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Jardim Lisboa

por jpt, em 02.02.20

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Jardim Lisboa: vamos ter uma cidade mais ecológica, mais ajardinada, mais bilhete-postal. Como contestar?

Leio que haverá ciclovia na Almirante Reis. Já vejo os lisboetas pedalando avenida acima, uns virando à Graça, outros do Areeiro descendo (e subindo) a Moscavide e por aí ... Acho muito bem. Muito saudável. Muito moderno. Muito Medina, digamos assim.

Entretanto: anteontem, sexta-feira, eram 19.57 quando entrei na estação de metro dos Anjos. 6 minutos para comprar bilhete, pois apenas duas máquinas e meia dúzia de pessoas na habitual atrapalhação de quem não as conhece. Depois 9 minutos para o comboio. Saí na Baixa-Chiado. Aguardei 7 minutos pelo comboio. Chegou, entrei. E aguardei que arrancasse. 2/3 minutos. Na estação seguinte idem, estancado. Na estação seguinte idem. Saí no Marquês. Esperei 7 minutos pelo comboio. Lá aportei ao Rato. Entrei no restaurante, passando já do "um quarto para as nove" e os amigos a protestarem, risonhos, com o meu atraso. Ansiosos por me verem? Ou, como eu, a resmungarem: a pé tinha(s) chegado mais depressa? Pois dos Anjos ao Rato de metro levei mais de três quartos de hora ...

Jardim Lisboa, como contestar o iluminismo do dr. Medina, a cidade-bilhete-postal? As ciclovias avenidas acima e abaixo? Os eixos pedonais? Os etc. e tal?


28 comentários

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De V. a 02.02.2020 às 09:53

Acho que o Medina ainda não percebeu que quando cortam a Ribeira das Naus, o único eixo Este-Oeste natural da cidade à excepção da 2ª Circular do lado oposto da cidade, toda a cidade até à Praça de Espanha fica congestionada e pouco menos de intransitável se estiver a chover — o que acontece quase sempre quando:

1. o Arménio fecha outra vez o Terreiro do Paço;
2. há uma corridinha socialista para "devolver o rio às pessoas" (seja lá o que isso for, eu por mim passo estou bem assim fora de água);
3. Os 9ºB das escolas de Odivelas e de Chelas unidas pelo ambiente lutam contra Trump e para salvar o mundo;
4. O Continente espalha couves e rabanetes da Av. da Liberdade à Rua Augusta
5. as outras situações todas que não são tão ridículas como as de 1 a 4.

E quando um governante que governa um sítio não tem noção do fluxo natural do espaço e da maneira de viver da cidade (os sítios por onde as pessoas se preferem deslocar) e não se apercebe que os transportes não servem o centro da cidade de forma adequada e vai para cima de um palco tipo Steve Jobs a anunciar maravilhas com um comandinho do powerpoint nas patas da frente... só consigo concluir que esse gajo é uma ganda besta.
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De jpt a 05.02.2020 às 06:11

A priori nada tenho contra estratégias para uma diminuição do fluxo rodoviário em determinadas zonas da cidade - e no seu centro histórico, em particular. Agora se não vier acompanhado do reforço de alternativas, seja de acesso para essas zonas seja - como refere - para a circulação na cidade ...
O meu resmungo foi só esse, tem que criar alternativas. Ou olear as existentes.
Depois há o que o Paulo Sousa refere em postal acima, este controlo sobre os visitantes que as pessoas podem receber, que é perfeitamente inaceitável. Algo que só soube depois de escrever este postalzito. E nem percebo como, em nome de uma qualquer "melhoria" urbana, as pessoas aceitam que venha à discussão, é mesmo uma involução cultural.
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De Bea a 02.02.2020 às 10:13

O Metro de Lisboa é uma vergonha. Esperamos sempre cerca de dez minutos por ele, avaria com frequência e faz-nos perder as ligações, algumas de viagens com bilhete pré comprado. Mas é o país e os políticos que temos. E talvez sejam os que merecemos.
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De Manuel a 02.02.2020 às 12:20

" E talvez sejam os que merecemos." Pelo menos é nos que votamos.
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De jpt a 02.02.2020 às 16:59

Bea, no fundo é só isso. Os projectos podem ter toda a pertinência ou, pelo menos, alguma. Mas os serviços concomitantes que existem têm que estar à altura. Eu voltei a Lisboa, após duas décadas, em 2015. As pessoas protestavam que o metro "já não era o que era", que vinha decaindo. Tanto ao nível das infraestruturas como da rapidez do serviço (menos comboios, algo evidente). E desde então o deslize continua.

Quanto ao resto a política municipal em Lisboa que é visível (acredito que haja muito mais sobre o qual não recai a minha atenção - atento no que se passa no meu "bairro", Olivais, que tem uma junta perfeitamente patética, e pouco mais) parece que se tem um mandato para alindar o centro histórico, "ajardinando". É um pouco à imagem daquele cacique que mandou inaugurar o cemitério, imortalizado numa velha novela brasileira.
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De Anónimo a 03.02.2020 às 00:36

Não diga isso porque o Pedro Correia acena já com a Constituição ...
Fartei-me de ser magnânimo, desde há algum tempo que agora é doa a quem doer !

WW
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De jpt a 05.02.2020 às 06:05

WW não percebi o seu comentário
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De Anonimus a 02.02.2020 às 11:35

Nos debates sobre mobilidade e vida urbana adoro os vídeos de introdução ao tema. Malta a passear a pé, a pedalar bucolicamente junto ao rio, a deslizar na trotineta ou a apreciar uma bebida na esplanada com os amigos.
As pessoas com tempo contado, com horários a cumprir, a correr de casa para o trabalho ou a ter de chegar à consulta a horas não existem.
Recuso-me discutir mobilidade com sacanas que têm motorista e só metem a peida num transporte público quando há campanha eleitoral.
Por outro lado, quem me dera aqui nas berças ter um metro que se atrasa, ou um comboio que volta e meia é suprimido. Infelizmente contam Lisboa e Porto, houvesse cobertura jornalística das aldeias em redor destas zonas, mais gente perceberia o país atrasado em que vivemos, e que o transporte individual não pode ser descartado
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De jpt a 02.02.2020 às 16:55

Anonimus, o que diz sobre a propaganda fílmica destes projectos é muito acertada. Independentemente de hipotéticos méritos (económicos, urbanísticos, ecológicos, etc.) dos projectos eles são sempre apresentados como se fossem algo a realizar no que não existe, numa "cidade" plácida e repousada que é o inverso do que existe.
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De Anónimo a 02.02.2020 às 12:05

O Medina vive na sua "horta" virtual, sonhando com uma Lisboa plana, que o não é.
Impossível o sonho que não é real.No Chiado parece-me que vão meter arbustos ao estilo dos que existiam quando do incêndio.......

A.Vieira
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De Isabel s a 02.02.2020 às 16:34

Ele quer lá saber de Lisboa. Ele sonha é em manter o tacho e respectivas benesses até que o Costa suba a presidente de qualquer coisa e ele passe a costa 2.
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De Anónimo a 03.02.2020 às 00:41

Não sei se vão ter tempo mas quem espera sempre alcança porque a Constituição permite !
A festa xuxa contínua mas quem vai apanhar as canas sei eu bem quem é...merecem inteiramente.

WW
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De Anónimo a 02.02.2020 às 14:59

De Margarida Palma

E como havemos de protestar, nós os lisboetas, que nascemos nesta cidade,que nela vivemos, ou que a amamos pura e simplesmente?Como é tudo isto possível?
O senhor Medina tem de uma cidade a ideia de um cenário de opereta, e quanto a Lisboa e à alma da cidade não percebe nada de nada - e parece não querer perceber.Não é, infelizmente, o primeiro presidente da Câmara apostado em destruir tudo o que foi sendo construído ao longo dos séculos e conferiu à cidade uma identidade só sua, impossível de confundir com qualquer outra(como é timbre das cidades mais belas, as que não se improvisam), -não, não é o primeiro, basta passar pelo Saldanha e logo nos ocorrem memórias negras...Agora o alvo é mesmo o coração da cidade.E é assim porque sim?não há nada a fazer?

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De Anónimo a 03.02.2020 às 00:44

Vocês queixam-se do que os xuxas fazem em Lisboa eu queixo-me do que os xuxas fazem em Portugal, mas "votámos" neles, logo há que arcar com as consequências não esquecendo a prestimosa ajuda dos "liberais democratas"

WW
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De jpt a 05.02.2020 às 06:13

WW é normal que as pessoas protestem mais com o que assistem perto de si. Esse tipo de resmungo, recorrente, "protestais com o que se passa em Lisboa mas eu aqui em Tormes é que sofro" é um bocado como aqueles que se zangam com quem se impressiona com o incêndio em Madrid e não geme com a cheia no Punjab. É a mesma insensata contestação da insensibilidade alheia
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De JgMenos a 02.02.2020 às 18:11

Faltam as caleches, e os aguadeiros para os ciclistas.
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De jpt a 05.02.2020 às 06:13

li algures que vai haver umas fossas
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De Anónimo a 02.02.2020 às 18:17

Pois também o 1/2Metro deixa pegada eco-carbónica,será para ir acabando.
A pé ! De auto-eléctrico só os eleitos por recente maioria.
Tudo está bem.
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De jpt a 05.02.2020 às 06:14

Como reza a canção feita hino: "A pé, ó vítimas da fome ..."
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De Anónimo a 02.02.2020 às 23:33

Shauane. Para a próxima vez mulungo esperimente ir dos Anjos para os Norte, estação da Alameda. Aí mudas para a linha vermelha, mesma cor do Benfica, rumo a S. Sebastião, mas sai logo no Saldanha. Aí mudas para linha Amarela rumo ao Rato. Hambanine mamparra.
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De jpt a 05.02.2020 às 06:14

Parafuso? Ressuscitaste?
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De Luís Lavoura a 03.02.2020 às 10:02

Não percebo que tem o eventual mau funcionamento do Metropolitano a ver com as proibições de circulação na Baixa de Lisboa. São problemas diferentes. Não vejo porque é que falar de um deva levar a falar do outro.
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De jpt a 05.02.2020 às 06:15

Tá bem
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De Anonimus a 03.02.2020 às 10:21

E por falar em ecologia e populistas

Para o ministro das Finanças, “uma redução transversal do IVA da eletricidade num contexto em que há mais de um milhão de portugueses, 800 mil agregados familiares, que beneficiam da redução da tarifa através da tarifa social iria beneficiar o rendimento dos agregados de maior rendimento”, num efeito contrário às iniciativas do Governo “de aumento da progressividade fiscal e de financiamento da despesa de hoje com receita de hoje”.

“Não vamos voltar ao tempo em que gastávamos hoje aquilo que não tínhamos”, assegurou Centeno.

Para além da questão da responsabilidade orçamental, outro dos argumentos avançados pelo Governo para recusar uma descida transversal do IVA na eletricidade é de que “estimula o consumo de energia, o que tem um fortíssimo impacto negativo no ambiente”.

Atenção ao "agregados de maior rendimento" e "estimula o consumo de energia"
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De jpt a 05.02.2020 às 06:15

é o Galamba?

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