Já ninguém é Charlie
Os bárbaros atentados de 7 de Janeiro em Paris, que vitimaram 17 pessoas (incluindo alguns dos mais conhecidos caricaturistas franceses), ocorreram faz hoje um mês. Mas parece ter já decorrido um ano. Durante alguns dias ouviu-se gritar "Je suis Charlie" em alta estridência um pouco por toda a parte: até o George Clooney achou "giro" exibir-se com um dístico desses numa festarola em Hollywood.
Sobre as cinzas do massacre logo tombou a lei do silêncio, impondo-se por toda a parte um pragmatismo amedrontado - enquanto o fanatismo islâmico continua a matar. Agora já quase ninguém é Charlie. Nem o Clooney, sou capaz de apostar.
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