Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ja som Ukrajinec

por Pedro Correia, em 22.02.14

 

Na Ucrânia, por estes dias, não se luta apenas nas ruas e nas praças. As batalhas da propaganda política também são decisivas, com o recurso às novas tecnologias. Este vídeo, por exemplo, teve rápida difusão mundial: já recebeu 3,5 milhões de visualizações.

Dois minutos: não é preciso mais. Uma jovem chamada Yulia difunde a mensagem, clara e directa, recorrendo à técnica do vivo televisivo: "Queremos ser livres".

É quanto basta para o essencial ficar dito. E para o eco se propagar: "Ja som Ukrajinec".

Um marco na luta contra o Governo de Kiev. E uma lição de eficácia comunicacional também.

Publicado também aqui


10 comentários

Sem imagem de perfil

De Disseram-me, não sei a 22.02.2014 às 14:29

Diz que na Soeiro Pereira Gomes nenhum quis ver.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 23.02.2014 às 19:53

Por lá ainda há quem pense que a Ucrânia é parte integrante da URSS.
Sem imagem de perfil

De Vento a 22.02.2014 às 14:41

Já agora, Yulia, quero dizer-te que a vossa luta deve ser a nossa luta: a luta dos portugueses, espanhois, franceses, italianos, gregos, irlandeses, ingleses, brasileiros...
Mais ainda, também nós, os portugueses, temos um governo alinhado com ideologias corruptas sobre o capital e os mercados que não só nos tiram o pão, o gás, a electricidade e o tecto para viver com dignidade como também a liberdade.
Olha, Yulia, e os gajos são apoiados por muitos desses países com que alguns de vós sonham.
Mas, sabes Yulia, aqui a corrupção é manhosa, velada, discreta, bem falante, organizada, maliciosa e, tal como um polvo, tem vários tentáculos.

Perguntar-me-ás: Então, por que não lutam? Sabes, Yulia, somos um bom povo, mas estamos estamos corrompidos por um sentimento terrível: a inveja.

Gostamos muito de ser/ver pobrezinhos, humildes, com o cu lavadinho e não apreciamos pobres com dignidade, gostamos deles dependentes para que possamos satisfaser nossa vaidade e orgulho bacôco.
Também temos inveja do vizinho, da vizinha, do primo, do irmão, do colega de trabalho..., e quando mudamos para uma posição bem melhor a inveja acompanha-nos e aumenta ainda mais.
Temos inveja que outros possam alcançar o mesmo bem-estar, porque invejosamente gostamos de ser adulados. E esta inveja consome de tal forma as nossas forças que ficamos sem forças para lutar. Só somos diferentes com os estrangeiros, porque temos vergonha. Significa isto, a vergonha que sentimos, que ainda há esperança para mudármos.

Por favor, leva esta mesnsagem a todos com quem te encontrares e pede que nos ajudem. Se possível manda fotos desses corpos sem vida de jovens e adultos que morreram a lutar contra a corrupção. Peço-te isto para que compreendamos todos que esses rostos sem vida serão os rostos que no futuro veremos com um sorriso alegre e uma gargalhada livre, na Ucrânia.
Espero voltar a ver o teu rosto, com um sorriso alegre.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 23.02.2014 às 19:54

Felizmente nós por cá não temos "forças da ordem" que matam mais de cem cidadãos que exerciam o direito constitucional à manifestação, como agora aconteceu em Kiev.
Sem imagem de perfil

De Vento a 23.02.2014 às 23:28

Pois é, Pedro,

nós por cá não lutamos como eles. Os nossos direitos constitucionais não são suficientemente fortes para nos mobilizar a esse ponto. Eles também estão endividados, mas as dívidas deles à Rússia não devem ser para pagar. E nós, no ocidente, entenda-se os nossos governos, não falamos porque a passagem do gás também é feita pela Ucrânia. Mas ainda bem que não falam.

Se lutássemos como eles não faltaria quem nos chamasse de selvagens, sequestradores das forças da ordem, usando machados e outras armas mais. Mas entenda bem, não é isto que eu desejo para nós e para qualquer outro povo. Mas desejo, tal como na Ucrânia, que a corrupção tenha um fim.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 24.02.2014 às 23:49

Ninguém bem formado deseja morticínios em lado nenhum, meu caro. Por todos os motivos. E também porque nunca problema algum foi resolvido sobre pilhas de cadáveres. No continente europeu - e naquela zona especificamente - já houve mortos em excesso nos últimos cem anos. Só no início da década de 30 foram dez milhões, vítimas do maior de todos os crimes de Estaline:
http://www.unitedhumanrights.org/genocide/ukraine_famine.htm
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.02.2014 às 13:56

Pedro,
a questão não é colocada pelo lado da boa ou má formação das pessoas. Nem das ocorrências do passado.
Os povos têm direito à lierdade e a lutar pela mesma. A via da violência infelizmente resolve algumas coisas, mas não soluciona tudo.
Os meus comentários, e o meu "diálogo" com a Yulia, têm como objectivo revelar que o assalto ao poder e a opressão sobre os povos ocorre em ambos os lados.
Nos países ditos democráticos, hoje em dia, assistimos a acções terroristas contra as populações em nome de uma legitimidade democrática, que pensa que o voto popular os legitima a fazer qualquer merda e qualquer merda contra todos. Entendem-se donos do estado, do país, das leis do estado e da vida da nação. É a este messianismo bacôco, estúpido, irracional e infantil que contraponho em meus comentários.

O Pedro ao usar os argumentos sobre Stalin, um carniceiro, parece-me que procura retirar o peso de minhas palavras.

Vamos lá ver, a Ucrânia é, deve ser, dos ucranianos, mas não só desses ucranianos que lutam pelas ruas de Kiev.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 26.02.2014 às 23:58

Meu caro: a Ucrânia já foi retalhada vezes sem conta, já foi vítima de morticínios sem fim e padece do excessivo peso da história, aliás à semelhança de muitos países e territórios do centro e leste da Europa, o continente de todas as guerras e de todos os massacres. Será, estou certo disso, aquilo que o povo ucraniano determinar - com plena soberania e autodeterminação. Porque o tempo em que essa soberania estava asfixiada em nome de vontades imperiais alheias terminou de vez.
A fuga do presidente deposto, que abandonou Kiev como os ratos costumam abandonar os porões dos navios, é bem demonstrativa disso.
Sem imagem de perfil

De Flávio Gonçalves a 24.02.2014 às 03:29

Brilhante vídeo, embora tresande a psy ops da CIA.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 24.02.2014 às 23:43

Não digo que não. Mas lá que é eficaz, lá isso é.

Comentar post



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D