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Já não há paciência

por Pedro Correia, em 15.05.14

 

Para a palava maldição e para esta tendência tão portuguesa de justificar desaires próprios com a suposta intervenção de forças ocultas. Basta percorrer os olhos pelas capas dos jornais de hoje e lá salta o famigerado lugar-comum que nada explica e dá uma imagem muito pálida do nosso talento jornalístico:

«Maldição» (Record)

«Derrota na maldição dos penáltis» (Correio da Manhã)

«Beto foi maldição que chegue» (O Jogo)

«A maldição de Beto Guttman» (Jornal de Notícias)


38 comentários

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De l.rodrigues a 15.05.2014 às 12:45

Não resisitir ao trocadilho foi o que fizeram os seus colegas que censura...
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 12:56

A questão não é o trocadilho. A questão é a tendência tão portuguesa para explicar os desaires em função de 'maldições', de superstições, do sobrenatural. Nunca em função de causas próprias, terrenas, decifráveis.
Andamos há semanas a ler textos e a ouvir teses sobre a suposta 'maldição de Bela Gutman', que nunca existiu.
É uma espécie de sebastianismo às avessas.
Não confunda manchetes de imprensa com a caixa de comentários de um blogue. A imprensa nunca deve descurar a missão pedagógica em vez de alimentar superstições.
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De l.rodrigues a 15.05.2014 às 14:08

Aquilo não é jornalismo, é entretenimento. Se os jornais desportivos fizessem jornalismo, relatar factos e/ou investigá-los, já tinham acabado.

Por outro lado "Beto Gutman" "Maldição dos Penalties", "Beto foi maldição que chegue", dificilmente se podem entender como tentativas de explicar seja o que for com o sobrenatural.
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 16:10

Mas não há "maldição" alguma. Nunca houve. A "maldição" é uma patranha que nunca existiu.
E contamina muito para além da imprensa desportiva:
http://www.publico.pt/desporto/noticia/aquele-maldito-guiao-de-bela-guttmann-1635999#/0

O Benfica não perde por efeitos exteriores. Perde por culpa própria. Isto é que é muito português: passamos o tempo a inventar pretextos para aliviar as nossas responsabilidades nas mais diversas matérias. Uma espécie de sebastianismo, embora de sinal inverso.

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