outrem que lhe publicasse os seus textos e desenhos. Publicava-os ele mesmo.
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De Desapareça, sr. Correia!!! a 16.01.2015 às 12:11

Não há democracia em Portugal.
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De Pedro Correia a 16.01.2015 às 15:56

Pois não. Ainda há dias, quando eu ia a 200km na auto-estrada do Oeste, um GNR mandou-me parar. Disse ao gajo: «Desapareça, senhor Guarda». E ele, armado em pide, multou-me.
Está assim Portugal. Amordaçado.
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De Coutinho a 16.01.2015 às 12:24

Muita coisa mudou desde então, mas a cara do Mário está igual!
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De Pedro Correia a 16.01.2015 às 12:56

Body language. Ou, dito em franciú, que é coisa mais fina, "le langage corporel de la séduction féminine".
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De Marquês Barão a 16.01.2015 às 12:35

Já não se faz cá disto. Ficarei a aguardar cenas dos próximos capítulos pela actualidade que revelam. Para partilhar já a seguir.
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De Pedro Correia a 16.01.2015 às 12:47

Pois. Disto já não há.
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De Teresa Ribeiro a 16.01.2015 às 12:42

Se há coisa que o tuga faz bem é rir de si próprio. Nessa matéria ninguém nos dá lições. É um orgulho.
Os tempos do Vilhena eram outros. Agora o humor anda mais envernizado...
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De Pedro Correia a 16.01.2015 às 12:48

É verdade, Teresa. Infelizmente nós, por cá, nem precisamos de terroristas islâmicos para silenciar a sátira política e de costumes. A autocensura e o ancestral respeitinho encarregam-se disso.
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De Manuel Sampaio a 16.01.2015 às 15:18

Tenho sérias dúvidas que saibamos rir de nós próprios. Rir dos outros é nos mais peculiar. O que sabemos, isso sim, é incorporar expressões no uso corrente da nossa língua, que nunca foram nossas, e que inicialmente eram usadas, com escárnio, em nosso desprimor. É caso de "tuga", inicialmente, "portuga", e depois abreviado para "tuga". Expressão usada pelo negros em África para escarnecer dos portugueses brancos, acabados de chegar da "Metrópole", com pronúncia e hábitos ainda provincianos, possivelmente, em contraponto à expressão "turra" usada pelos portugueses em África para se referirem aos negros que lutavam contra o colonialismo ou àqueles que denotavam qualquer simpatia em relação à sua luta armada: "este deve ser turra".

Confesso que não gosto de ambos. O primeiro, porque fui (quase) nado e criado em África (Angola) e conheço bem do profundo desprezo pelos portugueses que este termo escondia (e ainda esconde) por quem o usava (ou usa). E o segundo, porque o termo escondia aos olhos dos portugueses que aqueles "turras" estavam, afinal, a lutar pelo seu direito a serem livres e independentes.
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De Pedro Correia a 17.01.2015 às 01:28

Eu uso ambos. Tuga e turra. Conforme as circunstâncias.
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De Manuel Sampaio a 17.01.2015 às 22:52

Não há nenhum delito no uso de qualquer uma das expressões. Esteja à vontade. Eu também estou à vontade em embirrar solenemente com o seu uso e com quem as usa. A liberdade tem destas coisas!
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De Pedro Correia a 18.01.2015 às 11:20

É verdade. Eu já tive uma série neste blogue (com mais de 30 textos) intitulada "Os Tugas", veja lá. Por acaso já tive outra (que chegou aos cem) intitulada "Palavras que detesto". E ainda outra chamada "Expressões que odeio".
Mas tudo isto decorre da liberdade natural de gostarmos ou não gostarmos, de aplaudirmos ou apuparmos. Não por acaso este blogue se chama Delito de Opinião. Contra as unanimidades. E sobretudo contra os falsos unanimismos ditados pela correcção política.
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De Manuel Sampaio a 18.01.2015 às 15:29

Estamos, pois, neste campo -- o da liberdade, e que é indeclinável -- de acordo. Sou, também, avesso ao politicamente correcto. É por isso que aprecio o Delito de Opinião (com e sem maiúsculas).
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De Pedro Correia a 19.01.2015 às 12:22

Agradeço as suas palavras sobre o Delito, Manuel. E identifico-me em absoluto com o seu conceito de liberdade. Substantivo que dispensa adjectivos.
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De Reaça a 16.01.2015 às 13:26

A escola do Vilhena foi refinada com a censura que aturou no salazarismo.

O salazarismo criou os melhores humoristas, poetas, cantautores e cartoonistas e jornalistas.

A partir da diTADURA QUALQUER MERDA DEU À TONA.
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De Pedro Correia a 16.01.2015 às 15:51

Hum. A sua frase final parece legenda da primeira capa que aqui reproduzo.
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De 44 a 16.01.2015 às 13:59

Sinto-me profundamente ofendido...
Satirizar o "pai da democracia", merece jiadismo!

Alik Babá + 44
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De Pedro Correia a 17.01.2015 às 01:38

Fesses Bouquet: antepassada do Facebook.
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De valha-nos zeus a 16.01.2015 às 14:47

Isso existiu? O Pai da Democracia caricaturado?! E esse Vilhena não será uma invenção do Rui Mateus nos Contos sobre um ps desconhecido?
É preciso apagar esses riscos,depressa,são uma inventona meu caro senhor.
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De Pedro Correia a 17.01.2015 às 01:33

Uma infâmia. Todo o PS está contra esta bandalheira.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 16.01.2015 às 15:44

Lembro-me de alguns livros dele que li na adolescência como p. ex. "Branca de Neve e os 700 Anões", "A Menina do Chapèuzinho Vermelho", " O Furúnculo", "0 Beijo" e tantos outros, que são histórias engraçadìssimas ilustradas com o seu traço inconfundível.
Penso que a "Gaiola Aberta" vem a seguir ao 25/4, e foi uma revista de sátira, de critica social e politica que na minha minha opinião era muito melhor que o Charlie Hebdo.
No tempo de "O Mundo Ri" eu era míudo, mas lembro-me que tinha saída irregular porque o Vilhena de vez em quando ia passar umas férias às "termas de Caxias" porque não respeitava a censura.
José Vilhena é genial.
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De Pedro Correia a 16.01.2015 às 15:50

Sem dúvida, Alexandre. Uma semana depois, que eu tivesse visto, ninguém aludiu ao grande Vilhena a propósito do 'Charlie Hebdo'. Quando ele foi - de longe - o mais próximo que tivemos dos desenhadores assassinados. Totalmente iconoclasta, perseguido antes e até depois do 25 de Abril por causa disso, e marginalizado por todas as bem-pensâncias do sistema.
Como é costume entre nós, deixamos apagar as pessoas que se distinguem de alguma forma, seja no que for, pela maneira mais vil, muito à portuguesa: pelo esquecimento. A desmemória galopante nas redacções de jornais também contribui para isso.
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De Luís Lavoura a 16.01.2015 às 16:22

Ai que saudades do José Vilhena.
Faz cá muita falta.
Bom antes do 25 de abril, melhor depois.

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